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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Dilma Rousseff: A Omissão



Por João Vinhosa

Ela não é covarde. Teve a coragem de ir contra as diretrizes do lendário Lamarca, líder do Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, provocando a cisão do grupo no qual militava.

Ela luta com todas as forças para alcançar seus ideais. Segundo consta, ela planejou o assalto ao cofre de Ademar de Barros, roubos a bancos e outras ações violentas.


Ela se preocupa muito com a reputação da Petrobrás, da qual preside o Conselho de Administração. Compareceu perante a Câmara dos Deputados para justificar o polêmico empréstimo tomado pela empresa junto à Caixa Econômica Federal.

Acusações contra Dilma

Considerando as características comportamentais acima apresentadas, torna-se ainda mais suspeito o procedimento da Ministra Dilma diante de minhas acusações.

Eu tenho acusado insistentemente a ministra Dilma de omissão diante de um autêntico crime de lesa-pátria cometido na área sob seu comando: a constituição da GEMINI – sociedade formada pela Petrobrás com a White Martins para produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Minhas acusações se encontram em diversas cartas que a ela enviei. Parte das cartas foram protocoladas, outras não, porém todas elas foram amplamente divulgadas na internet.

Tais acusações também foram publicadas em vários artigos; neles, afirmo que a ministra Dilma é a avalista da espúria sociedade que tornou a famigerada multinacional White Martins a maior beneficiária da Gás Natural que, um dia, foi nosso.

Entre os artigos nos quais detalho os prejuízos causados a nosso país por essa suspeitíssima sociedade, destaco os seguintes: “Eu acuso a ministra Dilma Rousseff!”, “Tupi or not Tupi: com a palavra a Mãe do Pac”, “Os Petrogangsters, a Constituição e a Ministra Dilma”, “Omissão à frente da Petrobrás depõe contra a Mãe do Pac” e “O caso Variglog, o caso Gemini e a ministra Dilma”.

Além disso, inúmeras são as matérias escritas com base em minhas denúncias. O próprio jornal do sindicato dos petroleiros (Sindipetro) publicou três matérias com explícitas denúncias de corrupção envolvendo a GEMINI.

Na primeira matéria, datada de 23/03/06, encontra-se uma charge bastante sugestiva: um homem com uma mala recheada de dinheiro na qual está escrito o nome “White Martins”.

Na segunda matéria, publicada em 03/08/07 sob o título “Petrobrás entrega mercado de GNLaos EUA”, uma charge mostra a mão de Tio Sam acionando um cilindro de gás de onde jorra dinheiro. Esclareça-se que a totalidade das ações da White Martins pertence ao grupo norte-americano Praxair Inc.

A terceira matéria, publicada em 29/05/08, tem um título esclarecedor: “Soberania nacional ameaçada – Mercado de GNL brasileiro está nas mãos de multinacional – Acordo firmado entre Petrobrás e White Martins é extremamente lesivo ao país”.

O mais impressionante é que, entre as centenas de mensagens que recebo a respeito de minhas “acusações sobre acusações”, nenhuma delas vem em defesa da ministra Dilma. Nem mesmo seus correligionários têm coragem de tentar defender uma operação tão flagrantemente lesiva aos cofres públicos.

Criticas do Sindicato dos Petroleiros

O próprio Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro/RJ) critica o governo Lula por ter incentivado a Petrobrás a criar a GEMINI.

Em entrevista datada de 21/05/08 ao jornal do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e da Previdência Social, o secretário-geral do Sindipetro, Emanuel Cancela, afirmou que é muito difícil entender o que está por trás da GEMINI.

São do secretário-geral do Sindipetro, as seguintes palavras: “a White está envolvida em negócios obscuros, criminosos, como superfaturamento contra hospitais federais, formação de cartel, e a Petrobrás ignorou tudo isto e fez a sociedade. O que nos perguntamos é o que moveu o governo a referendar um negócio como este?”

Depois de afirmar que a GEMINI é perniciosa aos interesse nacional e que tem alguma coisa suja no meio desta história, o líder sindical garantiu que o Sindipetro iria incluir esta questão na Campanha pela Nacionalização do Petróleo e Gás.

A propósito, dentro da Campanha pela Nacionalização do Petróleo e Gás, o Sindipetro está convocando a todos para uma manifestação em frente a Agência Nacional do Petróleo no próximo dia 18/12/08.

Nessa oportunidade, se a situação da GEMINI não for questionada pelo Sindipetro, uma terrível dúvida aflorará: terá sido o Sindipetro pressionado a engolir a White Martins?

A dúvida acima é completamente pertinente. Lembremo-nos que, no caso Variglog, a ex- diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Denise Abreu, foi categórica ao afirmar que recebeu pressões da Casa Civil, leia-se ministra Dilma Rousseff, para aprovar a venda da empresa, em inadmissível benefício a uma empresa privada.

João Vinhosa é engenheiro, professor universitário e ex-conselheiro do extinto Conselho Nacional do Petróleo.
E-mail: joaovinhosa@hotmail.com.

FAVELA

Lula diz a Oscar Niemayer que Palácio do Planalto está igual a "uma favela"

Ao receber o criador do Palácio do Planalto, o arquiteto Oscar Niemeyer, na última quinta-feira, o presidente Lula, com aquela sua sensibilidade fantástica, disse a ele: “Isso aqui está uma favela". Ou seja, essa foi a forma gentil que ele encontrou para dizer que o prédio precisa de uma restauração.

Niemeyer ouviu Lula reclamar dos carpetes antigos, das divisórias malfeitas e das paredes e tetos mofados: "Tem que voltar a ser um palácio", disse ele. Lula criticou as reformas que descaracterizaram o prédio, com a introdução de “gambiarras” e "puxadinhos". Lula mostrou interesse em restabelecer a concepção original do prédio. A Presidência da República aguarda ainda o projeto de restauração que está sendo produzido pelo escritório de Oscar Niemayer. Com a restauração do prédio, Lula e os funcionários da Presidência serão deslocados para o Centro Cultural Banco do Brasil, que está sendo adaptado.


