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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Editorial   13/04/2012 - 23;46
Lício é um homem simples, sem segundas intensões , direto, no pensar e no falar.  Mais que  explicito, se necessário for,  para colocar uma nomenclatura de   FP nos transvestidos de democratas , quando se sabe nasceram de família comunistas, se portam como comunistas e se filiam a partidos comunistas.
 Para cutuca-lo com vara curta, basta uma palavra “comunista” , seu retorno vem súbito, e em segundos seu verbo estará em sua garganta, e suas garras democráticas, estarão penetrando suas carnes.  Esse é  o Lício Ribeiro Maciel , Coronel , Engenheiro do IME, navegador por excelência competência e paixão pelo mar , guerreiro por amor a Pátria, - adverso a premissas  de” arriscar a vida para cumprir ordens.” Para ele,  arriscar a vida só em  defesa daquilo em que se  acredita, sendo assim você determina quando e porque arriscará sua vida.   Risco de vida é um ato de abnegação em prol de algo maior, a exemplo da Pátria e  da família .  
Suas palavras muitas vezes se tornaram  inesquecíveis, pela força e coragem com que é  foi dita.  Não há como esquecer o dia em que estando  ainda no Hospital, ferido por fragmento de uma bala, que  partiu-se ao atingir  sua metralhadora, disparada pela guerrilheira “Sonia”,   como resposta a sua oferta de rendição, duas vezes repetidas, - “não se mexa, levante as mãos , fique quieta” ,   Sônia que estava com a mão esquerda na cabeça, levantou a outra mão trazendo o revolver 38 e atirando subitamente e o atingindo  no rosto , junto a boca, destruído a arcada dentaria e se alojando na nuca prostrando-o ao chão. 
 Voltemos após esse breve relato de um grande episódio  os quais se apoderaram “grandes faladores”, mas que só o sentiu profundamente quem lá estava,  -  A equipe  do Lício  acrescida neste episodio do Curió . A pergunta e a resposta de Sônia ao ser perguntada sobre seu nome, só duas pessoas presenciaram, uma já faleceu,  e até hoje não foi contada por completo, mais ainda será, por enquanto vamos deixar os engabeladores da historia se vangloriarem do que nada houve que se vangloriar, sendo um mais um ato triste de uma guerra fraticida que nunca deveria ter havido.  Mas houve. Assim como suas consequências  das quais hoje se utilizam os derrotados  como  meio  de  enriquecimento as custas do SUS e do erário.   Assemelha-se a um filme de horror tendo como protagonistas ,  Pais,  Mães, filhos e parentes  se aproveitando da morte de seus entes,  aos quais não alertaram do perigo, e ate  os incentivaram, a exemplo do Pai comunista de  Dilma,   para agora usufruírem-se de um enriquecimento degradante.
            Lício ainda se recuperando no Hospital recebe a visita do  Chefe de Gabinete do Ministro do Exército,( por respeito e reconhecimento de seus valores, deixo de lhes dar nome)  e apresentou ao Lício  os sentimentos do Ministro e sua frustração  diante da  impossibilidade de promove-lo por ato de bravura,  com e risco da própria  vida em combate,  por não estar o Brasil  oficialmente em  “ guerra declarada”.  Por questões de politica  internacional, a guerrilha do Araguaia não existia, era apenas um combate contra bandidos , assaltantes, ladrões e subversivos amotinados sendo uma ação apenas localizada naquela área, ou coisa parecida…    A resposta do Lício,   - ( creio que o Coronel não transmitiu   ao seu superior), foi  “manda ele enfiar a promoção no ..... , não arrisquei minha vida por uma merda de promoção.”    Esse é o LRM ( Lima Romeu Mike) , no vocabulário dos Radio Amador, e  que por  estranhos caminhos das coincidências, nos  meus 78 anos, essas letra LRM, correspondem a  dois maiores amigos que ainda tenho, e espero que  por muito mais tempo.
  Esse  é por tanto  meu amigo de luta, esse foi e será um comandante, - comandante que foi além dos ensinamentos  da Academia Militar, um comandante,  com fulcro no companheirismo, no respeito pelo subordinado  a ponto de não considera-lo como tal, no sentimento consciente de que a vida de cada um da equipe dependia do outro,  -sendo todos responsáveis pela vida de  cada um, - desde quem está na frente e guia a equipe, até o último que guarda a retaguarda, o olhar e vigiar a esquerda, a direita acima ou abaixo, depende da audição e do olfato e é  responsabilidade de todos;    Lício raramente dava ordens explicitas a sua equipe (em geral  sempre a mesma equipe), todos sabiam de cor o que Ele iria fazer e como agiria.  Lício comandou um pequeno grupo no combate a guerrilha urbana e rural, e modéstia as favas eu era uma peça presente em todas, e não há como esquecer, e jamais o faria, a presença da mesma forma em sua equipe do “javali solitário” apelido  por ele posto no nosso companheiro, já falecido, mas jamais esquecido, João Pedro do Rêgo,  o qual eu já havia apelidado antes, de J.PRégo prejudicado pelo mais adequado  “Javali Solitário”.    João Pedro caçador nordestino, caminhava na mata sem pisar em um galho seco que denunciasse  sua presença, não falava em fome, em sede, em cansaço, olhar sempre atento, era um verdadeiro caçador, caçador do mais perigoso animal na selva, um animal que não mata pela necessidade de se alimentar, e sim por sua ideologia,  que traz em seu ensinamentos o ódio o extermínio  até de seu próprio comparsa, no transcurso para a implantação de um regime que nem é seu, e que  sabe , será prejudicial ao seu País, um animal sempre adestrado e pronto a ao suicídio em defesa  e segurança da sua  organização.    “Javali solitário” não morreu, heróis não morrem, se transformam em exemplos vivos  sempre citados pela História.
  Lício não tem o menor constrangimento  em nomear, corruptos, covardes, e aqueles se abstém do cumprimento de seu dever de defesa da Democracia, em “Filhos da Puta”   poderá ser um civil,   um  soldado ou general, um político, principalmente os que roubam no SUS e no DMIT ( sem serem  DMITidos)  e não dispensará por principio até o presidente da Republica, caso ele o mereça, o que vem acontecendo por dois decênios.  Mas sabemos seu respeito por Elas, inculpáveis pelos filhos que tem,  e até  muitas,  renegam a maternidade dessas putrefatas figuras impertinentes  em todas as esferas governamentais, independente de qual "Proderes" pertencem.
Contemporaneamente em defesa da democracia, da Família e da Pátria,   não podemos  esquecer , Lício R. Maciel e Jair Bolsonaro . O que precisamos urgentemente são milhares de ambos.
Esta é uma história de amor a Pátria pra ser cantada em ode, para os que amam esse  doente mas não desenganado País
Vamos fechar essas reminiscências, que chegaram a 4 paginas  como dizia o milionário Lula , o brasileiro não gosta de ler nada além de uma pagina, e nada melhor do que fazê-lo com as palavras do próprio Lício.
Nada identifica o Lício mais que imagem de seu KRUM

             Na verdade, acostumado durante 32 anos a ver as promoções a general, criei um teorema: “general é demérito (até que ele mesmo prove o contrário – aí, estará perdoado…)”. Mesmo servindo no Gabinete do Ministro, onde pululavam generais e “futuros”, todos reconheciam, no íntimo (como até hoje, principalmente) que eu tinha razão. Alguns ficaram meus inimigos figadais, coitados… Este teorema era acatado em geral, apenas quando criaram mais generais no exército brasileiro que no resto do mundo, todo coronel passou a ser “coronel de brigada”: todos queriam entrar na maçonaria das mordomias e covardias… O resultado é que ficaram, coronéis e generais, raivosinhos comigo. Duas coisas no EB eu nunca tolerei: larápios e viados. Incluídos dandies (baitolas, explicadinhos, dançadores de haly-galy, etc.) e ladrões de papel-higiênico.     Hoje, posso falar, sem ser taxado de vingativo, recalcado,  por não ter saído general: como capitão, em Casalvasco, MS, requeri dispensa de promoção, em caráter definitivo. Aí, um ministro, que depois morreu de raiva, deferiu, aconselhado pelo Ajudante de Ordens ,  que eu tinha mandado praquele lugar familiar: era um grandessíssimo puxa-saco (foi a general, claro…).
Tenho amigos generais, alguns poucos; mas ponho a  mão no fogo por eles: são corretos, militares abnegados, por convicção e, principalmente, por vocação. O caso do Tibau, agora, não alterou meu respeito por ele: uma fraquejada como aquela, não derrete a “placa de bronze”… O Tibau é um senhor general, inegavelmente”
  Brasil acima de tudo
SELVA 
J.NASCIMENTO R/1 EB

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O PIBINHO DA SEXTA ECONOMIA MUNDIAL

Maria Lucia Victor Barbosa
09/04/2012
O ser humano tem necessidade de acreditar em alguma coisa que dê sentido a sua vida e, assim, se torna alvo fácil fácil de espertalhões de todos os tipos, sendo mais visíveis aqueles que transitam na esfera pública. Entretanto, a “ética da malandragem” não é monopólio de nenhuma classe social. É praticada tanto pelo indivíduo que vende ilegalmente terrenos que não lhe pertencem aos seus iguais favelados, quanto por empresários que praticam a “ética de mercado”, nome politicamente correto para a corrupção que se espraia como nunca em perfeita simbiose com a esfera pública.
Aliás, sempre houve o intercâmbio governo e elites econômicas, sendo que atualmente chefões mafiosos também mandam em altos escalões governamentais. A sucessão de quedas de ministros acusados de atos ilícitos no primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff, que estariam ainda em seus cargos não fossem as denúncias feitas pela imprensa é prova do que aqui se afirma.
Outros ministros estão, como se diz, blindados. Estes podem navegar tranquilos em suas lanchas, singrando sem problemas o mar de lama da corrupção público-privada. Neste caso e no dos que caíram dos ministérios, mas seguem impávidos em outros cargos importantes, a impressão que se tem é a de que companheiros pairam acima da lei ou mantêm a lei a seu favor. Ingênuo, desinformado ou indiferente o povo acredita em faxina presidencial, está otimista quanto a economia e atribui 77% de aprovação a presidente cujo mandato até agora foi de um vazio absoluto. Algo, sem dúvida, politicamente surrealista.
Deve-se o atual estado de putrefação moral ao PT, que aos poucos vai solapando valores capazes de funcionar como bússola de condutas e impondo falsos valores atrelados ao seu projeto de poder. Ao mesmo tempo, a classe dominante petista vai centralizando cada vez mais poder no Executivo e levando a reboque o Legislativo e o Judiciário. Tudo está a serviço do Partido, o resto é coadjuvante. Sem oposição fica fácil ir aos poucos completando o domínio. E, se recentemente houve rebelião nas bases aliadas, um sucedâneo de mensalão pode refazer a completa dominação petista sobre o Congresso. Basta Lula da Silva chamar às falas sua pupila e cobrar dela o mesmo que fazia seu “companheiro de guerrilha”, José Dirceu.
“Corrupção sempre existiu desde que Cabral pisou a Terra de Santa Cruz”, gritarão os militantes. “Nunca existiu mensalão”, dirão outros repetindo o ex-presidente que nunca deixou de presidir, “o que há é coalizão”. É verdade, corrupção que leva pelo ralo o dinheiro que devia ser destinado ao povo sempre foi praticada, só que agora está sacramentada, oficializada e é exercida com desfaçatez inédita. Em estado de beatitude o povo aplaude e se regozija com a roubalheira que o prejudica, com os altos impostos, com a péssima situação da Saúde, como o baixíssimo nível da Educação.
Para tanto êxito dos antigos militantes éticos funciona a deturpação dos dados econômicos, o falseamento dos fatos. E, se “a estatística é uma forma nobre de mentira”, o marketing pode ser uma forma ignóbil de enganação.
Somos a sexta economia mundial, alardeou o governo, mas passou batido que em 2011 tivemos um pibinho de 2,7% e não os prometidos 5% do ministro Mantega. Foi de longe o pior PIB dos Brics, o mais baixo da América Latina, um fiasco completo diante da jactância oficial.
Na realidade cresce a inadimplência e o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de juros e amortizações, o que deve frear de novo o PIB deste ano. O que faz o governo? Manda o povo comprar mais e para isso grita como um Sílvio Santos através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica: “Quem quer dinheiro? Aqui temos crédito abundante e juros baixos. Os bancos particulares que nos sigam”. Será que já vimos um filme um tanto parecido em outro país, o que gerou a crise mundial?
Quanto a indústria Brasileira, que vem se desindustrializando por conta de questões como, entre outras, carga tributária, pesados encargos trabalhistas, custo do dinheiro, problemas de infraestrutura, escassez de mão de obra qualificada, foi agraciada com um pacote de boas intenções e exacerbação de medidas protecionistas que só fazem atrasar nosso possível desenvolvimento.
Quando Lula da Silva chegou à presidência na quarta tentativa herdou a herança bendita do Plano Real e navegou nas águas calmas da economia mundial, que só começaram a se tornar turbulentas em 2008. Rousseff herdou do seu mestre e de si mesma um herança maldita e trafega em meio à crise mundial. O governo vai precisar de algo mais que encenações e enganações para que o PIB desse ano não seja um pibinho.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
48 - Parresia: Teólogos da Corte


Não deixe de assistir
Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr.













TKS CABU

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O BRASIL DESSES 20 ANOS PASSADOS…

uma vergonhosa história.
Num país muito grande, desconhecido e cheio de gente saudável, bronzeada e de muito valor, ao longo dos anos…
Mas, a cobiça começou a encher os olhos dos outros povos, mais claros, faces avermelhadas, de olhos azuis e fala enrolada.  Alguns, até muito enrolada, incompreensível. Para simplificar, vamos chamá-los de bronzeados e de branquelas vermelhos ou, simplesmente, vermelhos.
Os vermelhos queriam porque queriam se apossar das riquezas dos bronzeados, que viviam felizes, sambando, cantando, sem se importar muito com eles.  Seria fácil conseguir uma vitória sobre os bronzeados, para escravizá-los, dominá-los, assaltá-los. Veio o primeiro entrevero: mataram muitos guardiões bronzeados durante a noite, à traição, enquanto dormiam e se denominaram vencedores, donos de tudo. Não contavam com a reação dos demais guardiões, que, depois de uma luta sangrenta, mas rápida, recolocaram o país novamente nos trilhos.  E continuaram felizes.
Passaram-se 29 anos de relativo sossego, até que os vermelhos, inconformados, voltaram à carga: corromperam os costumes, roubo generalizado em todos os níveis do governo, país à beira do abismo. Surgem novamente os guardiões e enxotam os vermelhos para as terras longínquas de seus patrões ambiciosos. Aí, foi um pouco mais difícil recolocar o país nos trilhos: a coisa tinha sido muito mais profunda do que se imaginava. Passaram-se 21 anos e foi considerado o país salvo, tendo evoluído muito, país modernizado, povo voltando a ser feliz.
Mas os pensadores vermelhos, os estrategistas, tinham evoluído de tática, convencidos de que para vencerem os guardiões teria que ser de forma bem diferente: corrupção foi a palavra chave.  Passados mais 27 anos dessa constante ação, os bronzeados já estavam pegando o jeito dos vermelhos.  O homem é um animal orgulhoso, fraco, e muitos guardiões têm os culhões na cabeça. Desde que seja corrompido através de mulher, tudo parece se justificar mais fácil. Seduzir, enganar, bajular, nada como usar os ensinamentos de uma Dalila especializada. Intensificaram-se os “malfeitos” introduzidos no meio dos guardiões da pátria. Generalizado o roubo pelos recantos do país, população considerando roubar uma ação natural, e todos querendo participar, sem nenhuma punição, sem mais nada, os guardiões foram sendo dominados. Um guardião falsificando documentos em proveito próprio ou de algum parente, derretendo vestígios, mesmo gravados em metal, mudando nomes, para enaltecer outros protegidos, aí começou a enxurrada da podridão. Espanto generalizado entre os mais dedicados e fiéis guardiões. Depois, relevando os malfeitos de seus subordinados, que compraram, à vista, cash, apartamentos de dois milhões e meio de reais no bairro do Flamengo, com a Polícia Federal e o Ministério Público levantando os dados da negociata e ficando com o trunfo nas mãos, nos mais altos escalões dos Tribunais, os guardiões estavam, por fim, dominados, manietados.  Impossível resistir, como estamos vendo. Quem vai encarar?
O próximo capítulo será mais interessante. E mais sangrento.
CONTRIBUIÇÃO PARA A ""começão da "verdade""

ATENTADO NO  AEROPORTO DE GUARARAPÉS



O principal alvo do atentado era o general Arthur da Costa e Silva, então ministro do Exército e candidato à sucessão do general Castelo Branco que iria desembarcar no aeroporto, porém, o futuro presidente  chegou a Recife de automóvel e escapou ileso.
Em razão da pressa das investigações, culpou-se pelo vil atentado dois inocentes, o ex-deputado Ricardo Zaratini e o professor Edinaldo Miranda (UFPE).
Na ocasião, por pressa das investigações o ato criminoso de terrorismo ideológico foi atribuído a militantes do Partido Comunista Revolucionário (PRC) e do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e culparam o ex-deputado Ricardo Zaratini e o professor Edinaldo Miranda (UFPE).
A verdade aparece só aparece no livro “Combate nas Trevas”, publicado pela primeira vez em 1987, pelo ex-militante do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro, Jacob Gorender, onde ele revela que o ato foi cometido por Raimundo Gonçalves de Figueiredo.
Gorender ainda revela que o mentor intelectual foi o padre Alípio de Freitas, do Ação Popular (AP) – Esquerda Cristã -, que teve integrantes famosos como José Serra e Herbet de Souza (O Betinho).
Embora o governo Médici fosse notoriamente popular, forte e coeso, isso não incomodava o Sr. João Amazonas e seus companheiros de direção do PC do B que o julgavam, em suas análises, cada vez mais instável e desprovido de base social. O projeto do partido deveria, portanto, ir avante. Afinal, a partir da constituição do partido, em 1962, já se haviam ido cerca de 10 anos de investimentos. E, como justificar o recuo perante os camaradas da China e da Albânia? E, também, eram menos de 100 jovens... Um número insignificante para o partido representante da classe operária.

Sem apoio de Inteligência e da população, sem apoio externo, sem comunicações, sem apoio político, financeiro e militar, e com armamento deficiente, não houve Guerra Revolucionária alguma. No chamadotrabalho de campo, no estágio em que foi encontrado, os guerrilheiros ainda não dispunham e, daí em diante, nunca chegaram a dispor da situação considerada ideal para a guerrilha.

Guerra Revolucionária limitou-se a manobras evasivas dos rebeldes, objetivando desgastar os contra-rebeldes, e à permanente fuga através da selva. Nesse sentido, os guerrilheiros levavam a vantagem do perfeito conhecimento da região. É evidente que os contra-rebeldes só iriam conseguir esse conhecimento após algum tempo.

Para os que não conhecem a Selva Amazônica, a penetração acarreta um alto grau de insegurança, pois a região é inóspita e a mata virgem só mantém a claridade do dia no período das 9 às 15 horas. Nessas condições, os contra-rebeldes, para penetração na selva em trabalhos de busca, necessitavam da colaboração de mateiros nativos da região.

“Comissão Militar” que dirigia a guerrilha composta, evidentemente, pelo que de melhor havia no partido em matéria de luta armada, não soube fazer uma avaliação de seus fatores de força e de fraqueza, permanecendo em uma área já descoberta e em certo momento determinando o agrupamento dos três Destacamentos sob seu comando, aceitando, portanto, o inevitável confronto, sacrificando os melhores quadros do partido e um grupo de jovens inexperientes, levando-os à morte.

Por outro lado, a Executiva Nacional do PC do B e a “Comissão Militar”, ao que parece, analisaram de forma distorcida a operação levada a efeito, por etapas, pelas Forças Armadas, julgando que o retraimento em cada uma dessas etapas constituía uma vitória da guerrilha, e que, assim, teriam condições de manter-se no local indefinidamente, por falta de competência da tropa contra-rebelde. Não souberam avaliar que nos períodos de tempo em que contingentes das Forças Armadas não se mantinham na área era dedicado a trabalhos de Inteligência, levantando dados sobre os guerrilheiros, os moradores, sobre a tendência ideológica de cada morador, e reconhecendo a região.

Na verdade, seriam o Sr João Amazonas, dirigente máximo do PC do B já falecido, e a Srª Elza de Lima Monerat - até hoje integrante do Comitê Central, cuja tarefa era conduzir os jovens, de São Paulo para o Brasil Central -, quem deveriam ter sido responsabilizados pelos familiares dos jovens mortos na louca empreitada por eles imaginada, abandonados à própria sorte, sem condições mínimas de sobrevivência e de luta. Ambos chegaram à área no início de 1968, mas se retiraram, desertando e voltando para São Paulo em abril de 1972, tão logo os confrontos tiveram início.

O único apoio recebido por esses jovens foi o moral, transmitido através dos programas em português, dirigidos ao Brasil, pela Rádio Tirana, da Albânia. Esse apoio, no entanto, não custava dinheiro e não envolvia riscos para os dirigentes partidários.

Na composição do contingente levado para o Araguaia predominou o número de militantes oriundos da classe média, embora pelos ensinamentos da doutrina científica o proletariado é que seria o coveiro do capitalismo: 44% eram estudantes universitários, 8% secundaristas, 16% profissionais liberais (professores, médicos, advogados) e 12% comerciários, bancários e outros. Isso significa que mais de 70% dos militantes engajados na guerrilha eram procedentes das chamadas camadas médias. Os operários, força motriz da revolução, eram cerca de 6% apenas.

Isso tem um significado: o fraquíssimo enraizamento do PC do B, definido pelos documentos partidários como o partido da classe operária, na dita classe operária, considerada a categoria social básica para o êxito da luta revolucionária. Isso viria a ser reconhecido pelo ex-guerrilheiro José Genoino Neto, em uma avaliação tornada pública em 1979.

Elza Monerat até hoje continua integrando a direção partidária, agora legal perante a Justiça Eleitoral, e desde o seu 8º Congresso, em 1992, transformado em um partido light, após renegar a figura de Stalin que havia sido considerado em 1962, quando o PC do B foi fundado, o “quarto clássico do marxismo-leninismo”.

Após o desmantelamento do socialismo real e da morte do ditador Henver Hodja, guia genial do povo albanês, a Albânia, considerada pelo PC do B como o farol do socialismo, foi também renegada pelo 8º Congresso.

João Amazonas, dirigente supremo do Partido Comunista do Brasil desde 1962, ou seja, desde que o partido passou a existir, ao prestar um depoimento, em 16 de maio de 1996, sobre a Guerrilha do Araguaia, naComissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, faltou descaradamente com a verdade, distorcendo os fatos, no afã de justificar o injustificável: a morte dos jovens militantes levados pelo partido para a Selva Amazônica, a fim de desencadearem a luta “em favor dos oprimidos”. Além de traçar um retrato baluartista da guerrilha e atacar os militares “que atuaram como bárbaros, violando a Convenção de Genebra”, o kamarada Amazonas tentou fazer crer que a guerrilha era “uma resposta do povo” ao Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968 e às atividades dos DOI/CODI (constituídos somente em janeiro de 1970). Disse também que “o movimento contou com amplo apoio da população” e que, “para nós, o Araguaia foi uma grande experiência”.

Deve ser consignado que João Amazonas em seu depoimento na Comissão de Direitos Humanos, após uma breve exposição, respondeu “perguntas” formuladas pelos seguintes deputados: Inácio Arruda, Socorro Gomes, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Jandira Feghali, Aldo Rebelo, Sérgio Miranda e Lindberg Farias, todos membros do partido por ele dirigido, o PC do B!

Ao afirmar que os militares “atuaram como bárbaros”, João Amazonas esqueceu-se de mencionar ter sido dele a iniciativa da constituição da Área Estratégica nas selvas do Brasil Central, com jovens recrutados nas cidades, futuros membros do Exército Popular de Libertação que imporia ao Brasil uma República Democrática Popular, ou seja, ao pé da letra, nada mais que um pleonasmo: um governo do povo popular...

 Esqueceu-se de dizer que as primeiras vítimas na guerrilha foram militares do Exército, muito antes que algum guerrilheiro fosse morto ou desaparecesse.

Esqueceu-se de mencionar, também, que a guerrilha possuía leis próprias, como um Tribunal Revolucionáriocriado pela “Comissão Militar” e que essa “Comissão”, sem qualquer julgamento, com base nessas leis próprias (eludindo a citada Convenção de Genebra), onde uns poucos podiam tudo, “justiçou” pelo menos dois integrantes da própria guerrilha que ousaram pensar com a própria cabeça e decidiram abandonar a louca empreitada. Os companheiros “justiçados” foram os guerrilheiros  “Mundico” e “Paulo”. Este, segundo uma publicação do próprio PC do B e “Mundico” apontado como tendo cometido o suicídio.

Esqueceu-se de recordar que pelo menos três habitantes da região, por suspeita de colaboração com as forças da ordem, considerados, portanto, segundo a cartilha do PC do B, “inimigos do povo”, foram também“justiçados”.

Cabe indagar que parcela do povo conferiu aos ungidos dirigentes do PC do B, ideológica e militarmente formados, primeiro na União Soviética e depois na China, o direito de julgar e assassinar, a título de“justiçamento”, os “inimigos do povo”? Quais os critérios utilizados para definir quem eram os amigos ou inimigos do povo?

É interessante assinalar que os “justiçamentos”, bem como as demais mortes na guerrilha, são abençoados por Frei Betto, que em um livro de sua autoria, “Nos Bastidores do Socialismo”, página 404, escreveu: “Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas”.

Toda uma série de crimes, ademais, foram cometidos pelos que se aventuraram na violência armada, na cidade e no campo. Livros recentemente escritos por militantes ou ex-militantes de partidos de esquerda e organizações terroristas, revelam esses crimes.

Deve ser reconhecido que na guerra suja contra a subversão armada as Forças Armadas não deixaram de agir com rigor, no cenário escolhido e com as armas propostas pelos inimigos da Pátria, retaliando com violência a violência revolucionária por eles iniciada. Sem dúvida, uma decisão em muito semelhante à adotada por Israel após o massacre de seus atletas na Olimpíada de Munique, em 1972, quando a então 1ª Ministra, Golda Meir, ordenou aos Serviços de Inteligência “matar os que mataram”.

Quando, a partir de 1966, o Partido Comunista do Brasil começou a deslocar um grupo de militantes para a“Área Estratégica”, no Norte de Goiás e Sul do Pará para a estruturação de um “trabalho de campo” visando a formação futura de um “Exército Popular de Libertação”, uma parcela das Forças Armadas brasileiras começava também a receber o treinamento necessário ao conhecimento da Guerra Revolucionária, então desencadeada em diversos países da América Latina e Central por decisão da “OLAS - Organização Latino-Americana de Solidariedade”, constituída nesse ano de 1966, em Havana.

Não tinham ainda, as Forças Armadas, experiência nesse tipo de Guerra, uma vez que nenhuma Academia Militar jamais ensinou como - por exemplo - ganhar a população para a sua causa. Quem faria o papel de população a ser ganha?

É evidente que os contra-rebeldes, ao penetrarem na área escolhida pelos rebeldes - a Área Estratégica - dificilmente poderiam distinguir quem era e quem não era guerrilheiro, já que ele poderá ser de qualquer sexo, qualquer idade e ter qualquer profissão. Ademais, os rebeldes possuíam a iniciativa, uma vantagem decisiva em qualquer tipo de guerra.

Neste sentido, os contra-rebeldes deveriam estar sempre atentos e prontos, com um número sempre muito maior e desproporcional de homens, para contra-atacar a quem ele não conhecia, objetivando manter um mínimo de controle da situação e um mínimo de contato com os rebeldes. Nessa situação era inevitável que algumas ações, como é o desejo dos rebeldes, atingissem a população inocente, criando arestas para os contra-rebeldes.

Recorde-se que, quando o PC do B iniciou aquilo que ele próprio denominou de trabalho de campo, em 1966, ainda não haviam eclodido os distúrbios estudantis - que tiveram seu ápice no Maio francês, no Quartier Latin, em Paris, e no Brasil, em 1968 - e a guerrilha urbana estava, ainda, em seu estágio inicial.

O atentado a bomba perpetrado no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, em 25 de julho de 1966, contra o General Costa e Silva, no qual perderam a vida o jornalista Edson Régis de Carvalho e o Almirante Nelson Gomes Fernandes, saindo ferido o hoje General Sylvio Ferreira da Silva, embora, como depois comprovado, tivesse sido uma ação de iniciativa individual de um militante da Ação Popular, pode ser definido como o início da guerrilha urbana.

A chamada pequena-burguesia, intelectuais e estudantes universitários foram os quadros que, em grande parte, constituíram as chamadas Organizações Revolucionárias. Jovens, em sua maioria idealistas, impregnados pelas doutrinas de seus ídolos de então - livremente ensinadas nas cátedras das Universidades -, Marx, Engels, Lênin, Mao, Trotsky, Che Guevara. O Manifesto Comunista, que em 2004 completará 156 anos, foi um dos escritos que fizeram a cabeça dessa juventude. Um outro – que já teve inúmeras reedições, foi“Conceitos Elementares do Materialismo Histórico”, escrito na década de 60 por Marta Harnecker, marxista-leninista chilena que hoje vive em Cuba e transformou-se na principal ideóloga do Foro de São Paulo.

É forçoso reconhecer que ainda hoje, apesar do desmantelamento do socialismo que realmente existiu, do advento da globalização, do surgimento da Internet, e da descrença generalizada nos políticos, existe um grupo de jovens brasileiros – como, ademais, em todos os países - que acredita no socialismo e julga que o mundo só irá melhorar depois de uma revolução liderada pela classe trabalhadora, conduzida pelo partido da classe operária, o Partido Comunista, seja qual for o matiz de seu socialismo. Chamados de dinossauros por seus próprios colegas, por defenderem idéias ultrapassadas, eles dizem ter certeza que o capitalismo irá ruir em pouco tempo e, nesse sentido, vivem uma rotina estafante, dividindo seu tempo entre as aulas nas Universidades e o trabalho político nas fábricas, nas associações de bairro e nas próprias Universidades.

Ser militante, é certo, não é tarefa para qualquer um, sendo quatro, pelo menos, os requisitos básicos imprescindíveis: assistir semanalmente às reuniões do seu núcleo de base; levar a política do partido aos movimentos sociais; divulgar o jornal do partido; e contribuir financeiramente para o partido ou organização.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

07/04 - Estigma
    Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos

  
 Luiz Fernando Veríssimo
Luiz Fernando Veríssimo continua rebelde. Aliás, quando sua rebeldia escasseia ou diminui  , ele vai a Paris recarregar suas baterias ideológicas , reunindo-se no  Quartier Latin ou em Montmartre com  outros  criptocomunistas ,   para filosofar sobre o insucesso do COMUNISMO e do SOCIALISMO REAL e  desfrutar um bom vinho,   feito de  uvas de castas selecionadas, pois ninguém é de ferro; leva à tiracolo seu saxofone para confraternizar com músicos e artistas “avançados”, as belas  noites da cidade luz. No retorno, depois de se empanturrar de FAISÃO e PERU, volta arrotando JACU. 
Nas edições dos primeiros dias  de abril de 2012, dos Jornais O Globo e Zero Hora , mais uma vez, descarrega sua repulsa ao segmento militar,  agredindo velhos soldados , segundo ele,  pertencentes “ ao Clube de reformados das Forças Armadas contrários ao esclarecimento final do que houve nos anos de rebeldia e repressão”, de quem “ só se pode esperar bravatas vazias”. Sobre as agressões sofridas por esses  mesmos velhos soldados  em frente ao Clube Militar, no dia 29 de março, nenhuma palavra ou crítica; como tantos” intelectuais orgânicos engajados” sua “moeda democrática” só tem uma face.

Manifesta ,  também no artigo,  uma dúvida, sobre o que acham os soldados de hoje, a respeito da  instalação e do funcionamento da Comissão da Verdade e o” nível de insubordinação entre os da ativa”.
Como velho soldado  asseguro-lhe que os jovens  oficiais  exercitam as mesmas virtudes, por ele desconsideradas, dos seus antigos chefes , alguns deles enaltecidos e cultuados  no Panteão da Pátria: lutaram em Guararapes  para expulsar os invasores ; participaram dos embates  pela independência do país; sufocaram inúmeras revoltas no período regencial, mantendo incólume o território nacional; colaboraram para a erradicação da escravatura no país  e lideraram  os acontecimentos para a implantação da República ; sustentaram , ainda,  Getúlio Vargas na Revolução modernizadora de  1930 e  sufocaram a Intentona  Comunista de 1935 e a revolta Integralista de 1937.
Com a Força Expedicionária Brasileira ( FEB) lutaram e morreram  no Teatro de Operações da Itália, colaborando  para  derrotar o nazi-facismo que infernizava o mundo.  Por último, e não menos importante , intervieram no processo político em 1964, quando a sociedade brasileira  exigia inconformada  que a baderna e o desgoverno tivessem um fim.
Colocaram, depois disso,  o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e na senda da ordem e do progresso.  Contaram para isso, com o incondicional apoio da sociedade brasileira  e dos governadores eleitos dos principais Estados da Federação, entre eles,  Minas Gerais, São Paulo, Guanabara e Rio Grande do Sul e muitos outros.
Essas evidências o irritam e o tornam mais rebelde, quando é obrigado a confrontar o pífio desempenho dos governos atuais, dos quais é  entusiasta,   com as realizações  em todos os campos do Poder Nacional ,dos governos militares. Naquela época, apesar das restrições naturais à liberdade de determinados militantes, não havia a repartição do butim, como ocorre hoje. E os mais velhos sabem disso.
Embora  considerem a Comissão da Verdade  inoportuna e com vícios de origem, asseguro-lhe  que os militares não são contra sua Instalação , desde que ela , depois de passadas as naturais e compreensíveis  disputas sustentadas  pelo  viés ideológico,   sem revanchismos e sem afrontar a Lei da Anistia , venha a apurar, de forma isenta ( de preferência integrada por historiadores  sérios e não engajados )  todos os episódios de triste memória, cometidos pelos lados em confronto.
O que não aceitam os militares  é a estratégia urdida nas coxias do ressentimento, preparada para  achincalhar e responsabilizar somente o EXÉRCITO INVICTO DE CAXIAS,  uma das mais sérias Instituições deste país,  objetivo velado de elementos  inconformados e sectários da velha esquerda, historicamente impedidos de implantar no país regimes estranhos à nossa tradição , por esse mesmo Exército.   
O que não aceitam os militares   é que os membros desta COMISSÃO sejam indicados por indivíduos que participaram ativamente  de Organizações Terroristas violentas,  responsáveis pela morte , em vários casos, de cidadãos inocentes ( civis e militares), quando explodiram, sequestraram,  assaltaram, assassinaram e roubaram estabelecimentos bancários, sem medir suas consequências.
Não seria prudente para a pacificação dos espíritos  e , com certeza,  um atestado de ingenuidade, entregar  à raposa as chaves do galinheiro, para decidir tema complexo , controverso e de natureza discutível.
O que teria a ganhar a maioria esmagadora  dos brasileiros que vivem hoje em uma nação pacificada e que desfruta os benefícios do regime  democrático, com atitudes e posturas que fomentam o ódio e a cizânia , insistindo em reabrir  feridas quase cicatrizadas.
Embora considerem a Comissão da Verdade  inoportuna e com vícios de origem, asseguro-lhe  que os militares não são contra sua Instalação , desde que ela , depois de passadas as naturais e compreensíveis  disputas sustentadas  pelo  viés ideológico,   sem revanchismos e sem afrontar a Lei da Anistia , venha a apurar, de forma isenta ( de preferência integrada por historiadores  sérios e não engajados )  todos os episódios de triste memória, cometidos pelos lados em confronto.
O que não aceitam os militares é a estratégia urdida nas coxias do ressentimento, preparada para  achincalhar e responsabilizar somente o EXÉRCITO INVICTO DE CAXIAS,  uma das mais sérias Instituições deste país,  objetivo velado de elementos  inconformados e sectários da velha esquerda, historicamente impedidos de implantar no país regimes estranhos à nossa tradição , por esse mesmo Exército.   

Fobe  Averdadesufocada

domingo, 8 de abril de 2012

PREPAREM-SE PARA A DERROCADA PRÓXIMA – O GOLPE DO PT/COMUNISTAS

domingo, 8 de abril de 2012
Dilma tem algo a Temer?
Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net 
Por Jorge Serrão
A Presidenta Dilma Rousseff está brigada com seu vice Michel Temer. Eis a fofoca fresquinha ouvida na capital federal da arapongagem – onde se escuta, via espionagens fora da lei, tudo o que os políticos falam, até em aparente segredo. Na versão que vaza nos bastidores do Senado, Dilma teve uma discussão séria com seu vice, no primeiro “encontrão” após a recente viagem dela à Índia.
O motivo da briguinha – que não será a primeira e nem a última – ainda não está claro. Escutou-se (e algum fofoqueiro propagou) que Dilma, em um de seus tradicionais ataques de mau humor, engrossou com o vice que lhe teria desafiado, temerariamente, a autoridade. Dilma avisou a Temer aquilo que seria óbvio e nem precisaria de um brado ululante: “Quem manda no governo sou eu”.
Dilma, certamente, acha que nada tem a temer (com ou sem trocadilho infame) se brigar com Michel Temer. Ela avisa que manda e PT saudações. O problema é que a manifestação de Dilma chegou aos ouvidos de peemedebistas da base aliada. Em clima de rebelião, eles andam muito descontentes com os rumos políticos dados aos “negócios políticos” pela “Grande Guerrilheira” (como eles a chamam, jocosamente). Dilma corre risco de sofrer alguma derrota importante em votações que interessam aos esquemas de poder da petralhada.
Apesar das aparências (que sempre enganam), a relação dela com o ex-Lula não anda das melhores. Mas o caldo não deve entornar, publicamente, tão cedo. Mais preocupado em se curar totalmente do câncer e dos efeitos colaterais do tratamento radio-quimioterápico, Lula se vê obrigado a sair mais da cena política do que deseja. Dilma aproveita para imprimir seu tom às decisões governamentais. Diferente de Lula, ela se ocupa muito de questões gerenciais, centraliza muito mais os problemas e soluções, e até pressiona seus ministros com mensagens pessoais de cobranças por e-mail.
Dilma tem uma preocupação urgente com a crise econômica que já lhe invade a porta do gabinete do Palácio do Planalto. De imediato, apela para a marketagem econômica. Mandou o Banco do Brasil e a Caixa baixarem os juros e facilitarem o crédito. Diretamente, dá um recado que o governo exige o mesmo dos bancos privados – que devem seguir a mesma receita, porque, no momento, não convém comprar briga com uma presidenta famosamente intempestiva.
A crise vem. Se será mais grave ou menos grave, eis a permanente dúvida dos analistas. A desindustrialização do Brasil é flagrante. Redundará em muito ou pouco desemprego? Se o Banco Central baixar os juros, em favor da marketagem do governo, haverá fuga dos dólares que vêm pra cá se remunerar na especulação? E se a cotação moeda norte-americana disparar, de repente, e o BC do B não conseguir segurar, o que vai acontecer? E se um fator-surpresa ou interesse externo quiserem desestabilizar a Dilma e seus petralhas para trocar seis por meia-dúzia no trono do Palácio do Planalto?
Dilma tem muito a temer (sem trocadilho infame com o vice que anda de mal com ela e vice-versa). Mas o pirão só tem chance mesmo de desandar se houver algum agravamento de crise econômica – que afete as classes C, D e E – prejudicando, principalmente, aqueles que vivem hoje uma ilusão de “ascensão social” em um País que insiste no pecado mortal de não cuidar dos fundamentos: Educação de verdade, Mais produção, ciência e tecnologia e menos especulação e usura, e uma redução de impostos. Tudo isso sem falar na improvável reforma política – que dificilmente sairá do papel no regime do Governo do Crime Organizado.
Dilma tem muito a temer e a perder. Mais que ela só os brasileiros e brasileiras (para usamos esta categoria sarneyana). Afinal, nosso Brasil desponta na verdadeira “Vanguarda do Atraso” (expressão criada pelo recém-falecido Millôr Fernandes para designar o grande Maranhense que foi Presidente graças à doença do Tancredo Neves e ao golpe militar do General Leônidas Pires Gonçalves).
O bicho vai pegar de verdade quando a crise econômica chegar para valer e a petralhada (dividida em várias facções) tiver de dar seu golpe de misericórdia institucional para se manter no poder. Quem vencer a briga reinará. O problema é: se aos vencedores restarem apenas as batatas podres de um País que sobrevive de ilusões.
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 8 de Abril de 2012.