8.11.09

ESTADÃO MENTE SOBRE LULA

04 de novembro de 2009    NIivaldo Cordeiro
 O adesismo do jornal Estadão ao PT será talvez o gesto mais insidioso e vergonhoso da imprensa nacional das últimas décadas. Um exemplo notável desse fato está no editorial de hoje (O "autoritarismo popular" de Lula), comentando o já célebre artigo de FHC de domingo último, no qual, a pretexto de concordar com o ex-presidente, acaba por retirar do artigo aquilo que tem de mais substantivo, personalizando a questão política na figura pública do Lula. Além do mais, o editorial aproveita – não de todo errado, mas de forma insidiosa – para jogar nas costas dos líderes da oposição a responsabilidade de não atacar Lula. Um verdadeiro golpe de judô da refinada desinformação estadônica.
 Começa o texto por comparar Lula a Chávez, elogiando-o de fato, ao declarar que o nosso presidente não é tão tosco como Chávez. Ora, campeonato difícil, esse. Chávez pode ser mais afirmativo, mas de sofisticado Lula não tem nada. Na verdade, ambos representam papéis diferentes na revolução em curso na América Latina, no âmbito do Foro de São Paulo. Fazer comparação entre ambos sem dar ao público essa informação preliminar é já um trabalho desinformativo Lá está escrito: “Lula, que, em parte por convicção, em parte por um cálculo do custo-benefício da aventura reeleitoral, recusou a possibilidade, acredita que pode chegar aonde quer por outros meios, mais sofisticados do que é capaz de conceber a mentalidade tosca do coronel de Caracas”.
 Salta aos olhos que a diferença está nas sociedades que ambos presidem, e não na formação ou suposto caráter mais primitivo de Chávez. O Brasil, sim, é muito mais complexo do que a Venezuela, que tolera sem qualquer anestésico o ditador histriônico. Repetir o modelo aqui seria suicídio. Por muito menos foi feito o Movimento Cívico-militar de 1964. A realidade exige de Lula outro papel, mas o jornal se esqueceu do continuado esforço que o PT e Lula fizeram para ter o terceiro mandato, só desistindo dele quando ficou constatado que faltavam ainda três votos no Senado para conseguirem maioria qualificada. Partiram então em ensandecida campanha contra a Instituição e contra a figura de seu presidente, José Sarney, com o objetivo de dar um golpe na ordem política. A campanha durou meses. Nisso tiveram amplo apoio do próprio Estadão, em vergonhosa instrumentalização, único jornal que obtinha com exclusividade as informações desabonadoras dos inimigos do PT, algumas delas ilegais, porque oriundas de processos que tramitavam em segredo de Justiça.
 FHC é cúmplice e patrono da situação política que está criada, mas não é tolo a ponto de achar que as coisas estão cristalizadas em Lula. O assalto está na tomada do Estado pelo PT, onde se constata a tirânica unidade entre os dois, o partido e o Estado. O controle quase total das ações políticas e econômicas por parte do grupo dominante. Não há uma palavra do editorial mostrando essa ameaçadora realidade. É como se o editorial tivesse sido escrito sob encomenda para desconversar sobre esse ponto, que é o ponto mais substantivo do artigo de FHC. Aqui o jornal está sendo mais que mentiroso, está distorcendo o conteúdo do texto que se propôs analisar. Personalizar as coisas em Lula é apenas mentira.
 Escreveu o editorialista: “No interior do governo, Lula aninha uma burocracia sindical que se apropria sistematicamente do mando dos gigantescos fundos de pensão das estatais, os quais, por sua vez, têm assento nos conselhos das mais poderosas empresas brasileiras. Forma-se assim uma intrincada trama de interesses que se respaldam reciprocamente, não raro em parceria com empresários que conhecem o caminho das pedras - "nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas", diz Fernando Henrique -, fundindo-se ‘nos altos-fornos do Tesouro’. Isso dá ao presidente um poder formidável sobre o Estado nacional que extrapola de longe as suas atribuições constitucionais. É uma espécie de volta, em trajes civis, ao regime dos generais”.
Seria mais apropriado dizer que Lula serve de cabo eleitoral para que a burocracia sindical, e também a cúpula revolucionária, tenha tomado conta do Estado. Lula não é autor do processo, é um ator que recita um texto previamente escrito, dentro da revolução grasmciana em curso, cujo fito de tomar todo o aparelho de Estado já foi alcançado. Não dizer isso é enganar a opinião pública. O certo teria sido escrever que se vive uma forma fascista de organização do poder, prenhe de ameaça totalitária. Nem uma palavra sobre o assunto.
 O artigo de FHC dá o grito contra o continuísmo, que o jornal não ecoou. É no continuísmo que a ameaça totalitária se consuma. Aqui o analista teria que entrar nas entrelinhas do discurso fernandista. O continuísmo será possível agora como resultado de muitas forças, mas sobretudo da ação do bloco do PT sobre a agremiação do ex-presidente, o PSDB. As figuras de Aécio Neves e José Serra estão jogando um jogo particular que ignora as ameaças institucionais sobre a Nação. Um misto de esperteza, sedução e medo. E adesismo, vez que não parecem ter qualquer discordância ideológica com o PT. O fato é que o continuísmo depende muito dessa ação, sobre a qual FHC parece ter perdido qualquer influência.
 FHC usou a expressão “subperonismo lulista” para designar o fascismo implantado no Brasil. O peronismo não é Perón, como o lulismo não é Lula. Lulismo é petismo, na sua facção triunfante. É como se, com um eventual passamento de Lula, a coisa toda acabasse. Ora, temos um partido revolucionário de vanguarda no poder, organizado em termos leninistas, articulado em escala internacional, exercendo na plenitude o poder e desejando nele se perpetuar de forma totalitária. Parece que vai conseguir mesmo, com a benção assalariada do Estadão.