Comentario

Lula exagera, não é tanto assim, tem algumas pessoaas boas no Palacio, nem todos são ladrões, vagabundos, prevar
icadores e terroristas.
Cabure

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

MP das filantrópicas apóia fraudadores

Por: Antonio Carlos Pannunzio

O Poder Legislativo viveu um momento importante, neste apagar das luzes de 2008, há uns 20 dias, quando o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB/RN), devolveu ao Executivo a Medida Provisória 446. O gesto do senador potiguar assinalou um claro rompimento do Poder Legislativo tanto com o uso abusivo das MPs pelo Palácio do Planalto quanto com uma insólita e despudorada tentativa de manipular senadores e deputados federais para uma manobra que agride princípios éticos essenciais à vida social. Ela beneficiava instituições filantrópicas ágeis em embolsarem os benefícios decorrentes de seu registro no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e tardas no auxílio às populações carentes, em benefício das quais foram supostamente organizadas.

A história administrativa do Brasil está longe de ser um repositório de bons exemplos. Em múltiplas ocasiões o poder público foi utilizado para favorecer interesses moralmente indefensáveis, beneficiar amigos dos governantes ao arrepio das leis ou repassar indevidamente a grupos particulares recursos que deveriam ser usados em benefício da população como um todo. Nunca, porém, tivemos algo parecido com a M P 446, editada a 10 de novembro presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela equivale à criação de um programa governamental de encorajamento à fraude. Se convertida em lei, custará ao País R$ 5 bilhões em tributos sonegados por entidades que, sem méritos para tanto, receberam um certificado que as considerou indevidamente como entidades filantrópicas.

Nos estados democráticos, é regra que tudo aquilo que possa ser feito por iniciativa da própria sociedade não seja executado diretamente pelo Estado. Como decorrência desse princípio, áreas como o atendimento a crianças carentes, pessoas portadoras de necessidades especiais, idosas ou enfermas seja, quanto possível, realizada através das chamadas organizações filantrópicas. Na medida em que a sociedade se tornou mais complexa, novas necessidades emergiram e foram assumidas por outras tantas organizações sociais que, igualmente, obtiveram da sociedade aquele reconhecimento.
Num primeiro momento, o Estado cuidou de isentar essas instituições do recolhimento de impostos ou encargos, como os da Previdência, incidentes sobre tais organizações. Em muitos casos, a parceria se aprofundou e, além de liberá-las dos tributos, o poder público passou a repassar a elas recursos próprios, levando em conta a sua presença em pontos remotos do território nacional ou da periferia de nossas cidades, dos quais o governo está ausente. A moeda, no entanto, tem seu reverso. No governo do ex-presidente Itamar Franco, como se avolumassem as evidências de que muitas dessas organizações exerciam apenas uma filantropia de fachada e, em muitos casos, os tributos não recolhidos beneficiavam apenas, de maneira direta ou indireta, as pessoas que as dirigiam, o governo federal resolveu criar instrumentos que lhe permitissem fiscalizá-las com maior eficiência.

Um passo importante naquela direção foi a aprovação da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas - Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993) que, inclusive, definiu o que se entende legalmente por assistência social, a saber: a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; o amparo às crianças e adolescentes carentes; a promoção da integração ao mercado de trabalho; a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária ou a garantia de benefício mensal corresponde a um salário mínimo à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. Em quase quinze anos de vigência, a Loas veio reduzindo progressivamente o espaço da falsa filantropia, tornando cada vez mais difícil às instituições de fachada renovar os seus certificados de reconhecimento pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), documento indispensável às isenções que as beneficiam. Em desespero de causa, algumas das “pilantrópicas”, como passaram a ser ironicamente chamadas, urdiram um esquema, em investigação pela Polícia Federal, para fraudar processos e renovar aquele documento.Quando caminhávamos celeremente para um desfecho moralizador, o presidente da República, numa lastimável canetada, resolveu misturar novamente o joio e o trigo, editando a MP 446. Ela torna automática a renovação dos certificados das instituições sob suspeita.Instrumento de patrocínio à fraude e ao desvio de recursos públicos, a MP 446 desfigura um instrumento legal precioso, como é a Loas, agride os brios da nação e consagra o assalto aos cofres públicos sob o falso pretexto de amparo aos necessitados. A ela se aplica o brado indignado de Castro Alves, nos versos do “Navio Negreiro”: “é infâmia

domingo, 7 de dezembro de 2008

O Cerimonial do Bas-fond ou Porque não me ufano de ser Brasileiro.





Nunca antes haviam transformado a presidência da república, em um bas-fond de fazer inveja a Gomorra.

O Brasil do SIFU é o Brasil dos rabos presos, reféns de seus passados de roubos e políticos trambiqueiros, prevaricadores, que escolhem a política, não para servir, mas para se servir e se acoitar.

Brasil de de 300 picaretas na Câmara e e 61 % de indiciados no Senado, tranquilos, sob a cobertura da Justiça, que enxerga muito bem quem e PPP para botar na cadeia.
Brasil que aprova com 70% (?) "uma criatura sem moral sem compostura sem coração e sem pudor". - o autor quando fez a musica, não imaginava que um dia um Presidente da republica viesse a se encaixar em seu texto ,com toda sua excrescência explícita.

Só entranha o" SIFU" quem ainda não ouvío falar das "baixarias" no aérolula.
Das brigas do "casal 20", quando com vestígios de sangue na corrente etílica fazem voar clavículas.
Entranho atendimento no menor Hospital de Brasília, de madrugada, para quem tem direito ao HFA e HGB (cujo apto. presidencial fica disponível 24 horas). Na hora do aperto, esquece o revanchismo e procura os meios confiaveis , sempre apostos nas FFAA.

Brasília é uma cidade de "muro baixo", aqui copeiros, motoristas, seguranças,enfermeiros,caseiros,faxineiros, tornam inseguros os marginais de colarinho branco e bolso sujo.

Aqui as paredes têm não só ouvidos apurados, como alto-falantes.

Click no link e veja o SIFU ao vivo
e a cores.

Abaixo da linha do equador, endeusa-se ditadoresinhos furrecas e esquerdoPaTas, comunistinhas rapa-bosta e arcaicos, e condena-se presidentes de direita.

Depois não sabem o porque da "QUARTA FROTA".

Siga o link, Há risco do orador vomitar na tribuna.
http://www.youtube.com/watch?v=Skali_HqbnM

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

DINHEIRO DE APOSENTADOS VAI PARA UNE - AGITAÇÃO A VISTA.





Ministério da Saúde transfere R$ 2,8 milhões do SUS para a UNE

O Ministério da Saúde transferiu R$ 2,8 milhões, previstos no Orçamento deste ano para apoio à educação permanente de trabalhadores do SUS (Sistema Único da Saúde), para financiar a "Caravana Estudantil da Saúde" organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes), que contou com realização de debates, apresentações teatrais e exibição de filmes em universidades. Isso é uma grande picaretagem.

