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terça-feira, 24 de abril de 2007

A incerteza nos julgamentos

Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador

Um filósofo cético negava-se a julgar seus coevos porque dizia que o homem e a natureza se confundem, daí ser discutível formular leis do comportamento com base no pequeno fragmento da natureza que é o homem. Na Bíblia o conselho é impositivo: “Não julgueis para não serdes julgados e, com a medida com que julgardes, assim sereis medidos”. O Padre Vieira, no sermão da Segundo Domingo do Advento, agravou o conselho bíblico: “Antes quisera ver-me acusado do demônio do que julgado pelos homens, porque os demônios acusam apenas as obras e as palavras, ao passo que o homem julga e condena até os mais íntimos pensamentos, embora não os possa conhecer. No juízo de Deus nossas boas obras defendem-nos, no juízo dos homens o maior inimigo que temos são as nossas boas obras”.
Entendo a amargura de Vieira quando trata dos homens em sentido geral. Já Rui, ao relacionar o homem habilitado a julgar, diz que o juiz previne-se contra aquilo que desonra sua conduta judicante, pois o juiz que não tem a consciência serena, que sentencia sob influxo da paixão ou do ódio, ou ainda pela amizade pessoal ou interesse político, deslustra a dignidade do julgador e é o pior dos juízes.
No primeiro caso, o do julgamento do homem comum, “o pequeno fragmento da natureza”, capaz de todas as grandezas e de todas as misérias, faz-me lembrar a revolta com que vi, na campanha eleitoral de 2002, um julgamento profundamente infeliz do então candidato Lula, entrevistado por Boris Casoy. O jornalista perguntou-lhe o que pensava de uma crítica que lhe fizera, em jornal de Miami, o exilado cubano Armando Valadares, devido à sua devoção ao ditador Fidel Castro. Lula, claramente irritado, disparou seu menosprezo : “É um picareta”.
Estou certo de que não sabia quem era Valadares, companheiro, muito jovem, de Fidel na guerrilha de Sierra Maestra. Católico praticante, quando os comunistas começaram a conquistar Fidel, iam às mesas de trabalho das estatais e colocavam adesivo com esses dizeres: “Se Fidel é comunista, eu também sou”, Valadares não permitiu o adesivo em sua mesa. Dias depois era preso, acusado de contra-revolucionário. Foram 20 anos nos diversos cárceres de Cuba, sob tortura permanente, sevícias, simulações de fuzilamento, práticas de humilhações como obrigação de desentupir com as mãos latrinas transbordantes de fezes, e as restrições alimentícias que provocaram a subnutrição.
Régis Debray, assessor do presidente socialista François Mitterrand, conheceu a verdadeira situação de Valadares, condoeu-se e obteve, de Mitterrand, um pedido a Fidel para libertar o preso. Passou ainda meses em cadeira de rodas, tratando-se e nutrindo-se para poder ser libertado andando normalmente até o aeroporto. Escreveu um livro comovedor sobre as crueldades a que foi submetido e intitulou-o Contra toda a esperança. Esse é o “picareta” no julgamento de Lula, que liderou as grandes greves do ABC, repudiou a sentença do Tribunal do Trabalho de São Paulo numa disputa entre metalúrgicos e patrões, pelo que, em cumprimento da lei, já não vigente o AI-5 e todas as medidas de exceção, foi hóspede do delegado Romeu Tuma numa prisão que, comparada com o que sofreu Valadares, seria um hotel de luxo. Solto, foi exonerado da montadora em que era torneiro-mecânico competente.
Hoje o presidente Lula recebe uma indenização por isso. Presidente do Senado, conheci-o, quando o recebi, acompanhado de dois outros líderes sindicais, em audiência cordial. Dela tenho a foto. Fomos, depois, colegas no Congresso Nacional, na Constituinte de 1987/88. Tive provas de apreço que estão publicadas e dele guardei a imagem de um católico “caótico” ou não, como o chamou um cardeal, que jamais ofenderia um trabalhador. Se soubesse do sofrimento cruel a que Valadares foi submetido nas prisões, condenado por delito de consciência, ao resistir a acompanhar a adesão de Fidel ao comunismo. A natureza conciliadora de Lula, presidente que perdoa mesmo os que o traíram, jamais lhe faria chamar de “picareta” a saga de um trabalhador torturado durante 20 anos, católico que chegou a perder a esperança contra a esperança, o que não ocorreu a Abraão, pai aos 90 anos, pela graça de Deus.
A classificação pejorativa cabe, sim, aos dirigentes do PT que se tornaram uma quadrilha a locupletar-se à custa do dinheiro público, assim como se revelam, agora, na Operação Hurricane, juízes venais, desembargadores, ministro de Tribunal Superior de Justiça, delegados da Polícia Federal, advogados e empresários corruptos. Esses, sim, são piores que “picaretas”.


