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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
LEMBRANDO O GRANDE CABU.
Reprodução do blog VERDADE SUFOCADA. em homenagem postuma ao seu criador CEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA - CABU
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24/02/16 - Santana recebeu propinas na Suíça durante a campanha de Dilma
Santana recebeu propinas na Suíça durante a campanha de Dilma
Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão
A conta não-declarada da Suíça que seria do marqueteiro do PT João Santana recebeu três depósitos que totalizaram US$ 1,5 milhão, entre julho e novembro de 2014 – período em que ele conduzia a campanha da presidente Dilma Rousseff -, da offshore Deep Sea Oil Corp, controlada pelo operador de propinas Zwi Skornicki. Santana a mulher, Mônica Moura, e o lobista estão presos em Curitiba, alvos da Operação Acarajé – 23ª fase da Lava Jato.
Os pagamentos constam de uma tabela em poder da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, montada com dados enviados pelo Citibank North America, de Nova Iorque, com base em um pedido de cooperação internacional com autoridades norte-americanas. Foram por meio desses documentos que os investigadores ja Lava Jato chegaram aos US$ 4,5 milhões recebidos por Santana, no exterior.
Na tabela constam os débitos e créditos da conta mantida no Banke Heritage, na Suíça, em nome da offshore Shellbill Finance SA – que segundo a Lava Jato é de João Santana – feitos via agência do Citibank, em Nova Iorque. Ao todo, foram identificados 9 depósitos da conta secretada do operador de propinas Zwi Skornicki no período analisado, entre 2008 e 2015, totalizando o repasse de US$ 4,5 milhões. A Deep Sea Oil tem sede nas Ilhas Virgens Britânicas.
“Identificaram-se, ainda, ao menos nove depósitos de Zwi Skornicki e Bruno Skornicki, a partir de conta no banco Delta National Bank & Trust CO. mantida em nome da offshore Deep Sea Oil Corp., em favor da conta do Banque Heritage aberta em nome da offshore Shellbill Finance., cujos beneficiários são João Cerqueira de Santana Filho e Mônica Regina Cunha Moura, mediante a utilização da conta correspondente do Citibank North Americana, New York, no valor total de USD 4.500.000,00”, informa o delegado da PF Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato.
COMEÇOU EM 2013
O primeiro pagamento da offshore do operador de propinas para a conta secreta de Santana é de 25 de setembro de 2013. Outros dois acontecem no mesmo anos, nos meses de novembro e dezembro. Todas as nove transferências feitas pela Deep Sea Oil para Santana são de US$ 500 mil.
Em 2014, o primeiro pagamento é de fevereiro. Seguem-se duas transferências em março e abril, após a deflagração da fase ostensiva da Lava Jato, com a prisão do primeiro delator do processo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.
Os pagamentos voltam a ocorrer em julho, setembro, até novembro, quando foi feita a última transferência. Investigadores da Lava Jato em Curitiba não separaram os pagamentos do período, pois os focos são a suposta lavagem de dinheiro desviado da Petrobrás, por meio do operador de propinas ligado ao estaleiro Keppel Fels.
SOB INVESTIGAÇÃO
A empresa já estava sob investigação da Lava Jato desde 2014, após ex-executivos da Petrobrás, entre eles Paulo Roberto Costa e o ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco, apontarem pagamento de até US$ 14 milhões em propinas pelo grupo, por meio do lobista Zwi Skornicki.
Foi em decorrência dessas investigações iniciais, de 2014, que a PF chegou a Santana. Na casa do operador de propinas, no Rio, uma carta endereçada a Zwi e a seu filho Bruno tinha como remetente “Mônica Santana” e o endereço da Polis Propaganda – agência do marqueteiro do PT. Nela, além de mandar dados da conta da Shellbill para depósito, ela enviou um modelo de contrato da offshore secreta com outra empresa do tipo – controlada, segundo a Lava Jato pela Odebrecht. Nela, há a assinatura de Mônica e rasuras para ocultar os nomes das offhores do contrato-modelo
“O contexto da investigação conduz à conclusão de que Mônica Moura, João Santana, Zwi e Bruno Skornicki pretendiam transferir recursos entre eles de forma oculta e no exterior, fora do alcance das autoridades brasileiras, notadamente pelo caráter ilícito da transação”, informa Pace.
AÇÕES NO TSE
Os dados podem ajudar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a instruir as peças que apuram supostas irregularidades na campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT), em 2014 – após representações do PSDB. Quatro procedimentos estão em andamento no tribunal.
“Não estamos apurando crime eleitoral, nosso interesse é o suposto crime de lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado da PF. A Lava Jato mira o uso de doações a partidos e campanhas como forma de ocultação de propina. Desde o início do mês, os documentos e provas da Lava Jato passaram a ser compartilhados com o TSE – que analisará questão eleitoral.
No pedido de prisão de Santana, de sua mulher e do operador de propinas Zwi Skornicki, a PF afirma que “tais depósitos, ao que indicam todos os elementos colhidos na investigação policial, traduzem-se em atos continuados de lavagem de capitais”.
“Uma vez que João Santana e Mônica Moura, em especial a última, trataram diretamente com Zwi Skornicki e (seu filho) Bruno Skornicki, cientes de quem eram e quais as atividades profissionais desenvolvidas por eles – representação de empresas junto a Petrobrás, em especial o Estaleiro Keppel Fels e suas diversas subsidiárias (Fernvale, Brasfel, Floatec, Keppel Shipyard, etc) –, e praticaram conscientemente medidas que visavam ocultar – com a utilização de contas no exterior em nome de empresas offshore – e dissimular – celebrando um contrato de consultoria falso entre as empresas offshore – a origem criminosa dos recursos que foram depositados em conta no exterior em nome da ShellBill Finance SA”, sustenta a PF.
COM A PETROBRAS
A Lava Jato reuniu dados sobre os contratos que a Keppel Fels tem com a Petrobrás, para estabelecer a possível relação entre os pagamentos feitos pela estatal para o estaleiro e os repasses de Skornicki para Santana. Pelo menos seis deles foram os pontos de partida das apurações. Envolvem contratos de plataformas listados no mapa da PT: P-52 (2003), P-51 (2004), casco da P-52 (2005), P-56 (2007), P-61 (2009) e o casco da P-58 (2009).
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
BRASIL ESCANCARADO
PALESTRA PROFERIDA PELO GENERAL DE EXÉRCITO Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
Diário do Brasil - 19 Fev 16
http://www.diariodobrasil.org/nao-bastassem-os-problemas-economicos-ouca-o-que-esse-general-do-exercito-disse-em-palestra/
general
Não bastassem os problemas econômicos, ouça o que esse General do exército disse em palestra
"A Colômbia está usando o desfolhante 'agente laranja' para acabar com plantações de coca, mas está poluindo gravemente o rio Solimões"
"Para mim, isso já é uma guerra. Não é mais um delito, é uma guerra"
Levantamento dos problemas enfrentados pelo Exército Brasileiro para proteger as fronteiras nacionais, especialmente na região Norte do País, e a consequente necessidade de investimentos em tecnologia e pesquisas pra combater o crime, fizeram parte da palestra aplicada pelo cmt CMA,
G
en
E
x Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. realizada na sede da unidade militar, na zona Oeste de Manaus-AM.
