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quinta-feira, 7 de maio de 2009

O JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, NÃO MENTIU



ABERTOS OS ARQUIVOS DA ” DITADURA”

01/05 - Dilma Roussef e as organizações terroristas nas quais militou - 2ª Parte



Carlos Franklin Paixão Araújo era advogado e começou sua militância, bem novo, no PCB. Militou no início dos anos 60 em Recife, juntamente com Francisco Julião, o líder das Ligas Camponesas, ( o MST da época , bem mais pobre e com menos militantes que hoje). Esteve, juntamente com Julião, em Cuba, onde conheceu Fidel e Che Guevara. Em 1964 foi preso por alguns meses. Nunca deixou a militância. Depois de solto, continuou cooptando militantes. Finalmente, aderiu à luta armada. Procurando apoio em outras organizações mais atuantes, fez contato com Juarez Guimarães de Brito e Maria do Carmo Brito ( COLINA) e viajou ao Rio várias vezes. Numa dessas viagens conheceu Dilma Rousseff e logo começaram um relacionamento.

Os primeiros meses de 1969 foram marcados pelas prisões de dezenas de militantes da VPR e do COLINA, inclusive, diversos de seus dirigentes. Esses grupos, debilitados, buscaram na fusão, um modo de rearticularem-se formando uma única organização, mais poderosa e de âmbito quase nacional. Antonio Roberto Espinosa foi designado pela VPR, para as conversações com o COLINA. Espinosa, apesar de seus 23 anos , era experiente. Tinha em seu curriculo algumas ações armadas: assaltos a bancos e roubo de armas em quartéis.

Os contatos foram feitos e, no início de junho, numa casa do litoral paulista, próxima a Peruibe, membros da VPR, entre eles Carlos Lamarca, e do COLINA realizaram uma primeira reunião. Ao final do encontro foi emitido um “Informe Conjunto”, que comentava “a perfeita identidade política das duas organizações” o que deveria conduzí-las à fusão, que ainda não fora concretizada, oficialmente, em face da ausência de alguns membros do Comando Nacional do COLINA. Por esse motivo foi marcada uma nova reunião para o final do mês, que ultimaria a fusão e um congresso para referendá-la.

Nesse período, entretanto, as ações armadas não pararam. Na noite de 22 de junho militantes das duas organizações assaltaram uma companhia do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo, em São Caetano do Sul roubando 94 fuzis, 18 metralhadoras Inas, 30 revólveres Taurus, calibre.38, 360 granadas e cerca de 5000 cartuchos de calibres diversos. Aumentava o arsenal já conseguido com os assaltos à Casa de Armas Diana e ao 4º RI .

No início de julho, numa outra casa do litoral Paulista, em Mongaguá, realizou-se a denominada Conferência de Fusão, com o comparecimento de todos os integrantes dos dois Comandos Nacionais. No “Informe sobre a Fusão”, datado de 7 de julho de 1969, já aparecia o nome da nova organização - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares - VAR-Palmares, que iria, também, ganhar a adesão de militantes da Dissidência do PCB de Sâo Paulo - DI/SP.

Foi eleito o seguinte Comando Nacional, com três elementos oriundos de cada organização: Carlos Lamarca, Antonio Roberto Espinosa e Cláudio de Souza Ribeiro, da VPR; e Juarez Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito e Carlos Franklin Paixão Araújo, do COLINA.

Dilma, já vivendo com Carlos Franklin Paixão Araújo, bem posicionada no COLINA, defendia, na fusão das organizações, a necessidade de um trabalho paralelo às ações de massa. Era preciso o apoio do povo para desencadear a revolução

O estatuto da nova organização não deixava dúvidas quanto a finalidade da VAR-Palmares: ” A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares é uma organização politico-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.”

Estruturalmente foram criados dois grandes setores:

- Setor de Luta Principal, para tratar do treinamento e da formação da ” Coluna Guerrilheira”; e

- Setor de Lutas Complementares, encarregado das lutas urbanas e da coordenação das regionais de São Paulo, Guanabara, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Bahia.

. Apesar da fusão ter sido concretizada, as discussões da conferência não foram tranquilas, transcorrendo num clima tenso e, por vezes, tumultuado. Os ” massistas”, oriundos do COLINA, mais bem preparados politicamente, criticavam os “militaristas” da VPR, pelo ” imediatismo revolucionário” que defendiam. Ao mesmo tempo, entrando com 55 milhões de cruzeiros e um grande arsenal de armas, munições e explosivos, os oriundos da VPR sentiam-se moralmente fortalecidos, em face da falta de dinheiro e das duas metralhadoras Thompson e 4 pistolas , trazidas pelo COLINA.

Entretanto, tudo foi esquecido quando Juarez Guimarães de Brito apresentou o seu trunfo, o planejamento da ” grande ação”, que poderia dar à VAR-Palmares a sua independência financeira.

A grande Ação

Gustavo Buarque Schiller, o “Bicho”, era um secundarista da Guanabara que havia participado das agitações estudantis em 1968 e era ligado ao COLINA. De família rica, morava em Santa Tereza, RJ, próximo à casa de sua tia Anna Benchimol Capriglione , conhecida como sendo a “amante do Adhemar”, ex- governador de São Paulo. Ao saber que no casarão de sua tia havia um cofre com milhôes de dólares, levou esses dados à organização. Essas informações foram suficientes para que fosse praticado o maior assalto feito por qualquer organização terrorista no Brasil. A féria foi excelente, inimaginável: dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares.

Segundo reportagem da revista Piauí de abril de 2009: “Nem Dilma nem Araujo participaram da ação, mas ambos estiveram envolvidos na sua preparação.”, e Franklin Paixão Araújo afirma que foi ele que levou, de Porto Alegre , o metalúrgico Delci Fensterseifer para abrir o cofre com maçarico.

Ainda segundo a revista Piauí,

“Carlos Franklin Paixão Araújo, deu um depoimento no DOPs de S P onde declarou que ficou em seu poder com 1.2 milhão de dólares, dividido “em três malas de 400mil dólares cada uma” e que o dinheiro ficou cerca de uma semana, “em um apartamento à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares “. Araújo não quis comentar o depóimento ao Dops. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um outro militante, que chega à soma de 972 mil dólares. “

Araújo ainda declara na reportagem da Revista Piauí : ” É impossivel chegar a uma conclusão sobre isso que não tem mais importância nenhuma”.

Continuando a respeito dessa reportagem trancreve-se o seguinte: Num dos inquéritos é dito que Dilma Roussef “manipula grandes quantias da VAR-Palmeres. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através do seu interrogatório verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolicionários postos em prática pelas esquerdas radicais. (..)”