Ficção barata

Daniel Pereira - Nas Entrelinhas       CORREIO BRASZILIENSE     7/11/09

Referências brasileiras no samba e no rock, Bezerra da Silva e O Rappa incluíram em seus discos uma mesma música sobre os políticos do país. Escrita por Walter Meninão e Pedro Butina, narra as andanças típicas de uma campanha. Diz o seguinte: “Ele subiu o morro sem gravata dizendo que gostava da raça, foi lá na tendinha e bebeu cachaça, e até bagulho fumou. Foi ao meu barracão e lá usou lata de goiabada como prato, eu logo percebi é mais um candidato às próximas eleições”. A letra é simples. Sem floreios nem refinamento. Numa linguagem popular, dá voz a sensações recorrentes no eleitorado.

Por exemplo: governantes e parlamentares só dedicam tempo e atenção à sociedade quanto precisam renovar os mandatos. E aceitam qualquer desafio para ter sucesso nas urnas. Do consagrado beijo em crianças de colo à degustação da buchada de bode — de preferência, com chapéu de sertanejo na cabeça. Tais percepções são um clássico da tradição política nacional. Nesta semana, foram reforçadas devido à inclusão, na pauta da Câmara, da proposta que garante a todos os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o mesmo reajuste aplicado ao salário mínimo.

De forte apelo popular, o assunto se transformou em novela. E, sem fugir à tradição, com cenas explícitas de hipocrisia. Se o projeto for a votação, será aprovado com folga. Não por crença no mérito da iniciativa, mas porque governistas e oposicionistas não querem desagradar a uma fatia importante dos eleitores a menos de um ano das eleições. Na verdade, os principais partidos da base aliada e da oposição são contrários ao texto, apesar de entoarem discursos favoráveis em plenário. Dizem que ele implodirá as contas da Previdência, com um impacto de cerca de R$ 7 bilhões só neste ano.

É por isso que, longe dos holofotes, barram a votação. E fazem de bobos os grupos de aposentados e pensionistas que encheram as galerias e corredores da Câmara nesta semana. Em público, só o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pequena parte da bancada do PT pedem que a proposta não seja votada. Lula age assim por pelo menos dois motivos. Primeiro, porque não quer ter o ônus político de vetar os reajustes caso sejam aprovados. Segundo, pois pretende anunciar um aumento acima da inflação — mas bem menor do que o sob análise dos deputados — para todos os segurados do INSS em janeiro de 2010, quando tentará eleger como sucessora a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Trata-se de uma característica do presidente. Lula não abre mão de ser o pai de todas as bondades. Exige exclusividade no papel de benfeitor. Missão facilitada, registre-se, por um Congresso rebaixado à mera condição de homologador de decisões emanadas do Planalto.

Inimigos íntimos
PSDB e DEM têm razões parecidas com a dos governistas. Com perspectiva de poder a partir de 2011, reclamam da expansão das despesas correntes na gestão petista. Falam que Lula arma uma bomba de efeito retardado que explodirá no colo de seu sucessor. A aprovação do projeto em tramitação na Câmara agravaria essa armadilha fiscal. Por coerência, tucanos e democratas deveriam conclamar os pares a barrar a proposta. Por que não o fazem? Confiam no veto presidencial, que colocaria freio nos gastos previdenciários e desgastaria os petistas com aposentados e pensionistas. Ou seja, renderia dois dividendos num investimento só. Nada mal.

A dissimulação dos oposicionistas é a mesma de 2006. Naquele ano, foi aprovado um reajuste de 16,67% nos benefícios do INSS. Lula vetou. Apesar de ter poder para derrubar o ato presidencial, o Congresso nunca tentou fazê-lo. No primeiro mandato do petista, tucanos e democratas também conseguiram, num cochilo governista, aprovar uma emenda que quase dobrava o valor do salário mínimo. Minutos depois, após tripudiarem do Planalto, aceitaram rever a decisão, em nome do equilíbrio das contas públicas. Como se vê, não é de hoje que PSDB e DEM adoram um teatro. As duas siglas brincam de incendiar o circo desde que, é claro, a farsa seja desmontada no fim do espetáculo.

Cantada por Bezerra da Silva e o Rappa, a sugestiva Candidato Caô Caô desmascara o político hipócrita. É no fim da música, graças a uma intervenção espiritual: “Fez questão de beber água da chuva, foi lá na macumba e pediu ajuda, bateu cabeça no congá. Deu azar, a entidade que estava incorporada disse esse político é safado, cuidado na hora de votar”. No mundo real, é possível resolver o problema por conta própria. Bastam pequenos gestos. Como acompanhar o debate político não apenas na hora de votar. Ou não protestar só no conforto das manifestações virtuais.

Um pouco mais de participação é fundamental para punir os políticos que atravancam o caminho. Esses, como diria o poeta, passarão. Só depende do empenho do eleitor.