Correio Braziliense – 24 abr 2007

segunda-feira, 23 de abril de 2007

MARXISMO - A BURRICE VERMELHA

Huascar Terra do Valle . Advogado e Escritor

Por incrível que pareça, existem, principalmente em universidades, milhares de intelectuais que se confessam marxistas. Ou seja, eles interpretam o mundo e a história sob a ótica de um demente paranóico com uma incrível capacidade de distorcer os fatos e apresentar as maiores bobagens, disfarçadas em profundas verdades.Os postulados de Marx, apesar de exibirem o pomposo nome de "materialismo histórico", são tão ingênuos e absurdos que só podem ser entendidos como um efeito da fé, ou seja, de uma religião secular, pois, quando alguém começa a crer, pára de pensar.
Por exemplo, a badalada "luta de classes". Marx afirma, solenemente que, por toda história, houve conflitos de classes, o que não passa de uma obviedade infantil. No entanto, desta premissa simplória ele conclui que os maiores males da humanidade advêm da "luta" entre empresários e empregados e que o caminho para uma "sociedade justa e solidária" seria os operários cortarem a garganta dos patrões e assumirem a direção das empresas. Ora, no século passado esta "solução" foi tentada dezenas de vezes e nunca deu certo. Para que insistir?
O grande erro de Marx é que, historicamente, a luta de classes mais importante tem sido entre cobradores e pagadores de impostos. No Brasil, por exemplo, a quadrilha dominante surrupia quase metade do que produzem os cidadãos e o fruto desta roubalheira é principalmente distribuída entre as elites do poder, sob a forma de altos proventos, sem falar na corrupção que, aqui, atinge proporções ciclópicas. Suspeita-se do comércio de liminares e sentenças, até em tribunais superiores (quando os culpados são "punidos" com aposentadorias milionárias).
Chamar de exploradores aos empresários é de uma burrice assustadora. São eles que criam riqueza, que é distribuída por toda a sociedade, inclusive por meio de salários pagos aos empregados. São eles também que pagam os impostos que sustentam o governo. Afirmar, como fazem os comunistas/marxistas, que o empregado se apropria da "mais valia" de empregado é outra idiotice. É mais lógico supor que são os empregados que se beneficiam da criatividade e da coragem de assumir riscos dos empresários. Tanto assim que países, como a URSS, que tentaram acabar com os empresários, só conseguiram fazer com que os operários trabalhassem instituindo regimes de terror e campos de trabalhos forçados (gulags). No capitalismo, ao contrário, vigora o regime de recompensa, com melhores resultados e sem necessidade de exterminar milhões de cidadãos, como ocorreu nos países comunistas.
Outra sandice comunista é o uso da palavra "imperialismo". Os Estados Unidos venceram duas guerras mundiais e não se apropriaram de nem um metro quadrado de território, enquanto a URSS, após a II Guerra Mundial, anexou dezenas de países e os manteve subjugados a poder de fuzis e tanques, como Hungria, Checoslováquia e Alemanha Oriental. No entanto, comunas de todo o mundo referem-se aos Estados Unidos como país imperialista e esquecem-se da URSS, esta sim, a nação mais imperialista de todos os tempos, que chegou a atingir 21 milhões de quilômetros quadrados. Nota-se que os comunas vivem no mundo da lua e não cultivam o menor compromisso com a realidade e muito menos com a coerência. De fato, eles só desejam o poder, para usar e abusar.
Outra mega-burrice vermelha consiste em não tirar proveito das lições da História. A experiência comunista, em essência, a concentração de poderes em um grupo dirigente (exatamente o contrário da democracia) sempre colheu resultados pavorosos, como a criação de uma nova aristocracia privilegiada (Nomenklatura); o genocídio de milhões de pessoas inocentes; a instituição de regimes policiais que usam o terror como instrumento social e político; o espírito bélico que resulta sempre em guerras, com milhões do mortos e destruição de cidades inteiras; o fracasso econômico, chegando a causar mortes aos milhões, por fome. Na Coréia do Norte o governo chegou a estimular a população a comer capim (apesar de substancial ajuda financeira da China ex-comunista, hoje praticando o capitalismo selvagem e a pirataria econômica, além de verdadeiro regime de escravidão - operários trabalhando quinze horas por dia, sem domingos nem feriados).