O destino desse dinheiro é um mistério. Nenhum dos envolvidos na ação, direta ou indiretamente, comenta, muito claramente, como foi gasta essa fortuna.

Versão do Projeto Orvil

O “Projeto ORVIL”, escrito pelo Centro de Informações do Exército (CIE), ficou pronto em fins de 1987 e nunca foi editado.Apenas cópias, em xerox, foram distribuidas.para algumas pessoas, inclusive jornalistas. Uma destas cópias foi entregue à editoria deste site que o disponibilizou para ser acessado. Até a presente data já foram feitos mais de 21 mil acessos.

A versão, até hoje não contestada, dessa “grande ação”, constante no “Propjeto Orvil”, cujo nome verdadeiro é “Tentativas de Tomada do Poder”, também chamado pela esquerda de “Livro Secreto do Exército” e “Livro Negro da Ditadura” é a seguinte:
” Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarâes de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Caprigione, dizendo estar à cata de “documentos subversivos”.

Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao segundo andar e roubou, por meio de cordas cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 Kg, colocado numa Rural Willys. Em menos de 30 minutos, consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil.

Participaram do roubo: Wellington Moreira Diniz, José Araújo Nóbrega, Jesus Paredes Sotto, João Marques de Aguiar, João Domingos da Silva, Flávio Roberto de Souza, Carlos MInc Baunfeld, Darcy Rodrigues, Sônia Eliane Lafoz, Reinaldo José de Melo, Paulo Cesar de Azevedo Ribeiro, Tânia Manganelli e mais um terrorista da VAR- Palmares.

Levado para um “aparelho” localizado próximo ao Largo da Taquara, em Jacarepaguá/RJ, o cofre foi aberto com um maçarico, com o cuidado de enchê-lo de água, através da fechadura, para evitar que o dinheiro se queimasse. Aberto, os militantes puderam ver , maravilhados, “milhares de cédulas verdes boiando”. Penduraram as notas em fios de “nylon” estendidos por toda a casa e secaram-nas com ventiladores. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da “grande ação”.

Além das inevitáveis especulações sobre as origens da fabulosa quantidade de dólares, encontrada no cofre, no lugar dos esperados documentos comprometedores que procuravam, encontraram apenas cartas e papéis pessoais e nada que pudesse incriminar o ex-governador.

O destino dado ao dinheiro nunca foi devidamente esclarecido, perdido nos obscuros meandros da cobiça humana sobrepondo-se à ideoloigia.

Juarez e Wellington Moreira Diniz deixaram todo o dinheiro num “aparelho” na Rua Oricá, 768, em Braz de Pina/RJ, guardado por Luiz Carlos Rezende Rodrigues e Édson Lourival Reis Menezes. Após alguns dias, Juarez foi buscar o dinheiro e determinou que esses dois militantes viajassem para a Argélia. Édson foi, em 12 de agosto, a fim de comprar armas e Luiz Carlos, para fazer um curso de guerrilha.

Cerca de 300 mil dólares foram colocados em circulação, sabendo-se que muitos militantes receberam 800 dólares para emergência. Os dirigentes passaram a viver sem dificuldades financeiras. Inês Etienne Romeu recebeu 300 mil dólares. Cerca de 1,2 milhões foram distribuídos pelas regionais, para aquisição de armas, “aparelhos” e carros, além da implementação das possíveis áreas de treinamento de guerrilha.

No final de setembro 1969, Maria do Carmo Brito entregou ao Embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, a quantia de um milhão de dólares. As ligações do Embaixador Keramane com o COLINA, através de Juarez e Maria do Carmo Brito, iniciaram-se em 1968, tendo o diplomata argelino auxiliado essa organização na aquisição de armas e na preparação de viagens de militantes para fazer curso na Argélia. Um deles foi Chizuo Osava, ” Mário Japa”, em novembro de 1969.

Quanto a Gustavo Buarque Schiller, o “Bicho”, seu destino foi mais claro, - se não, trágico - do que o dos dólares que denunciou. Logo após o assalto, passou para a clandestinidade, no Rio Grande do Sul, onde usou os codinomes de “Luiz” e “Flávio”. Preso em 30 de março de 1970, foi banido para o Chile, em 13 de janeiro de 1971, em troca da vida do embaixador suiço. Depois de passar longos anos de dificuldades financeiras na França, retornou ao Brasil em 18 de novembro de 1979. Movido por “conflitos existenciais”, suicidou-se, em 22 de serembro de 1985, atirando-se de um edifício em Copacabana.

Com os dólares, com as armas e com os militante preparados, a VAR-Palmares nascia grande e prometia tornar-se a maior das organizações subversivas brasileiras.
Os conflitos ideológicos entre seus integrantes, originados de uma fusão que nunca desceu da cúpula dirigente às bases, acabariam por dividi-la e enfraquecê-la.”

O “Racha”

Na noite de 29 de julho , de 1969, a VAR-Palmares perdia dois expressivos militantes em tiroteio com policiais em um posto de gasolina da Barra Funda, capital paulista- Fernando Borges de Paula Ferreira e João Domingos da Silva, que faleceram .No tiroteio ficaram feridos três policiais - Francisco Rocha, José Roberto M. Salgado e Adriano Ramos, além do funcionário público Osmar Antônio da Silva.

As perdas ( prisões e mortes ) de militantes, além de permanentes conflitos entre a cúpula, levaram ao preparo do 1º Congresso Nacional da VAR-Palmares, com a redação das teses para serem discutidas no Congresso

Pelo lado dos oriundos do VPR, dois documentos marcavam uma posição puramente foquista, privilegiando de modo total e absoluto a coluna guerrilheira :

- “A Vanguarda Armada e as Massas na Primeira Fase da revolução”, conhecido como as “teses do Jamil” e escritos por Ladislas Dowbor.

- “Area Estratégica - Coluna Móvel Guerrilheira”, preparado por Carlos Lamarca e Juarez Guimarães de Brito, com idéias de Chizuo Ozava .

Ao mesmo tempo, um grupo de militantes oriundos do COLINA, escrevia os documentos:

-”Teses sobre a Tática “

-”Poliítica de organização”, expressando uma posição contra o foquismo e o militarismo.

Em consequência, também dentro dessa linha, passaram a circular vários documentos, entre eles, “Guerra Revolucionária”, “Situação Internacional, América Latina e Realidade Nacional ” e “Contribuição à elaboração de uma linha de massa”.