O militar mostrou o painel "Guerra na Fronteira". Sem poupar palavras nem minimizar impactos, o gen Theophilo mostrou que a Amazônia está aberta pra crimes como exploração e contrabando de minerais, entrada de armamento pela fronteira com a Venezuela que, segundo ele, "está inundada por fuzis Kalashinikov", a imigração ilegal tanto vinda do Haiti como, recentemente, do Senegal (de Jan-Mai 15, 30.000 estrangeiros entraram no País de forma não autorizada).
"A Colômbia está usando o desfolhante 'agente laranja' pra acabar com plantações de coca, mas está poluindo gravemente o rio Solimões"...
...revelou o
G
en, acrescentando que a guerrilha Sendero Luminoso está voltando à ação com força total, desta x associado ao narcotráfico.
"Pra mim, isso já é uma guerra. Não é mais um delito, é uma guerra"...
...disse o cmt.
O
C
mt mostrou-se preocupado com o que chamou de "grande vazio", ou seja, a falta de órgãos de segurança que, de forma efetiva possam monitorar as fronteiras, e, assegurar segurança ao País.
"Temos um grande vazio de órgãos da segurança em comparação com o Sul-Sudeste, e, parte C.Oeste"...
...declarou.
Além dos criminosos, as fronteiras brasileiras enfrentam a falta de recursos, e, tecnologia pra protegê-las, apontou o gen.
"Não temos tecnologia. As naves pequenas, de voo baixo, não são captadas pelos radares do SIPAM/SIVAM, e, Cindacta. Precisamos de radares que alcancem essas aeronaves"...
...exemplificou.
O próprio TCU confirmou que o Plano Nacional de Fronteiras, que permitira ao Planalto coordenar a proteção da soberania nacional, "simplesmente não existe", apontou o
G
en Theophilo.
"Nós (o Exército) já levantamos todos os dados. Sabemos onde estão, e, o que está acontecendo em cada ponto das fronteiras amazônicas. Mas, como vamos fiscalizar tudo isso? Precisamos de recursos pra investir em tecnologia-pesquisa. O EB não poderia sofrer nenhum corte de orçamento, sob risco de ficar até sem combustível pra voadeiras, e, hoje já estamos sofrendo cortes"...
...disse o palestrante.
"Estamos perdendo pouco a pouco a soberania do nosso País"...
...resumiu.
(
C
om informações do jornal Em Tempo)
do blogue do lício Maciel
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ENQUADRANDO OS COMANDANTES (que vergonha, “seu” Zé…)
Publicado em 18 Fevereiro, 2016 por liciomaciel
AILEDA DE MATTOS OLIVERAPROF-AILEDA
mÁXIMA
AILEDA DE MATTOS OLIVERA/SOBRE A MENSAGEM DO COMANDANTE DA MB
Sobre a mensagem do Comandante da MB, que copiamos abaixo dos comentários:
É do conhecimento dos verdadeiros brasileiros o trabalho das Forças Armadas de atendimento às populações em regiões longínquas do país, onde há o crônico descaso do poder público. Isso é incontestável. São insuperáveis na prestação de socorro aos indígenas, aos ribeirinhos, no transporte aéreo de alimentos, medicamentos e pacientes para hospitais.
Mas contestamos as palavras do Senhor Comandante da Marinha.
A Zika é uma consequência não da proliferação do Aedes Aegypti, mas da falta de programa de governo da comandante em chefe que, preocupada com a manutenção do poder a todo custo, pôs o erário a seu dispor, não investindo em Educação que daria condições à população de adquirir noções de higiene indispensáveis à saúde individual e coletiva. Não investiu em saneamento de áreas e regiões, oferecendo à população condições melhores de vida. Permitiu a entrada de estrangeiros sem vacinação e passaporte, fazendo-nos retroceder ao Brasil da velha colônia.
Mais do que o mosquito Aedes, Senhor Comandante, o que pôs o Brasil nas manchetes internacionais foi a desmoralização do país pela Varejeira do Planalto, esta sim, merecedora das atenções dos duzentos mil militares, merecedora das atenções do três Comandantes, que deveriam manter a visão fiel dos fatos, sem seguir a linha das ocas declarações dos ministros desta República falida.
Mesmo porque, Senhor Comandante, essa senhora aplicou a teoria do gênero no próprio Aedes, travestindo o mosquito em “mosquita”, porque na cabeça destemperada e de escassa inteligência da presidente, é a “mosquita” que dá as crias. Desconhece que o masculino se refere à palavra e não ao sexo (para ela “gênero”) do inseto. O inseto é macho ou fêmea.
Fica assim facilitado, Comandante, o trabalho dos militares, que só têm de exterminar “aquelas” que estiverem de saia e lacinho nas antenas.
Ficamos admirados de que os Comandantes, sigam, conformadamente, a cabeça microcefálica dessa mulher.
A nação espera, Senhor Comandante, não que os militares cumpram a tarefa de matar mosquitos, mas que cumpram o juramento de defenderem a soberania do Brasil, se necessário for.
Aileda de Mattos Oliveira
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
LUGAR DE PETISTA É NA CADEIA
extos publicados no site www.averdadesufocada.com em 05/02/16
05/02/16 - Lula levou para o sítio tudo o que surrupiou da Presidência
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Notícias - Corrupção
http://www.averdadesufocada.com/images/p/lula%20escondidinho.jpg
É por este portão que a PF vai entrar em Atibaia
Lula levou para o sítio tudo o que surrupiou da Presidência
Andreza Matais, Fábio Fabrini e Daiene Cardoso - Estadão
O Ministério Público Federal requereu à empresa Granero Transportes documentos sobre a mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família do Palácio da Alvorada para São Paulo ao deixar o governo, no fim de seu segundo mandato. O objetivo é confirmar se a empresa levou parte dos objetos pessoais do petista para um sítio em Atibaia (SP). Esse seria mais um indício de que a propriedade pertence ao ex-presidente, embora esteja em nome de empresários amigos de sua família e sócios de um de seus filhos.A primeira informação sobre o envio da carga para Atibaia foi publicada pelo Estado em 2011. Um prestador de serviços da transportadora, ouvido pelo jornal nos últimos dias, confirmou que o refúgio no interior paulista foi um dos destinos.
O sítio é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de que as empreiteiras OAS e Odebrecht pagaram por reformas no local, o que seria uma compensação por contratos obtidos em órgãos públicos. Há indícios, segundo os investigadores, de que o ex-presidente ocultou patrimônio.
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05/02/16 - Governo “pedalou” recursos do BC para pagar “pedaladas”
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Notícias - Corrupção
http://www.averdadesufocada.com/images/d/dilma%20desespero.jpgGoverno “pedalou” recursos do BC para pagar “pedaladas”
Alexa Salomão - Estadão
Desde a virada do ano, economistas que acompanham as contas públicas dedicam artigos a um tema árido: descrever como o Banco Central estaria emprestando dinheiro para o Tesouro Nacional, o que é proibido por lei no Brasil, tanto pela Lei de Responsabilidade Fiscal quanto pela Constituição. Em dezembro, o tal repasse teria sido decisivo para quitar “pedaladas”, jargão usado para débitos protelados pelo Tesouro junto a bancos públicos e autarquias. O governo negou a estratégia, mas levantamento de um grupo de economistas ligados ao Senado, obtido pelo ‘Estado’, sustenta que a operação ocorreu.