Em Cuba ocorrem muitas mortes por inanição, pois as rações fornecidas pelo governo são ridículas. No entanto, é proibido aos médicos diagnosticar "inanição", sob pena de irem parar nas quase mil penitenciárias existentes. Antes do comunismo, o ditador Fulgêncio Baptista mantinha apenas seis penitenciárias, sem as horrorosas merdácias de hoje, onde certos presos são punidos com banhos diários de excrementos humanos. Mesmo assim, comunistas disfarçados de petistas nutrem o sonho de transformar o Brasil em uma gigantesca Cuba. Um comunista fanático como Oscar Niemeyer declarou que "o regime cubano é o que serve ao Brasil". Como não podemos considerar burro o grande arquiteto, temos que admitir que sofre de demência parcial, quando se trata de assuntos políticos. O comunismo, uma verdadeira religião, baseada na fé, paralisa a razão, até mesmo de sumidades como Niemeyer.
A verdade é que comunistas sabem do fracasso do comunismo, no entanto eles sempre se imaginam fazendo parte da Nomenklatura privilegiada. Ninguém quer ser operário em países comunistas, onde, para começar, sindicatos são proibidos.Em regimes coletivistas, como no comunismo, sempre existe a busca do comunista perfeito. No Camboja, Pol Pot , à procura do comunista perfeito (ignorante e obediente) exterminou cerca de um terço da população, em seus campos de reeducação política. Enquanto isso, fez uma gigantesca coleção de crânios. O caso do Camboja lembra a Inquisição, que também torturou e matou barbaramente milhões de supostos hereges ou bruxas, em busca do católico perfeito. Os expurgos de Stálin vitimaram cerca de 60 milhões de soviéticos. O holocausto nazista é outro exemplo de busca da purificação da raça. Todos os regimes coletivistas, de concentração do poder, sempre levam a um tipo qualquer de genocídio. Os comunas sabem disto, no entanto, desejam ardentemente o genocídio e a tortura, pois o comunismo é uma religião do mal, derivado do satanismo praticado por Marx e Engels, alunos do satanista Moses Hess.
Como declarou o pastor Wurmbrand, o comunismo não passa de uma fachada para o satanismo, onde o ideal não é o bem, mas o mal. Não à toa comunistas adoram badernas, "justiçamentos", seqüestros, assaltos, guerrilhas, invasões, revoluções e guerras. Sempre pregam a violência como arma política. Em Belo Horizonte o prefeito comunista até erigiu um altar a Satan, com uma estátua do demo, em plena via pública, sugerindo a existência de algum pacto demoníaco.
Triste é constatar que, no Brasil, que tem um presidente comunista, que tem Cuba como modelo ideal, consideráveis avanços têm sido feitos no sentido da comunização do País, sem que a grande maioria da população, e também a mídia, percebam este desastre. O MST (terroristas rurais protegidos pelo Governo) é um bom exemplo. Como disse John Philpot Curran: "O preço da liberdade é a eterna vigilância".
Além de burros, os comuno-petistas-socialistas-social-democratas são também absolutamente cretinos. Para constatar basta ver a propaganda do PcdoB, do PPS, do PSOL, do PSD, et caterva. Com a maior cara-de-pau seduzem o eleitorado prometendo "liberdade" e "democracia", quando intenção deles é instaurar a tirania e o Estado policial-terrorista, conforme fizeram em todos os países. Ou alguém acredita que eles vão mudar? Hugo Chávez que o diga!


Memória curta não é privilégio do povo

RELEMBRANDO
O Chefe, por Ivo Patarra



Pagina 368

Para a Polícia Federal, foi Hamilton Lacerda quem levou o dinheiro
apreendido ao Hotel Ibis Congonhas. Ele foi filmado por câmeras de segurança no saguão do hotel, um dia antes das prisões. Portava uma mala. As imagens não deixam dúvidas: o homem com cabelos grisalhos, tenso, entra no lobby do hotel por volta das 8 horas da manhã. Nas mãos de Hamilton Lacerda, a mala preta de viagem, com a alça em volta do ombro esquerdo – para ninguém roubar a preciosa carga. Ele está acompanhado de Gedimar Passos. Os dois pegam o elevador. As câmeras também o filmam andando pelo corredor onde fica o quarto em que Gedimar Passos está hospedado. Hamilton Lacerda entra no quarto. Sai em seguida. Sem a mala.
Mais tarde, Gedimar Passos é filmado com a mesma mala, caminhando em
direção ao restaurante do hotel. Foi fazer uma refeição, mas preferiu não deixar a mala no quarto. Na madrugada do dia 15, horas antes das prisões, Hamilton Lacerda volta ao Ibis Congonhas. Desta vez, porta uma maleta e uma sacola plástica. Vai embora pouco depois. Sem a sacola. Para a Polícia Federal, ele foi levar uma segunda remessa de dinheiro ao hotel. O R$ 1,7 milhão não cabia apenas em uma mala.
Trecho do depoimento de Hamilton Lacerda à Polícia Federal: “O
declarante informa que, provavelmente na última semana de agosto, foi contatado por Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso, afirmando que existiam documentos em Cuiabá relacionados à ‘máfia dos sanguessugas’ e que poderiam ser utilizados na campanha em desfavor dos candidatos do PSDB, caso fossem verdadeiros; que o material existente teria um reflexo negativo na campanha nacional e estaduais onde concorresse o PSDB.”

Ou seja, a campanha de Lula seria diretamente beneficiada pela operação.
Quando as fotografias da montanha de dinheiro apreendida no hotel apareceram nos jornais, o PT tentou impedir a divulgação das imagens nos programas eleitorais. Não conseguiu.
Em entrevista ao jornal O Globo, Lula é questionado se perguntou aos
envolvidos no escândalo, quase todos ligados historicamente a ele e ao PT, sobre quem teve a idéia de comprar o dossiê e qual a origem do dinheiro. Resposta do presidente:
- Não perguntei nem perguntarei.
Tradução: Lula não sabia de nada, como sempre, nem se interessou em saber.
Mais uma vez, porém, era o beneficiário direto de um esquema de corrupção.
Para o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), não há dúvida:
- A origem do dinheiro é criminosa.
De acordo com Biscaia, os petistas envolvidos na compra do dossiê “não
eram peixes pequenos”. Diz Biscaia, fazendo alusão ao escândalo do mensalão:
- Antigamente, no PT, o cara dava uma entrevista e, por aquela entrevista, sofria comissão de ética no partido. Hoje o cara é acusado de desvio de recurso e fica por isso mesmo.

Lula foi reeleito presidente do Brasil.