6.11.09

Senador empossado responde a 200 processos

Do Redator


O Senado por mais que Senadores da oposição tentem reergue-lo a coisa parece impossível.
Pudera não, caros incautos eleitores.   Como se não bastasse os já conhecidos e matreiros (matreiros, é piada),  senadores da pá virada  como os Sarney`s incluso Zequinha boca de cachaça, o supra sumo da falta de honorabilidade que atende por Cafeteira,  desculpe o mau gosto o Sansão Welingnto Salgado, Édson Lobão e sua cria (tal pai tal filho) , esses juntos  somam  100 vezes mais processos  e são mais perigosos para o Pais que os hóspedes de uma penitenciaria de segurança máxima.
Mas,  acharam que isso não seria suficiente para a desmoralização do Congresso e quiçá "ant-ético", e o que fica transparente parece ser  um trato secreto, que impede que alguém fale em fóra Sarney, aliais  personagem principal de um livro chamado " Honráveis Bandidos" Um retrato do Brasil na era Sarney.   Eu  R E C O M E N DO.

Como dizia acharam pouco e aí empossaram Acir Marcos Gurgacz. PDT RO , suplente (o que financia, é parente e/ou cumplice)  que responde na Justiça nada mais nada menos que  200, - eu disse  DUZENTOS processos, capaz de englobar metado do codigo penal, crimes que vão desde estelionato. fraudes, e crime ambiental, abuso de poder económico .  
O nosso zeloso TSE começou agora a julgar alguns politico e a cassar seus mandatos, - por enquanto os da oposição, - pelo pantomina do trem, parece que os governista ficarão com maioria absoluta, assim como  Lula a tem no STF.


O que o  eleitor não entende é como ladrões explícitos do erário, devedores da Receita Federal, que sequer os põe na malha fina, detentores de um património acima de biliões de reais, não são detectados como atípicos, e nem se enquadram nos enriquecimento ilícitos. Não dá por exemplo entender fora da penitenciaria, a "famiglia" Sarney e seu genro, o Cafeteira,o Renam Calheiro, Welington Salgado (sansão) ( quando ele vai se acertar com a Receita? Quando o Lula sair?  Jader Barbalho, quando é que vai pagar ao BNDES?, Sem falar na Republica de Ouro Preto.
Essa corja forma o grupo do M.S.J.  (Movimento dos sem Julgamento). Será que nossa Justiça e "selectiva".  A maioria já passou dos 65 anos, tem portanto amparo na Lei que lhes dá  prioridade de julgamento
.É preciso acabar com a prerrogativa daninha do  'pedido de vista", pela impossibilidade do Juiz fazê-lo sentado no processo, por longos e longos  Invernos.



ESTE LIVRO EU RECOMENDO.  - SÓ A ORELHA VALE O PREÇO. -  DEVERIA SER LEITURA OBRIGATÓRIA NO ENSINO DO SEGUNDO GRAU. 




"Vejamos o que diz o colunista Lauro Jardim, da revista VEJA:
O Senado deu posse nesta quinta-feira a Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO), doravante chamado d Excelência.
Ele foi o segundo colocado na eleição em 2006 e assume o cargo após a cassação de Expedito Júnior (PSDB-RO), doravante chamado de "boi de piranha".
O novo senador responde na Justiça por abusar do poder econômico nas eleições de 2006 em Rondônia. É apenas um entre os cerca de 200 processos que correm contra ele no Judiciário. Um rol de acusações que vai de fraude em empréstimo de banco público a crime ambiental, passando por estelionato."

Como será que outras Nações vêem nosso congresso?
É bonito isso?

 JN


4.11.09

MST corta madeira, vende e dinheiro some - ou Movimento dos Some Tora

O ESTADO DE SÃO PAULO


José Maria Tomazela

Pinus suficiente para encher 10 mil caminhões saiu de assentamento; rombo pode chegar a R$ 3 milhões, valor que deveria ser aplicado em lotes


Uma cooperativa do Movimento dos Sem-Terra (MST) cortou e vendeu cerca de 400 mil metros cúbicos de pinus no assentamento Zumbi dos Palmares, em Iaras, no sudoeste paulista. Parte do dinheiro foi desviada.


A quantidade de madeira cortada equivale à carga de 10 mil caminhões. Os recursos deveriam ter sido aplicados nos lotes. O rombo, que pode chegar a R$ 3 milhões, é investigado pelo Ministério Público Federal.


Impedido de derrubar outros 1,4 mil hectares de árvores, o MST abandonou os assentados. A região, no centro-oeste do Estado, é a mesma que os sem-terra querem transformar num grande polo de assentamentos da Reforma Agrária.


A floresta de pinus pertencia ao Instituto Florestal, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e foi comprada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) num processo de arrecadação de terras para fazer assentamentos. O plano era executar o manejo da floresta de acordo com as normas ambientais e investir o dinheiro na infraestrutura do lugar.


Assim que tivemos a imissão de posse na área, em 2007, houve uma série de incêndios intencionais que estão sendo investigados pela Polícia Federal, contou o superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires da Silva. As chamas atingiram quase mil hectares do pinheiral. Há suspeita de que os próprios interessados teriam ateado fogo para apressar o corte raso do pinus.