A sutileza da operação está no fato de o pagamento não ter sido feito diretamente, mas numa triangulação. Utilizando duas Medidas Provisórias e quatro portarias, a maior parte emitida às vésperas das festas de final de ano, o governo remanejou uma série de recursos públicos. Isso foi preciso porque o dinheiro público é carimbado: tem destino certo e ano certo para ser gasto. Nesse tira daqui, coloca para lá, recursos de royalties de petróleo, preferencialmente dirigido à educação, e do Fistel, Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, por exemplo, ajudaram a cobrir o déficit da Previdência.
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05/02/16 - Explicam... Não justificam
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Notícias - Corrupção
http://www.averdadesufocada.com/images/i/lula%20no%20sufoco.jpgExplicam... Não justificam
Ernesto Caruso
Lula, Dilma, José Dirceu, PT...
Quem bem define o ex-presidente é o jurista Hélio Bicudo em entrevista no Roda Viva: “... uma das coisas que me impressionou muito foi o enriquecimento ilícito do Lula... eu conheci o Lula quando morava em uma casa de 40 m², hoje o Lula é uma das grandes fortunas do país, ele e os seus filhos. Quem está atrás disso? Quem está querendo que isso venha à tona? O que o Lula fez para ser o miliardário que ele é hoje?... O Lula se corrompeu e corrompe a sociedade...”. O jurista foi expoente no PT, deputado federal e candidato a vice-governador de São Paulo na chapa com o Lula.A questão do triplex de Guarujá e do sítio de Atibaia, do ser ou não ser de propriedade da família paira como nebulosa na cabeça das gentes de todas as camadas, tamanha divergência no fluir das informações e no fruir das benesses.
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05/02/16 - Dilma é notificada de ação no TSE que pede cassação do mandato
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Notícias - Política interna
Dilma é notificada de ação no TSE que pede cassação do mandato
Presidente tem sete dias corridos para apresentar defesa
por Simone Iglesias e Carolina Brígido - O Globo - 04/02/16
BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff recebeu, na tarde desta quinta-feira, notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que apresente defesa às acusações do PSDB que pede sua cassação e de seu vice, Michel Temer. A partir desta quarta, Dilma tem sete dias corridos para se manifestar. Temer foi notificado pela Justiça eleitoral na última terça-feira. Também estão sendo citadas as defesas do PT, do PMDB e da coligação vitoriosa nas urnas em 2014 para a disputa presidencial.
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05/02/16 - VOCÊ PODE RESPONDER ÀS PERGUNTAS DO TEXTO?
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Notícias - Política interna
http://www.averdadesufocada.com/images/g/general%20rocha%20paiva.png
General da Reserva
Luiz Eduardo Rocha Paiva
VOCÊ PODE RESPONDER ÀS PERGUNTAS DO TEXTO?
General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
“Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade". Nelson Rodrigues.
Ao assumir a presidência da República, em 2011, Dilma Rousseff declarou no discurso de posse: “minha geração veio para a política em busca da liberdade, num tempo de escuridão e medo. [-] Aos companheiros que tombaram nesta caminhada, minha comovida homenagem e minha eterna lembrança”. Ora, foram os regimes socialistas cubano, soviético e chinês maoista, regimes canalhas, repetindo Nelson Rodrigues, que doutrinaram, prepararam, orientaram, financiaram e eram as visões de futuro dos grupos armados como os que Dilma Rousseff integrou. Já que ela se declarou socialista em entrevista à Folha de São Paulo em 2010, é lícito considerar que tenha como ideal um regime totalitário, que permite apenas um partido, impede a alternância de poder, suprime as liberdades fundamentais, centraliza a economia, elimina a liberdade de mercado, aboli o direito de propriedade, controla ou assume os meios de produção e elimina a liberdade de imprensa. Qual é o conceito da Presidente sobre democracia e liberdade, se o socialismo é um regime liberticida por natureza?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
PATRIOTAS APESAR DE TUDO
PATRIOTAS, APESAR DE TUDO!ESAR DE TUDO!
DR. DRÁUZIO VARELLA E AS FORÇAS ARMADAS:
(TODO GUERREIRO DE SELVA, RECEBE UM NUMERO QUE É ÚNICO E O ACOMPANHA PARA A ETERNIDADE. ME ORGULHO DE SER: CIGS - 592).
Poucos são os lugares, além dos quartéis militares, onde se cultua o amor à Pátria! Pena que nem os nossos governantes sabem o que é isso e, portanto, não dão valor a esse sentimento!
O depoimento de um cidadão isento das distorções que cometem nos gabinetes de ar condicionado de Brasília, no trato das questões das reservas indígenas, da política indigenista e da ausência do poder público nos confins da Amazônia!!!
"A FORÇA DOS MILITARES NA AMAZÔNIA:"
(Uma visão isenta, da ação dos militares na Amazônia, escrita por Dráuzio Varella).
Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado.
O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.
No microfone, a palavra de ordem do capitão: 'Soldado Souza, etnia tucano'.
Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "SELVA !!"
O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda.
Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "SELVA !!!"
Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.
Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.
Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146quilômetros Rio Negro acima até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.
De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe.
A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.
É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.
O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.
Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: 'O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena'.
Na entrada dos quartéis, uma placa dá ideia do esforço para construí-los naquele ermo: 'Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB'.
Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.
Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário.
No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.
Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica,
administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.
Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.
Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos voos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.
Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria? "SELVA !!!"
Lema do soldado da Amazônia:
"Senhor, tu que ordenastes ao guerreiro de Selva, sobrepujai todos os vossos oponentes, dai-nos hoje da floresta, a sobriedade para resistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer, e dai-nos também senhor a esperança e a certeza do retorno, mas , se, defendendo essa brasileira Amazônia, tivermos que perecer, oh Deus, que façamos com dignidade e mereçamos a vitória, Selva!!!"
OS E-MAILS SOBRE A NOSSA AMAZÔNIA COBIÇADA DEVERIAM SER REPASSADOS POR TODOS E NÃO APENAS LIDOS E ARQUIVADOS OU DELETADOS. CADA VEZ SE TORNA MAIS NECESSÁRIA A CONSCIENTIZAÇÃO DOS BRASILEIROS PARA A DEFESA E INTEGRAÇÃO DA UNIDADE NACIONAL
Dr. Drauzio Varella, médico.
Área de anexos
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O GOLPE DA DILMA E OS"MÉDICOS " CUBANOS
04/02/16 - O REGIME PETISTA E O CARNAVAL DOS MICROCÉFALOS
O REGIME PETISTA E O CARNAVAL DOS MICROCÉFALOS
Milton Pires
Em 27 de janeiro de 2013, duzentas e quarenta e duas pessoas morreram num incêndio dentro de uma boate na cidade de Santa Maria, aqui no Rio Grande do Sul. Escrevi, na época, um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam” onde responsabilizei diretamente o Poder Público pela morte das pessoas, dei “nome aos bois” e alertei para chegada dos médicos cubanos ao Brasil.Trabalhando como funcionário (médico intensivista) de um hospital controlado pelo PC do B, paguei meu preço nas “avaliações funcionais” e nas “queixas de funcionários e colegas” contra mim. Em 2014 fui acusado de um crime que não cometi – agredir uma médica dentro do Hospital – e perdi meu emprego. Até hoje não consegui, mesmo tendo feito concurso público, voltar ao trabalho e meu nome, como o nome de todos aqueles que desafiam a esquerda brasileira, foi para o lixo naquilo que eles fazem de melhor: assassinar a reputação de quem se "atreve a fazer oposição."