Dinheiro da saúde, que deveria estar salvando vidas, foi transferido diretamente para o PCdoB, que domina a UNE, para seu proselitismo ideológico, no qual predomina a adoração a Stalin e o culto ao centralismo democrático e ao partido único da revolução do proletariado. Dois consultores de Orçamento do Congresso Nacional e um técnico do Tribunal de Contas da União afirmam que o caso pode configurar "desvio de finalidade", irregularidade grave punível como crime de responsabilidade. Iniciada em agosto, a "Caravana Estudantil da Saúde" foi encerrada na quinta-feira em Brasília. Segundo a UNE, o grupo era formado por sete artistas, quatro documentaristas, dois produtores e 13 integrantes da direção da entidade. É a caravana do PCdoB. Segundo a UNE, foram visitados todos os Estados e 41 universidades, além de realizados 57 debates. Ou seja, a caravana do PCdoB fez proselitismo ideológico em todo o País com dinheiro da saúde.

Êta país esculhambado.


EM TEMPO:
01.00 H 3 DEZ 2008 SENADO FEWDERAL VIGILIA

Senador Salgado , faz proselitismo em defesa de Lula ( indefensável). Soa falso sua doutrinação, quando se sabe que Lula esta segurando na Receita Federal a sonegação de Imposto, da Universidade da familia.
As vezes pensamos que ninguem consegue ser mais nogento do que é?
Esse Salgado consegue.

PMDB indica para TCU senador denunciado no STF


No seio de suas estruturas arredondadas, o Congresso produz uma rotina enfadonha.

Sob o concreto obscuro de Niemeyer, armam-se ciladas contra o interesse público.

Vem do PMDB a penúltima emboscada. O partido indicou o senador Leomar Quintanilha (TO) para o posto de ministro do TCU.


Se referendado pelos colegas, Quintanilha ocuparia simultaneamente duas cadeiras: a poltrona do TCU e o banco de suspeitos do STF.

À condição de suspeito de profanar as arcas públicas, o senador agregaria a credencial de guardião do erário. Seria juiz e investigado.

Quintanilha foi indicado pelo líder do PMDB, Valdir Raupp. Ignorou-se uma exigência básica: a reputação ilibada.

O candidato do PMDB ao TCU responde a um par de inquéritos no STF (1.882, de 2003 e 2.274, de 2005). Foi denunciado pelo Ministério Público.

Integra o rol de indiciados em processos que apuram um esquema de troca de emendas ao Orçamento da União por propinas de empreiteiras.

Responde por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os desvios foram estimados pelo Ministério Público em pelo menos R$ 25 milhões.

Dinheiro público, liberado por meio das famigeradas emendas parlamentares para obras fraudadas em Tocantins.


Há no inquérito seis dezenas de acusados. A lista inclui cinco políticos, todos de Tocantins. Entre eles Quintanilha.

O caso veio à luz em 2002. Denunciou-o o procurador da República Mario Lucio Avelar. Na ocasião, trabalhava em Palmas (TO). Hoje, encontra-se em Cuiabá (MT).

Contam-se em três dezenas as empreiteiras envolvidas nos desvios. Muitas eram empresas-fantasma.
Serviam apenas para participar de licitações fraudulentas, dando ares de concorrência a disputas de fancaria.

A apuração foi feita com a ajuda da Polícia Federal e da Receita.

Realizaram-se escutas telefônicas e operações de busca e apreensão de documentos. Quebraram-se sigilos bancários.

Entre os papéis apreendidos há uma relação de pagamentos de propinas a políticos.

O dinheiro foi repassado, de acordo com o Ministério Público, ora diretamente ora por meio de assessores e parentes.

Dois dos envolvidos foram vinculados a Leomar Quintanilha. Receberam das empreiteiras cerca de R$ 280 mil em cheques.

Há também nos autos pelo menos um recibo com o nome do senador Quintanilha. Refere-se a uma suposta propina de R$ 10 mil.

Foi apreendido na sede de construtora chamada Talismã, acionista de outra empreiteira apontada como cabeça do esquema de Tocantins, a Mendes & Fachini.

São dois os inquéritos relacionados ao caso. Ambos mencionam Quintanilha.

Correm no STF, sob segredo de Justiça. Um trata de corrupção. O outro de sonegação fiscal.

Quintanilha nega as acusações. E o PMDB parece dar-lhe crédito irrestrito. A indicação causou espanto até no TCU, uma casa apinhada de ex-congressistas sem-voto.

A cadeira que vai vagar no tribunal é a de Guilherme Palmeira, um ex-senador do ex-PFL.

Concorre com Quintanilha um outro ex-senador, José Jorge (DEM-PE).

Jorge não tem a ficha corrida de Quintanilha. Traz a biografia limpa. Mas compartilha com o rival um vício capital: é político indicado para uma função que deveria ser técnica.

A disfunção não causa incômodo ao Congresso. Ali, sob a sombra das cuias de Niemeyer, o inacreditável não se cansa de aliar-se ao inaceitável para emboscar o interesse público.

Escrito por Josias de Souza às 19h33

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

As três faces de um canalha

Ternuma Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

A primeira delas é o seu nome de batismo, José Dirceu de Oliveira e Silva, nome pomposo que bem poderia nomear um herói. Muito menos que isso, nomeia um nefando terrorista e um dos maiores criminosos da História recente do Brasil.

A segunda é a do “companheiro” Daniel, desde cedo traidor da pátria e fiel seguidor do facínora Carlos Marighela, aquele mesmo que Lula, muito recentemente, rotulou de herói. Daniel logo descambou para a subversão, até ser preso em um congresso estudantil ilegal. Recuperou a liberdade ao ser banido do território nacional na troca por um embaixador norte-americano, seqüestrado por terroristas. O terror era a sua causa e o crime a sua vocação. Por eles fez cursos de guerrilha em Cuba, onde estabeleceu fortes laços de cumplicidade com o assassino Fidel Castro e formou nova quadrilha de malfeitores políticos, o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), de curta duração e de triste destino.

A terceira é de Carlos Henrique Gouveia de Melo - o mesmo “companheiro” Daniel - na sua volta clandestina ao Brasil. Sob essa face, estabeleceu-se em Cruzeiro do Oeste/PR, iludiu uma pobre-rica mulher e com ela se casou, assim aumentando um pouco mais a sua extensa folha-corrida criminal.