Por meio de convênio assinado em 2008, o Incra contratou a Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços dos Assentados da Reforma Agrária de Iaras e Região (Cocafi), criada pelo MST, para extrair e vender a madeira. O dinheiro seria aplicado na infraestrutura do assentamento. Em poucos meses, máquinas e motosserras a serviço da cooperativa botaram abaixo mais de 300 mil árvores. À medida que as toras eram retiradas, os sem-terra cadastrados pelo Incra iam sendo assentados sobre os restos da floresta. A infraestrutura nos lotes não foi feita e eles procuraram o Ministério Público de Ourinhos. O corte e a venda da madeira foram embargados.


ABANDONO


O assentado Antonio da Silva, de 64 anos, reclama que tiraram os pinus de metade de seu lote, de 15 hectares, mas nada deram em troca. A terra é um areião e precisa de calcário e adubo. Ele é um dos que acusam a cooperativa de desviar o dinheiro que seria aplicado em água, estradas e recursos para os assentados. O agricultor Roberto Ramos aponta as toras amontoadas no lote e lamenta os desvios. Essa madeira poderia valer muito adubo. Ele e a família deixaram a região de Campinas há seis meses, a convite do MST, mas nada plantaram até agora. Fomos colocados aqui e abandonados.


Ouvido no inquérito que apura o desvio de madeira, o assentado Donizete Marques diz que a cooperativa e o Incra trabalhavam juntos. Mas o dinheiro que era para ser posto aqui nunca apareceu, reclama.


Quando ocorreu o embargo, as pilhas de madeiras não puderam ser retiradas. Por determinação no Ministério Público, fiscais do Incra se revezam na vigilância das toras. As 16 famílias que não puderam entrar no lote montaram os barracos na beira da floresta. Como não recebem cestas básicas, sobrevivem de doações dos vizinhos e da caça.


Na sexta-feira, a assentada Antonia Iara Souza, que veio de Leme, preparava para o almoço um tatu capturado pelo marido. Ele trabalha na fazenda de laranja da Cutrale, na mesma região, invadida e depredada pelo MST. Graças a Deus ele não estava na ocupação, por isso não foi despedido, conta.


O Zumbi dos Palmares sediou, na quinta-feira, um encontro de lideranças do MST para denunciar a grilagem de terras públicas na região. De acordo com o coordenador nacional Gilmar Mauro, são 60 mil hectares ocupados por empresas de reflorestamento e produtoras de suco de laranja, como a Cutrale, terra que ele considerou suficiente para assentar as 4 mil famílias que estão acampadas em todo o Estado.


Desde o início da ação do MST na região, em 1995, foram assentadas 450 famílias. Nos últimos meses, a migração de sem-terra para a região aumentou e muitas famílias saíram do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste, na esperança do assentamento rápido.


AMEAÇAS


Assentados que denunciaram o desvio de madeira agora sofrem ameaças. Marco Tulio Mariano recebeu de um integrante do MST o recado para avisar sua mãe, Antonieta Vacca, que fechasse a boca, senão ia amanhecer cheia de formiga. Sangenes Aparecida Vieira foi ameaçada com um revólver por um dirigente. Genário da Silva Santos conta ter sido enterrado vivo pelo coordenador do MST de Iaras, Miguel Serpa, e seus subordinados. Deixaram só o rosto de fora.


A reportagem procurou Serpa em seu lote, mas familiares disseram que ele estava viajando e não tinha data para retornar. Não informou destino nem levou celular. No inquérito da Polícia Civil de Borebi, que apura a invasão da Cutrale, Serpa é citado como líder dos invasores.


João Henrique Cruciol, outro dirigente da Cocafi negou desvios. Fizemos a prestação de contas ao Incra. Disse que compete ao órgão dotar os assentamentos de infraestrutura e afirmou que só uma parte dos assentados está sem benefícios porque não chegou a vez deles.


SEGURANÇA NACIONAL - O FILME


Até que enfim o primeiro filme brasileiro que fala bem do Brasil e de sua situação atual no campo da segurança.