Passados três anos, o Brasil inteiro vive o terror da epidemia do Zika Virus: o “vírus da microencefalia”, como ele se tornou conhecido no pais da rubéola, da toxoplasmose do citomegalovírus, do herpes, do alcoolismo e das viciadas em crack que vagam nas ruas de São Paulo, foi descoberto em 1947 em Uganda. Afirmo ser minha convicção que ele só chegou ao Brasil em virtude da mais completa irresponsabilidade, da corrupção e do descontrole de um governo criminoso que não controla fronteiras nem entrada de imigrantes africanos (inclusive em navios com mosquitos) no país.
O transmissor deste vírus – o mosquito Aedes Aegypit – é, como eu escrevi outro dia, uma espécie de “fusca dos mosquitos”- transporta um infinidade de vírus a “baixo custo” para si mesmo. Há quase trinta anos (isto mesmo: trinta anos) o Governo Brasileiro vem tentando exterminar o inseto. Recentemente, em função da epidemia de dengue, as ações foram intensificadas mas, ao invés de produzirem o resultado final esperado (a extinção do mosquito) foram eficientes no sentido de torná-lo mais resistente – fenômeno comum quando se combate seres vivos a longo prazo sem conseguir matá-los. Agora, o Poder Público que não controla bandidos que entram dentro de UPAS (unidades de pronto atendimento) e moscas varejeiras dentro de UTI's (unidades de terapia intensiva) quer “controlar um vírus” !!!
Politicamente, a organização criminosa que atende pelo nome de “Partido dos Trabalhadores” precisa urgentemente da aprovação da nova CPMF para encher os cofres do país que ela mesma destruiu. A imprensa vem “colaborando muito” e mostra cenas de terror dentro de UPAS e dos hospitais falidos que os verdadeiros médicos brasileiros - não sindicalistas e não petistas - já reconhecem e denunciam desde a implantação do SUS.
Dos médicos cubanos, ninguém fala mais – nenhuma palavra sequer do Ministério da Saúde e do Regime Petista propondo alguma ação específica por parte destes que foram trazidos ao Brasil a peso de ouro para encher os cofres de Fidel Castro. O máximo que se escutou até agora veio de um ministro ligado ao PMDB que “ganhou o Ministério da Saúde” como pagamento para evitar o impeachment de Dilma. Ele disse que “torcia para que mulheres tivessem contato com o vírus antes de engravidar”, declaração que não merece comentário mas que surpreende porque vem de alguém com nível cognitivo que parece estar mais próximo do PT do que do PMDB.
Recentemente, a Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (a mesma instituição que já recomendou que as pessoas comam insetos e apoiou o Programa Mais Médicos no Brasil) declarou que a epidemia de Zika Virus é uma emergência mundial em termos de saúde pública. Imagino a festa por parte dos petistas do Ministério da Saúde que querem a aprovação da CPMF e da militância feminista aborteira: nada poderia ser mais conveniente mesmo reconhecendo que se trata, definitivamente, de uma situação gravíssima e que milhões de bebês vão nascer com cérebros menores a partir da infecção das mães nas doze primeiras semanas de gestação. Um vírus que pode trazer ao mesmo tempo mais impostos e a liberação total do aborto no Brasil é uma "benção" (na visão de um militante petista)
A única coisa que o Ministério da Saúde e o Regime Petista não dizem (e isso posso citar sem receio de destruir a carreira ou perder o emprego que a esquerda já me tirou) é qual o valor em dinheiro colocado pela PETROBRAS (que já fez isso em anos anteriores) no Carnaval do Rio de Janeiro – festa nacional caracterizada por uma promiscuidade sexual reconhecida em todo planeta e pelo número enorme de brasileiras que engravidam nesse período do ano.
Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2016
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
"Assassinar a reputação de quem se atreve a fazer oposição" - ao PC do B ou ao PT - xará, a coisa está feia mesmo, pois, "arrancar empregos" de concursados no Brasil para colocar os apadrinhados deles e intensificar a "ideologia comunista" acontece em números avassaladores, ultrajando e vilipendiando a ética e a honestidade das pessoas de bem por todo o país - a inversão de valores e a crueldade são características e orientação do "comunismo internacional", por infiltração em todos os "Órgãos públicos", passando-se futuramente aos assassinatos reais - porque matando o povo de fome para roubarem para si, já ocorre a muito tempo (...) - a perpetuação no poder é um perigo mundial (...) - agora sim, está aí a verdadeira ditadura - por isso insistimos "CASSAÇÃO JÁ!", COM A SUBSTITUIÇÃO IMEDIATA DOS GUERRILHEIROS, TERRORISTAS, PETISTAS/COMUNI STAS QUE SE APOSSARAM DO PLANALTO CENTRAL, CONTAMINANDO OS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA E DESTRUINDO A DEMOCRACIA (...) - O STF SABE DE TUDO!
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04/02/16 - O sitio que não e do Lula
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
Assim sendo, todos os imóveis que não são de "ninguém", deveriam ser leiloados para pagar dívidas (...) - Outras destinações dignas: abrigos para idosos, crianças e adolescentes, escolas, creches etc ... Já que são de ninguém (...) -
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Postado dm
04/02/16 - O sitio que não e do Lula
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
Assim sendo, todos os imóveis que não são de "ninguém", deveriam ser leiloados para pagar dívidas (...) - Outras destinações dignas: abrigos para idosos, crianças e adolescentes, escolas, creches etc ... Já que são de ninguém (...) -
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luladrão a beira da prisão
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05/02/16 - Explicam... Não justificam
Explicam... Não justificam
Ernesto Caruso
Lula, Dilma, José Dirceu, PT...
Quem bem define o ex-presidente é o jurista Hélio Bicudo em entrevista no Roda Viva: “... uma das coisas que me impressionou muito foi o enriquecimento ilícito do Lula... eu conheci o Lula quando morava em uma casa de 40 m², hoje o Lula é uma das grandes fortunas do país, ele e os seus filhos. Quem está atrás disso? Quem está querendo que isso venha à tona? O que o Lula fez para ser o miliardário que ele é hoje?... O Lula se corrompeu e corrompe a sociedade...”. O jurista foi expoente no PT, deputado federal e candidato a vice-governador de São Paulo na chapa com o Lula.A questão do triplex de Guarujá e do sítio de Atibaia, do ser ou não ser de propriedade da família paira como nebulosa na cabeça das gentes de todas as camadas, tamanha divergência no fluir das informações e no fruir das benesses.
Verdade ou mentira fica difícil acreditar que se compra um apartamento, desejo manifesto de outros tantos cooperados que não receberam o imóvel, o dito imóvel é a junção de três unidades. O ano da renúncia à aquisição é 2009, mas que se dá em dezembro de 2015. O Instituto Lula dá uma explicação por isso e por aquilo. Idas e vindas do casal ao imóvel; reforma de quase 800 mil reais do bolso de quem e para quem. Indubitável que tal obscuridade precisa de luz. Paga-se pela aquisição de um bem, não se recebe e não se protesta?
O sítio é da família? Pode não ser, mas está confuso também. A compra da lancha feita pela esposa do Lula com endereço do sítio que “não é deles”. Ora, quem põe à disposição da família tão requintada propriedade não lhe pode adir um barco de quatro mil reais? Mais. A OAS, investigada na lava-jato, contratou o serviço para equipar as cozinhas requintadas do lazer praia-campo, coincidentemente, a mesma firma.