A tão falada anistia, que a esquerda hoje tanto tenta invalidar para o lado que a venceu na luta armada, libertou Carlos Henrique da sua máscara e do seu casamento ilegal, com o quê ressurgiu das cinzas a pior face de um canalha.

Voltou à cena José Dirceu.

Curiosamente livre de um passado sujo, José Dirceu enveredou pela política legal e tornou-se expoente do Partido dos Trabalhadores e, muito mais, eminência parda daquele que acabou por eleger-se presidente do Brasil.

O circo tornou-se seu. Fazia e desfazia com o beneplácito de Lula, que tinha e ainda tem muito medo dele, por razões que a própria razão desconhece. Acredito que seja porque ele saiba de muita sujeira.

Foi o mandatário de fato e, assim, tinha toda a liberdade de ação. Ágil, voltou ao crime, aliando-se ao colarinho branco e a uma nova quadrilha. Daí vieram os mensalões e uma incontável série de malfeitos, capazes, em um país sério, de implodir toda a estrutura governamental. Não foi o caso do Brasil.

José Dirceu foi defenestrado do governo e teve cassado o seu mandato parlamentar. Agora é lobista e prossegue nas suas articulações de bastidores, com Lula e seus parceiros como as suas marionetes.

A memória nacional é cada vez mais curta e disso ele se vale.

Anteontem mesmo, um grande jornal brasileiro abriu espaço para José Dirceu para ele vomitar o seu canto de sereia e afrontar a Marinha do Brasil.

Críticas são sempre bem-vindas na democracia - tenho por hábito grafar essa palavra com inicial maiúscula. Ler a matéria de José Dirceu, entretanto me causou asco e, sobretudo, a certeza de que ele continua o mesmo, ao exaltar o assassino João Cândido, o “almirante negro”. Misturou alhos com bugalhos, perversa e maldosamente, à guisa de defender um anti-racismo muito mais presente nas mal encobertas intenções de “movimentos sociais” do que na realidade de um país miscigenado como o Brasil.

É emblemática a parcialidade do articulista José Dirceu no seu agravo à Marinha do Brasil: A Marinha não condena a chibata, os castigos físicos e nem os métodos de alistamento militar utilizados então, quando os conscritos negros eram caçados a laço – contra os quais Cândido liderou o movimento – mas condena a revolta por causa das vítimas entre os oficiais (quatro) e a população civil (duas crianças) do Rio de Janeiro, bombardeado. Pior, a Marinha não condena a prisão de João Cândido, sua expulsão da Marinha, sua vida na miséria e nem o assassinato de seus 16 companheiros.

É subliminar a diferença que faz entre “vítimas” (as da Marinha) e o “assassinato” dos companheiros de José Cândido.

Não sou psicólogo e, muito menos, psiquiatra para interpretar o que diz esse homem, mas me parece desigual a relação entre os mortos de cada lado. Para mim é bem nítida a tendência para deturpar a História: danem-se as vítimas da Marinha e glória aos companheiros de um assassino frio que urinou no cadáver de seu comandante. Nessa redação comprometida, duas crianças e quatro oficiais não significam nada; os rebeldes, sim.

José Dirceu continua o mesmo, fiel à traição e ao derramamento de sangue, desde que assim seja para os seus desígnios.

Vários dos seus vinte e oito companheiros da MOLIPO tombaram em confronto com os órgãos de segurança. Com certeza, foram delatados e “deletados” por um companheiro em Cuba. Isso pode ter sido obra de Fidel Castro ou de algum amigo “revolucionário” brasileiro. Não me atrevo a apontar culpados, no entanto, tenho convicção de que Daniel conhece muito bem essa estória macabra.

Antes de redescobrir e de reinterpretar os arquivos da História da Marinha, “companheiro” Daniel, abra os seus. Os companheiros da MOLIPO descansarão em paz ou não.

Interessante em tudo isso é que um órgão da grande imprensa ainda abre espaço para essa gente.
E o contraditório?
Ah! Ele virá, certamente, em outro bostejo de José Dirceu...

Visite o nosso site: www.ternuma.com.br .

Comentario
Nossa indignação, não é dirigida a José Dirceu, Daniel, o fato de pertencer ao PT e propugnar por uma ideologia comunista lucrativa, já o transforma num crapula como tantos outros desse desgoverno. O que fazer? Nada ! Afinal o que é mais uma ferida para um governo leproso.
Nossam indignação vai para..... a midia, como sempre ao lado do"puder" e dos $$$$$$.
Palmas para ela, que aos poucos desmoraliza a História, a Família, os poderes, e a instituição Forças Armadas. Parabens por suas ações de desagregação das classes.

Antes de continuarem nessa empreitada, lembrem-se: Levantes, revoluções ou contra revoluções, ou badernas de UNE, MST, MSLT, FARB, não sei das quantas, "idiotas marginais Campesinas,", não se estanca com flores e discursos, assim como não se faz "galinha ao molho pardo" sem sangue.
O Editor

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Os CRIMINOSOS DA HUMANIDADE. doc. nº150 - 2008

O GRUPO GUARARAPES ao repassar este documento, retirado do LIVRO CUBA, genuflexo se coloca para reverenciar os que morreram pela LIBERDADE. CRIMINOSOS DA HUMANIDADE FORAM HITLER, STALIN, MAO, E JUNTAMOS: CHE GUEVERA - FIDEL E RAUL CASTRO. O POVO BRASILEIRO E AS FORÇAS ARMADAS EVITARAM QUE NO BRASIL ACONTECESSE ESTA DESGRAÇA.
Grupo Guararapes



O Porco

Como vocês sabem, o diretor Steven Soderbergh fez dois longas metragens sobre a vida de Che Guevara, interpretado pelo ator Benício Del Toro, que andou falando bobagens pelos cotovelos a respeito da personagem — a da vida real. Bem, para que não se esqueça a obra desse valente, realizada em conjunto com Fidel e Raúl, cumpre lembrar os milhares de mortos e exilados da dita "revolução".
Mas quero "homenagear" os filmes com a lista de pessoas que Guevara executou pessoalmente ou que foram mortas sob o seu comando direto:


Executados pessoalmente por Che em Sierra Maestra entre 1957 e 1958: 1. Aristio - 10-57
2. Manuel Capitán – 1957; 3. Juan Chang - 9-57; 4. "Bisco" Echevarría Martínez - 8-57; 5. Eutimio Guerra - 2-18-57; 6. Dionisio Lebrigio - 9-57; 7. Juan Lebrigio - 9-57; 8. El " Negro " Napoles- 2-18-57; 9. "Chicho " Osorio - 1-17-57; 10. Un maestro no identificado ("El Maestro") - 9-57; 11-12. Dos hermanos, espías del grupo de Masferrer -9-57; 13-14 Dos campesinos no identificados-4-57;

EXECUTADOS PESSOALMENTE POR CHE OU SOB SUAS ORDENS DURANTE SEU BREVE COMANDO EM SANTA CLARA (ENTRE OS DIAS 1º E 3 DE JANEIRO DE 1959)


1. Ramón Alba - 1-3-59**; 2. José Barroso- 1-59; 3. Joaquín Casillas Lumpuy - 1-2-59**; 4. Félix Cruz - 1-1-59; 5. Alejandro García Olayón - 1-31-59**; 6. Héctor Mirabal - 1-59; 7. J. Mirabal- 1-59; 8. Felix Montano - 1-59; 9. Cornelio Rojas - 1-7-59**; 10. Vilalla - 1-59; 11. Domingo Alvarez Martínez 1-4-59**; 12. Cano del Prieto -1-7-59**; 13. José Fernández Martínez-1-2-59; 14. José Grizel Segura-1-7-59** ( Manacas); 15. Arturo Pérez Pérez-1-24-59**; 16. Ricardo Rodríguez Pérez-1-11-59**; 17. Francisco Rosell -1-11-59; 18. Ignacio Rosell Leyva -1-11-59; 19. Antonio Ruíz Beltrán -1-11-59; 20. Ramón Santos García-1-12-59; 21. Pedro SocarrásS-1-12-59**; 22. Manuel Valdés – 1-59; 23. Tace José Veláquez -12-59**

**CHE ORDENOU A PENA DE MORTE ANTES DE DEIXAR SANTA CLARA
EXECUÇÕES DOCUMENTADAS NA PRISÃO FORTALEZA DE LA CABAÑA, SOB O COMANDO DE CHE, ENTRE 3 DE JANEIRO E 26 DE NOVEMBRO DE 1959 –

1. Vilau Abreu - 7-3-59; 2. Humberto Aguiar – 1959; 3. Garmán Aguirre – 1959; 4. Pelayo Alayón - 2-59; 5. José Luis Alfaro Sierra - 7-1-59; 6. Pedro Alfaro - 7-25-59; 7. Mriano Alonso - 7-1-59; 8. José Alvaro - 3-1-59; 9. Alvaro Anguieira Suárez – 1-4-59; 10. Aniella – 1959; 11. Mario Ares Polo- 1-2-59; 12. José Ramón Bacallao - 12-23-59**; 13. Severino Barrios - 12-9-59**; 14. Eugenio Bécquer - 9-29-59; 15. Francisco Bécquer - 7-2-59; 16. Ramón Biscet– 7-5-59; 17. Roberto Calzadilla – 1959; 18. Eufemio Cano - 4-59; 19. Juan Capote Fiallo - 5-1-59; 20. Antonio Carralero - 2-4-59; 21. Gertrudis Castellanos - 5-7-59; 22. José Castaño Quevedo - 3-6-59; 23. Raúl Castaño - 5-30-59; 24. Eufemio Chala - 12-16-59**; 25. José Chamace - 10-15-59; 26. José Chamizo - 3-59; 27. Raúl Clausell - 1-28-59; 28. Angel Clausell - 1-18-59; 29. Demetrio Clausell - 1-2-59; 30. José Clausell-1-29-59; 31. Eloy Contreras- 1-18-59; 32. Alberto Corbo - 12-7-59**; 33. Emilio Cruz Pérez - 12-7-59**; 34. Orestes Cruz – 1959; 35. Adalberto Cuevas – 7-2-59**; 36. Cuni – 1959; 37. Antonio de Beche - 1-5-59; 38. Mateo Delgado-12-4-59; 39. Armando Delgado - 1-29-59; 40. Ramón Despaigne – 1959; 41. José Díaz Cabezas 7-30-59; 42. Fidel Díaz Marquina – 4-9-59; 43. Antonio Duarte - 7-2-59; 44. Ramón Fernández Ojeda - 5-29-59; 45. Rudy Fernández - 7-30-59; 46. Ferrán Alfonso - 1-12-59; 47. Salvador Ferrero - 6-29-59; 48. Victor Figueredo - 1-59; q49. Eduardo Forte - 3-20-59; 50. Ugarde Galán – 1959; 51. Rafael García Muñiz - 1-20-59; 52. Adalberto García 6-6-59; 53. Alberto García - 6-6-59; 54. Jacinto García - 9-8-59; 55. Evelio Gaspar - 12-4-59**; 56. Armada Gil y Diez y Diez Cabezas- 12-4-59**; 57. José González Malagón - 7-2-59; 58. Evaristo Benerio González - 11-14-59; 59. Ezequiel González- 59; 60. Secundino González – 1959; 61. Ricardo Luis Grao – 2-3-59; 62. Ricardo José Grau - 7-59; 63. Oscar Guerra – 3-9-59; 64. Julián Hernádez -2-9-59; 65. Francisco Hernández Leyva – 4-15-59; 66. Antonio Hernández - 2-14-59; 67. Gerardo Hernández - 7-26-59; 68. Olegario Hernández - 4-23-59; 69. Secundino Hernández - 1-59; 72. Jesús Insua-7-30-59; 73. Enrique Izquierdo- 7-3—59; 74. Silvino Junco – 11-15-59; 5. Enrique La Rosa- 1959; 76. Bonifacio Lasaparla- 1959; 77. Jesús Lazo Otaño -1959; 78. Ariel Lima Lago – 8-1-59- (Menor); 79. René López Vidal -7-3-59; 80. Armando Mas – 2-17-59; 81. Ornelio Mata- 1-30-59; 82. Evelio Mata Rodriguez- 2-8-59; 83. Elpidio Mederos -1-9-59; 84. José Medina -5-17-59; 85. José Mesa 7-23-59 86. Fidel Mesquía Díaz 7-11-59; 87. Juan Manuel Milián – 1959; 88. Jose Milián Pérez – 4-3-59; 89. Francisco Mirabal – 5-29-59; 90. Luis Mirabal – 1959; 91. Ernesto Morales – 1959; 92. Pedro Morejón – 3-59; 93. Carlos Muñoz M.D.- 1959; 94. César Nicolardes Rojas- 1-7-59; 95. Víctor Nicolardes Rojas- 1-7-59; 96. José Nuñez – 3-59; 97. Viterbo O'Reilly – 2-27-59; 98. Félix Oviedo – 7-21-59; 99. Manuel Paneque – 8-16-59; 100. Pedro Pedroso – 12-1-59**; 101. Diego Pérez Cuesta – 1959; 102. Juan Pérez Hernández – 5-29-59; 103. Diego Pérez Crela - 4-3-59; 104. José Pozo – 1-59; 105. Emilio Puebla – 4-30-59; 106. Alfredo Pupo – 5-29-59; 107. Secundino Ramírez – 4-2-59; 108. Ramón Ramos - 4-23-59; 109. Pablo Ravelo Jr. – 9-15-59; 110. Rubén Rey Alberola – 2-27-59; 111. Mario Risquelme – 1-29-59; 1 12. Fernando Rivera – 10-8-59; 113. Pablo Rivero- 5-59; 114. Manuel Rodríguez – 3-1-59; 115. Marcos Rodríguez -7-31-59; 116. Nemesio Rodríguez – 7-30-59; 117. Pablo Rodriguez – 10-1-59; 118. Ricardo Rodriguez – 5-29-59; 119. Olegario Rodriguez Fernández-4-23-59; 120. José Saldara – 11-9-59; 121. Pedro Santana – 2-59; 122. Sergio Sierra – 1-9-59; 123. Juan Silva – 8-59; 124. Fausto Silva – 1-29-59; 125. Elpidio Soler- 11-8-59; 126. Jseús Sosa Blanco – 2-8-59; 127. Renato Sosa- 6-28-59; 128. Sergio Sosa – 8-20-59; 129. Pedro Soto – 3-20-59; 130. Oscar Suárez – 4-30-59; 131. Rafael Tarrago – 2-18-59; 132. Teodoro Tellez Cisneros- 1-3-59; 133. Francisco Tellez-1-3-59; 134. José Tin- 1-12-59; 135. Francisco Travieso -1959; 136. Leonrardo Trujillo – 2-27-59; 137. Trujillo – 1959; 138. Lupe Valdéz Barbosa – 3-22-59; ‘139. Marcelino Valdéz – 7-21-59; 140. Antonio Valentín – 3-22-59; ‘ 141. Manuel Vázquez-3-22-59; 142. Sergio Vázquez-5-29-59; 143. Verdecia – 1959; 144. Dámaso Zayas -7-23-59; 145. José Alvarado -4-22-59; 146. Leonoardo Baró- 1-12-59; 147. Raúl Concepción Lima – 1959; 148. Eladio Caro – 1-4-59; 149. Carpintor – 1959; 150. Carlos Corvo Martíenz – 1959; 151. Juan Guillermo Cossío – 1959; 152. Corporal Ortega – 7-11-59; 153. Juan Manuel Prieto – 1959; 154. Antonio Valdéz Mena – 5-11-59; 155. Esteban Lastra – 1-59; 156. Juan Felipe Cruz Serafín-6-59**; 157. Bonifacio Grasso – 7-59; 158. Feliciano Almenares – 12-8-59; 159. Antonio Blanco Navarro – 12-10-59** - 160. Albeto Carola – 6-5-59; 161. Evaristo Guerra- 2-8-59; 162. Cristobal Martínez – 1-16-59; 163. Pedro Rodríguez – 1-10-59; 164. Francisco Trujillo- 2-18-59

