Translate

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PT  PROVANDO O MESMO REMÉDIO
METALÚRGICO DE SACO CHEIO

Ato de metalúrgicos em SP interdita pistas da Via Anchieta

Os trabalhadores protestam contra a importação de veículos no Brasil e tentam chamar a atenção do governo federal para o que consideram um risco de desindustrialização e de perda de postos de trabalho.

Protesto reúne 15 mil metalúrgicos na via Anchieta, em SP

Os manifestantes pretendem entregar ao governo federal um documento que reivindica investimentos em tecnologia e inovação, medidas para inibir as importações, redução de juros, investimento em qualificação profissional e outras ações que fortaleçam a produção nacional e os empregos Mario Ângelo/Sigmapress/AE
Os manifestantes pretendem entregar ao governo federal um documento que reivindica investimentos em tecnologia e inovação, medidas para inibir as importações, redução de juros, investimento em qualificação profissional e outras ações que fortaleçam a produção nacional e os empregos Mario Ângelo/Sigmapress/AE
  SÃO PAULO - Cerca de 15 mil metalúrgicos, segundo a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, participam neste momento de um protesto  em defesa do emprego e da indústria nacional. Eles ocupam as cinco faixas da pista local da Via Anchieta, que liga a capital a Baixada Santista.
Conforme antecipou o Valor, o objetivo da paralização é protestar contra a desindustrialização. A manifestação foi organizada pelos sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo e do ABC Paulista. Além de cobrar do governo medidas para a proteção da indústria nacional, eles reivindicam investimentos em tecnologia e inovação, a redução da taxa básica de juros e políticas de qualificação profissional.
Os sindicatos devem ser multados por ocupar a via. Uma decisão da 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo proíbe as duas entidades de utilizar na manifestação faixas da Anchieta, sob pena de receberem multa diária de R$ 1 milhão. O presidente dos Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, disse que está ciente da decisão da Justiça, mas reafirmou que o protesto será mantido.

terça-feira, 12 de julho de 2011


BONITINHA TAMBÉM ESTÁ SUJA NA RODINHA!

Empresa que doou para PR e ministra multiplica contratos

FOLHA DE S.PAULO: Uma empreiteira do Paraná, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010, informa reportagem de Breno Costa, Andreza Matais e Rubens Valente, publicada na Folha desta terça-feira
Desde o início do governo Lula, a Sanches Tripoloni, de Maringá, vive um crescimento em seus contratos. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados).
Pagot e outros três nomes da cúpula do Ministério dos Transportes tiveram o afastamento determinado pela presidente Dilma Rousseff. 

Postado por TVvaletudo.com.br
A SUPERINTENDENTE DO DNIT É AMANTE DE ALFREDO NASCIMENTO HÁ 13 ANOS

Por Édi Prado e Loyola Arruda –
Assim que tomou posse como prefeito de Manaus, em 1997, Alfredo Nascimento conheceu, através de um amigo, a engenheira paraense Maria Auxiliadora Dias Carvalho, casada com o empresário Marcílio Carvalho. Ela e o marido estavam morando na cidade havia pouco tempo. Nesse dia, Auxiliadora estava sozinha e usava um vestido que lhe realçavam as curvas do corpo. Tinha 31 anos, mas aparentava bem menos, traços delicados, pele bonita, voz suave. E dedos da mão finos e longos. Do jeito que Alfredo gostava. Era a mulher ideal..., pensou. Ousado, ele a convidou para jantar. Ela topou. Alfredo então correu a uma luxuosa joalheria e comprou um lindo colar de brilhantes, o mais caro da loja. Ao encontrá-la à noite, deu-lhe de presente. Uma semana depois, já eram amantes. Na semana seguinte, apaixonado, ele a fez presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). Assim, não precisaria bancá-la. Os contribuintes fariam isso por ele. Inocente, o marido de Auxiliadora se desdobrava em elogios a Alfredo. Afirmava que poucos homens públicos eram tão honestos e sinceros quanto ele. Alfredo retribuía, dando-lhe tapinhas nas costas enquanto dizia, com ar escarninho: "Grande Marcílio!".
SEXO E FANTASIA ERÓTICA NA PREFEITURA
Logo Auxiliadora se tornaria uma espécie de "primeiro-ministro"do Governo municipal. Diariamente, Alfredo a convocava para "despachar" com ele em seu gabinete, onde ficavam a sós, fazendo sexo, no mínimo por duas horas. Não raro, o chefe de gabinete e outros assessores ouviam sons típicos de uma relação sexual. Alfredo era o mais "escandaloso". Descobriu-se depois o motivo do "escândalo". Auxiliadora contou a amigas, todas esposas de políticos, que Alfredo pedia, quando estavam copulando, que ela lhe introduzisse no ânus a ponta do dedo médio, e fingisse que era o homem da relação, pois só assim conseguia atingir o orgasmo. Isso explica a sua obsessão por dedos femininos longos, característica presente em Auxiliadora. Alfredo também possui outras fantasias eróticas nada ortodoxas, por assim dizer. Vamos relatar somente mais uma (as demais, em respeito aos leitores, optamos por excluí-las). Passemos à narrativa: Segundo Auxiliadora, antes do coito, Alfredo costumava se excitar fazendo de conta que era um cavalo: ficava "de quatro", relinchava e dava várias voltas a um e outro lado, enquanto implorava, submisso, que ela lhe chamasse de "cavalinho aloprado". Até hoje isso é motivo de mofa entre políticos e amigos de Alfredo. "Lá vem o cavalinho aloprado", costumam dizer ao vê-lo se aproximando.
TRAÍDOS E TRAIDORES À MESMA MESA
Dois meses depois de Auxiliadora ter se tornado sua amante, Alfredo a convidou, juntamente com o marido, para um almoço em sua casa. Queria que os dois conhecessem sua esposa, Francisca Leonia de Morais Pereira, o filho Gustavo e a filha Juliana. Pelo menos foi isso que ele disse a Marcílio. O motivo, porém, era outro: pôr fim à desconfiança do marido traído. Marcílio havia comentado com amigos que estava começando a ter suspeitas sobre a atenção especial que Alfredo dispensava a Auxiliadora. Ao saber disso, Alfredo teve a ideia do almoço. Não tardou para que traídos e traidores almoçassem juntos, como uma grande família. Durante o almoço, nenhum olhar suspeito, nenhum gesto que pudesse denunciar nada. Tanto que Auxiliadora e Dona Francisca Leonia se tornaram amigas nesse dia. Alfredo ficou exultante. O sucesso de seu sórdido plano havia superado suas expectativas. Marcílio também ficou feliz. Não parava de realçar as qualidades da esposa, dizendo, entre outras coisas, que mulher mais fiel do que ela jamais haveria de encontrar. Auxiliadora lhe retribuía os elogios, com beijos e afagos.
SEXO E MENTIRA NA EUROPA
Três semanas após o almoço, os dois casais embarcaram para Paris. Lá, hospedaram-se no "Hotel Fouquet`s Barriere", um dos mais luxuosos da capital francesa, senão o mais luxuoso. Alfredo queria impressionar Auxiliadora. Mostrar-lhe que era um homem muito rico. No dia seguinte, querendo ficar sozinho com Auxiliadora, Alfredo inventou que ambos tinham um encontro com um banqueiro francês. Dona Francisca Leonia e Marcílio não puseram empecilho. Alfredo e Auxiliadora não perderam tempo. Correram a um motel e lá permaneceram durante cinco horas. No outro dia, os quatro, como se fossem uma família, foram fazer um "tour" pela cidade. Uma semana depois, retornaram para Manaus.
SEXO À CUSTA DO ERÁRIO
Livres da desconfiança de Marcílio, Alfredo e Auxiliadora viajavam todo fim de semana para fora do Estado, sob o pretexto de que iam tratar de interesses da cidade. Na verdade, iam namorar. A época em que os dois mais viajaram foi quando Alfredo pretendia implantar o Expresso em Manaus. Até para a Inglaterra foram. Quem pagava a conta? Nós, os lesos, tão traídos quanto Dona Francisca Leonia e Marcílio Carvalho.
ABORTO E CORRUPÇÃO
Marcílio levou quase um ano para descobrir que sua mulher era amante de Alfredo. E mesmo assim, porque ela ficara grávida. Estéril, o filho não podia ser dele. Auxiliadora não suportou a pressão e abriu o jogo. Marcílio então a esbofeteou, pegou uma arma que guardava no escritório e saiu, transtornado, à procura de Alfredo. "Vou matar aquele pilantra...", teria prometido antes de sair. Imediatamente, Auxiliadora ligou para Alfredo e o pôs a par do que estava ocorrendo. Alfredo tratou então de desaparecer, não sem antes incumbir gente de sua confiança de pôr juízo na cabeça de Marcílio. Três dias depois, Alfredo reaparece. Mais calmo, Marcílio aceita conversar com ele, sem violência. Alfredo lhe pede desculpas e diz que gostaria de fazer alguma coisa por ele. Sem delongas, propõe-lhe sociedade em uma empresa, com a qual os dois ganhariam muito dinheiro prestando serviços à Prefeitura de Manaus. Surge então a "Socorro Carvalho Cia.", vencedora, nos seis anos seguintes, de quase todas as licitações da Prefeitura. "Amarrado" por Alfredo, Marcílio resolve aceitar o "chifre". A única coisa que não aceitou foi o filho. Disse a Alfredo que isso era problema dele e de Auxiliadora. Dias depois, Alfredo, que é avô de um casal de netos, levou Auxiliadora, grávida de quatro meses, para se submeter a aborto na clínica Santa Etelvina, do Dr. Durval, preso em 2008 pela Polícia Federal, durante a "Operação Vorax".
ORGIA NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Assim que assumiu o Ministério dos Transportes, no início de 2004, Alfredo nomeou Auxiliadora superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos Estados do Amazonas e Roraima, cargo que ela ocupa até hoje. Durante os quase 7 anos em que ficou à frente do ministério, foram poucos os fins de semana em que Auxiliadora não foi a Brasília "despachar" com ele. Tudo, claro, pago com o nosso dinheiro. "Generoso", Alfredo também não desamparou o marido da amante. Até porque os dois eram (e ainda são) duplamente sócios: nos negócios e na mulher. Segundo a revista ISTOÉ, a "Socorro Carvalho Cia." Embolsou somente
em 2004 R$ 12 milhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM), ligado ao gabinete do ministro. De lá até hoje, estima-se que a empresa já tenha engordado sua conta bancária em mais de R$ 200 milhões provenientes do Fundo. Não é à toa que Marcílio aceita dividir a mulher com Alfredo.
VICIADO EM SEXO
Viciado em sexo, Alfredo não se contenta só com uma mulher. Nem com duas. Tanto que ele tem outras duas amantes, uma das quais casada com um assessor seu. E ainda costuma sair com prostitutas de luxo. Não aqui em Manaus, mas em Brasília e na Europa. "Ele é um tarado", diz um deputado estadual que já privou de sua amizade. Com 58 anos de idade, Alfredo prefere mulher bem mais jovem que ele. De preferência, casada com alguém próximo. Um assessor, um amigo, um conhecido. Dizem que é uma espécie de fetiche dele.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PARA QUEM  NÃO VIVENCIOU  OS OS TEMPOS DOS  GOVERNOS MILITARES.



O Cruzeiro - 15 de setembro de 1970
Gôsto de Brasil




Rachel de Queiroz

Aproximam-se as eleições parlamentares e o país todo é uma grande interrogação. Embora eu ainda não acredite que a resposta das urnas já seja, pròpriamente, uma resposta à obra dos homens do 31 de março. O prazo decorrido ainda foi curto, com tantas interrupções pelo meio. Nota-se contudo que há no povo uma grande sensibilização que só se pode chamar de patriótica: um interêsse nôvo pelo Brasil, um gôsto de dizer o nome do Brasil, de falar que é brasileiro, de usar a bandeira, de pintar as coisas de verde e amarelo, de sentir o Brasil grande. Talvez o elemento desencadeador dessa euforia tenha sido o resultado da Copa do Mundo; mas o interessante é que a euforia não passou, mesmo depois de passadas as comemorações do feito esportivo.
Acho que, essencialmente, todos os brasileiros estávamos cansados da estagnação no subdesenvolvimento, do sentimento de sermos irremediàvelmente pobres, pregados no atraso e na desordem de um país de segunda classe. Estávamos ansiosos por qualquer coisa que levantasse o orgulho nacional. Estávamos fartos da esterilidade da contestação e do protesto. Digo isso quanto à maioria, que os grupos minoritários, todos sabem, são um caso à parte; e, afinal, quem conta é a maioria.
Vejam-se, por exemplo, os homens do show-business, que têm as antenas sempre orientadas no sentido das preferências populares. Êles abandonaram decididamente a contestação e o protesto, que até bem pouco tempo eram a tônica de qualquer espetáculo, às vêzes metidos à fôrça, com propósito ou sem propósito, até mesmo quando o texto não dava pé. E não se diga que êsse abandono do protesto é obra da censura, pois mesmo nos momentos de censura mais severa há meios de chegar até ao limiar do permitido e insinuar ou dizer entre linhas o que abertamente não pode ser dito. Acontece é que evidentemente o público já não prestigia os shows de protesto; não vai ver, não compra entradas. Os letristas da MPB sintomàticamente deixam de falar só em irmão, em paz, em mão aberta, em guerra, em fome, em sangue e demais chavões do cancioneiro contestatório. A onda do Patropi continua crescendo; o êxito do País Tropical ainda não sofreu colapso, pelo contrário, vai sempre em maré montante, já agora através dos imitadores, pois só se imita o que está de cima.
Afinal, o povo não é cego nem é burro. E o povo está vendo que os homens trabalham, e lhe entram pelos olhos os bons resultados dêsse trabalho.
A situação econômica, entre outras coisas, está na cara, para quem quiser enxergar. O contrôle da inflação, que parecia impossível, hoje já se considera conquista assegurada. A exportação cada vez maior e mais diversificada, as marcas Indústria Brasileira ou Made in Brazil espalhadas pelas sete partes do mundo. Os problemas da educação sendo enfrentados - e na maioria resolvidos ou em caminho de resolução. Essas obras, pontes e estradas e cais e hidrovias e escolas e usinas elétricas se expandindo por tôda parte. O tal de Produto Nacional Bruto, a entidade mística dos economeses, êsse, mesmo os técnicos mais pessimistas já não podem esconder que cresce a olhos vistos, queimando as estatísticas. Até Mr. Herman Kahn deixa de futurar para nós apenas miséria e indignidade e nos tira amàvelmente do fim da fila para um lugar muito melhor.
Mas o bom mesmo é o cheiro de madrugada que se sente por tôda parte. Um gôsto de deixar que os meninos cresçam. Uma confiança, uma segurança novas, como se de repente houvéssemos descoberto que nem tudo está perdido ou, pelo contrário, que nada está perdido. Que a terra é bela e é nossa e quem tinha razão era mesmo o escrivão Caminha: em se querendo plantar, dar-se-á nela tudo.

Dos arquivos de JAIME GIMENEZ JR
A rede Bandeirantes de Televisão - Band, fez uma matéria completa a respeito da polêmica Demarcatória da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, cujos resultados irão ao ar no Jornal da Band das 19h e 20 min, a partir do dia 11.07. até o dia 15.07.11.
Vale a pena conferir, pois o nosso estimado Gen Augusto Heleno acompanhou os reporteres da Band até a dita Reserva em Roraima.
Peço que repassem para todos em suas redes, vamos ver os problemas a curto, médio e longo prazo, visto que o problema não é somente de Roraima, mas também de outros estados como Para, Mato Grosso, caminhando para o Parana, colocando em risco a PRODUÇÃO de ALIMENTOS.
A questão é bem simples, como o Brasil inteiro era TERRA INDÍGENA, então é valido DETONAR o BRASIL, expulsando todos os NÃO ÍNDIOS daquí SEM qualquer INDENIZAÇÃO preferencialmente, repetindo o processo da Raposa Serra do Sol ou de Mato Grosso.
O GLOBO
Ministérios do Turismo e Cidades são os novos alvos de Dilma
A crise que culminou com a degola de toda a cúpula do Ministério dos Transportes na semana passada permitiu à presidente Dilma Rousseff avançar na sua estratégia para desmontar os feudos partidários no governo, especialmente no segundo escalão, onde se concentram muitos órgãos com alto e forte poder de decisão financeira e administrativa. Na mira de Dilma, outras pastas problemáticas: o Ministério do Turismo e o das Cidades.

Um ministro próximo confirma que Dilma está fazendo agora o que não conseguiu fazer na transição de governo, por pressão política de aliados e até do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As denúncias de irregularidade que atingiram integrantes do segundo escalão e até mesmo o ex-ministro Alfredo Nascimento permitiram que a presidente iniciasse uma troca profunda no Ministério, considerado até então um bunker do PR no governo.

Assim que foi eleita, no ano passado, ela havia tentado fazer isso sem sucesso. Deixou claro que não queria a recondução de Alfredo Nascimento para os Transportes, com a desculpa de que ele tinha sido derrotado na disputa pelo governo do Amazonas. Tentou oferecer ao PR outra pasta. Mas não conseguiu.

Ministro admite contato com diretor do Dnit
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou ontem que tenha recebido empreiteiras, quando comandava a pasta do Planejamento, para acertar obras rodoviárias executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Afirmou, porém, que pediu ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, informações sobre o andamento de obras no Paraná, base política do ministro e de sua mulher, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O diretor do Dnit disse a interlocutores ter provas de que empreiteiras negociavam com Paulo Bernardo um pacote pronto de projetos, como publicou ontem Jorge Bastos Moreno na coluna "Nhenhenhém". - Pagot não era meu subordinado, e servidor público obedece a ordens formais que ficam registradas no sistema do governo. No serviço público, fazemos apenas o que a lei determina - afirmou o ministro, por e-mail.

Alfredo Nascimento tem carreira repleta de acusações
Depois de sobreviver sete anos no comando do Ministério dos Transportes, o ex-ministro Alfredo Nascimento caiu em meio a uma onda de denúncias de irregularidades contra ele próprio, familiares e assessores. A ficha corrida do político amazonense é extensa e todas as cifras, seja sobre o patrimônio pessoal e da família ou de supostos desvios de recursos, estão sempre na casa de muitos milhões de reais.

Contra o ex-ministro pesam denúncias de má administração e corrupção desde os tempos em que iniciou uma meteórica carreira política como prefeito biônico (indicado) de Manaus, no final da década de 1980. Ele é alvo de acusações que vão da compra de votos a desvio de dinheiro público. Nascimento renunciou ao cargo de ministro depois que a "Veja" revelou superfaturamento e cobrança de propina em contratos de sua pasta. O GLOBO mostrou que o patrimônio de uma empresa do filho dele, de 27 anos, aumentou 86.000% em menos de três anos.

O ex-ministro tem contas a acertar com o passado. Enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual é acusado de fazer caixa dois e campanha eleitoral fora do prazo, ano passado, quando disputou o governo do Amazonas e perdeu para o ex-aliado Omar Aziz (PMN).

10 empresas concentram 70% das compras dos carrinhos dos consumidores nos supermercados
A concorrência entre diversos produtos que pesam diretamente no orçamento familiar, como alimentos, bebidas, higiene e limpeza, em muitos casos, é mero jogo de faz de conta no país. Dez grandes empresas - multinacionais, na maioria - abocanham de 60% a 70% das compras de supermercado de uma família típica brasileira e tornam o Brasil um dos países com maior nível de concentração no mundo, apontam especialistas em varejo.

Muitas vezes, um fabricante chega a ser dono de diversas marcas de um mesmo produto, fazendo com que elas "disputem" entre si fatias do mercado. Uma tática da indústria que acaba por limitar o poder de escolha do consumidor, que, constantemente, nem desconfia de quem está por trás de sua marca preferida. A estratégia também trava a expansão de marcas menores. A situação pode até se intensificar caso a polêmica fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour saia, de fato, do papel, concentrando mais ainda o setor supermercadista.

- Poucas indústrias, apenas dez, entram com força no carrinho de compras dos brasileiros. Esse grupo representa até 70% das compras. Os demais 30% são disputados por cerca de 500 empresas menores, regionais - disse Marco Quintarelli, diretor do Grupo Azo, consultoria especializada em varejo, referindo-se a AmBev, BRF-Brasil Foods, Coca-Cola, Hypermarcas, JBS, Kimberly-Clark, Nestlé, Procter&Gamble, Reckitt Benckiser e Unilever.

Kadafi ameaça atacar Europa com 'mártires' de guerra
O ditador da Líbia Muamar Kadafi voltou a fazer ameaças à Europa [ontem]. Ele disse que vai enviar centenas de 'mártires' para atacar os países europeus em retaliação à campanha militar de bombardeios da Otan contra seu regime no país. - Centenas de líbios irão se sacrificar na Europa. Eu falei que será olho por olho, dente por dente. Mas nós daremos a eles a chance de se arrepender e voltar atrás - disse o ditador em um discurso transmitido pela rede de TV estatal.

-Você vai se arrepender, Otan, quando a guerra se deslocar para a Europa - afirmou ele, acrescentando que as Ilhas Canárias, a Sicília, e outras ilhas do Mediterrâneo, assim como a região da Andaluzia no Sul da Espanha, são terras árabes que devem ser libertadas.

Diretor de curso de jornalismo de Oxford diz que caso dos grampos é divisor de águas na imprensa britânica
Aos 80 anos, Rupert Murdoch certamente já passou por tempestades no mundo dos negócios. Mas o escândalo de grampo de telefones de celebridades, vítimas de crimes e de terrorismo, entre outros, pelo "News of the World", o mais bem-sucedido tabloide dominical no Reino Unido, é um capítulo novo na saga do bilionário australiano.

Não apenas por tê-lo obrigado a fechar uma operação que, ao contrário dos concorrentes, não sofria de hemorragias de circulação e a cada domingo trazia sempre um coquetel mais apimentado de fofocas e escândalos. Mas por ter o potencial de continuar causando danos ao braço britânico de seu império de mídia, a News International. É o diagnóstico de John Lloyd, diretor do Instituto Reuters de Jornalismo, da Universidade de Oxford, e editor-contribuinte do jornal "Financial Times".

No entanto, Lloyd alega que o colapso do "NOTW" (como o jornal é conhecido pelos britânicos) representa também um divisor de águas para os concorrentes, principalmente se os rumores de que mais tabloides burlam a lei para obter informações se concretizarem.

Só acordo político pode impedir que os EUA entre em moratória
Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reúne neste domingo com os líderes do Congresso, crescem as especulações sobre as consequências para a economia do país e do restante do mundo se fracassarem as negociações políticas para evitar a moratória da dívida do Tesouro americano. Desde 16 de maio, quando atingiu o limite do teto de endividamento público, no valor de US$ 14,294 trilhões, o governo manobra para poupar e honrar seus pagamentos.

Mas se democratas e republicanos não costurarem um consenso para elevar a capacidade de endividamento até o próximo dia 2, o calote será inevitável e inédito. Cada americano nasce hoje com uma dívida de U$ 143 mil. Com PIB de US$ 14,7 trilhões em 2010, a dívida pública gira em torno dos 90% do PIB. As projeções para 2016 apontam crescimento da dívida para US$ 21 trilhões. Mark Weisbrot, economista do Center for Economic and Policy Research, aconselha, porém, que não se perca tempo com temores sobre um calote.

- O mercado trabalha com risco zero de que isso ocorra e eles parecem saber algo. Se o Congresso não autorizar o novo teto de endividamento, a primeira coisa que acontecerá é um "crash" nas Bolsas. Os bancos possuem títulos da dívida que perderiam seu valor. Wall Street seria o primeiro local atingido, mas eles são donos do Congresso e deste país, não permitirão que isso ocorra. É uma situação de refém: os sequestradores têm a arma apontada, mas sem bala.
FOLHA DE S.PAULO
PR comanda máquina do Dnit em 9 Estados e no DFAlém de controlar a cúpula do Ministério dos Transportes e do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no governo Dilma Rousseff, o PR estende seu domínio aos escritórios do órgão em nove Estados e no Distrito Federal. Os postos são responsáveis pelas obras numa malha superior a 25 mil quilômetros de rodovias federais.

Na última quarta-feira, o presidente do partido, Alfredo Nascimento, deixou o cargo de ministro dos Transportes sob suspeita de conivência com um esquema de corrupção dirigido pelo PR. O Dnit desembolsou R$ 7,7 bilhões em obras só no ano passado. O órgão é responsável pelas operação, manutenção, restauração e construção das rodovias sob o controle da União.

Em São Paulo, o superintendente do Dnit é filiado ao PR desde 2003. O partido é controlado no Estado pelo deputado Valdemar da Costa Neto (SP), presidente de honra da sigla e réu na ação penal do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). O Dnit tem 23 superintendências (quatro respondem por mais de um Estado), e a metade delas é comandada por servidores com filiação partidária. Dos 12 com registro na Justiça Eleitoral, sete pertencem ao PR. Há nove anos no domínio dos Transportes, o PR controla o Dnit em AL, AM, RR, GO, MS, AP, PA, SP, SE e no DF.

Fiz caixa 2 como todo político, diz Valdemar
O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) disse à Rádio Metropolitana de Mogi das Cruzes (SP) que não será condenado pelo caso do mensalão. Em entrevista em 1º de julho, ele afirmou ter praticado apenas o crime eleitoral de caixa dois, que já teria prescrito, e disse que não renunciará. "Vamos falar claro: movimentei o caixa dois da campanha eleitoral. Isso todos os políticos brasileiros faziam", disse à rádio.

Um dia antes do surgimento do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes, controlado pelo PR, ele deixou claro que troca apoio político por cargos no governo. Valdemar disse ter negociado com o então ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a nomeação de políticos indicados por partidos nanicos (PRB, PRTB, PT do B, PHS, PSL, PRP) que formavam bloco com o PR.

Dirceu promete "correr país", afirma blog
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) recebeu a notícia de que a Procuradoria-Geral da República pediu sua prisão por envolvimento no mensalão durante viagem à Sardenha (Itália), informou ontem a colunista Hildegard Angel, do site R7. Segundo a coluna, a namorada dele, Evanise Santos, chorou por duas horas ao saber do pedido de condenação. Dirceu disse à coluna que vai "correr o país" para se defender. Sua assessoria informou que ele está no exterior, mas não comentou o caso.

Senador diz estar afastado de sua empresa
O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) não quis comentar a suspeita de que a empresa Manchester Serviços, que pertence a ele, teria participado de fraude a uma licitação de R$ 300 milhões da Petrobras na Bacia de Campos, no litoral do Rio. A informação foi publicada na  edição de domingo do jornal "O Estado de S. Paulo". Eunício disse que está afastado do controle da companhia há 13 anos e por isso não poderia comentar o caso. A Petrobras afirmou desconhecer qualquer fraude na licitação.

Chalita protagoniza vídeos exibidos pelo metrô de SP
De Itaquera à Barra Funda. Do Jabaquara ao Tucuruvi. Quase diariamente, rosto, nome e mensagens do deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, são exibidos para, em média, 3,3 milhões de pessoas dentro dos vagões do Metrô, empresa sob administração do governo Geraldo Alckmin.

Há cerca de um mês, dez vídeos produzidos com mensagens extraídas de um dos livros do deputado começaram a ser exibidos, de graça, pela TV Minuto, que controla a programação nas três linhas do metrô da capital. Batizado de "Gentileza", com base em livro de autoajuda homônimo de Chalita, o programa tem dez esquetes, de 15 segundos cada. Quando exibidas, entram oito vezes por dia na programação.

Nos vídeos, a imagem de Chalita é associada a civilidade e leveza. Sob fundo amarelo, uma linha azul cruza uma flor, arremessando pétalas ao ar, até formar a letra G, de gentileza -e de Gabriel. Ao lado, surge o rosto de Chalita. Abaixo, seu nome. Depois, são exibidas animações com mensagens como "trabalhar é transformar sonhos em realidade" ou "gestos de gentileza, mesmo pequenos, são poderosos". As inserções começaram a circular no mesmo mês em que a pré-candidatura de Chalita à Prefeitura de São Paulo foi oficializada.

Protesto contra Kassab reúne 30 pessoas
O protesto convocado pelo Facebook contra os reajustes nos salários do prefeito Gilberto Kassab e de seus secretários reuniu ontem à tarde perto de 30 pessoas na frente do shopping Iguatemi. O grupo, principalmente de estudantes, monitorados por mais de 15 PMs, caminhou até a frente do prédio de Kassab. Ocuparam a faixa da direita da Faria Lima. A estudante Debora Gepp, 21, recebeu 8.500 confirmações pela internet. O evento falava em "rango na casa do Kassab", mas Gepp disse que era "só metáfora".

Brasil se omite sobre desaparecidos na ditadura argentina
O Brasil evita tornar-se parte em ações na Justiça argentina que investigam o desaparecimento de brasileiros no país durante sua última ditadura militar (1976-83). Desde 2005, a Argentina já processou mais de 820 pessoas por crimes ocorridos no período, resultando em mais de 200 condenações. Países como Chile, Espanha e França já se tornaram parte em ações que investigam o desaparecimento de cidadãos durante o terrorismo de Estado argentino. O Brasil poderia participar de pelo menos três ações em andamento que estão relacionadas ao desaparecimento de brasileiros. Além de cobrar por Justiça, poderia contribuir com informações e documentos para ajudar a esclarecer os casos.

"O governo brasileiro tem todas as condições de se apresentar como parte. Pelo jeito, não quis", disse à Folha Pablo Parenti, coordenador de direitos de direitos humanos do Ministério Público Federal da Argentina e um dos responsáveis pelas ações sobre desaparecidos. Desde 2007 o Brasil reconheceu que pelo menos seis brasileiros desapareceram na ditadura argentina.

Os dados estão no "Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos", organizado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. O governo adota o balanço como oficial. Os desaparecidos são: Francisco Tenório Cerqueira Júnior (1976), Maria Regina Marcondes Pinto de Espinosa (1976), Sidney Fix Marques dos Santos (1976), Walter Kenneth Nelson Fleury (1976), Roberto Rascardo Rodrigues (1977) e Luiz Renato do Lago Faria (1980).

Brasil dificulta acesso a dados, dizem promotores
Além de se recusar a participar das ações na Justiça, o governo brasileiro também dificulta o acesso às informações solicitadas pelos promotores argentinos. Integrantes do Ministério Público relataram à Folha dificuldades para obter do Brasil documentos do período da ditadura.

Um integrante da EAAF (Equipo Argentino de Antropología Forense), grupo que atua há mais de 20 anos na identificação de militantes mortos na ditadura, afirma que nunca recebeu documentos solicitados ao governo brasileiro. No mês passado o promotor argentino Miguel Osorio, responsável pela investigação da Operação Condor, enviou ao Brasil um pedido de informações sobre a aliança das ditaduras do Cone Sul. Não há resposta até o momento.

Grupos já pressionam Comissão da Verdade
Enquanto a presidente Dilma Rousseff tenta aprovar o projeto que cria a Comissão da Verdade sem alterações no Congresso, vítimas do regime montam comitês locais para pressionar por mudanças no texto e reunir papéis que poderão ajudar na investigação de crimes da ditadura militar (1964-1985).

Já foram criados ao menos 18 grupos: quatro em São Paulo, três em Minas Gerais e um em cada um dos estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Amazonas, Rondônia, Ceará, Pernambuco e Bahia, além do Distrito Federal. Os comitês defendem alterações no projeto do governo e se articulam para municiar a futura comissão.

O objetivo é juntar relatos e documentos sobre os crimes cometidos pelo Estado contra militantes de esquerda durante o regime militar, que poderão ser usados caso a criação do órgão seja aprovada na Câmara e no Senado. A mobilização por comitês estaduais repete a estratégia dos ativistas no fim da ditadura, quando o governo foi forçado a promulgar a Lei da Anistia, em 1979.

Empresa vendia sexo na Amazônia, diz PF
Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil. A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus. Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair. A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

Proprietário de agência dos EUA nega acusações
O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso. Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira – José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva-, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição. O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.

Inflação de serviços é a maior em 14 anos
Com mais dinheiro no bolso e sem medo de perder o emprego, o brasileiro está viajando mais, aumentou o investimento em educação e os gastos com saúde e beleza. O lado ruim da história é que os preços de serviços são os que mais sobem e têm pressionado a inflação. A alta de preços no setor acumulada em 12 meses chegou a 8,75% em junho. É o maior patamar desde 1997 e está acima da inflação média do país, de 6,71%.

Nem em 2003, quando o custo de vida no Brasil subiu 17%, os serviços aumentaram tanto (ver quadro ao lado). Na época, a principal pressão inflacionária veio da desvalorização do real, devido à desconfiança dos investidores com os rumos da economia no governo Lula. Agora, segundo diagnóstico do Banco Central, boa parte da remarcação de preços é reflexo do aumento da renda e da lenta expansão da oferta de serviços.
10/07/2011 - 07h30
Jornais: empresa de senador fraudou licitação de R$ 300 milhões na Petrobrás
O ESTADO DE S. PAULO

Empresa de senador do PMDB fraudou licitação de R$ 300 milhões na PetrobrásDocumentos e imagens obtidos pelo Estado revelam que a Petrobrás e uma empresa do senador e tesoureiro do PMDB, Eunício Oliveira (CE), fraudaram este ano uma licitação de R$ 300 milhões na bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. A Manchester Serviços Ltda., da qual Eunício é dono, soube com antecedência, de dentro da Petrobrás, da relação de seus concorrentes na disputa por um contrato na área de consultorias e gestão empresarial. De posse dessas informações, procurou empresas para fazer acordo e ganhar o contrato.

Houve reuniões entre concorrentes durante o mês de março, inclusive no dia anterior à abertura das propostas. A reportagem teve acesso ao processo de licitação e a detalhes da manobra por parte da Manchester para sagrar-se vencedora no convite n.º 0903283118. Às 18h34 de 29 de abril, a Petrobrás divulgou internamente o relatório em que classifica a oferta da Manchester em primeiro lugar na concorrência com preço R$ 64 milhões maior que a proposta de outra empresa.

O contrato, ainda não assinado, será de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Sete empresas convidadas pela Petrobrás participaram da disputa, a maioria sem estrutura para a empreitada. Os convites e o processo de licitação são eletrônicos e as empresas não deveriam saber com quem estavam disputando.

Concorrência é em área de apadrinhado de DirceuO objeto do processo de licitação manipulado e fraudado pela empresa do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) é vinculado ao diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, apadrinhado do ex-ministro e do deputado cassado José Dirceu (PT). Dirceu e Eunício são amigos de longa data. Trabalharam juntos no governo Lula, quando foram ministros.

Duque é responsável pelas áreas de engenharia e de tecnologia da informação, entre outras. A contratação da Manchester Serviços Ltda. também passa pelas mãos do gerente-geral da Petrobrás na Bacia de Campos, José Airton de Lacerda. Outros três funcionários aparecem no processo de licitação: Eduardo Riskalla Pereira, Bruno Avelar Rangel e Rafael dos Santos.

O PMDB indicou o diretor da área Internacional, Jorge Zelada, e o de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, no governo Lula, e os manteve com Dilma Rousseff. A empresa fornece cerca de mil funcionários para áreas estratégicas da Petrobrás.

Estatal diz que não sabe de acerto; Eunício silenciaEm resposta ao Estado, a Petrobrás disse que não soube de reuniões entre concorrentes da licitação que envolve a Manchester Serviços Ltda. "A Petrobrás desconhece essa informação. A licitação foi realizada em meio eletrônico, com entrega das propostas por computador. A abertura das propostas também foi eletrônica", disse a estatal.

Procurado pela reportagem, o senador Eunício Oliveira mais uma vez optou pelo silêncio. Dono de 50% da Manchester, ele disse que está afastado das decisões da empresa. O senador é sócio de outras empresas contratadas pelo governo. Esse contrato com a Petrobrás será um dos maiores - senão o maior - já firmado por ele. Na semana passada, quando o Estado mostrou que o senador ganhou da Petrobrás pelo menos R$ 57 milhões sem licitação, ele também não quis se manifestar.

A Petrobrás alegou que desclassificou a Seebla Engenharia, que ofertou o menor preço, porque foram verificadas "inconsistências na proposta da empresa, entre elas a alíquota de determinado imposto em porcentual menor do que o que deveria ser praticado e a omissão dos porcentuais de determinados encargos sociais exigidos". "Essas inconsistências tornaram a proposta inexequível", disse. "A licitação do convite 0903283118 foi do tipo melhor preço e não menor preço." A direção da Seebla contestou as alegações da Petrobrás. Disse que sua proposta é adequada.

'A Seebla não procura nenhum concorrente' (trecho de entrevista com Milton Rodrigues, diretor da ouvidoria da Seebla Engenharia)Em entrevista por escrito, o diretor da ouvidoria da Seebla Engenharia, Milton Rodrigues, confirmou as visitas de um diretor da Manchester à sua empresa, mas negou que tenha feito acerto na licitação. "Contra fatos não há argumentos", disse ele, acrescentando que o responsável pela negociação, diretor comercial Jorge Luiz Scurato, não está mais na empresa. "quando participamos em licitações oferecemos preços compatíveis", garantiu o diretor.

A reportagem do Estado tem provas da presença do diretor da Manchester José Wilson de Lima na sede da Seebla no dia 30 de março. A empresa confirma a visita?Sim, contra fatos não há argumentos.

Ele esteve na empresa em outros dias, anteriores ao dia 30?Respondido acima.

A reportagem tem a informação de que, na visita do dia 30 de março, o diretor da Manchester tratou com a direção comercial da Seebla da concorrência que haveria na Petrobrás no dia seguinte. Por que a Seebla aceitou a conversa?Todos os assuntos comerciais são tratados exclusivamente com o diretor comercial e, neste caso específico, o diretor comercial (Jorge Luiz Scurato) não faz mais parte do quadro de funcionários da Seebla. Não podemos afirmar que tipo de assunto foi discutido nesse dia.

Foi a Manchester que procurou a Seebla ou a Seebla que procurou a Manchester?A Seebla não procura nenhum concorrente.

Por que o diretor comercial Jorge Luiz Scurato deixou a empresa?Houve um constrangimento pelo recebimento de um concorrente em nossa sede e o mesmo pediu o afastamento.

A Seebla faz acordos com concorrentes em licitações públicas?A Seebla não aceita comentar qualquer fato dessa natureza e repudia completamente qualquer tipo de acordo.

Obras do PAC enfrentam 10,6 mil açõesO governo federal bem que tentou blindar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para evitar atrasos no cronograma, mas não contou com milhares de processos judiciais no meio do caminho. Desde 2007, quando foi lançado como bandeira política do governo Lula e da atual presidente Dilma Rousseff, o programa acumula 10.619 ações judiciais e administrativas, segundo a Advocacia Geral da União (AGU).

Pelos dados do último balanço, divulgado no fim do ano passado, o PAC inclui cerca de 13 mil empreendimentos em várias áreas, como transportes, energia, saneamento básico, urbanismo e habitação. Na média, isso significaria dizer que as ações representam 80% dos projetos. Mas, na prática, algumas obras mais polêmicas somam dezenas de processos enquanto outras estão livres da enxurrada de questionamentos.

A maioria das ações envolve processos de desapropriação de áreas para a construção dos empreendimentos. Até junho, a briga entre proprietários de terras e governo somava 4.493 processos judiciais. "A fase de desapropriação é muito complicada. Os valores são sempre questionados", afirma o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Alberto Viol.

Valdemar, o deputado que sabe demaisValdemar Costa Neto sabe de muita coisa e comanda 65 deputados e 6 senadores no Congresso. Valdemar Costa Neto é o número 1 do PR, partido envolvido em acusações de pagamento de propina no Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). O ministro Alfredo Nascimento caiu, mas os Transportes continuarão nas mãos do PR. Porque Valdemar Costa Neto, o Boy, sabe de muita coisa e comanda 6 senadores e 65 deputados - os 41 eleitos pelo PR mais 24 de um bloco de partidos nanicos.

Boy foi apelido que Valdemar ganhou na infância, dado pelo pai, Waldemar Costa Filho, quatro vezes prefeito de Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo com pouco menos de 400 mil habitantes. "Boy" era pra ser algo como "Júnior", mas calhou com o estilo de vida de Valdemar Costa Neto na juventude e nunca mais saiu da boca dos mogianos.

Foi na juventude que conheceu o hoje senador Aécio Neves por meio de um amigo mineiro comum que morava em Mogi. Tornaram-se companheiros de jornada. No governo José Sarney, Aécio alocaria Boy em uma diretoria do Porto de Santos. Era uma das cotas que couberam ao mineiro no latifúndio chamado governo federal caído no colo de Sarney quando da morte do avô de Aécio, Tancredo Neves. Era o primeiro cargo público que Valdemar ocupava fora de Mogi - ficaria no posto de 1985 a 1990.

Um governo em busca de autonomiaDesta vez foram apenas quatro dias entre a denúncia do escândalo e a demissão do ministro – não mais um mês inteiro. E o demitido foi, de novo, um nome diretamente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Completando o episódio, a escolha do sucessor desembocou num duro embate entre a presidente Dilma Rousseff e o PR, o "dono" do Ministério dos Transportes.

Isso tudo é sinal, dizem alguns cientistas políticos, de que algo se move na definição, ou redefinição, do governo Dilma. Apesar do delicado momento e dos obstáculos práticos que enfrenta, ela parece abrir espaços e criar condições para montar, com seis meses na Presidência, um governo com sua cara . Mais afastado do legado lulista e, enfim, estruturado à sua imagem, semelhança e temperamento.

"Ficou claro, no episódio, que ela aprendeu rápido com o caso Palocci", diz Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas. A presidente, diz ele, percebeu que se enfraqueceria diante da opinião pública se a crise nos Transportes, a exemplo da que envolveu Antonio Palocci na Casa Civil, se arrastasse por muito tempo. "Ela sabe que presidente mais fraco significa negociações mais caras com a base de apoio."

domingo, 10 de julho de 2011

ISSO É inacreditável! Céus!

LOUCADEMIA DE POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL....

KKK.........rir para não chorar!

A segurança pública esta em boas mãos!...
Vejam esta demonstração totalmente desastrada da polícia rodoviária federal... Erros primários...

1º - Batem a viatura... Se fosse numa situação real seria compreensível, mas numa simulação?... Tenho certeza que não estava no script...

O policial guarda a arma antes de se aproximar do suspeito.....Levaria um balaço assim que se aproximasse do carro suspeito...

3º - Novo método de retirar o condutor do veículo..... talvez a porta do carro estivesse quebrada, sei lá.....

4º - Não revista o suspeito, só percebendo que o indivíduo estava armado quando a arma dele cai no chão....
Se numa demonstração (que deve ter sido ensaiada algumas vezes no mínimo) os policiais envolvidos agem assim, imagine em uma situação real!...


Que trapalhada!...Email rec do GD

O novo metodo de retirar o suspeito da viatura, só funciona em demostração.
Como se viu o meliante estava armado, e o policial ao abraça-lo para a retirada do carro, levaria um balaço na cara.
Deveria manter a arma na mão e ordenar que meliante saisse do carro.
Pior tá dificil.  JN






Veja o filme anexo e lamente...




Visualização dos anexos:

Loucademia de Policia Rodoviaria Federal.wmv