Livro distribuido por download em:

©2006 Ivo PatarraEste livro é distribuído pela licença Creative Commonshttp://www.escandalodomensalao.com.br/

OLGA A VERDADE ESQUECIDA

Na alvorada de março de 1934, vindo de Buenos Aires portando passaporte americano, desembarcara no Rio de Janeiro um sujeito de nome Harry Berger.
Preso pela polícia carioca no natal de 1935, logo revelou-se a identidade secreta do viajante.
Chamava-se o misterioso elemento, Arthur Ernst Ewert, judeu alemão, fichado em seu país de origem, no qual era ex-deputado, como espião. Constava também processo por "alta traição".
Berger era o agente do Komintern, especialista em golpes subversivos, enviado para o Brasil com a missão de dirigir intelectualmente o plano traçado em Moscou, que objetivava a instauração de uma ditadura de tipo estalinista no País, por meio de levante armado.
Sob ordens de Berger, lá estava Luiz Carlos Prestes, homem escolhido para encabeçar um "governo popular nacional revolucionário", segundo relatório do próprio Berger para o Komintern.
Prestes angariou simpatia no meio comunista, pela sua participação na famosa coluna militar, que marchou pelo interior do País, nos agitados tempos do movimento tenentista. Pouco depois, após a conversão de Prestes à doutrina marxista-leninista por Astrogildo Pereira, a hábil propaganda vermelha batizou esse destacamento com seu nome, ainda que para isso tivesse de cometer a injustiça histórica de omitir e relegar ao esquecimento a figura do comandante Miguel Costa, principal líder militar da Coluna, ao qual Prestes esteve sempre subordinado .
Pela experiência do período, Prestes recebeu a incumbência de chefiar a ação armada dos comunistas no Brasil. Não poderia haver falhas. O plano deveria ser executado de forma rápida e eficaz, sem oferecer ao governo o tempo necessário para o esboço de uma reação.
Para tanto, visando garantir o apoio logístico e os recursos financeiros necessários para tão arriscada empreitada, Moscou fundara em Montevidéu, clandestinamente, o seu Secretariado Latino Americano, órgão cuja finalidade era aproximar as organizações comunistas latinas, a fim de impulsionar o movimento vermelho na América do Sul. Foi este o fato que gerou, ainda em fins de 1935, após o malogro da tentativa de assalto comunista ao poder no Brasil, o rompimento das relações diplomáticas do Uruguai com a União Soviética.
A Intentona Comunista de 1935, portanto, fora concebida e preparada em Montevidéu, como bem atestaram os jornais da época no Brasil, entre os quais, o Globo.
Durante os preparativos para o golpe, visando despistar quaisquer suspeitas a respeito de seu enviado revolucionário, destaca Moscou, como esposa de Prestes, a judia alemã Olga Benário (Olga Ben-Ario), conhecida já em seu país pelas suas ações subversivas. Cumpre destacar, nesse ponto, fato desconhecido da grande maioria dos brasileiros sobre a chamada Intentona: a do envolvimento direto de grande número de israelitas (infiltrados no País) na conspiração comunista de 1935.
De fato, como fartamente registraram os jornais, poucos dias após a supressão do levante no Rio de Janeiro, a eficiente polícia carioca, na jurisdição dos 13° e 14° distritos policiais, deteve 23 comunistas de origem judaica (longo ficaria citar a relação dos nomes), todos ligados à Brazcor, organização revolucionária comunista, mantida e orientada pelo PCB.
Essa associação mantinha uma biblioteca popular israelita de nome Schelomo Alcichem, instalada à Rua Sen. Euzébio n° 59, bem como, uma cozinha proletária comunista, que servia refeições na Rua Visconde de Itaúna. Publicava a revista de cultura moderna Volkekultur.
Quando assistimos ao filme Olga, de Jaime Monjardim, inquietou-nos não somente a lamentável omissão destes relevantes fatos, como também, a superficial abordagem sobre as sublevações comunistas em Natal, no Recife e no Rio de Janeiro.
Querer romantizar as figuras de Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, criando um clima nupcial ao longo de todo o filme e, por tabela, apresentá-los como porta-vozes e defensores da liberdade humana e da democracia é, no mínimo, insensatez e cinismo puros.
Esquecer (ou omitir tendenciosamente) o assalto à Escola de Aviação, em Marechal Hermes, onde oficiais brasileiros foram assassinados por companheiros de farda enquanto dormiam, ignorar o covarde ataque-surpresa ao 3° Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, onde a ordem só foi restabelecida após uma manhã inteira de combates; desdenhar dos cinco dias em que revolucionários comunistas, em Natal, estabeleceram um governo que promoveu a ação de arruaceiros, assassinos, estupradores e assaltantes; sugerir que a inocente menina Elza Fernandes (trucidada segundo ordens do Cavaleiro da Esperança, com consentimento de Olga) era a responsável pelo desastre que somente a incompetência de Prestes provocou.
Menosprezar tudo isso é risco muito grande. É aceitarmos e legitimarmos perante a história o crime, o fanatismo e o unilateralismo político, a ditadura.
Luiz Carlos Prestes e Olga Benário não defendiam democracia de nenhuma espécie para o Brasil, tenhamos isso sempre em mente. Pelo contrário, caso lograssem êxito em sua missão, teríamos nosso País reduzido a simples colônia de Moscou e conviveríamos com uma ditadura ferrenha, que em nome da "liberdade humana", cometeu os maiores crimes e atrocidades da história da humanidade. Comunistas estrangeiros traçaram lá fora este destino para o Brasil, contando para isso com o apoio de brasileiros desprovidos de senso patriótico, somados a um punhado de ignorantes.
Se nós, brasileiros, em algum momento de nossa história, vivêssemos de fato uma ditadura comunista, o filme Olga, se viesse a ser produzido, tenhamos a certeza, contaria história bem mais trágica.