As manchetes referentes ao Lula e à microcefalia abafaram um pouco o clamor pelo impeachment da Dilma. Mas, nem a “agenda positiva”, do ministro marqueteiro vai conseguir enganar a todos. Os três vírus desnudam o SUS falido, plano de saúde (?) do povo. O insucesso do marcar a consulta; a morte do parente nos corredores e portas dos hospitais; e, a greve dos peritos do INSS, não resolvida pelo governo federal, pontos negativos que aguçam a insatisfação da massa. Impeachment na flor da pele e na mente. As pedaladas fiscais são o meio.
O aparente abandonado José Dirceu — braço direito do Lula — como visto nos telejornais, demonstra fragilidade nas suas declarações com olhar baixo a desviar do Juiz Sérgio Moro. O temido, nas palavras do então deputado Roberto Jefferson, “Vossa Excelência amedronta as pessoas... tenho medo de V. Excia.”, do punho cerrado na segunda prisão, está acuado. Só explica. Condenado no mensalão (esquema de compra do apoio político), preso como investigado no petrolão, com a acusação detalhada do delator Fernando Moura, não está bem. Recebia do Zé um cala a boca para ficar fora do país. Soma em desfavor de Lula, da Dilma e do petismo.
O PT estrategicamente deixou a defesa de Lula aos seus líderes no Congresso e ao Instituto Lula. Mas, está atolado até o pescoço no fétido esgoto do podre poder.
A ação penal, conhecida com mensalão do PT, deixou marcas profundas na sigla, pela condenação de vários dos seus expoentes, a começar pelo ex-ministro Dirceu (era deputado), mais José Genoíno (ex-presidente do PT, era deputado), Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Silvio Pereira (era secretário geral do PT, agora no petrolão), João Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara, era deputado). Do mensalão ao petrolão com outros petistas presos. O tesoureiro Vaccari Neto e nada menos do que o líder do governo Dilma, senador Delcídio Amaral.
Alguns explicam, não justificam, são condenados. Outros explicam... explicam. A nação não aceita mais tanta mentira e protelação, quer o impeachment da Dilma e o alijamento do PT. As pesquisam estão aí. A presença nas ruas é o grito de insatisfação que transpõe fronteiras. Insuportável fardo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Por Carlos I. S. Azambuja
“O dinheiro é uma coisa esquisita. Quem tem diz que não tem e quem não tem diz que tem” (WOODY ALLEN, cineasta norte-americano)
É interessante conhecer um pouco da história do apoio externo aos partidos, organizações e grupos de esquerda brasileiros. Diversos Estados constituídos, através dos anos, apoiaram a esquerda com dinheiro, treinamento político-ideológico e militar: União Soviética, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária, China e Cuba. Sem dúvida, o apoio mais eficaz foi dado pela URSS, China e Cuba.
- União Soviética
Em 1922, cinco anos após a Revolução Bolchevique, foi fundado no Brasil o Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista.
Em 1935, Prestes regressou da União Soviética acompanhado por Olga Benário - os dois nunca foram casados -, uma agente do Exército Vermelho e do Komintern, a fim de preparar aquilo que ficaria conhecido como Intentona Comunista. Para isso, um grupo deexperts da Internacional Comunista foi deslocado para o Brasil.
A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika eglasnost.
Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos.
Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80.
Filhos e parentes próximos de dirigentes encastelados na nomenklatura do partido constituíram a maioria desses 1.300 brasileiros, pois sempre foram privilegiados para estudar, gratuitamente, na pátria do socialismo e em países do Leste-Europeu. Inúmeros exemplos podem ser dados, de filhos de dirigentes aquinhoados com bolsas-de-estudo nesses países..
Tudo o que de relevante ocorreu no PC Soviético sempre influenciou diretamente o PCB: adesestalinização, de Kruschev, em 1956, e o fim do PCUS, em 1991, são exemplos marcantes dessa influência.
- China
É interessante conhecer um pouco da história do apoio externo aos partidos, organizações e grupos de esquerda brasileiros. Diversos Estados constituídos, através dos anos, apoiaram a esquerda com dinheiro, treinamento político-ideológico e militar: União Soviética, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária, China e Cuba. Sem dúvida, o apoio mais eficaz foi dado pela URSS, China e Cuba.
- União Soviética
Em 1922, cinco anos após a Revolução Bolchevique, foi fundado no Brasil o Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista.
Em 1935, Prestes regressou da União Soviética acompanhado por Olga Benário - os dois nunca foram casados -, uma agente do Exército Vermelho e do Komintern, a fim de preparar aquilo que ficaria conhecido como Intentona Comunista. Para isso, um grupo deexperts da Internacional Comunista foi deslocado para o Brasil.
A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika eglasnost.
Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos.
Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80.
Filhos e parentes próximos de dirigentes encastelados na nomenklatura do partido constituíram a maioria desses 1.300 brasileiros, pois sempre foram privilegiados para estudar, gratuitamente, na pátria do socialismo e em países do Leste-Europeu. Inúmeros exemplos podem ser dados, de filhos de dirigentes aquinhoados com bolsas-de-estudo nesses países..
Tudo o que de relevante ocorreu no PC Soviético sempre influenciou diretamente o PCB: adesestalinização, de Kruschev, em 1956, e o fim do PCUS, em 1991, são exemplos marcantes dessa influência.
- China
Ainda antes da Revolução de 31 de março de 1964, no governo do presidente João Goulart, um grupo de militantes do Partido Comunista do Brasil foi enviado à China, onde recebeu treinamento militar na Escola Militar de Pequim. Também um grupo de dirigentes da Ação Popular recebeu treinamento político-ideológico na China no início dos anos 70 (depoimento de Herbert José de Souza -“Betinho”-, na época dirigente da AP, no livro “O Fio da Navalha”).
Os militantes do PC do B, no regresso, a partir de 1966, passaram a instalar-se em um ponto do Brasil Central, dando início à montagem daquilo que somente em 1972, os Órgãos de Segurança viriam a detectar: a Guerrilha do Araguaia, totalmente erradicada dois anos depois. Curiosamente o jornal Folha de São Paulo em reportagens publicadas nos dias 21 e 22 de novembro de 1968 já havia noticiado pormenorizadamente o assunto, dando os nomes dos militantes chegados da China e referindo-se à sua ida para o Brasil Central.
Alguns desses militantes relacionados pela Folha de São Paulo seriam mortos no Araguaia.
Em fins da década de 70, com a opção dos dirigentes chineses por uma economia socialista de mercado, descaracterizando o marxismo-leninismo, o PC do B passou a eleger a Albânia, o país mais atrasado da Europa, como o farol do socialismo mundial. A Albânia treinou guerrilheiros de vários países, inclusive do Brasil, segundo documentos do Partido do Trabalho da Albânia, que vieram a público após o desmantelamento do socialismo naquele país. A partir de então, o PC do B passou a estreitar suas relações políticas com a Coréia do Norte.
- Cuba
O Estado cubano sempre exerceu marcante influência junto à esquerda brasileira. Desde antes da Revolução de Março de 1964.
Francisco Julião, o criador das Ligas Camponesas, esteve em Cuba em 1961 e, no regresso, mandou um grupo de militantes àquele país para receber treinamento militar, e fundou o Movimento Revolucionário Tiradentes, que teve uma existência efêmera.
Nesse sentido, recorde-se o objetivo daOLAS-Organização Latino-Americana de Solidariedade, criada em Havana, em 1966: “Coordenar e promover eficientemente a solidariedade que existe e deverá continuar existindo entre os movimentos e organizações em luta, em seus respectivos países, pela libertação nacional (...) conseguindo a unidade entre aqueles que se encontram empenhados na luta armada”.