Editorial  5NOV2009  05.00 h
Em breve o povo Brasileiro, e o mundo,  irão assistir a um filme brasileiro que foge ao padrão dos filmes dos últimos 20 anos.  Nesse período pós a contra-revolução de 1964, vários intelectuais ligados ao teatro, musica e cinema, se especializaram em promover, principalmente na arte cinematográfica, subvencionada, pelos governos após os militares, a inversão da história, com fins a desvirtuar uma verdade incontestável, de que as Forças armadas lutaram em atendimento ao chamamento dos civis, para evitar o avanço do comunismo, que a longos anos vem sendo derrotado em todas as suas investidas, que não foram poucas. 
Em 1924 a primeira tentativa. . O Tenente do Exército Luiz Carlos Prestes liderou no Estado do Rio Grande do Sul uma revolta tenentista contra o Governo de Arthur Bernades.  Pretendiam levantar a população contra o poder da oligarquia governante e, por meio da revolução, exigir reformas políticas e sociais, como a renúncia de Bernardes, a convocação de uma Assembléia Constituinte e o voto secreto.  Seguiram para Foz do Iguaçu (PR) e formaram a Coluna Prestes, que inicialmente tinha o propósito de percorrer o Brasil para propagar as idéias tenentistas.  Percorreram a pé e a cavalo em torno de vinte e cinco mil km, no período de três anos, sendo que em 1927, deixando o restante de suas armas e munições em Goiás, (o CIE achou essas armas 40 anos depois), seguiram para a Bolívia onde se exilaram. De espírito fraco e despreparado, o Ex-Tenente (havia desertado) Carlos Preste conheceu nesse país nada menos que Astrogildo Pereira, um dos fundadores do PCB na Bolívia, sendo por ele convertido a ideologia marxista, daí para um curso em Moscou (ex-URSS) foi óbvio, o que se deu em 1931.  O resto de sua história, o cinema nacional e a Globo tornaram bastante conhecida, claro que na visão ideológica dos que estavam pagando ou pela visão dos “comuns”.  A maior parte explicitada pelo filme “OLGA”, endeusada e mostrada como mártir, quando em realidade era uma profissional comunista, judia alemã de nome Olga Benário, infiltrada no Brasil através de um falso casamento com Luiz Carlos Preste e enviada por Moscou, para tentar derrubar o Governo de Getulio Vargas, no episódio em 1935, denominado Intentona Comunista de cuja lembrança a imprensa e “istoriadores” omitem a invasão a noite da base aérea Campo dos Afonsos em  Marechal Hermes(,RJ), onde dezenas de Oficiais da Aeronáutica foram mortos, enquanto dormiam em seus alojamentos. Omitem também de forma abjeta e consciente, ultrajando a  verdade  histórica do Brasil, que a Coluna Prestes em suas andanças, alimentava-se de gado roubado, explorava os fazendeiros e até pequenos produtores, e por ande passavam deixavam um rastro de estrupos, torturas e assassinatos.
Com o fracasso da Coluna Preste foi preso e sua mulher, então grávida, foi deportada a pedido do Governo Alemão em especial à Gestapo (polícia política nazista), onde morreu em 1945, tendo sua filha Valéria sido entregues à avó paterna.  No filme dos esquerdos patas, sua morte se deu a chicotadas, de forma que ela deveria conta-las em alta voz  a medida que as levava.  Contou até 39, depois passou a dizer coisas desconexas e a relembrar o passado, enquanto a tela escurecia e o filme chega ao fim.
Parece-me que de todo holocausto, foi à única morte praticada pela Gestapo com uso de chicote, o que desmente que a arte imita a vida. 
Em 1945 com o processo de redemocratização, Prestes elegeu-se Senador pelo PCB, -(já naquela época parece que o Senado atraia o que havia de pior na política, se é que em política brasileira, alguma coisa possa ser pior).   
Em 1947 o registro do Partido Comunista foi sabiamente cassado, Preste voltou à clandestinidade.
Em 1958 sua prisão preventiva foi revogada. Em 1964 com o advento da Contra-Revolução Democrática Prestes voltou a ser procurado, conseguindo, no entanto fugir para a URSS, de onde nunca deveria ter saído.   Com a Anistia em 1979, Preste retornou ao Brasil, com 81 anos de idade finalmente aprendeu a conviver com a democracia, ou pelo menos se afastou do Partido alienígena PCB. Em sete de março de 1990 com 92 anos, Preste “bateu as botas”, e não foi para a posição de sentido e sim para a horizontal, deixando um péssimo exemplo de vida para os militares.
Neste espaço de tempos, após fazer o Brasil crescer até 8% AA., os militares resolveram devolver o País aos civis, Infelizmente a “famíglia” Sarney, daí ser instalada definitivamente a era da mentira, da inversão dos valores, tudo isso consubstanciado nos filmes de grande pequena e minúscula metragem da cinematografia SOCIAL-COMUNISTA, quiçá bolivariana e a mídia abduzida.
Eis que agora o brilho dos diamantes da mentira, alimentados com o dinheiro do povo foram ofuscado pela verdade, já nem tanto sufocada, e surgiu um filme que conta em detalhes como, mesmo alijados das decisões de governo, as Forças Armadas Brasileira jamais deixaram ou deixarão de cumprir com seu dever em defesa do patrimônio da soberania e da Democracia, cumprindo suas funções para as quais se destinam, por clausula pétrea na Constituição.
 SEGURANÇA NACIONAL - ABIN / EB / Lei do Abate - Filme

*Cineasta criciumense está em Boston divulgando sua nova produção 

 Coletiva realizada no Cafe Belo de Everett, na quinta-feira (01), o cineasta Roberto Carminati divulgou para a imprensa brasileira detalhes sobre seu mais novo filme. "Segurança Nacional" tem estréia marcada para
janeiro nos cinemas de todo o Brasil. ‘Um filme para mudar o pensamento do povo brasileiro’. Assim resume em sua última frase o Press-Release do filme enviado à imprensa. Com muitas cenas de ação, envolvendo o Exército
brasileiro, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e a Polícia, Segurança Nacional promete ser um divisor de águas no cinema nacional. Logo em sua prévia, mostrada no Trailer do filme, já é possível constatar a
presença de fortes cenas de ação e uma trama envolta de muito suspense. “Eu sempre senti falta de ver filmes brasileiros de heróis. Foi então que decidi fazer um” declara o diretor, após serem perguntados sobre a utilização de recursos narrativos pouco comuns no tradicional cinema tupiniquim, como perseguições com aviões-caça e a atuação da Agência de Inteligência Brasileira, a ABIN. “Queria fazer um filme que retratasse a realidade e fosse positivo. O que é mostrado no filme é o que realmente ocorre.
Segurança Nacional foi o mais fiel possível com a atuação da ABIN e das Forças Armadas Brasileiras” continua Carminati, que dirigiu anteriormente o  “A Fronteira", que aborda o drama de brasileiros que tentam atravessar a
fronteira norte-americana de forma ilegal, na esperança de uma vida melhor.

A trama do novo filme é centrada na nova Lei do Abate, em que aviões de caça ganham autorização para interceptar aeronaves clandestinas em território nacional. Com isso, cartéis do narcotráfico de toda a América Latina vêem seus negócios ameaçados. Como a medida visa combater o tráfico de drogas, traficantes prejudicados se unem para tentar derrotar o Governo Brasileiro. A partir dai se dá início a uma série de investigações, sequestros e fugas envolvendo os cartéis, o Governo Brasileiro e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Mesmo com todas as ameaças e pressões vindas desses países, o Presidente descarta a hipótese de revogar a lei. O chefe do maior cartel do tráfico então, resolve colocar toda uma nação em risco ao tentar realizar um ataque terrorista no Brasil.

Protagonizado por Thiago Lacerda e com um elenco de atores conceituados, como Milton Gonçalves e Gracindo Júnior, Segurança Nacional é um filme que promete traçar um novo caminho para o cinema nacional. Mundialmente conhecido por ser um cinema focado nas mazelas da nossa pátria, utilizando-se muitas vezes da chamada "Estética da Fome" (termo criado por Glauber Rocha), agora ele pode estar partindo para uma nova tendência. Mais em acordo com o bom panorama econômico e tecnológico do Brasil, o filme traz em sua essência algo que o brasileiro que reside nos EUA sempre esperou da sua terra-natal: otimismo.

Carminati nasceu nos EUA, mas cresceu no Brasil, em Criciúma, onde mora  sua família, e tem dupla cidadania.

* (Edição: Rádio Criciúma. Fonte: Braziliantimes*
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3.11.09

OS PATRÕES VIVOS DO STALINÁCIO

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009.

Por Jorge Serrão

Gran-maestro, por instinto, na marketagem política, Hugo Chávez sugeriu aos brasileiros, sexta-feira passada, que defendam um terceiro mandato para Lula – a quem comparou a Jesus Cristo, por sempre trazer boas notícias para a Venezuela. Deus já deve estar de saco cheio (como naquele famoso pagode) de ouvir tanta bobagem...

Embora defendesse Lula forever, Chávez declarou estar certo de que Dilma Rousseff será eleita para sucedê-lo em 2010: “Todos sabem o peso que Dilma tem. É a próxima presidente do Brasil, podem anotar. É o que me diz esse coração. Ela é uma grande mulher com a cabeça bem coordenada”.

Independentemente de tanta demagogia, Chávez fez uma pergunta que merece resposta: “Por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?”. Elementar, meu caro Chapolim Colorado: porque existe uma regra do jogo, bem clara, que precisa ser obedecida aqui no Brasil.

A turma do Lula bem que fez de tudo. Não faltaram factóides de continuísmo. Mas não houve condições políticas para se aplicar o golpe institucional do terceiro mandato seguido. Os petistas e sua base aliada recuaram e agora terão de apostar tudo na Dilma (ou em outra alternativa de última hora, se ela não decolar conforme esperado).

Stalinácio já definiu, claramente, sua estratégia futura. Pretende voltar ao poder, a partir de 2015, nos braços do povo. Tanto que já avisa, antecipadamente, que um eventual futuro governo Dilma “não será o terceiro mandato”.

Lula já trabalha, discretamente, para descolar sua sagrada imagem de qualquer fracasso da próxima administração. Lula faz isto porque sabe que seu sucessor, seja quem for, terá dificuldades econômicas e políticas. Lula apenas tira o dele da reta antecipadamente. Quem negocia com Judas faz isto numa boa.

Os cenários para 2011 são desconfortáveis. A economia brasileira só mantém seu crescimento de anã por causa do crédito – que hoje já chega a 45,7% do PIB. Há quem aposte que isto uma hora quebra. Ainda mais porque a mágica do dinheiro fácil para o crédito ocorre junto com aportes do Tesouro Nacional que só fazem crescer a dívida pública – hoje em R$ 1,4 trilhão.

Tudo indica que, com a queda da arrecadação, faltarão recursos reais para cobrir tal rombo. Mas, como o governo é mágico, pode ser que algum problema – como volta de inflação - só estoure depois de 2011, quando Lula não estiver mais no poder. Situação cômoda demais para ele. Assim é fácil ser um franco atirador, quando deixar o cargo máximo da República.

Lula é malandro. A definição do antropólogo Roberto DaMatta cai como uma luva de boxe para Stalinácio: “Os malandros apenas confirmam o que os reis e os nobres realizam: eles, como os grandes futebolistas, driblam a lei. Os malandros não rompem com elas. Eles passam por suas brechas. Eles relativizam os limites, tornando-os elásticos, mostrando como é complexa a operação de uma sociedade que tem dois ideais: a do pobre (que nada pode) e a do Príncipe (que pode tudo)”.

Sorte que o filósofo popular Bezerra da Silva nos lembra que “Malandro é malandro; mané é mane”. Por falar nestas duas categorias, o “Príncipe dos Sociólogos” baixou o pau no Lula em seu artigo dominical em O Globo e no Estadão. No texto “Para onde vamos?”, FHC reclama que “DNA do ‘autoritarismo popular’ vai contaminado o espírito da democracia”. FHC cobra “um basta no continuísmo antes que seja tarde”. O provocador FHC também pergunta por que Lula “antecipa a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passeia pelo Brasil às custas do Tesouro exibindo uma candidata claudicante”.