* LUIZ GONÇALVES ALONSO FERREIRA é bacharel em História pela Universidade Católica de Santos."; Publicado em "A Tribuna de Santos", em 07.09.2004.

Para que Lula quer uma TV "PÚBLICA"

Se não existir qualquer reação, em pouco tempo doutrinação semelhante estará acontecendo nos demais países sulamericanos. Cuidemo-nos pois.

Chávez obligará a las empresas a dar cuatro horas semanales de marxismo

LUDMILA VINOGRADOFF
CORRESP0NSAL
CARACAS. Los venezolanos ya no podrán escapar del socialismo marxista que impone el presidente Hugo Chávez, aunque apaguen los televisores durante sus omnipresentes discursos. En sus puestos de trabajo, en las escuelas y en los cuarteles van a recibir una dosis de, por lo menos, cuatro horas semanales de formación sobre marxismo, además de soportar sus discursos diarios en la radio y televisión.
La filosofía y dialéctica del autor del Capital será obligatoria, anuncia el ministro del Trabajo, José Ramón Rivero, que comenzará a aplicar las cuatro horas de marxismo a los empleados de su Ministerio la próxima semana. Eso supondrá parar el trabajo -probablemente los viernes- para que los empleados puedan asistir a las clases ideológicas sin moverse de su puesto.
Rivero adelanta que la formación socialista será de «carácter obligatorio» tanto en las empresas del sector público como del privado y en las cooperativas. Y para ejecutarlo, el presidente Chávez aprobará dentro de poco las leyes-decreto necesarias, en el marco de los poderes especiales para legislar que le otorgó el pasado enero la Asamblea Nacional.
Rechazo de los sindicatos
Sin embargo, el anuncio no ha gustado del todo. Pablo Castro, dirigente de la Confederación de Trabajadores de Venezuela, (CTV), rechazó el plan del ministro Rivero. «Si su fin es ideologizar, van a encontrar el rechazo de los obreros, que no permitirán que se les imponga una forma de pensar contraria a su manera de vivir. Algunos compañeros compartirán el pensamiento del proceso, pero otros no».
Los soldados en los cuarteles también recibirán formación marxista y deberán exclamar en sus arengas militares a viva voz : «Patria, socialismo o muerte», si piensa continuar en la Fuerza Armada Nacional, según los obliga el presidente Chávez. El mandatario ha amenazado con echar a los uniformados que no se declaren marxistas y socialistas.
El ministro de la Defensa, Raúl Isaías Baduel, ha nombrado una comisión para encargarse de la inducción ideológica en los cuarteles, llamada eufemísticamente «moral y luces».
El jurista Hermán Escarra ha criticado el plan militar de Chávez, calificándolo de ilegal porque en la Constitución venezolana la Fuerza Armada debe permanecer apolítica.
También en la privada
Las escuelas públicas también van a recibir formación socialista, aunque el ministro de Educación, Adán Chávez, hermano del presidente, que se declara comunista, marxista y leninista, habla del «hombre nuevo» al estilo del Che Guevara.
Las escuelas privadas temen que se les imponga la formación marxista, la historia oficial adaptada a los intereses del chavismo y se les prohíba la enseñanza católica. El presidente venezolano lanzará una nueva ley de educación que echará más leña al fuego.
Cuando los obispos católicos le han preguntado qué significa su socialismo siglo XXI, Chávez les remitió a la detenida lectura del Capital de Carlos Marx.

domingo, 22 de abril de 2007

Reich do lulla, Ano V

Neil Ferreira em 16 de abril de 2007 Diário do Comércio

Resumo: O brasileiro não esta nem aí para a corrupção.
Se aparecer uma boquinha, pega sem remorsos. Ainda mais um mensalão.
Minha paranóia estima que este Reich está com os trilhos pavimentados para uns 40 anos. "Pavimentar os trilhos" é uma frase que foi dita pelo Unser Führer ( Nosso Guia ) em pessoa. Como poetou o poeta Mao, "a grande marcha começa com o primeiro passo". O segundo passo dado pelo Unser Führer e suas divisões de logística, transportando malas e cuecas cheias de dólares, foi comprar a reeleição com a bolsa-esmola, que rendeu entre 25 e 30 milhões de votos, pagos com o dinheiro dos nossos impostos.
Nos 2 últimos anos do 1º. mandato fomos afogados por um escândalo por semana. As capas da Veja e as manchetes dos jornais, obras completas do governo mais corrupto como nunca antes se viu neççepaíz , derrubariam qualquer quadrilha instalada no poder. Mas seria necessário que os eleitores soubessem ler, quisessem ler e lessem pelo menos as legendas das fotos. Não souberam ou não quiseram. (A educação será a mais poderosa arma a ser empunhada por quem quiser fazer uma revolução neççepaíz ).
Unser Führer foi agraciado com quase 60 milhões de votos. 62% dos votos válidos. 62% dos eleitores aprovaram a corrupção com seus corações e mentes. No momento em que saiu o resultado, escrevi a primeira de uma série de referências ao 3º. mandato, publicadas neste espaço e distribuídas também na internet.. Amigos chamavam meus escritos de "ficção conspiratória". Antes fossem. Aí, saiu uma pesquisa em janeiro. O essencial era que o brasileiro não estava nem aí para a corrupção. Se aparecesse uma boquinha, pegava sem remorsos. Ainda mais um mensalão. Dançaria a Dança da Pizza com a gorda ex-deputada sem nenhuma dor na consciência.
Hoje, tenho certeza de que eu tinha razão. Sei o que se passa na massa encefálica dentro do cérebro do Unser Führer , quando deita sua brilhante cabecinha no travesseiro. "Massa encefálica dentro do meu cérebro" também é invenção delle. Adoro essa frase. Elle sonha com o 3º. mandato, de olhos abertos ainda acordado ou dormindo o sono tranquilis dos puros e desinteressados.
Aposto até a alma nisso, porque li uma entrevista do sinistro refundante tarso genro, aquele que nem a filha luciana refunda com elle. Ela é do psol, uma enorme bancada de 4 deputados federais (enorme porque seus egos são gigantescos, iguais aos dos argentinos). Na entrevista, tão longa que se colocada em pé ficaria mais alta que elle, desmentiu bravamente a hipótese do 3º. mandato. Só o fato do elemento desmentir alguma coisa, essa coisa já vira suspeitíssima. Pode jogar nessa mega sena, que aí tem.
Agora, o limão com açúcar no goró. A pesquisa CNT/Sensus . Ela indica que, sem ter feito nadinha de nada nesses 3 meses e meio de 2º. mandato, a não ser a milionária campanha de propaganda do PAC ( Prano di Aumentu da Cumpanherada ), Unser Führer deita e rola. Mais de 63% aprovam seu desempenho peççoal , número que rodeia os quase 62% de votos válidos que teve nas urnas. Quase 40% aprovam sua gestão. Gestão? 45% denunciam a piora na educação, saúde, segurança, emprego e renda. Zelite claro. Quase os mesmos 50% de votos válidos que não escolheram Unser Führer . Nesse inferno recente do apagão aéreo, 44% colocaram a culpa de tudo no governo. Procure aí algum dos que aprovam o desempenho peççoal do Unser Führer e do governo, não vai achar; Quem usa avião é zelite. Unser Führer continua voando acima dessas intempéries. Vai aterrissar no 3º. mandato.

Nomeando o inimigo

15 de novembro de 2005 Folha de S. Paulo:
Por Roberto Mangabeira Unger

POR FIM AO GOVERNO LULA Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos. Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens. Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança. Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou. Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas. Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República. Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o País acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo. Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas".
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O Autor dessas verdades será nomeado ministro da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, e incorporando o IPEA e o Núcleo de Assunbtos Estratégicos.

O Brasil anda em circulos, e pelo jeito estaremos voltando a 1964, mais breve do que se pensava, e concluiremos que nesse embroglio só o Exército da Salvação

quinta-feira, 19 de abril de 2007

ATUALIZEM-SE...AINDA PODEMOS VIRAR A MESA...

SEMPRE É O POVO QUE DÁ AS CARTAS, PORISSO MESMO SOFRE SUAS CONSEQUÊNCIAS...
Artigo de Jorge Serrão.