** Che ordenou a execução, mas ela se efetivou depois que ele havia deixado o comando
New York Times da época noticiou outras 15 execuções, mas se desconhecem os nomes das vítimas. CUBA, no entanto é um pais amigo dos revanchistas brasileiros, como sabem.**

Estas informações estão no livro CUBA, EL COSTO HUMANO DE LA REVOLUCIÓN SOCIAL, de Armando Lago e no Arquivo CUBA: WWW.CUBAARCHIVE.ORG, Uma iniciativa da Free Society Project .
Só este facínora matou ou mandou matar: 202 cubano
A glória para eles é a morte.
No Brasil de CASTELLO BRANCO é a vida
Divulgação livre desde que informada a procedência

REPASSEM PARA CONHECIMENTO DA VERDADE

domingo, 30 de novembro de 2008

NEM O PAÍS NEM O PRESIDENTE SÃO DE TODOS

Por Rebecca Santoro

26 de novembro de 2008

Eu me pergunto o que é esta coisa (porque da maioria dos animais eu gosto) que governa "esthe paísth". Uma coisa 'animada' que vai em praça pública exaltar um bobalhão covarde que se escondeu de colegas revoltosos durante ato de indisciplina e de massacre contra seus companheiros de farda na chamada Revolta da Chibata e que, por estes mesmos revoltosos foi usado como 'bode expiatório' para assumir um papel de líder que jamais exercera. Ou seja, um covarde, mentiroso e aproveitador que levou fama de líder e ainda por uma causa que jamais teria sido defendida nem por seus colegas revoltosos: pois, para quem não sabe, o tal documento entregue por João Cândido em nome dos revoltosos jamais falou em 'chibatadas' como causa de revolta – eles queriam mesmo é rancho bom e regras de hierarquia modificada. Lula, a coisa, defendeu um indisciplinado covarde, contra a Marinha do Brasil, e faz o país inteiro engolir a estátua desse ser, em praça pública do Rio de Janeiro. Pior, pelos motivos errados: um hipócrita dando aos negros um herói – um demagogo irresponsável que jamais se deu ao trabalho de estudar o que quer que seja, muito menos História.

Este ser imbecilizado que nos governa não faz outra coisa ultimamente a não ser falar em eventos nos quais aparece para discursar sobre a crise econômica – aquela que ele chamava de marola - pedindo para que as pessoas não parem de comprar para não desandar a economia e não provocar o desemprego em massa. Enquanto isso, o estado de Santa Catarina literalmente desmonta – e já são 86 mortos e milhares de desabrigados – por causa das chuvas que o atingem, há mais de um mês, e essa coisa que nos governa é incapaz de fazer sequer um pronunciamento a respeito do assunto e muito menos de ir ao local fazer uma visita de solidariedade. O país inteiro se mobiliza para ajudar seus irmãos catarinenses e este apedeuta não está nem aí. O mesmo acontece no Espírito Santo, só que com menos gravidade. Nem uma palavra do, da ou desse Lula.

No episódio de exaltação de João Cândido, Lula aproveitou também fazer apologia do crime, exaltando figuras como Mariguella, ao dizer que este não havia sido morto por ser um bandido, "mas sim porque se opunha à ditadura militar. Morreu porque acreditava numa causa". Quanta imbecilidade! Em primeiro lugar, Mariguella jamais lutou contra a ditadura militar, mas para implantar o comunismo no Brasil e, em segundo lugar, 'ter uma causa' não significa, absolutamente, que isso seja automaticamente louvável – qualquer vil assassino pode ter e morrer por uma causa, senhor presidente! Hitler a tinha, bem como Stalin... Já são seis anos de governo e esta pessoa ainda não entendeu que é chefe da Forças Armadas, que deveria ser o presidente de todos os brasileiros!

Se eu fosse militar – e é por isso que não sou, entre outras coisas – quando este homem estivesse presente, as costas eu lhe daria. Mas, isso não o faria, como não o estão fazendo, agora, juntamente com outros profissionais de farda, ao povo desesperado, como é o caso do de Santa Catarina neste momento. Lá estão os militares, de todas as Forças e de todas as armas, ajudando aquelas pessoas necessitadas, ao contrário de sua excelência, o suposto presidente de todos, que não é capaz nem de fazer um pronunciamento de solidariedade. Chegar lá perto, então, nem pensar!

Como se isso não bastasse, será este governo a entrar para a triste história do país como tendo sido o que cometeu a maior injustiça contra as pessoas de aparência 'branca' e supostamente mais bem nascidas, em termos financeiros. Foi o governo, juntamente com o Congresso que aprovou o sistema de cotas mais injusto de que se tem conhecimento, ao estabelecer que nada menos do que A METADE das vagas das universidade públicas (por enquanto) deve ser destinada a alunos vindos de escolas públicas. Não seria o caso de, primeiro, no mínimo, melhorar estas escolas e o ensino público como um todo, para que o processo de ascensão dos alunos à universidade fosse natural? Mas não... No Brasil, as universidades deverão descer o nível de ensino para se adaptar à massa despreparada que chegará aos seus bancos, em detrimento de milhares de outros alunos que estarão sendo punidos por terem se sacrificado para investir em seu próprio nível de instrução... Isso é uma loucura!!!!

Fonte:
Rebecca Santoro
E-mail: rebeccasantoro@gmail.com
VISITE: Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/

sábado, 29 de novembro de 2008

Nem de lógica esses comunas entendem...

Lula elogia marinheiro, e Marinha volta a criticar revolta liderada por ele

MÁRIO MAGALHÃES, DA SUCURSAL DO RIO

Na antevéspera do aniversário de 98 anos da Revolta da Chibata, o presidente Lula participou ontem no Rio da inauguração de uma estátua do líder da rebelião, o marinheiro de primeira classe João Cândido Felisberto (1880-1969).

A Marinha se ausentou do ato e, em resposta a perguntas da Folha, voltou a criticar o marinheiro que Lula, o comandante das Forças Armadas, qualificou como "herói". "Precisamos aprender a transformar os nossos mortos em heróis", discursou o presidente na Praça 15, no centro, onde foi instalada a obra do artista Walter Brito.

Duas horas antes, o Centro de Comunicação Social da Marinha afirmou não reconhecer "heroísmo nas ações daquele movimento. Entretanto, nada tem a opor à colocação da estátua, desde que haja o cuidado de evitar inserções ofensivas à Força e às vítimas dos amotinados". O Ministério da Defesa não enviou representante.

Em julho, Lula sancionou a anistia póstuma a João Cândido. O evento de ontem integrou os festejos do Dia da Consciência Negra - o homenageado era negro. O presidente disse que quer transformar o dia 20 de novembro em feriado nacional.

Em 22 de novembro de 1910, sob a liderança de João Cândido, ao menos 2.000 marinheiros se sublevaram contra os castigos físicos. A gota d'água foi o anúncio da punição de 250 chibatadas contra um deles. A revolta durou quatro dias. Morreram quatro oficiais a bordo e duas crianças em terra - a cidade foi bombardeada.

A Marinha disse ontem que se tratou de "um triste episódio da história do país".

Meses depois, João Cândido foi preso com 17 companheiros - 16 foram assassinados. Expulso da Armada sobreviveu na pobreza. Ontem foi chamado de "Almirante Negro". A estátua fica de frente para a baía de Guanabara, onde estavam os quatro navios de guerra que os rebelados tomaram.

Ao citar o "herói" João Cândido, Lula elogiou opositores da ditadura militar (1964-85) e disse que as novas gerações precisam conhecê-los. "[Carlos] Marighella não morreu por ser bandido", disse Lula sobre o guerrilheiro morto em 1969. "Morreu porque acreditava numa causa." Também exaltou o militante comunista Gregório Bezerra.

O noticiário televisivo recentemente deu ênfase à inauguração da estátua do "almirante negro" (a TV Globo chegou, até, a informar que a revolta se dera por uma pena de 250 açoites, a serem aplicados a um marinheiro transgressor). Entretanto, a verdade é, como sempre, um pouquinho diferente e, por mais que tentem reescrever a história do Brasil, a memória sempre fica.

O texto abaixo foi enviado à imprensa e, evidentemente, não será publicado.

Mas, vale a pena ser lido.

Pior é que João Cândido, um marinheiro antigo, de trinta anos, não foi um amotinado naquela revolta. O motim vinha sendo urdido por marinheiros novos, vindos das novas Escolas de Aprendizes do Nordeste, mais intelectualizados e cooptados por políticos. O Marechal Hermes da Fonseca assumira há uma semana. Tinha derrotado Rui Barbosa nas urnas. Trazia de volta os militares ao poder, que haviam perdido desde a saída de Floriano Peixoto, quinze anos antes.

A Revolta dos Marinheiros em 1910 eclodiu no “Encouraçado Minas Gerais”, recém recebido na Inglaterra. Na véspera o Comandante Batista das Neves havia punido um marinheiro com 25 chibatadas, a pena máxima prevista em lei.

Cumpria o doloroso dever dos Comandantes ao julgar um subalterno que havia navalhado no rosto um companheiro dormindo. Como os ânimos estavam exaltados, resolveu dormir a bordo após voltar de um jantar num navio estrangeiro, na bóia, com o navio fundeado na Baía da Guanabara. Dispensou seu Ajudante-de-Ordens no portaló e rumou para o camarote, sendo tocaiado e trucidado por golpes de machado de Controle de Avarias. Era cerca de meia noite.

Instalou-se grande confusão a bordo, com mortos e feridos. Não era um motim de marinheiros contra oficiais. Muitos subalternos lutaram junto aos oficiais. Outros navios, também fundeados, imaginaram que a revolta política havia começado, alguns aderiram. Na verdade, adrede marcada, eclodiria quinze dias depois, como eclodiu no Batalhão Naval, onde hoje está o Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

João Cândido entrara para a Marinha em Rio Grande, pelas mãos do então Capitão-de-Fragata Alexandrino de Alencar, de cuja família era cria, com quinze anos de idade. Em 1910, amigo dos Oficiais, principalmente por sua ligação com o ex-ministro Alexandrino, que acabara de deixar o poder, foi encontrado pelos verdadeiros revoltosos, escondido nas entranhas do "Minas Gerais", e forçado a entregar o manifesto da revolta aos deputados que rumavam para o navio numa lancha. Na verdade um só deputado, Oficial da Marinha na Reserva, aceitou a incumbência.

Esse documento, cujo original está arquivado no Serviço de Documentação Geral da Marinha, escrito a mão, por gente letrada, estava pronto e tinha data posterior ao dia da entrega. Nada falava sobre castigos físicos, sim da vida dura da guarnição, rancho ruim, falta de pessoal, soldos baixos, etc

A chibata, deflagradora do motim no "Minas", abortando o movimento, foi o pretexto arranjado pelos políticos, para militarizá-lo e cair fora das conseqüências. Políticos debateram no Senado, que como sabem ficava na Cinelândia, sob a hipótese de bombardeio do Centro da cidade. Os jornais divulgavam as notícias, alarmando a população. O Presidente Hermes da Fonseca fora Ajudante-de-Ordens de seu tio, Deodoro da Fonseca, quase duas décadas antes, quando assistiu à sua deposição em condições semelhantes. Tudo indica que o movimento, de maior abrangência do que foi divulgado, pretendia depô-lo. Mas provas não existem. Após o pesado bombardeio ao Batalhão Naval, comandado pelo General Menna Barreto, cujo Estado-Maior ocupou o Edifício Marquês de Tamandaré, da Marinha, muitos documentos foram destruídos, inclusive depoimentos colhidos nos diversos inquéritos em andamento.

Esta história toda custou a ser estudada, principalmente pela vergonhosa participação da Marinha. João Cândido, negro, analfabeto, filho de escravos, foi usado por décadas como suporte a políticos populistas e ainda está sendo. Gostou do papel glorioso que lhe atribuíram. Assim, a história de sua vida é deturpada. Declarou, no Inquérito, que era nascido na Argentina. Na verdade foi numa fazenda próxima à fronteira no Sul.

Em 1963, quando estava eu na Escola Naval, no navio-hidrográfico "Canopus", o Comandante Varella e seu Imediato Manhães foram assassinados por um Marinheiro julgado e punido na véspera com a pena máxima, dez dias de prisão rigorosa, a golpes de "machado de Controle de Avarias.”

Não acham muita coincidência?

Por essa época, 1963, fazia sucesso o único livro publicado sobre a dita Revolta da Chibata, em tom ideológico, por um jornalista chamado Edmar Morel, comunista conhecido, quase um incitamento à insubordinação de marinheiros. Nessa época João Cândido freqüentava o Sindicato dos Metalúrgicos, a convite, para contar detalhes de sua gloriosa história. Foi nesse sindicato que marinheiros se abrigaram, estimulados pela inoperância do Presidente João Goulart, para desafiar os chefes navais e a Instituição.

O Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, recebeu e rendeu homenagens a João Cândido, já envelhecido, mas envaidecido pelas múltiplas e periódicas homenagens em diversas situações. Considero o valor desse cidadão por ter conseguido manter essa impostura por toda a vida e até depois da morte.

O Almirante Hélio Leôncio Martins, historiador naval ainda vivo, primeiro Comandante do Navio-Aeródromo "Minas Gerais", estudou a fundo a "Revolta dos Marinheiros de 1910", documentou-se e publicou seu trabalho num livro de curta tiragem, na década de 1980. Li-o em 1998, colhido numa estante do Clube Naval. Comparei-o com o do Edmar Morel, de 1963.

Enquanto o último só relata os jornais da época e o que dizia João Cândido, já senil, endeusando-o, o Almirante Leôncio produziu um trabalho encadeado, fartamente documentado, nada emocional, narrando fatos e deixando as conclusões para o leitor.

Hoje tudo que ouço falar e vejo escrito na imprensa sobre o assunto, está pautado no livro de Morel. É pena! Fazer o quê. Recontar as mazelas da Marinha no passado? Faço isto sem prazer.

Algumas vezes mandei estes escritos para a Imprensa. Fui ignorado. Não vende. A história ao contrário sim. Recentemente a família de João Cândido foi indenizada no que foi contado nos jornais como anistia.

Mas como? Ele já foi anistiado três vezes.

A primeira logo após a revolta, pelo Congresso. A Marinha não aceitou, prendeu-o junto com os outros. Teriam que pagar pelo menos pelo assassinato do comandante do navio, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Batista das Neves.

Foi anistiado novamente depois, não seguindo para a Amazônia com os outros, para trabalhos forçados no Acre, na construção da ferrovia Madeira-Mamoré.

E agora, por influência da Ministra Marina Silva, pelo Congresso, com direito à indenização. Detalhe: ele faleceu em 1979.

O verdadeiro líder da Revolta apareceu na década de 1940, no interior da Bahia, contando a história do planejamento, urdido numa casa próxima ao Campo de Santana, no Rio de Janeiro, onde se reunia com civis. Chegou a escrever uma carta anônima para o Serviço de Documentação Geral da Marinha, desmascarando João Cândido. Chamava-se Francisco Martins. Apurou-se que ele não servia no Encouraçado "Minas Gerais", mas em um dos navios engajados. Estranhamente conseguiu dar baixa da Marinha uma semana depois, silenciosamente.

O cabo Anselmo, líder da insubordinação dos marinheiros em 1964 também está vivendo clandestinamente. Vem tentando obter anistia, promoção e indenização. Conseguirá?

Agora vejo transferirem a estátua de João Cândido para a Praça XV. Estava no Museu da República há pouco tempo. Com tristeza.

Gilberto Roque Carneiro