Lula deve ter detestado o texto (que não leu, mas leram para ele, com certeza). Mas não deve passar recibo para seu antecessor a quem deu continuidade com diabólicos “aprimoramentos”. Judas deve saber bem deste assunto. E Lula também, já que admitiu que foi obrigado a negociar com Judas para governar.

Lula se julga acima do bem e do mal. O autoritarismo popular a que se referiu FHC o transforma no Stalinácio (personagem batizado pelo escroque Agamenon Mendes Pedreira, em O Globo). Mas qual é a verdadeira essência do Lula – defensor da tese de que "hoje o povo tem sua própria opinião" e que não existem mais “formadores de opinião”? A pergunta pode ser respondida com o que acontecerá ao longo desta semana.

Lula é um mero serviçal do poder real mundial que nos faz engolir o processo globalitário. Tanto que, por seu “trabalho”, Stalinácio receberá o prestigiado Chathan House Prize, no próximo dia 5 de novembro, em Londres. Como um eterno sindicalista de resultados, depois de premiado no centro do poder global, Lula vai se encontrar pessoalmente com alguns de seus “patrões” globais: a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, no famoso endereço de Downing Street, 10.

Enfim, vale o ditado popular: “Manda quem pode; obedece quem faz acordo com Judas”. Como Judas já é um sujeito historicamente muito malhado, só nos resta malhar um pouquinho o Stalinácio e lhe desejar um feliz Dia dos Muito Vivos, além de um proveitoso e lucrativo encontro com seus patrões transnacionais.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.





NOVOS PROGRAMAS DO GOVERNO LULLA

Em seg, 2/11/09, Wilson Santiago (email preservado)

Depois do P.A.C. (PÃO, ÁGUA e CIRCO), Lula vai criar mais 6 novos
programas:


1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A

2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A

3 - Programa de Revisão Orientado para o Próprio Interesse nas Nomeações
em Autarquias - P.R.O.P.I.N.A

4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas -
M.E.R.D.A

5 - Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando
Governadores, Empresários e magistrados - S.A.C.A.N.A.G.E.M

6 - Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados e Servidores -
F...-SE

Salve-se quem puder.......

Dilma é isso aí.

Do Augusto Nunes, da Veja, comentando a confusão mental e o português incompreensível da "doutora de araque" :

Sempre foi.

Prisioneiro da formação intelectual indigente, Lula não sabe se alguém está pronto para lecionar em Harvard ou naufragar no Enem.

É compreensível que tenha resolvido transformar em sucessora a companheira de cabeça confusa.

Deve achar bonito o que Dilma diz.

Deve achar que só uma sumidade consegue pilotar um projetor enquanto fala do PAC.

Mas muitos espertalhões da base alugada montam frases com começo, meio e fim, e distinguem um cérebro em bom estado de outro severamente avariado.

Essa gente já suspeita de que está a bordo do barco errado.

Nenhuma outra espécie de rato sabe desembarcar com tanta ligeireza

2.11.09

WASHINGTON RESOLVE IMPASSE EM HONDURAS, COM A AUTORIDADE DE QUEM PODE, SABE E FAZ.


A foto de Zelaia com uniforme guerilheiro, é uma ilustração a lá mão santa, dentro do principio que uma figura vale mais de mil palavras. JN



Por Armindo Abreu



SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2009

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JÁ O BRASIL, HUMILHADO, ENFIM RESPIRA ALIVIADO!