Jorge Serrão Qual escândalo e de que magnitude seria capaz de afetar a incrível blindagem política do presidente Lula da Silva? Eis o maior enigma da nossa República do Sindicalista. No primeiro mandato, o apedeuta (aquele que nunca sabe de nada) conseguiu boiar, tal como um dejeto no esgoto, no escândalo do mensalão. Sobreviveu e se reelegeu. Mas será que a história vai se repetir como farsa, no segundo mandato, quando uma CPI amestrada, para fingir que apura as causas do apagão aéreo, pode revelar tudo de podre que existe no reino da Infraero.Uma empresária que tem nome de uma famosa modelo e atriz - Sílvia Pfeiffer – entregou ao delegado Jaber Saadi, da Polícia Federal no Paraná, originais de contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador que comprovam a existência de um “mensalão” na Infraero. Sílvia Pfeiffer (de 47 anos de idade, há 20 no setor de obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros) revelou á revista Isto É que sua empresa foi uma das financiadoras de tal mensalão – resultado do superfaturamento em licitações de compras, obras e serviços da estatal.Sílvia Pfeiffer se compromete a comparecer à CPI do Apagão e revelar que um empresário paranaense, amigo e freqüentador das churrascadas de Lula da Silva, teria lhe mandado procurar uma secretária do presidente para tratar sobre “dinheiro para o PT”. Sílvia denunciou à Polícia Federal que seus contratos no Aeroporto Affonso Pena, em Curitiba, foram obtidos à custa do pagamento de uma mesada aos diretores da Infraero. A empresa dela pagaria uma propina mensal, desde 2003, aos diretores da Infraero. Segundo ela, os depósitos em dinheiro chegam a até R$ 20 mil nas contas correntes de parentes dos diretores. Outras vezes, a propina é paga com automóveis de luxo. Tal “mensalão” é a contrapartida exigida para contratar os serviços da empresa de Sílvia, a Aeromídia, no aeroporto.Mas não é só em Curitiba. Em Brasília, Sílvia Pfeiffer denunciou que a Infraero criou uma situação irregular para veicular, com a intermediação da Aeromídia, anúncios feitos pelo publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da primeira campanha de Lula. A beneficiária do esquema seria uma empresa de telefonia. Segundo Sílvia, os anúncios foram veiculados sem que houvesse licitação e sem que um contrato fosse formalizado.As denúncias de Sílvia devem atingir o ex-presidente da Infraero deputado Carlos Wilson (PT-PE). A empresária contou à Polícia que um assessor da estatal, Eurico José Bernardo Loyo, fazia os “acertos” nos contratos da Aeromídia em nome de Carlos Wilson. A empresária indica que o superfaturamento de até 357% nos materiais e nas obras de aeroportos brasileiros, verificado pelo Tribunal de Contas da União nas auditorias que fez na Infraero, é uma das origens da propina cobrada.Além do escândalo da Infraero, outro caso muito estanho bate à porta do Palácio do Planalto. O presidente Lula assinou, em 21 de dezembro passado, um decreto autorizando o deputado federal Jader Barbalho a transferir sua concessão da Rede Bandeirantes no Pará. A capitania hereditária da mídia estava nas mãos da empresa RBA, que deve R$ 82,4 milhões de reais à Receita Federal, ao INSS e ao fundo de garantia. Lula permitiu que a concessão fosse transferida a uma empresa devidamente saneada, a Sistema Clube do Pará.O procurador Rômulo Moreira Conrado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, estuda o caso com todo carinho. Vai sobrar para Lula? As chances são remotas. A blindagem política dele é impressionante. Por isso, só resta aos brasileiros o direito de “gritar”. Façamos como os feirantes de São Paulo. Afinal, o alcaide Gilberto Kassab (amado por 11 entre 10 empreiteiros) voltou atrás na mal escrita redação de um artigo do ridículo decreto municipal que proibia gritos nas feiras livres da capital paulista.Na feira livre da politicagem nacional, onde o governo do crime organizado faz suas compras e vendas, gritemos, todos juntos: “Lula, segura o pepino”. Alertemos: “Cuidado com os laranjas”. Recomendemos: “CPI, descasque este abacaxi”. Reclamemos: “Lula, a turma do Mensalão escorregou no tomate novamente”. Esbravejemos: “Presidente, você merece uma banana”. Ou banquemos o feirante metido a filósofo machadiano: “Ao Presidente, as batatas”. "E que a terra, onde elas crescem, lhe seja leve".

PS - Para terminar, o nome do cachorro Doberman que posou entre as pernas da loura Fani, do BBB7, no ensaio da Playboy deste mês: "Picasso".Au, Au! Pior que essa, só o desgoverno da Répública do Sindicalista mordendo a gente.
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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Do apreço do novel Ministro da Justiça por Lenin