Em agosto de 1969, começaram a chegar a Teresópolis os primeiros delegados enviados pelas organizações para representá-las : Seis integrantes do Comando Nacional da VAR-Palmares e nove delegados, eleitos pelas conferências regionais. Ao todo eram 16 militantes com direito a voto. Presente também, como delegado especial dos “deslocados”, Apolo Heringer Lisboa.Sem direito a voto, seis outros militantes. A equipe de manutenção e segurança era composta por 11 elementos.

Durante 20 dias, 33 militantes, discutiram , brigaram e por pouco quase não partiram para tiros e agressões físicas. Isso tudo, recheado de acirradas discussões políticas, além de atos pouco recomendáveis para uma ocasião em que pretendiam discutir o futuro de duas das maiores organizações terroristas.

As divergências de pensamento político eram profundas. Concretiza-va-se o ” racha.”. De um lado o grupo que apoiava as teses do antigo COLINA, que continuou com o nome de VAR-Palmares, de outro o grupo de Lamarca, que voltou a chamar-se VPR

Nos meses seguintes a corrida das duas organizações para o aliciamento de novos militantes foi grande.. Por ocasião do racha, a VAR-Palmares possuía cerca de 300 militantes. No final de 1969, cerca de 100 permaneciam na VAR, 100 estavam presos e outros 100 estavam na VPR, ressurgida depois do racha. A VAR - Palmares havia perdido a oportunidade de tornar-se a maior organização subversiva brasileira.

Segundo a Revista Piauí , depois do racha, Dilma foi enviada para S Paulo. Lá alugou um quarto em uma pensão e o dividia com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora e segundo a mesma reportagem, Dilma em entrevista à Folha, em 2003, teria dito que:

” Eu e Celeste entramos com um balde : eu me lembro bem do balde porque tinha munição . As armas, nós enrolamos em um cobertor . Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama . Era tanta coisa que a cama ficava alta. Era uma dificuldade para nós duas dormirmos ali. Muito desconfortável. Os fuzis automáticos leves, que tinham sobrado para nós, estavam todos lá. Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. (…)”

Assassinatos praticados pelo COLINA e pela VAR-Palmares antes da prisão de DIlma Rousseff

01/07/68 – A execução de Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, major do Exército alemão. Dilma, militante do COLINA, tinha aulas sobre armamentos, tiro ao alvo e explosivos. Grande parte dessas aulas era ministrada por João Lucas Alves, um dos assassinos do major. Além de dar instruções de técnicas de guerrilha à Dilma, seu 1º marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, em entrevista à Revista Piauí, demonstra mais que uma simples relação de militância com João Lucas Alves ,e sim intimidade, quando declara :”O João Lucas ficava hospedado em nossa casa”

25/101968- Wenceslau Ramalho Leite assassinato durante o roubo de seu carro. Participaram da ação Fausto Machado Freire e Murilo Pinto da Silva

29/01/1969- subinspetor Cecildes Moreira de Faria e o guarda - civil José Antunes Ferreira e feriram gravemente o investigador José Reis de Oliveira ,que se preparavam para invadir o “aparelho”,onde um grupo do Colina estava reunido. Os policiais foram recebidos por rajadas de uma metralhadora Thompson, disparadas por Murilo Pinto da Silva, irmão de Ângelo Pezzuti. No local foram encontrados armas munições, fardas da PM, documentos do COLINA e dinheiro dos assaltos. Na ação foram presos os seguintes militantes: Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Maurício Vieira de Paiva (ferido com dois tiros), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Jorge Raimundo Nahas e sua esposa Maria José de Carvalho Nahas.

31/03/1969 – assassinato do comerciante Manoel da Silva Dutra, durante assalto ao Banco Andrade Arnaud, no Rio. Carlos Minc - VAR-Palmares - estava no grupo.
11/07/69 – Assassinato de Cidelino Palmeiras do Nascimento, motorista de táxi (conduzia policiais em seu carro), decorrência do assalto ao Banco Aliança - VAR-Palmares
24/07/69 – O assassinato do soldado da PM-SP Aparecido dos Santos Oliveira, decorrência de um assalto a uma agência do Bradesco, de que a VAR-Palmares fez parte.

Dilma , Galeno e Franklin Paixão Araújo

Galeno, 1º marido de Dilma, no dia primeiro de janeiro de 1970, para comemorar o aniversário da Revolução Cubana sequestrou, em pleno vôo, um avião Caravelle da Cruzeiro do Sul, desviando-o para Cuba . Foi o 1º sequestro de um avião brasileiro. Partiparam dessa ação: James Allen Luz, Athos Magno Costa e Silva, Isolde Somer, Nestor Guimarães Herédia e Marília Gimarães Freire

Uma onda de prisões, entre elas a de José Olavo Leite Ribeiro, levou Dilma à prisão. Dilma mantinha três contatos semanais com José Olavo (por medida de segurança os militantes tinham os “pontos” marcados com antecedência). Ao ser interrogado, José Olavo “entregou” um “ponto”, em um bar, com Antônio de Pádua Pessoa, mesmo sabendo que Dilma poderia aparecer, pois era um “ponto alternativo”. Isso, realmente, aconteceu. Dilma “cobriu” o “ponto” e foi presa, quinze dias depois do sequestro do Caravelle. A polícia desconfiou de um sinal feito por Olavo para Dilma e foi em cima. Segundo José Olavo, “eles desconfiaram. e ela foi presa por que estava armada.” ( revista Piauí )

Franklin Paixão Araújo foi preso em 12 de agosto de 1970 e condenado a 4 anos de prisão, parte da pena cumprida em Porto Alegre. B.

Dilma ficou presa 3 anos e saiu do Presídio Tiradentes, no final de 1973.. Pouco depois, foi para Porto Alegre onde Franklin Paixão Araújo cumpria seus últimos meses de prisão.

Deixamos aos nossos leitores dados para que façam uma avaliação a respeito da responsabilidade da militante Dilma Rousseff ao aderir âs organizações que praticaram assaltos, assassinatos, sequestros, “justiçamentos”, atentados a bombas, sabotagens e outros crimes. Como os leitores do site podem observar as pessoas dessas organizações não eram presas por crime de opinião. Algumas, mesmo não participando dos atos propriamente ditos, eram presas por crime de apoio logístico, planejamento e organização das ações armadas.

Após a prisão de Dilma, inúmeros foram os crimes praticados por terroristas provenientes de várias organizações. A VPR, ALN , VAR-Palmares ,MOLIPO, PCBR, AP, , MRT, REDE, MR-8 , PCR, PCdo B e outras, foram organizações subversiva que por mais de uma década aterrorizaram o Brasil.