O GOVERNO DE BARACK OBAMA, ATRAVÉS DE EFICAZES AÇÕES DE BASTIDORES PELO SEU DEPARTAMENTO DE ESTADO, CHEFIADO POR HILLARY CLINTON, ENTROU EM CAMPO AOS 44 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO E DECIDIU OS RUMOS DA PARTIDA, QUE SERÁ APARENTEMENTE DECIDIDA ‘NOS PÊNALTIS’, APENAS PARA DAR ALGUMA SATISFAÇÃO AO PÚBLICO PAGANTE.
ISSO PORQUE A PARTE SUBSTANCIAL DA QUESTÃO JÁ ESTÁ RESOLVIDA, PELO COMPROMETIMENTO DAS PARTES COM A VIA ELEITORAL IMEDIATA, SEM QUAISQUER POSSIBILIDADES DE CONTESTAÇÃO AOS SEUS RESULTADOS. O ACORDO TAMBÉM RECUSA ANISTIAS A AMBAS ÀS PARTES DO CONFLITO, QUE DEVERÃO PRESTAR CONTAS À JUSTIÇA HONDURENHA PELOS SEUS ATOS.
A PROXIMIDADE DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, ÚNICO PROCESSO POLÍTICO, DE APARÊNCIA DEMOCRÁTICA, AINDA CAPAZ DE SUPERAR O IMPASSE CRIADO POR CHAVEZ E CONVALIDADO POR LULA, QUE DESEJAVAM A APRESSADA VOLTA DE ZELAYA AO PODER A TEMPO DE CONTROLÁ-LAS E DE INFLUIR NO SEU DESFECHO, FEZ COM QUE WASHINGTON GANHASSE TEMPO, ESPERANDO, ATÉ O ÚLTIMO MINUTO DA CONTENDA, PARA ENTRAR DE VEZ NA BRIGA E, DISCRETAMENTE, SEM ALARDES, IMPOR A SUA VONTADE IMPERIAL.
ASSIM, SERÃO REALIZADAS ELEIÇÕES FISCALIZADAS INTERNACIONALMENTE, AINDA NESTE MÊS DE NOVEMBRO, SEM POSSIBILIDADES DE INFLUÊNCIA DELETÉRIA NO SEU TRANSCURSO, NEM DE MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS ESPÚRIAS, POR PARTE DE ZELAYA (CASO RECUPERE A CADEIRA, NÃO MAIS O PODER), NA VÃ TENTATIVA DE OBTER UM TERCEIRO MANDATO, COMO DESEJAVA A ESQUERDOFILIA AUTORITÁRIA DO ‘NOVO CAUDILHISMO’ DAS AMÉRICAS, CHAVEZ BATENDO O BUMBO À FRENTE DO CORDÃO...
DESSA FORMA, GANHA EM SOBERANIA A NAÇÃO HONDURENHA, FICANDO LIVRE DOS PALPITEIROS EXTERNOS E SENDO FEITA A VONTADE NACIONAL EXPRESSA EM CLÁUSULA PÉTREA DA CONSTITUIÇÃO DAQUELE PAÍS, IMPEDINDO QUE NOVOS MANDATOS POSSAM SER POSTULADOS POR TIRANOS POPULISTAS, COMO TENTARA ZELAYA, DE FORMA ESPÚRIA.
PERDEM, PORTANTO, CHAVEZ, LULA, ZELAYA E TODOS OS DEMAIS TITEREIROS QUE DESEJAVAM VER ESPALHADA, PELAS AMÉRICAS, A ONDA DA ‘ELEIÇÃO PERMANENTE’ DOS ‘SOCIALISTAS BOLIVARIANOS’.
GANHA MICHELETTI EM RESPEITO, UMA VEZ QUE, EMPOSSADO POR FORÇA DA LEGISLAÇÃO DO PAÍS, EM NENHUM MOMENTO DEMONSTROU AVIDEZ PELA PRESIDÊNCIA, SEMPRE AFIRMANDO QUE NÃO SERIA, COMO NÃO FOI, OBSTÁCULO A UMA SOLUÇÃO NEGOCIADA.
PERDE O ITAMARATI PELO VEXAME INTERNACIONAL, PELA INDEVIDA INTROMISSÃO NOS ASSUNTOS INTERNOS DE HONDURAS, QUEBRANDO UMA RESPEITÁVEL TRADIÇÃO DE NÃO-INTERFERÊNCIA, E PELO DESPREZO A QUE SE VIU RELEGADO NA ‘HORA H’, EM QUE O ASSUNTO FOI DEVIDAMENTE RESOLVIDO, EM FAVOR DA DEMOCRACIA CONTINENTAL, PELA AÇÃO INCISIVA DOS ESTADOS UNIDOS.
À SUPREMA CORTE E AO CONGRESSO DE HONDURAS RESTARÃO A OPORTUNIDADE DE SE REAFIRMAREM AOS OLHOS DA NAÇÃO E DE OFERECEREM A DECISÃO FINAL DE DEVOLVER, OU NÃO, A ZELAYA, UMA CADEIRA PRESIDENCIAL DESGASTADA, JÁ SEM QUALQUER FORÇA E POSSIBILIDADES, PELOS ESCASSOS DIAS QUE LHE RESTARÃO, NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DESDENTADO E SEM UNHAS.
AO ITAMARATI, INFELIZMENTE, ALÉM DO ALÍVIO PELO FIM DA CRISE QUE, DESASTRADAMENTE, AJUDOU A CRIAR SEM RESOLVER, RESTARÁ, AINDA, A TAREFA INGLÓRIA DE JUNTAR OS CACOS DO QUE RESTOU À REPRESENTAÇÃO BRASILEIRA EM HONDURAS, DE FAZER-LHE UMA BOA FAXINA E DESINFECTÁ-LA DAS IMUNDÍCIES E ODORES DEIXADOS PELOS ‘ILUSTRES HÓSPEDES’...
TRISTE DESFECHO PARA QUEM ALMEJAVA UM LUGAR PERMANENTE NO ‘CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU’ E A GLÓRIA PASSAGEIRA DE UM “OSCAR” DA DIPLOMACIA PLANETÁRIA...

1.11.09

"NUNCA ANTES NEZZE PAIS"

Mônica Bergamo - 27/10/2009

VIDA NOVA

Depois de 32 anos de serviço público, Guiomar Feitosa Mendes, mulher de Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), está se aposentando. Guiomar, que está há 23 anos no STF (Gilmar virou ministro há apenas sete anos) e já trabalhou com os ministros Marco Aurélio Mello e Carlos Ayres Britto, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), será agora gestora da área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.

Mônica Bergamo, porém, esqueceu um "pequeno" detalhe, deligentemente notado por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.


Mulher de Gilmar vai trabalhar com advogado de Dantas. É a Grande Família !


A colonista Mônica Bergamo informa na Folha de hoje que a mulher de Gilmar Dantas vai trabalhar como “gestora na área jurídica (?) do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.”

A colonista Mônica Bergamo é excepcionalmente diligente e bem informada, até certo ponto.

Por exemplo.

Tão bem informada, ela se esquece de informar que Sergio Bermudes é um dos notáveis advogados dos 1001 advogados da milícia judicial de Daniel Dantas.

Ou seja, a mulher do juiz que, deu em 48hs, dois HCs a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas.


Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim