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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Para leigos e intrujões

Transcrição de artigo em formato JPG, de autoria ST Sérgio Chaves R/1, Porto Alegre, adequando-o a postagem no blog com maior visibilidade.
O original encontra-se como ilustração, e disponivel para conferência do texto.

Breves considerações do Editor do Blog

Ao CABU os agradecimentos pelo envio da matéria. Ao Sérgio Chaves, nossos parabéns, ” A arte de comandar”, é oportuna, e preenche uma lacuna ao esclarecer os valores e a grandeza dessa arte , própria dos militares. No momento em que “forças”,( já conhecidas e identificadas), se voltam contra as FFAA, no sentido de tentar diminuir junto a Nação a credibilidade que tem , e sempre tiveram as Forças Armadas, sentinela democrática, onde se socorre a Nação sempre que se vê acuada por ilegítimas ideologias.
A matéria, é uma aula, sobre o que representa a responsabilidade daqueles que são galgados ao comando, - desnecessária para os militares, mas bem atual para os leigos que se inserem em seu meio sacro.
Comandar em síntese não é ser dono da verdade, mas fazê-la brilhar impessoal e incontestável. Comandar é fazer-se respeitar por seus exemplos e decisões frutos do cumprimento das Leis, normas e regulamentos ao quais também devem obediência. A matéria é mais que explicita e transparente em seu conteúdo,nada contendo e nada se fez necessário colocar em “entre linhas”, não traz em seu bojo nada mais que não seja a necessidade de mostrar, aos “neófitos mandatários” ocasionais, e leigos ,a realidade da soberania das FFAA que constitucionalmente são instituições permanentes, cuja existência não depende de esporádico uniformizados com vestimentas da feira do Paraguai, onde prolifera a falsidade e a pirataria, a esses um alerta: General e aquele que cumpriu tudo o que a Pátria lhe exigiu , da base ao ápice da pirâmide hierárquica, a farda é o complemento que o identifica perante seus comandados, e consta do rol dos artigos relacionados no Regulamento de Uniformes , sendo bens privativos das FFAA, é de uso exclusivo das FFAA e auxiliares. Vestir uma farda sem ter um comando, e pura blasfêmia, falsidade ideológica, configurado como crime no Código Militar, independente da interpretação e vontade política e/ou falta de coragem, de qualquer Juiz, e que não muda o seu conteúdo, nem faz jurisprudência, devido a sua condição transitória, e cujas sentenças podem ser contestadas,
Comandar não é valer-se da confiança de seus pares para investir contra a Carta Magna, tornando duvidoso os valores ali consignados, Comandar é muito menos, fugir as suas responsabilidades, engavetando processos (19 ADIN), com fulcro apenas em possíveis benesses, que ora se concretizam, por parte do desgoverno que assola o País, destrói o moral, e escraviza a Nação brasileira, fazendo com que quarenta e seis milhões de brasileiros se torne eleitores escravos, ao preço que não lhes cobre sequer o alimento necessário.
José Nascimento ST R/1 do EB. Editor do reservativa.

Transcrição: Jornal do Comércio –Porto Alegre 24SET2007.
A arte de comandar

“É fácil a missão de comandar homes livres, basta mostrar-lhes o caminho do dever” Este princípio as Forças Armadas brasileiras herdaram do general Osório, patrono da arma de cavalaria, Comandar não é dobrar vontades, muito menos quebrá-las, mas, galvanizá-las levando-as ao bom cumprimento da missão. Aqueles a quem è dada a autoridade jamais devem ameaçar seus subordinados. Comandante é aquele que está à testa. É a cabeça. É aquele que sabe, quer, realiza, e é também quem faz saber, faz querer e faz realizar. Comandante é quem sabe conciliar a iniciativa com a disciplina, o entusiasmo com a ponderação, a energia com a complacência. Comandante é aquele que dá exemplo. Os homens não se conduzem jamais com as prescrições da razão pura, têm necessidade de ver o seu ideal encarnado num homem que os leve atrás de si, pela sedução do seu exemplo. Se o direito de comandar é um atributo da autoridade, é o talento de se fazer obedecer que dá a medida do chefe. Estas considerações, aprendidas na Escola de Sargento das Armas ( A Arte de Ser Chefe – Gaston de Courtois), me assaltaram no momento em que os nossos soldados sofreram ameaças por parte do ministro da Defesa , se discordassem das aleivosias contidas no livro “Direito a memória e a verdade”. Mas ainda temos comandantes, as Força Armadas não estão acéfalas . O Alto Comando soube responder com elegância e firmeza aos arroubos da prepotência . (Sergio Chaves, subtenente RRm, Porto Alegre – schavesadm@yahoo.com.br