Vê-se, claramente, por declarações de seus maridos, de camaradas de armas, de seus companheiros, que, nas organizações em que militou: Polop, COLINA, e VAR-Palmares, Dilma, até a sua prisão, não se encarregava, apenas, de distribuir panfletos em porta de fábricas.

Segundo o parecer do jurista Luiz Flávio Gomes, “Ocorre co-autoria (no Direito Penal) quando várias pessoas participam da execução do crime, realizando ou não o verbo núcleo do tipo. Todos os co-autores, entretanto, possuem o co-domínio do fato. Todos praticam fato próprio. Enquanto o co-autor participa de fato próprio, o partícipe contribui para fato alheio. Três são os requisitos da co-autoria:

1) pluralidade de condutas;

2) relevância causal e jurídica de cada uma;

3) vínculo subjetivo entre os co-autores (ou pelo menos de um dos co-autores), com anuência ainda que tácita do outro ou dos outros co-autores


orvil VERDADESUFOCADA

O nazismo



Escrito por Nivaldo Cordeiro
Seg, 04 de Maio de 2009

Encontrei meu amigo Quinho sentado num cantinho da Rua Padre João Manuel, debaixo da marquise do Conjunto Nacional. No chão, olhava pra o nada. De longe pensei que estivesse triste, mas ao me aproximar vi que estava machucado. Apressei o passo para me aproximar. Agachei-me ao seu lado.

– Bom dia, amigo Quinho, perguntei-lhe, que cara inchada é essa?

– Ai, doutor, está doendo. Foi ontem. Estava aqui no lugar em que durmo quando uns jovens nazistas me abordaram. Já tinha adormecido quando fui chutado no rosto. Veja como ficou, doutor, falou mostrando o grande hematoma. Eles queriam me matar. Depois do pontapé, me cercaram e apontaram armas brancas e cassetetes para mim. O que parecia o chefe falou: "Aí, seu negão vagabundo, vamos acabar com a sua raça, Seu imprestável. Que falta faz Hitler por aqui."

Quinho fez uma pausa, pois foi interrompido pela emoção. Correu-lhe uma lágrima no rosto. Retomou.

– Doutor, aconteceu algo inexplicável. Eu estava de joelhos e não tinha como me defender. Aí eu fiz algo que surpreendeu e desarmou os terroristas.

– O que fez, Quinho?

– Eu rezei, doutor, como nunca fiz em minha vida. Uma oração que brotou do fundo da minha alma. Em voz alta, assim: Pai nosso que estais no céu, santificado seja o seu nome... Eles ficaram paralisados por uns instantes. Nisso virou na esquina uma viatura policial e eles saíram às pressas. Os meganhas nem viram que me machucaram, mas parece que a mão de Deus operou e o mal foi afastado,

– Já almoçou, Quinho? Não? Então venha comigo, vamos ali, na churrascaria em frente. Vamos comer. Você hoje é meu convidado.

Sentamo-nos. Quinho olhou para mim e disse:

– Doutor, essa experiência de ontem só aumentou a minha reprovação ao governo Lula por ter convidado esse nazista que governa o Irã para visitar o Brasil. Está errado. Esse homem é louco, é genocida e chefia um governo delinqüente. Quer matar também os cristãos, que esse ódio aos Estados Unidos é fachada para destilar o ódio ao cristianismo. Esse homem é um perigo para a humanidade.

– Quinho, por que Lula o está recebendo?

– Ora, doutor, a aliança entre comunistas e nazistas sempre aconteceu, é histórica. Não se lembra do pacto secreto Ribbentrop-Molotov, que deu a Hitler a liberdade para anexar países da Europa Central e do Leste e começar a matança de judeus, na sua horrenda solução final? Aquilo não foi ao acaso. Comunismo e nazismo são formas de coletivismos genocidas e ambos odeiam de morte os valores judaico-cristãos. Lula e o PT estão usando a desculpa comercial para trazer o nazista para cá, mas bem sabemos isso é fachada. O que estão fazendo é quebrando o isolamento internacional do nazista. Isso é uma traição aos brasileiros, ao cristianismo, mas é especialmente traiçoeiro para com a nossa comunidade judaica. Desde os tempos de Getúlio Vargas que os judeus no Brasil não foram tão hostilizados e menosprezados pelas autoridades do governo. Lula não deveria fazer isso.

Calamo-nos. Enquanto comíamos eu pensava nessa loucura toda. Um sentimento de déjà vu tomou conta de mim. Quinho estava certo, ele era a prova viva do que essa ideologia nazista miserável poderia fazer por aqui. Paguei a conta de saímos do restaurante.

– Quinho, tem aqui um dinheiro para você comprar remédios. Se cuida, meu amigo. Melhor mudar o local onde dorme, para não dar mole para os nazistas.

– Grato, doutor. Pode deixar, sei me cuidar. Tenho sobrevivido bem por aqui, apesar do mal que está a solta. Até.

Fui-me pensando que uma cena como essa poderia ter acontecido em Berlim no começo dos anos Trinta.

Fonte:

http://www.endireitar.org/site/socialismo-comunismo/357-o-nazista

Nota: Chaves e Lula, as mesmas aspirações, os mesmos gostos, a mesma prepotência, o sonho de suceder Fidel na America latrina.

JN


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Escuta essa! – Porcos, pererecas ...; “recuar para avançar”

FESTIVAL DE BESTEIRA QUE ASSOLA O PAÍS.

O2/05/2009


MAIS E MENOS INTEIROS

Diogo Mainardi
Mais e menos inteiros

"Um brasileiro com linfoma que toma MabThera
tem mais chance de sair inteiro do lado de lá do
que um brasileiro com linfoma que é atendido
pelo SUS e não toma MabThera"

MabThera. É a marca do remédio usado no tratamento de linfomas iguais ao da ministra Dilma Rousseff – os linfomas de células B. Associado à quimioterapia, ele aumenta a possibilidade de cura dos pacientes em cerca de 20%. Dilma Rousseff fez bem em procurar um hospital particular. Seus hematologistas e seus oncologistas podem receitar-lhe o MabThera, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. Os mais de 10 000 pacientes com linfomas que todos os anos recorrem aos hospitais públicos brasileiros, por outro lado, não podem contar com o remédio. Porque ele é caro demais para o SUS: um frasco custa 8.000 reais. O que aumenta mesmo, nesses casos, é só a possibilidade de morrer.