Por JANER CRISTALDO

Publicado em: 09/04/2007
Interrogado sobre quais pensadores mais admira, em entrevista para as Páginas Amarelas de Veja desta semana, o ministro da Justiça, Tarso Genro, respondeu: "Até meus 30 ou 35 anos, eu era admirador de Lenin, que conseguiu introduzir, num país atrasado, princípios políticos e organização política moderna, que, mais tarde, se revelaram como uma Revolução Francesa tardia. Reconheço que, do modelo stalinista, resultou o stalinismo, mas também resultou a formação de um Estado democrático de direito originário das dores desse parto".Como se o leninismo ou o stalinismo tivessem parido qualquer Estado democrático de direito. A infeliz Rússia, que do tzarismo caiu no comunismo, até hoje nem tem idéia do que seja um Estado democrático. Desmoronado o regime marxista, a Rússia luta hoje não para chegar ao século XXI, mas pelo menos ao XX. E ninguém em sã consciência vai pretender que o regime autocrático de Putin seja uma democracia.Comunismo, onde quer que tenha ocorrido, significou ditadura, prisão, tortura, matança de milhões, miséria. De lá para cá decorreram 70 anos após as primeiras purgas de Stalin, 58 anos após a affaire Kravchenko, 51 anos após as denúncias de Kruschov no XX Congresso do PCUs, 18 anos após a queda do Muro de Berlim, 16 anos após o desmantelamento da União Soviética. E este senhor ainda ousa afirmar que do modelo stalinista resultou algo positivo! Estamos mal servidos de ministro da Justiça.O ministro parece estar com sérios problemas de memória. Seus trinta anos ocorreram em 77. Seus 35, em 82. Ora, tenho em mãos uma ode a Lênin de sua lavra, em parceria com seu irmão, Adelmo Genro Filho, intitulada Lenin: coração e mente, datada de 2003, publicada pela Editora Expressão Popular, de São Paulo. (Curioso observar que os irmãos marxistas se apropriam de uma expressão de Nixon a propósito da Guerra do Vietnã para titular seu livro). Nesta ode, em prefácio redigido pelos próprios autores, podemos ler:"De qualquer forma, os autores convergem num ponto essencial: a vida e a obra de Lênin são imprescindíveis para a compreensão da grande revolução do Século XX e o seu legado é irrenunciável para a formação de um verdadeiro partido revolucionário do proletariado, livre da burocracia e do dogmatismo, que desconfiam da inteligência e condenam a iniciativa; livre do esquematismo e das 'verdades absolutas' que impedem o desenvolvimento revolucionário do marxismo".Ora, já em 77 há muito se sabia dos métodos terroristas postulados por Lenin. Já em 1905, mais precisamente no dia 11 de abril, em um congresso para a unificação do partido, Lenin pregava o terror em massa e a expropriação de terras dos camponeses. Eram também conhecidas suas ordens de execuções sumárias. Em 1918, ordenou enforcar 100 kulaks e confiscar seus grãos. Ordenou também o massacre da família dos Romanoff, a matança e banimento para a Sibéria de camponeses. Lenin sempre louvou o terror e sempre teve a violência e a ditadura como fixações, a ponto de os mencheviques terem-no declarado como um autêntico renegado do marxismo. Tais fatos não podiam ser ignorados por dois pesquisadores que se debruçaram sobre a vida e obra do terrorista russo.O ensaio tem pretensões catequéticas, no melhor estilo católico apostólico romano: "Este livro tem um endereço: visa principalmente subsidiar os operários avançados, os estudantes e intelectuais comprometidos com a transformação do mundo e todas aquelas pessoas que lutam por uma sociedade sem classes e sem opressão, a única formada por homens verdadeiramente livres".Como se uma biografia de Lenin pudesse servir de auxílio a quem quer que queira formar uma sociedade sem classes e sem opressão, formada por homens livres. Nos anos 60, em minha cidadezinha, conheci operários semi-alfabetizados que, iludidos pelas fotos idílicas de revistas como China e Unión Soviética, julgavam que o regime comunista havia construído uma sociedade ideal onde imperavam a igualdade e a justiça. Estes operários acreditavam piamente na causa marxista e por ela lutavam. Eram honestos, mas desinformados. Sem falar que viviam nos 60, quando televisão era luxo e nenhum jornal de porte chegava até Dom Pedrito. (A bem da verdade, mesmo hoje ainda não chegam). Já não é fácil conferir honestidade a um advogado cosmopolita e bem informado, autor de vários livros, quando este senhor pretende que o leninismo possa construir uma sociedade sem classes e sem opressão. Como o livro foi escrito a quatro mãos e Adelmo Genro morreu em 88, é de supor-se que os textos sejam todos anteriores a essa época. Mas se Tarso os publica em 2003, é porque os considera válidos em 2003. Ou seja, o novel ministro da Justiça, em pleno século XXI, faz a apologia de um dos mais brutais tiranos de inícios do século passado. Em 2003, Tarso tem 56 anos, e não os 30 ou 35 que alega na entrevista de Veja, como idade-limite para cultuar o terror. O ministro da Justiça, há apenas quatro anos, tinha como guru o responsável primeiro pelas grandes matanças do século passado. Pois hoje se sabe que Stalin não foi um desvio do leninismo, mas sua seqüência lógica. Lenin só não matou mais porque teve vida curta no poder. Sobreviveu apenas sete anos à Revolução.Sempre que ouço relatos de madalenas arrependidas, costumo perguntar quando as madalenas se arrependeram. A primeira denúncia do comunismo surge em 1929, com o livro de viagens Vers l?autre flamme, do escritor romeno de expressão francesa Panaïti Istrati. Viajou com Nikos Kazantzakis, escritor cretense apaixonado pelo comunismo, pela Rússia e demais repúblicas socialistas. Enquanto Kazantzakis só via maravilhas, Istrati só via miséria. "Não se faz omelete sem quebrar ovos", dizia Kazantzakis. "Estou vendo apenas ovos quebrados e nenhuma omelete", objetava Istrati. Após publicar seu livro, Panaïti foi excluído do mundo dos vivos.Alertas não faltaram ao longo das décadas. Nos anos 30, tivemos as denúncias de André Gide, Albert Camus, Ernesto Sábato, Arthur Koestler, George Orwell, Ignazio Silone e tantos outros que foram crucificados por seus contemporâneos. Em 1949, após a affaire Kravchenko, desfechado pela publicação de Eu escolhi a liberdade, não mais era possível a um homem honesto optar pelo marxismo.Certo, Tarso nasceu em 47. Mas Tarso é homem que lê. Impossível que não tenha tido notícia destas bibliografias em seus anos de jovem ou de adulto. Eu também nasci em 47. Desde muito cedo, li filosofia marxista. Considerei-a uma resposta por demais rude a meu intelecto. Quando me falavam das maravilhas do paraíso soviético, eu tinha apenas uma singela pergunta: mas se o regime é tão lindo, por que é proibido viajar ao exterior?Não é possível entender que um homem culto e bem informado preste culto, hoje, a Vladimir Ilitch Ulianov. A menos que não seja culto nem informado. Ou que ainda alimente sonhos de um totalitarismo que pertence ao passado. Qualquer das hipóteses não o recomenda como ministro da Justiça.
Cristaldo é jornalista, escritor e tradutor e vive em São Paulo.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

General responde a Mirian Leitão

Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista. Em 28/03/07

À Senhora Jornalista Miriam Leitão

Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.

Texto completo


No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.

Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.

Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.

Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.

O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.

O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.

Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.

Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.

A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo.

Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.

Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.

Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.

Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.

Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.

Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.

Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.

(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem).