Translate

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

" TOPA TUDO POR DINHEIRO " LEMA DOS MENSALEIROS DA DILMA"

Depois da derrota de Dilma, Lava Jato deve aprofundar desvios bilionários na Petrobras para políticos



O Fundo BB Millenium (operado em 2006 e 2007, com a ajuda de grandes bancos transnacionais e brasileiros), as operações da Petrobras International Finance (PFICO, que sofreu uma “cisão parcial” em 16 de dezembro de 2013, em estranha decisão da Assembleia Geral da companhia) e os negócios da BR Distribuidora (desde que a empresa teve o capital fechado, no começo do governo Lula, em 2003). Estes são os possíveis alvos de investigação da Operação Lava Jato, que apura um mega esquema de lavagem, superior a R$ 10 bilhões, envolvendo o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e uma penca de políticos que ainda não figuram como alvos judiciais.

A petralhada está com o coração apertadinho. Alguns já começam a enfartar – como ocorreu ontem com o doleiro Youssef. Todos já sabem que, depois de confirmada a derrota reeleitoral de Dilma Rousseff, um jato ainda maior e mais forte de denúncias de corrupção tende a atingir o núcleo duro dos petistas – com efeito muito mais devastador que o Mensalão. A tese geral é que não dá para acreditar que Paulo Roberto Costa agia apenas para ele mesmo, em parceria com o doleiro Youssef, sem o envolvimento de outros políticos graúdos – petistas ou não. A esperança dos petistas é que os tucanos, prováveis vencedores na eleição presidencial, desistam de ir fundo nos problemas da Petrobras.

Investigadores da Operação Lava Jato têm certeza de que a maior parte do dinheiro envolvido na megalavagem veio de desvios em contratos superfaturados com empreiteiras e fornecedores da Petrobras, usando offshores (empresas de fachada registradas em paraísos fiscais fora do Brasil). Investidores internacionais acreditam que, se forem rastreados os negócios da PFICO, da BR Distribuidora, e do fundo BB Millenium, o esquema de Youssef e Paulo Costa ficará maior – em bilhões de dólares.

Ontem, Youssef foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter realizado 1.114 contratos de câmbio fraudulentos, envolvendo US$ 78,2 milhões, com duas empresas offshores no First Curação Bank nas Antilhas Holandesas. O doleiro é suspeito de cometer 3.649 vezes o crime de evasão de divisas. Entre 2011 e 2013, remeteu para o Exterior cerca de US$ 450 milhões. O dinheiro sairia do Brasil para pagamentos de importações fictícias de empresas operadas por laranjas.

Agora, os companheiros petralhas acompanham, com uma lupa banhada a ouro, as consequências da Operação Monte Branco, iniciada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal de Portugal, para apurar transferências ilegais entre gestores de fortuna, em um dos maiores escândalos globais de lavagem de dinheiro. Os lusitanos suspeitam da ligação entre os esquemas investigados lá e a Operação Lava Jato brasileira. O dinheiro sujo ajudou a abastecer esquemas de campanha política, tráfico de drogas e diamantes, em uma conexão entre Brasil, Portugal, África e paraísos fiscais.

Previsão Médica

Pelo menos um famoso político brasileiro, lá do Nordeste, quase enfartou por causa dos escândalos e da crise no Banco Espírito Santo, de Portugal.

Tem muito petralha perto de passar muito mal, se forem investigados, com mais profundidade, os mecanismos de lavagem de dinheiro no circuito Brasil-Portugal-África.

E se o juiz Sérgio Moro continuar pegando na veia, chegando às conexões lusitanas de alguns negócios do doleiro Youssef, vai ter mais gente envolvida na Lava Jato com graves problemas coronarianos.

Exemplo da Cruz Vermelha

Foi salutar a decisão da Cruz Vermelha de divulgar, publicamente, todo o trabalho investigativo da britânica Moore Stephens, que identificou R$ 25 milhões em gastos sem comprovação e movimentações suspeitas de recursos na entidade, aqui no Brasil, entre os anos de 2010 e 2012.

Doações e contribuições voluntárias foram para o saco da corrupção, principalmente nos escritórios do Maranhão, Ceará e Petrópolis.

A presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Sampaio, pedirá na Justiça a punição dos dirigentes envolvidos nas fraudes e a reparação dos danos à imagem da instituição – que é ligada à Federação Internacional da Cruz Vermelha.