A intromissão dos Serviços de Inteligência cubanos junto aos grupos de esquerda nacionais voltados para a luta armada, atingiu seu ponto máximo no período de 1967 (a partir da I Conferência da OLAS) a 1972, período em que o Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Um dos instrutores nesses cursos, no final da década de 70, segundo alguns brasileiros que lá estiveram, era conhecido como major Fermin Rodriguez, que na realidade tratava-se do coronel Fernando Ravelo Renedo, homem do aparato de Inteligência cubano, embaixador na Colômbia, em 1981, ano em que a Colômbia rompeu as relações diplomáticas com Cuba face aos vínculos do embaixador com narcotraficantes colombianos. Fernando Ravelo Renedo foi, posteriormente, nomeado embaixador na Nicarágua.
É fato notório que a diplomacia cubana nada mais é que um apêndice dos Serviços de Inteligência. No Brasil, desde que as relações diplomáticas foram retomadas, sempre existiu um Oficial do Serviço de Inteligência acreditado junto à embaixada, em Brasília, oficialmente com funções burocráticas.
O treinamento a brasileiros em Cuba continua até os dias atuais, embora somente no terreno político-ideológico, na Escola Superior Nico Lopez, do PC cubano, Escola Sindical Lázaro Peña, Escola de Periodismo José Martí, Escola da Federação de Mulheres Cubanas, Escola da Federação Democrática Internacional de Mulheres e Escola Nacional Julio Antonio Mella, da União da Juventude Comunista. Por essas escolas já passaram mais de 100 brasileiros. Todavia, o mais importante em tudo isso, é que a ida de qualquer brasileiro para fazer cursos em Cuba depende do aval do Partido Comunista Cubano, após entendimentos anteriores, de partido para partido. Atualmente, existem diversos brasileiros matriculados na Faculdade Latino-Americana de Ciências Médicas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra vêm recebendo, em Havana, treinamento em técnicas agrícolas.
A interferência de membros da Inteligência cubana junto a partidos políticos e grupos de esquerda brasileiros sempre foi uma prioridade. Logo após o reatamento das relações diplomáticas, em 1986, essa interferência tornou-se irritantemente ostensiva, com cubanos participando, inclusive, de comícios na campanha presidencial de 1989.
Em maio de 1988, o dirigente cubano Carlos Rafael Rodriguez, vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano desde 1976 e membro do Politburo, declarou à revista Veja:
Os militantes do PC do B, no regresso, a partir de 1966, passaram a instalar-se em um ponto do Brasil Central, dando início à montagem daquilo que somente em 1972, os Órgãos de Segurança viriam a detectar: a Guerrilha do Araguaia, totalmente erradicada dois anos depois. Curiosamente o jornal Folha de São Paulo em reportagens publicadas nos dias 21 e 22 de novembro de 1968 já havia noticiado pormenorizadamente o assunto, dando os nomes dos militantes chegados da China e referindo-se à sua ida para o Brasil Central.
Alguns desses militantes relacionados pela Folha de São Paulo seriam mortos no Araguaia.
Em fins da década de 70, com a opção dos dirigentes chineses por uma economia socialista de mercado, descaracterizando o marxismo-leninismo, o PC do B passou a eleger a Albânia, o país mais atrasado da Europa, como o farol do socialismo mundial. A Albânia treinou guerrilheiros de vários países, inclusive do Brasil, segundo documentos do Partido do Trabalho da Albânia, que vieram a público após o desmantelamento do socialismo naquele país. A partir de então, o PC do B passou a estreitar suas relações políticas com a Coréia do Norte.
- Cuba
O Estado cubano sempre exerceu marcante influência junto à esquerda brasileira. Desde antes da Revolução de Março de 1964.
Francisco Julião, o criador das Ligas Camponesas, esteve em Cuba em 1961 e, no regresso, mandou um grupo de militantes àquele país para receber treinamento militar, e fundou o Movimento Revolucionário Tiradentes, que teve uma existência efêmera.
Nesse sentido, recorde-se o objetivo daOLAS-Organização Latino-Americana de Solidariedade, criada em Havana, em 1966: “Coordenar e promover eficientemente a solidariedade que existe e deverá continuar existindo entre os movimentos e organizações em luta, em seus respectivos países, pela libertação nacional (...) conseguindo a unidade entre aqueles que se encontram empenhados na luta armada”.
A intromissão dos Serviços de Inteligência cubanos junto aos grupos de esquerda nacionais voltados para a luta armada, atingiu seu ponto máximo no período de 1967 (a partir da I Conferência da OLAS) a 1972, período em que o Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Um dos instrutores nesses cursos, no final da década de 70, segundo alguns brasileiros que lá estiveram, era conhecido como major Fermin Rodriguez, que na realidade tratava-se do coronel Fernando Ravelo Renedo, homem do aparato de Inteligência cubano, embaixador na Colômbia, em 1981, ano em que a Colômbia rompeu as relações diplomáticas com Cuba face aos vínculos do embaixador com narcotraficantes colombianos. Fernando Ravelo Renedo foi, posteriormente, nomeado embaixador na Nicarágua.
É fato notório que a diplomacia cubana nada mais é que um apêndice dos Serviços de Inteligência. No Brasil, desde que as relações diplomáticas foram retomadas, sempre existiu um Oficial do Serviço de Inteligência acreditado junto à embaixada, em Brasília, oficialmente com funções burocráticas.
O treinamento a brasileiros em Cuba continua até os dias atuais, embora somente no terreno político-ideológico, na Escola Superior Nico Lopez, do PC cubano, Escola Sindical Lázaro Peña, Escola de Periodismo José Martí, Escola da Federação de Mulheres Cubanas, Escola da Federação Democrática Internacional de Mulheres e Escola Nacional Julio Antonio Mella, da União da Juventude Comunista. Por essas escolas já passaram mais de 100 brasileiros. Todavia, o mais importante em tudo isso, é que a ida de qualquer brasileiro para fazer cursos em Cuba depende do aval do Partido Comunista Cubano, após entendimentos anteriores, de partido para partido. Atualmente, existem diversos brasileiros matriculados na Faculdade Latino-Americana de Ciências Médicas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra vêm recebendo, em Havana, treinamento em técnicas agrícolas.
A interferência de membros da Inteligência cubana junto a partidos políticos e grupos de esquerda brasileiros sempre foi uma prioridade. Logo após o reatamento das relações diplomáticas, em 1986, essa interferência tornou-se irritantemente ostensiva, com cubanos participando, inclusive, de comícios na campanha presidencial de 1989.
Em maio de 1988, o dirigente cubano Carlos Rafael Rodriguez, vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano desde 1976 e membro do Politburo, declarou à revista Veja:
“Hoje a situação é bastante diferente da dos anos 60. Em primeiro lugar, a guerrilha está na ordem do dia em poucos lugares. Os movimentos guerrilheiros deixaram de ser o ponto de vista principal das forças democráticas. Em segundo lugar, mudou o comportamento dos governos da América Latina com relação a Cuba. O reconhecimento e a legalização das relações diplomáticas fazem com que nós também tenhamos uma atitude de respeito total nesse sentido. Em terceiro lugar, estamos dando a nossa solidariedade, de diversas maneiras, a movimentos guerrilheiros como os do Chile. Quando há situações desse caráter, continuamos dando nossa solidariedade, porque não mudaram os princípios, mas as situações”.
Carlos Rafael Rodriguez foi claro: não mudaram os princípios, mas as situações. A solidariedade aos movimentos guerrilheiros, portanto, prossegue. Essa solidariedade sempre se expressou no apoio em armas, treinamento militar, trabalhos de Inteligência e, algumas vezes, quando necessário, dinheiro obtido através de seqüestros praticados com a mão de obra ociosa de ex-guerrilheiros, sob a orientação óbvia da Inteligência cubana, como os de Abílio Diniz, Beltran Martinez e Washington Olivetto, no Brasil.
É interessante conhecer a opinião de um doscomandantes da Ação Libertadora Nacional, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), autor de inúmeros assaltos, mortes (inclusive de um Oficial do Exército, conforme narra em suas memórias) e justiçamentos, em São Paulo. No início da década de 70 abandonou seus comandados no Brasil e dirigiu-se voluntariamente para Cuba, onde recebeu treinamento armado e, posteriormente, viajou para a França, abandonando definitivamente a guerrilha.
Alguns trechos de seu livro “Nas Trilhas da ALN”, editado em 1997, relatando as peripécias por que passou em Cuba e dando uma cáustica versão do apoio do Estado cubano à revolução no Brasil.
Carlos Rafael Rodriguez foi claro: não mudaram os princípios, mas as situações. A solidariedade aos movimentos guerrilheiros, portanto, prossegue. Essa solidariedade sempre se expressou no apoio em armas, treinamento militar, trabalhos de Inteligência e, algumas vezes, quando necessário, dinheiro obtido através de seqüestros praticados com a mão de obra ociosa de ex-guerrilheiros, sob a orientação óbvia da Inteligência cubana, como os de Abílio Diniz, Beltran Martinez e Washington Olivetto, no Brasil.
É interessante conhecer a opinião de um doscomandantes da Ação Libertadora Nacional, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), autor de inúmeros assaltos, mortes (inclusive de um Oficial do Exército, conforme narra em suas memórias) e justiçamentos, em São Paulo. No início da década de 70 abandonou seus comandados no Brasil e dirigiu-se voluntariamente para Cuba, onde recebeu treinamento armado e, posteriormente, viajou para a França, abandonando definitivamente a guerrilha.
Alguns trechos de seu livro “Nas Trilhas da ALN”, editado em 1997, relatando as peripécias por que passou em Cuba e dando uma cáustica versão do apoio do Estado cubano à revolução no Brasil.
“A interferência deles (dos cubanos) já nos custaram caro demais; a volta dos companheiros do Molipo sem nossa autorização foi um desastre. 18 mortos e mais tantos presos... e tudo por uma rasteira política de infiltração, querendo influenciar nosso movimento de dentro, para adequar nossa política às necessidades deles (...). Entendo que os militantes nossos, afastados da realidade brasileira e querendo voltar para lutar, questionem a Coordenação Nacional, fundem uma corrente ou saiam da Organização, mas os cubanos não tinham o direito de autorizar a saída deles do país sem nos comunicar, quando havia meios para isso. Cederam os esquemas, promoveram a volta e ajudaram a convencer os combatentes que tinham dúvidas. Chegaram a São Paulo procurando militantes queimados, usando esquemas já abandonados por falta de segurança, aparelhos que não mais existiam, despreparados e desinformados dos avanços da repressão. Achavam que não autorizávamos a volta para não perdermos o comando da Organização. Infelizmente, sentiram na pele que estávamos cercados, fazendo ações de sobrevivência, assaltando bancos e super-mercados na véspera do vencimento dos aluguéis, e tentando não desaparecer (...). O que me revolta é que caíram como moscas e hoje ninguém assume suas responsabilidades.
(...) No curso de Estado-Maior, em Cuba, esmiúço a história da revolução cubana e constato evidentes contradições entre o real e a versão divulgada América Latina afora (...). Muitas ilusões foram estimuladas em nossa juventude pelo mito do punhado de barbudos que, graças ao domínio das táticas guerrilheiras e à vontade inquebrantável de seus líderes, tomou o poder numa ilha localizada a 90 milhas de Miami. Balelas, falsificações (...). O poder socialista instituiu a censura, impediu a livre circulação de idéias e impôs a versão oficial. Os textos encontrados sobre a revolução cubana são meros panfletos de propaganda ou relatos factuais, carentes de honestidade e aprofundamento teórico (...).
A ameaça iminente de agressões facilitou a militarização do país. Milícias Populares e Comitês de Defesa da Revolução formam uma teia considerável que abastece o S2 de informações sobre posições políticas, atitudes sociais e escolhas sexuais dos cidadãos (...). O Partido Comunista é o único permitido e em seus postos importantes reinam os comandantes de Sierra Maestra ou gente de sua confiança, em detrimento dos quadros oriundos do movimento operário e do extinto Partido Socialista Popular (anterior à revolução de Fidel), representante em Cuba do Movimento Comunista Internacional e aliado da União Soviética.
Os contatos com as organizações de luta armada são feitos através do S2, conseqüência esperada das deturpações do regime. A revolução na América Latina não seria uma questão política e sim, usando as palavras do caricato TOTEM (referência ao general Arnaldo Uchoa, comandante do Exército em Havana em 1973, que lutou na Venezuela e Angola, vindo a ser, no final dos anos 80, condenado à morte e fuzilado, sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico), uma questão de ‘mandar bala’. Nos relacionamos com agentes secretos (...). Eles tentam influenciar na escolha de nossos comandantes, fortalecem uns companheiros em detrimento de outros; isolam alguns para criar uma situação de dependência psicológica que facilite a aproximação; influenciam o recrutamento; alimentam melhor os que aderem à sua linha e fornecem informações da Organização; concedem status que vão desde a localização e qualidade da moradia à presença em palanques nos atos oficiais; não respeitam nossas questões políticas e desconsideram nosso direito à autodeterminação (...).
Fabiano (Carlos Marighela)negociou com os cubanos de igual para igual, mas Diogo(Joaquim Câmara Ferreira) concedeu demais. Sentiu-se enfraquecido pelas quedas em São Paulo que culminaram com a morte do nosso líder e permitiu algumas ingerências nas escolhas de quadros para a volta e os postos que ocupariam na Organização. No Brasil, recebemos com espanto a volta de um comandante indicado pelos cubanos e aceito por Diogo. O episódio não chegou a ter maiores conseqüências, pois o comandante desertou no caminho e foi morar na Europa” (referência ao comandante “Raul”, Washington Adalberto Mastrocinque Martins, muito tempo depois identificado como funcionário da prefeitura de São Paulo).
Ao final, em 1973-1974, depois de meses de reuniões de autocrítica, em Cuba, entre “Clemente” e os militantes restantes da ALN, que lá se encontravam, recebendo treinamento militar, todos decidiram, por unanimidade, abandonar a luta armada. Muitos voltaram ao partido do qual haviam saído, o Partido Comunista Brasileiro, e outros, como “Clemente”, que foi morar em Paris, depois de abandonar a luta armada, parece terem abandonado também a esquerda. A montanha de mortos havia sido em vão.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro, recentemente falecida em um acidente de automóvel, militante da ALN, banida do Brasil em setembro de 1969 em troca da liberdade do embaixador norte-americano, que havia sido seqüestrado, também deu seu depoimento (livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”). Disse que 20 dias após a chegada ao México veio um convite, através de enviados do governo cubano, para treinamento em Cuba, ocasião em que assumiram um compromisso com Fidel Castro: “Faríamos toda propaganda antiamericana que ele queria e, em troca, ele nos daria apoio para treinar, viver lá e voltar (...)”. Maria Augusta dá uma idéia do que significava, naquele contexto, a possibilidade da morte: o fato de pertencer a uma Organização de vanguarda dava um sentido à vida e ao futuro e “não importava se esse futuro era morrer”. Achava que morreria ao voltar, o que não a afastava desse objetivo: “Não era uma coisa prazerosa, mas muito lógica. Queria viver, mas era mais importante o papel que estavam me dando. Eu aceitava e achava que era correto”. O fato é que os militantes sentiam-se em dívida com a Organização por terem sido libertados através de uma ação de seqüestro.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro voltou ao Brasil após a anistia e obteve o cargo de Ouvidora da Petrobrás.
Os diversos livros e entrevistas de militantes de organizações de luta armada, no Brasil, após a Anistia, tornaram possível o resumo abaixo do treinamento militar a que eram submetidos os revolucionários latino-americanos, em Cuba:
Em Havana, os militantes recebiam pseudônimos, documentos e eram instalados em aparelhos (...). Os militares cubanos os agrupavam em turmas de aproximadamente 12 pessoas, de acordo com a Organização a que pertenciam. Primeiro, era dado um curso de explosivos de um mês de duração, em um quartel da província, onde passavam a semana. Aí aprendiam fórmulas, a montagem e desmontagem de explosivos. Em seguida, iniciavam o curso de tiro ao alvo e de manipulação de pistolas e fuzis, que consistia em desmontá-los com os olhos abertos, e depois fechados.
Por fim as turmas eram levadas para o interior do país, onde passavam cerca de oito meses, no treinamento propriamente dito de guerrilha rural. Os militares cubanos cuidavam da preparação física dos militantes, davam aulas de tática e cartografia, simulavam emboscadas, promoviam marchas e exercícios de tiro e sobrevivência na mata.
Embora fosse levado muito a sério pelos integrantes de todas as organizações, as condições de treinamento que, supostamente, os colocariam no ambiente e nas situações de uma guerra de guerrilhas foram decepcionantes e despertaram críticas de vários militantes:
“Nós fomos para lá acreditando que íamos encontrar um treinamento que nos desse as condições próximas às que teríamos na guerrilha rural no Brasil. Mas nada disso ocorreu. Nós ficamos num barracão de madeira, onde havia uma cama para cada um; uma coisa rudimentar, mas havia. As refeições eram todas servidas por caminhões do Exército. Até para tomar banho tinha um cano... era um acampamento! Nós protestamos contra isso. Tentamos ganhar os cubanos para o fato de que nós queríamos dormir no mato todos os dias, por mais que isso fosse terrível (...) Aquilo ali era uma brincadeira. O próprio Zé Dirceu dizia que o treinamento era um teatrinho de guerrilha e o pior, um vestibular para o cemitério (...) Bem intencionados, os instrutores eram primários do ponto de vista teórico e político. Longe da realidade que encontrariam na guerrilha, até marchas eram feitas em trilhas.” (depoimento de Daniel Aarão Reis, banido do país em troca de liberdade de um embaixador seqüestrado, atual professor de História na Universidade Federal Fluminense; livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”).
Para muitos, talvez a maioria, a próxima estação, ao término dos cursos, não foi o Brasil, mas o mundo.
Ao final, em 1973-1974, depois de meses de reuniões de autocrítica, em Cuba, entre “Clemente” e os militantes restantes da ALN, que lá se encontravam, recebendo treinamento militar, todos decidiram, por unanimidade, abandonar a luta armada. Muitos voltaram ao partido do qual haviam saído, o Partido Comunista Brasileiro, e outros, como “Clemente”, que foi morar em Paris, depois de abandonar a luta armada, parece terem abandonado também a esquerda. A montanha de mortos havia sido em vão.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro, recentemente falecida em um acidente de automóvel, militante da ALN, banida do Brasil em setembro de 1969 em troca da liberdade do embaixador norte-americano, que havia sido seqüestrado, também deu seu depoimento (livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”). Disse que 20 dias após a chegada ao México veio um convite, através de enviados do governo cubano, para treinamento em Cuba, ocasião em que assumiram um compromisso com Fidel Castro: “Faríamos toda propaganda antiamericana que ele queria e, em troca, ele nos daria apoio para treinar, viver lá e voltar (...)”. Maria Augusta dá uma idéia do que significava, naquele contexto, a possibilidade da morte: o fato de pertencer a uma Organização de vanguarda dava um sentido à vida e ao futuro e “não importava se esse futuro era morrer”. Achava que morreria ao voltar, o que não a afastava desse objetivo: “Não era uma coisa prazerosa, mas muito lógica. Queria viver, mas era mais importante o papel que estavam me dando. Eu aceitava e achava que era correto”. O fato é que os militantes sentiam-se em dívida com a Organização por terem sido libertados através de uma ação de seqüestro.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro voltou ao Brasil após a anistia e obteve o cargo de Ouvidora da Petrobrás.
Os diversos livros e entrevistas de militantes de organizações de luta armada, no Brasil, após a Anistia, tornaram possível o resumo abaixo do treinamento militar a que eram submetidos os revolucionários latino-americanos, em Cuba:
Em Havana, os militantes recebiam pseudônimos, documentos e eram instalados em aparelhos (...). Os militares cubanos os agrupavam em turmas de aproximadamente 12 pessoas, de acordo com a Organização a que pertenciam. Primeiro, era dado um curso de explosivos de um mês de duração, em um quartel da província, onde passavam a semana. Aí aprendiam fórmulas, a montagem e desmontagem de explosivos. Em seguida, iniciavam o curso de tiro ao alvo e de manipulação de pistolas e fuzis, que consistia em desmontá-los com os olhos abertos, e depois fechados.
Por fim as turmas eram levadas para o interior do país, onde passavam cerca de oito meses, no treinamento propriamente dito de guerrilha rural. Os militares cubanos cuidavam da preparação física dos militantes, davam aulas de tática e cartografia, simulavam emboscadas, promoviam marchas e exercícios de tiro e sobrevivência na mata.
Embora fosse levado muito a sério pelos integrantes de todas as organizações, as condições de treinamento que, supostamente, os colocariam no ambiente e nas situações de uma guerra de guerrilhas foram decepcionantes e despertaram críticas de vários militantes:
“Nós fomos para lá acreditando que íamos encontrar um treinamento que nos desse as condições próximas às que teríamos na guerrilha rural no Brasil. Mas nada disso ocorreu. Nós ficamos num barracão de madeira, onde havia uma cama para cada um; uma coisa rudimentar, mas havia. As refeições eram todas servidas por caminhões do Exército. Até para tomar banho tinha um cano... era um acampamento! Nós protestamos contra isso. Tentamos ganhar os cubanos para o fato de que nós queríamos dormir no mato todos os dias, por mais que isso fosse terrível (...) Aquilo ali era uma brincadeira. O próprio Zé Dirceu dizia que o treinamento era um teatrinho de guerrilha e o pior, um vestibular para o cemitério (...) Bem intencionados, os instrutores eram primários do ponto de vista teórico e político. Longe da realidade que encontrariam na guerrilha, até marchas eram feitas em trilhas.” (depoimento de Daniel Aarão Reis, banido do país em troca de liberdade de um embaixador seqüestrado, atual professor de História na Universidade Federal Fluminense; livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”).
Para muitos, talvez a maioria, a próxima estação, ao término dos cursos, não foi o Brasil, mas o mundo.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
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