No sábado 25, ao lado de seus médicos, Dilma Rousseff falou abertamente sobre seu estado de saúde. Depois de informar que retirara um linfoma e que passaria por um tratamento de quimioterapia, ela declarou o seguinte, com aquela sua gramática um tanto peculiar: "Nós, brasileiros, temos o hábito de sermos capazes de enfrentar obstáculos e sairmos inteiros do lado de lá". Alguns brasileiros enfrentam obstáculos menores do que os outros. E alguns brasileiros possuem mais chance de sair inteiros do lado de lá. Os médicos de Dilma Rousseff sabem disso: um brasileiro com linfoma que toma MabThera tem mais chance de sair inteiro do lado de lá do que um brasileiro com linfoma que é atendido pelo SUS e não toma MabThera. Há brasileiros mais inteiros e brasileiros menos inteiros.

Em seu primeiro comentário público sobre o assunto, Lula garantiu que Dilma Rousseff "não tem mais nada". De certa maneira, ele está certo. Os dados do Ministério da Saúde sobre a incidência de câncer no país nem relacionam o linfoma. Para o governo, trata-se de uma categoria indiscriminada. É como se, oficialmente, o linfoma nem existisse. Para fazer qualquer planejamento, as autoridades sanitárias brasileiras se baseiam nos dados dos Estados Unidos. Há muitos anos, os médicos da rede pública tentam inutilmente incluir o rituximabe – o nome genérico do MabThera – no tratamento dos linfomas. Mas o medicamento só costuma ser obtido na marra, por meios legais, quando um doente processa o Ministério da Saúde. O maior obstáculo que os brasileiros enfrentam, para citar Dilma Rousseff, é o governo.

Lula e o PT imediatamente levaram o linfoma de Dilma Rousseff ao palanque, usando o apelo emocional para tentar impulsionar sua candidatura a presidente. Em vez disso, teria sido mais decoroso levar o linfoma aos hospitais públicos, estendendo aos pacientes mais pobres o acesso ao MabThera. Quem sabe alguns deles conseguissem sair inteiros do lado de lá.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Alvos errados - Perigo de fragmentação - Gripe Mexicana

Comentário da semana  nº 34  - 02 de maio de 2009


 

Por Gelio Fregapani


 


 

(Inspirado em artigo da Gazeta Mercantil

malfadada demarcação das terras indígenas, que ficam exatamente sobre riquezas minerais cobiçadas por muita gente, já gerou uma reação emocional por parte dos grupos indígenas manipulados pelas ONGs: a sensação de serem um país, distinto do Brasil  A região caminha para um separatismo, com provável subordinação aos interesses de outra nação, talvez a Inglaterra ou aos EUA, como  ocorreu com alguns Estados separados da antiga União Soviética.


 

Alvos Errados

Um artifício conhecido por todos militares são os simulacros, isto é falsos alvos para atraírem o fogo inimigo, livrando o que realmente queremos preservar. Nos combates em terra se simulam canhões desde troncos e tanques de borracha infláveis até falsos entrincheiramentos e fortificações com campo de minas. Para citar fatos recentes, é conhecido que, na guerra das Malvinas, os britânicos ancoraram no canal de São Carlos um velho navio sem tripulação, cheio de isopor e pó contra incêndio, com a finalidade de atrair os poucos exorcet dos caças argentinos, livrando assim suas belonaves desse míssil destruidor. A operação foi bem sucedida.

  Os argentinos também desviaram o bombardeio do seu aeroporto, pintando um falso à pequena distância e colocando sobre o verdadeiro, falsas construções de armação e lona pintada, que eram retiradas momentaneamente antes de pousos ou decolagens. A verdadeira pista funcionou até a véspera da rendição argentina, sem sofrer bombardeios.

Agora vemos estarrecidos o desvio de nossa energia para alvos sem expressão: Debatemos o bate-boca de moleque no STF esquecendo do empenho do relator em entregar a Raposa às ONGs; desviamos para os antigos subversivos já travestidos em pensionistas a atenção que deveríamos dirigir para o Tarso Genro, Geenhalg e Thomas Bastos, os causadores das indenizações milionárias e acirramento  dos velhos antagonismos; indignamo-nos com as passagens aéreas de meia dúzia de malandros e nos esquecemos dos bilhões doados ao MST e às ONGs estrangeiras, criadas especificamente para esfacelarem o Brasil em nações indígenas, nações quilombolas, sobrando o nome como uma expressão geográfica balcanizada, entremeada por feudos autônomos de gangues como o PCC e o Comando Vermelho e habitada por indivíduos cuja grande aspiração é conseguir uma dupla cidadania em função de sua já mesclada origem européia 

A grave crise em gestação no Brasil não é econômica, política ou social, mas de Estratégia Nacional. De repente, parece que o Estado sumiu, restando apenas o governo em seu lugar. Ou restaura-se o Estado soberano no Brasil ou, em menos tempo do que se imagina, o território nacional poderá entrar em processo de fragmentação.

Ao longo da história, o nosso Brasil teve êxito em manter unidos seu povo e seu território, ao contrário do que ocorreu nos países da América Hispânica.
A obra unificadora do Império quase foi abalada apenas na Regência e no início da República. Durante o Século XX, nosso país não teve problemas de separatismos, nem foi envolvido em conflitos armados na América do Sul.

Na política externa e interna, a elite dirigente, apesar das justas críticas, conseguira manter o Brasil unido. Entre os segmentos que a compunham, o militar sempre esteve presente.
Hoje, além das divisões internas em etnias hostis, a atuação para-militar de facções políticas como o MST e o radicalismo ambiental geram reações que tendem conduzir a conflitos; portanto são forças centrífugas.

Com a desmoralização generalizada dos três Poderes e o afastamento das Forças Armadas do centro das decisões, as forças de coesão poderão ser superadas pelas forças de dispersão, exatamente na ocasião em que o mundo, faminto de matérias primas, tende a se aproveitar do momento de fraqueza nacional.

                              É HORA DE DESPERTAR. TALVEZ A PENULTIMA HORA!

 
 

Gripe Mexicana. Será também um simulacro? 

(Assunto recebido do Dr. Adriano Benayon)

Tal como a guerra, as epidemias podem ser promovidas não só para gerar ganhos para os grupos concentradores financeiros que controlam as indústrias bélica, de equipamentos etc., no primeiro caso, e os laboratórios transnacionais, no segundo caso, mas também - e talvez sobretudo - para desviar a atenção, o foco dos agudos problemas sociais decorrentes da depressão econômica. Esses podem gerar conflitos políticos e até mesmo revoluções, o que é o que mais interessa evitar, na ótica dos controladores do poder mundial.

                       Dúvidas de um  mexicano. -   los siguientes puntos:

 1.   Si realmente es tan contagioso, ¿cómo y donde están las familias de los muertos?
2.   Si la influenza porcina es una mutación del virus original de los cerdos, entonces el brote de la infección debería haber comenzado en el campo y no en la ciudades.
3.   ¿Por qué no han mostrado una entrevista con algún enfermo? (he visto que entrevistan a familiares, diciendo que su familiar esta enfermo y que ya está estable gracias a los medicamentos, pero si el familiar ha estado en contacto directo con el virus que lo lógico no es que esté enfermo o en cuarentena?)
4.   ¿Por qué no han dicho el nombre del retroviral que esta "curando" a la gente enferma?

 
 

Desculpem, mas os oficiais de Inteligência são pagos para desconfiar. Eu fui um deles, e um pouco menos de ingenuidade só pode fazer bem a um oficial do Exército como eu.

 
 

Na próxima semana pretendo fazer um novo comentário, conforme o desdobramento da situação nacional.

 
 

Saudações patrióticas

 
 

 
 

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Indecência vitalícia

Por Sônia Van Dijck 28abr2009


 

Pode-se apostar que isso não existe em nenhum outro país do mundo, seja de que continente for e qualquer que seja o regime político vigente: depois de exercer por apenas seis meses o mandato de senador, o político, seja ele titular ou suplente, tem garantido, para ele e para seus familiares, um plano de saúde vitalício, custeado pelo dinheiro dos contribuintes. O benefício contempla 81 senadores e 310 ex-senadores, além de não se sabe quantos familiares e pensionistas, e custa cerca de R$ 17 milhões por ano. E é de registrar que o escandaloso abuso já foi maior, pois antes de 1995 bastava o suplente ter exercido o mandato por um único dia para ter direito ao seguro-saúde vitalício.


 

Lembremos que os ilustres senadores da República já auferem benefícios cujo valor monetário multiplica em algumas vezes seus vencimentos. Para um salário de R$ 16.512,09 recebem um somatório de "penduricalhos" que engordam seus ganhos para valores entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil. Nisso os senadores superam os deputados federais, cujos benefícios engrossam seus ganhos, "apenas", de R$ 48 mil a R$ 62 mil por mês. Mas quanto aos outros privilégios há uma perfeita isonomia entre os representantes do povo nas duas Casas Legislativas federais. Por exemplo, eles desfrutam de uma vantagem sem paralelo em qualquer outra atividade pública, embolsando 15 salários anuais. E as respectivas verbas indenizatórias também são iguais, a saber, R$ 15 mil per capita, por mês.


 

Os brasileiros assistem, diariamente, ao espetáculo desolador da saúde pública, com doentes despejados nos corredores dos hospitais por falta de leitos e de atendimento especializado, demoras insuportáveis na marcação de exames, instalações precárias, falta de medicamentos e de higiene, crianças e idosos que morrem nas filas de espera por não receberem cuidados em emergências e mais um sem-número de ocorrências que comprovam as deficiências crônicas do sistema de saúde pública. Os que podem arcam com os planos de saúde privados - embora contribuam para o custeio da assistência médica universal. É isso que torna ainda mais revoltante o seguro vitalício para os parlamentares, ex-parlamentares e suas "sagradas famílias", para usar a piedosa expressão usada pelo deputado Inocêncio de Oliveira.


 

Na concessão da maior parte dos privilégios, como já dissemos, há isonomia entre deputados e senadores. Mas quando se passa do abuso oficializado para as maracutaias - termo que parece ter perdido a conotação pejorativa de delito, depois que o PT chegou ao poder - parece haver uma verdadeira disputa para mostrar quem é capaz de perpetrar a maior indecência contra os recursos provenientes dos escorchados contribuintes. No bojo da farra das passagens aéreas, por exemplo, deputados federais têm "clonado" os relatórios de seus colegas para justificar gastos em missões oficiais no exterior. Apresentam textos exatamente iguais, não se dando nem ao trabalho de explicitar uma ou outra despesa diferente, mesmo que uma missão não tenha relação com a outra. E tem mais: o deputado Eugenio Rabelo (PP-CE) comprou, com recursos da Câmara, 77 passagens para o Ceará Sporting Club, em 2007, época em que ele presidia o time cearense de futebol. Ele gastou, da cota de passagens aéreas, pelo menos R$ 31,2 mil com seu time. E, a valer a palavra do presidente da Câmara, deputado Michel Temer, pode dormir tranquilo - está anistiado das consequências de qualquer malfeito praticado no passado.


 

É verdade que deputados que resistiam às restrições ao uso de passagens aéreas, propostas pelo presidente da Casa, na semana passada - depois de idas e vindas -, começam a recuar e até a mobilizar-se pela mudança. Certamente já temem os efeitos eleitorais, em suas bases, da "farra das passagens".


 

Mas talvez o que os motive mais, nesse recuo - que não pode ser confundido com uma "retomada ética" -, seja a máxima política registrada pelo escritor italiano Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, em seu famoso Il Gattopardo: em determinadas circunstâncias, as coisas precisam mudar para continuar exatamente como são. Afinal, o tipo de mudança que se propõe está longe, bem longe, daquilo que a sociedade brasileira deseja, para que se preservem os valores maiores das instituições democráticas.


 

terça-feira, 28 de abril de 2009

A LÓGICA DO GENOCÍDIO

Por Maria Lucia Victor Barbosa

A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados "malditos" que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. "Creio porque é absurdo", eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época. A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.

Assim, os campos de concentração soviéticos seriam "obra de reeducação" e os carrascos "educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos". Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de "estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito". O nazismo pregava que "os judeus não são humanos". Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: "vocês não têm direito de viver, vocês são judeus".

A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da "raça pura". A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda "escória burguesa".

As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto? Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?

Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.

O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias. Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado "sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto". E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.

O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: "Sua presença é um insulto à decência e à humanidade". O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: "deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar.

A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência ao antissemitismo. Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.

Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hisbullah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol. No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiro Ahmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.brThis e-mail address is being protected from spam bots, you need JavaScript enabled to view it   

segunda-feira, 27 de abril de 2009

PSB, - NÃO MENOS CORRUPTOS QUE OS OUTROS




5/4/2009 - Tribuna do Norte Online

MPF denuncia filho da governadora e mais 14


O Ministério Público Federal (MPF) entregou ontem à 2ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte a denúncia contra quinze suspeitos de envolvimento nas fraudes que foram investigadas na Operação Hígia. O filho da governadora Wilma de Faria, advogado Lauro Maia, foi um dos denunciados pelo MPF por supostamente integrar um esquema de corrupção que teria atuado na Secretaria Estadual de Saúde. O grupo é acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrrupção passiva, peculato, tráfico de influência e crimes contra a lei de licitações.

O ex-secretário estadual adjunto de Esporte e Lazer, João Henrique Bahia, que foi assessor especial da governadora, também está entre os denunciados pelo MPF. O Ministério Público ainda acusou a procuradora do Estado, Rosa Caldas, e a ex-coordenadora de execução orçamentária da Secretaria Estadual de Saúde, Eleonora Castim. Todos ocupavam os cargos quando a Operação Higia foi deflagrada e, em seguida, foram exonerados. Entre os denunciados pelo MPF estão funcionários de carreira da rede pública, como é o caso de Francinildo Rodrigues de Castro, que é lotado na Procuradoria do Estado; além de Genarte de Medeiros Brito Júnior e Marco Antônio França de Oliveira, ambos da Secretaria de Saúde.

Dos 15 denunciados pelo Ministério Público, oito são ligados a grupos empresariais. Anderson Miguel da Silva, proprietário da A & G Locação de Mão de Obra, e Herbeth Florentino Gabriel, administrador da Emvipol, foram apontados pelos procuradores. Além deles, também estão na mesma situação Jane Alves de Oliveira, presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Locação e Mão-de-obra; Mauro Bezerra da Silva, proprietário da Líder Limpeza Urbana, e Edmilson Pereira de Assis, controladora da Mult Service Construções. O MPF ainda denunciou alguns empregados dessas empresas: Luciano de Sousa, da empresa Líder, e Ulisses Fernandes de Barros, da Emvipol.

A ação do Ministério Público Federal é assinada por cinco procuradores que integram o Núcleo de Combate à Corrupção. A nota da assessoria do MPF divulgada ontem sobre as acusações não informaram os nomes dos procuradores. A íntegra da denúncia não foi distribuída, porque o processo está em segredo de justiça. Num resumo das informações da petição, o MPF apontou que as investigações revelaram a atuação criminosa do grupo que “era responsável pela contratação e prorrogação fraudulenta de contratos firmados pelas empresas A&G Locação de Mão-de-Obra LTDA., Emvipol, e Líder, para a prestação de serviços de terceirização de mão-de-obra a órgãos públicos do estado, entre os anos de 2005 e 2008”.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o grupo integrado pelo filho da governadora usava a mesma estrutura do governo para “manutenção dos contratos investigados, mediante pagamento ou oferecimento de propina”. Os procuradores observaram que os documentos apreendidos durante a Operação Higia são “suficientes” para comprovar o esquema montado dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo a denúncia, “os dados coletados confirmam a existência de um grande ‘acordo’ responsável pela fraude nas licitações relacionadas aos serviços de terceirização ou locação de mão-de-obra, contratados com diversos órgãos públicos, em especial com a Secretaria Estadual de Saúde”.

Procuradores veem participação de agente político

Como todo processo da Operação Higia está em segredo de Justiça, o Ministério Público Federal não divulgou a íntegra da denúncia. No entanto, confirmou que no esquema montado para fraudar as licitações há participação de agentes políticos. Segundo os procuradores, na nota divulgada ontem a imprensa, “de acordo com as investigações, as licitações fraudulentas, além de contar com a ajuda de servidores públicos, eram, possivelmente, possibilitadas por agentes políticos do estado”.

O Ministério Público Federal apontou que o esquema contava não só com o recebimento de dinheiro, como também com beneficiamento através da troca de favores para colocação de correligionários e eleitores como funcionários das empresas do grupo criminoso organizado.

Esse fato foi apontado por dois dos denunciados. Em depoimento à Polícia Federal, os empresários Jane Alves e Anderson Miguel da Silva, ambos da empresa A &G, e os servidores Marco Antônio França de Oliveira, da Secretaria de Saúde, e Francinildo Rodrigues de Castro, da Procuradoria do Estado, confirmaram o fato relatado pelo MPF na petição.

Segundo os procuradores, “os demais envolvidos, apesar de tentarem apresentar uma versão única para os fatos, caíram em diversas contradições, desmentidas pelo vasto material apreendido durante a investigação”.

Para advogado, processo está no momento mais importante

O advogado Erick Pereira, que defende o filho da governadora Wilma de Faria, Lauro Maia, afirmou que o processo da Operação Higia chega agora ao momento mais importante para defesa. “A Polícia Federal indiciou , o Ministério Público Federal denunciou, e agora chegamos para a defesa a etapa mais importante. Teremos oportunidade de apresentar a versão, produzir as provas e provar as inocência dele (Lauro Maia)”, afirmou o advogado. Erick Pereira disse que, até o momento, o filho da governadora ainda não havia tido oportunidade de se defender. “Vamos agora poder produzir as provas da inocência dele”, enfatizou o advogado.

O advogado Felipe Macedo, que defende a procuradora Rosa Caldas, disse que ela ainda não foi citada e, por isso, desconhece os termos da denúncia. O advogado informou que só irá se pronunciar após ter acesso a peça feita pelo MPF.

Os procuradores do Núcleo de Combate à Corrupção definiram, na denúncia entregue à Justiça Federal, que o filho da governadora Wilma de Faria, Lauro Maia, tinha “forte influência” no esquema fraudulento de licitações na Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo os procuradores, o advogado agia “como elo entre as empresas e o poder público estadual, sendo sempre consultado e contando com o apoio do então secretário adjunto da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, João Henrique Lins Bahia Neto”.

Os membros do Ministério Público Federal destacaram na peça que o monitoramento feito pela Polícia Federal, registrou, inclusive, encontros de Lauro Maia na casa da governadora, para operacionalizar o esquema. Segundo a nota divulgada pelo MPF, as reuniões na casa da governadora eram “possivelmente para receber valores de propina”.

Memória

A denúncia do Ministério Público Federal chega a Justiça quase um ano depois da Operação Higia ter sido deflagrada. No dia 13 de junho, a Polícia Federal, cumprindo decisão do Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, prendeu 13 pessoas, exatamente as mesmas indiciadas pela PF na conclusão do inquérito.

Além das prisões, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Em uma das empresas envolvidas, os agentes apreenderam R$ 200 mil. Além disso, foram apreendidos apreendidos diversos carros importados e até uma moto avaliada em R$ 89 mil.

Leia mais em http://www.fraudes.org/clipread.asp?CdClip=10205

Senadores vazam que Presidência torra R$ 270 mil/mês com passagens aéreas para filhos e parentes de Lula


Edição de segunda - feira do Alerta Total

Por Jorge Serrão

Exclusivo - Não é só o Congresso Nacional quem promove a farra de gastos com as passagens aéreas para parentes, amigos, assessores ou lobistas. A Presidência da República torra uma média de R$ 270 mil reais por mês com despesas de viagem em vôos comerciais para filhos, parentes ou agregados do chefão Lula da Silva. Não se usa o Aerolula e os sucatinhas para não dar na pinta.

Já vaza nos corredores do Congresso que a Presidência manda emitir de 40 a 65 passagens por mês para o deslocamento dos filhos de Lula pelo Brasil. Senadores ironizam que a turma do Planalto parece ter instituído uma ponte aérea subsidiada com Santa Catarina – onde moram a filha de Lula e o genro dele. Há registros de viagens emitidas para a Inglaterra, França, Grécia e Itália (país onde a primeira-dama Marisa Letícia e os filhos de Lula também têm nacionalidade reconhecida).

A denúncia sobre a farra de passagens promovida pela turma do Lula pode vazar (ou não) a qualquer momento no Congresso. Os senadores e deputados ficaram pts da vida de se transformar nos únicos alvos da campanha da imprensa contra a farra das passagens. E já ameaçam divulgar, oficialmente, que o Presidente da República também comete seus pequenos abusos com as passagens subsidiadas pelo dinheiro público.

Se a pequena farra vazar, Lula tem dois comportamentos previsíveis. Primeiro, negará que saiba de alguma coisa. Mas, caso seus aspones considerem tal procedimento normal, certamente vão utilizar argumentos de “segurança nacional” para justificar o financiamento de passagens aéreas para parentes do presidente. O General Jorge Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional, que se prepare para mais dor de cabeça.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ambientalismo, Indianismo e Perigo de Guerra Civil.

Defesa@Net 19 Abril 2009

Comentário da Semana de Gelio Fregapani
Assuntos: Ambientalismo, Indianismo e Perigo de Guerra Civil.

Mais reservas
Recém a "Batalha da Raposa Serra do Sol foi decidida pelo STF em favor dos "índios", já se ouvem rumores sobre a criação de uma nova mega-reserva no estado, a terra indígena Anaro. Segundo o jornal Valor Econômico de 8 de abril, a Funai já estaria reivindicando pelo menos um terço dos 6 milhões de hectares destinados pela União ao governo estadual para "compensar" a criação da Raposa Serra do Sol, para ali reunir parte das etnias "originárias" de Roraima. Na verdade, é o projeto de juntar a reserva São Marcos às contíguas Raposa Serra do Sol e Ianomâmi, para formar uma grande nação independente em território único e contínuo.
Cultura que a Funai quer manter
Manaus - Uma menina ianomâmi com hidrocefalia, pneumonia e tuberculose está sendo tratada no hospital Infantil. Alguns índios, a Funai e ONGs exigem que a criança -de 1 ano e 6 meses- volte à aldeia (639 km de Manaus), sem a alta do hospital.
A direção do hospital diz que a menina pode morrer se isso ocorrer. Mesmo assim a Funai quer forçar a entrega da menina à tribo, onde se não morrer naturalmente pode ser sacrificada. É incrível que no século XXI, em nome de preservar culturas diferentes se mantenha o canibalismo e o infanticídio institucionalizado.
A Funai concentra hoje o maior número de apátridas por metro quadrado do estado brasileiro. No julgamento sobre Raposa Serra do Sol, mesmo vitoriosa, resistiu até às 19 exigências feitas pelo STF para manter a área contínua da reserva. Suas teses flertavam com um estado independente. Queria que o Exército Brasileiro lhe pedisse autorização para entrar "em solo indígena". A Funai parece desprovida de um mínimo de sentimento de patriotismo. Não tem conserto. Terá que ser destruída.
Ambientalismo
O movimento ambientalista, desde seus primórdios, foi usado para travar o desenvolvimento nacional. Lamentavelmente o PT lhe deu força enquanto o usava como bandeira (juntamente com os movimentos sociais), na escalada para o poder.
Agora, face a necessidade de desenvolvimento, o desvirtuamento político da pauta ambiental começa a ser desvendado; Uma usina hidrelétrica? Não pode. Hidrovia? Também não. Estrada na Amazônia? Nem pensar.
Naturalmente, nosso País somente aceitou uma situação assim, bem como a balcanização em diferentes etnias e classes sociais antagônicas em uma circunstância especial onde a massa foi mantida na ignorância e os dirigentes comprometidos com os grupos que o ajudaram a galgar o poder, mas isto não poderia durar muito tempo. Já se esboça uma reação. A primeira foi a retirada da ministra do atraso, ( a que foi à Londres receber sua medalha de bons serviços).
O plenário da Câmara aprovou emenda do deputado José Nobre Guimarães dispensando de licença ambiental obras de construção e conservação de rodovias brasileiras. A medida fixa um prazo máximo de 60 dias para que o Ibama emita o licenciamento ambiental. Ao final desse prazo, a licença será automática.
O Ministério de Meio Ambiente foi criticado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Ele afirmou que a pasta excede todos os limites do zelo dedicado ao meio ambiente, provocando prejuízos ao País.
Como exemplo, Stephanes disse que "o Brasil importa 91% do potássio que precisa". "Porém, temos em nosso solo a terceira maior jazida do produto. Só porque está na Amazônia, o Meio Ambiente não deixa explorar"..Para Stephanes, o Ibama é parte de um processo de congelamento do território brasileiro, onde "67% da área está congelada para as atividades tradicionais, e ainda outros 10% ficarão intocáveis para a preservação da biodiversidade"."Da forma em que está esse quadro, sobram somente 23% do território nacional para produzir. Atualmente, para atender todos os pedidos sobre criação de novas áreas indígenas, de conservação e preservação ambiental, quilombolas e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), vão ter que anexar algum país vizinho". (Fonte: Estadão Online)
A três passos da guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos. Em Santa Catarina, a imposição do código do atraso (o florestal) causaria um choque armado entre a Força Nacional e a Polícia Militar, apoiada por toda a população. Certamente neste caso o min Minc provavelmente, terá o bom senso de recuar, ou então a guerra começará, e a nessa guerra a Força Nacional não teria chance de vitória.
Outras fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas particularmente do min da (in)justiça: Roraima não está totalmente pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas; no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST. Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora.
Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais - petróleo, minérios e até terras cultiváveis - e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, terão seu efetivo reduzido. Será proposital?
Na próxima semana não enviarei o comentário, a não ser que tenha um assunto urgente.

Para quem se interessar pelo livro "No Lado de Dentro da Selva II" pode se ligar com a Editora Thesaurus tel 61 33443738, ou diretamente comigo por e-mail.
Saudações patrióticas
GF