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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
O GOLPE DA DILMA E OS"MÉDICOS " CUBANOS
04/02/16 - O REGIME PETISTA E O CARNAVAL DOS MICROCÉFALOS
O REGIME PETISTA E O CARNAVAL DOS MICROCÉFALOS
Milton Pires
Em 27 de janeiro de 2013, duzentas e quarenta e duas pessoas morreram num incêndio dentro de uma boate na cidade de Santa Maria, aqui no Rio Grande do Sul. Escrevi, na época, um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam” onde responsabilizei diretamente o Poder Público pela morte das pessoas, dei “nome aos bois” e alertei para chegada dos médicos cubanos ao Brasil.Trabalhando como funcionário (médico intensivista) de um hospital controlado pelo PC do B, paguei meu preço nas “avaliações funcionais” e nas “queixas de funcionários e colegas” contra mim. Em 2014 fui acusado de um crime que não cometi – agredir uma médica dentro do Hospital – e perdi meu emprego. Até hoje não consegui, mesmo tendo feito concurso público, voltar ao trabalho e meu nome, como o nome de todos aqueles que desafiam a esquerda brasileira, foi para o lixo naquilo que eles fazem de melhor: assassinar a reputação de quem se "atreve a fazer oposição."
Passados três anos, o Brasil inteiro vive o terror da epidemia do Zika Virus: o “vírus da microencefalia”, como ele se tornou conhecido no pais da rubéola, da toxoplasmose do citomegalovírus, do herpes, do alcoolismo e das viciadas em crack que vagam nas ruas de São Paulo, foi descoberto em 1947 em Uganda. Afirmo ser minha convicção que ele só chegou ao Brasil em virtude da mais completa irresponsabilidade, da corrupção e do descontrole de um governo criminoso que não controla fronteiras nem entrada de imigrantes africanos (inclusive em navios com mosquitos) no país.
O transmissor deste vírus – o mosquito Aedes Aegypit – é, como eu escrevi outro dia, uma espécie de “fusca dos mosquitos”- transporta um infinidade de vírus a “baixo custo” para si mesmo. Há quase trinta anos (isto mesmo: trinta anos) o Governo Brasileiro vem tentando exterminar o inseto. Recentemente, em função da epidemia de dengue, as ações foram intensificadas mas, ao invés de produzirem o resultado final esperado (a extinção do mosquito) foram eficientes no sentido de torná-lo mais resistente – fenômeno comum quando se combate seres vivos a longo prazo sem conseguir matá-los. Agora, o Poder Público que não controla bandidos que entram dentro de UPAS (unidades de pronto atendimento) e moscas varejeiras dentro de UTI's (unidades de terapia intensiva) quer “controlar um vírus” !!!
Politicamente, a organização criminosa que atende pelo nome de “Partido dos Trabalhadores” precisa urgentemente da aprovação da nova CPMF para encher os cofres do país que ela mesma destruiu. A imprensa vem “colaborando muito” e mostra cenas de terror dentro de UPAS e dos hospitais falidos que os verdadeiros médicos brasileiros - não sindicalistas e não petistas - já reconhecem e denunciam desde a implantação do SUS.
Dos médicos cubanos, ninguém fala mais – nenhuma palavra sequer do Ministério da Saúde e do Regime Petista propondo alguma ação específica por parte destes que foram trazidos ao Brasil a peso de ouro para encher os cofres de Fidel Castro. O máximo que se escutou até agora veio de um ministro ligado ao PMDB que “ganhou o Ministério da Saúde” como pagamento para evitar o impeachment de Dilma. Ele disse que “torcia para que mulheres tivessem contato com o vírus antes de engravidar”, declaração que não merece comentário mas que surpreende porque vem de alguém com nível cognitivo que parece estar mais próximo do PT do que do PMDB.
Recentemente, a Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (a mesma instituição que já recomendou que as pessoas comam insetos e apoiou o Programa Mais Médicos no Brasil) declarou que a epidemia de Zika Virus é uma emergência mundial em termos de saúde pública. Imagino a festa por parte dos petistas do Ministério da Saúde que querem a aprovação da CPMF e da militância feminista aborteira: nada poderia ser mais conveniente mesmo reconhecendo que se trata, definitivamente, de uma situação gravíssima e que milhões de bebês vão nascer com cérebros menores a partir da infecção das mães nas doze primeiras semanas de gestação. Um vírus que pode trazer ao mesmo tempo mais impostos e a liberação total do aborto no Brasil é uma "benção" (na visão de um militante petista)
A única coisa que o Ministério da Saúde e o Regime Petista não dizem (e isso posso citar sem receio de destruir a carreira ou perder o emprego que a esquerda já me tirou) é qual o valor em dinheiro colocado pela PETROBRAS (que já fez isso em anos anteriores) no Carnaval do Rio de Janeiro – festa nacional caracterizada por uma promiscuidade sexual reconhecida em todo planeta e pelo número enorme de brasileiras que engravidam nesse período do ano.
Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2016
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
"Assassinar a reputação de quem se atreve a fazer oposição" - ao PC do B ou ao PT - xará, a coisa está feia mesmo, pois, "arrancar empregos" de concursados no Brasil para colocar os apadrinhados deles e intensificar a "ideologia comunista" acontece em números avassaladores, ultrajando e vilipendiando a ética e a honestidade das pessoas de bem por todo o país - a inversão de valores e a crueldade são características e orientação do "comunismo internacional", por infiltração em todos os "Órgãos públicos", passando-se futuramente aos assassinatos reais - porque matando o povo de fome para roubarem para si, já ocorre a muito tempo (...) - a perpetuação no poder é um perigo mundial (...) - agora sim, está aí a verdadeira ditadura - por isso insistimos "CASSAÇÃO JÁ!", COM A SUBSTITUIÇÃO IMEDIATA DOS GUERRILHEIROS, TERRORISTAS, PETISTAS/COMUNI STAS QUE SE APOSSARAM DO PLANALTO CENTRAL, CONTAMINANDO OS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA E DESTRUINDO A DEMOCRACIA (...) - O STF SABE DE TUDO!
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04/02/16 - O sitio que não e do Lula
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
Assim sendo, todos os imóveis que não são de "ninguém", deveriam ser leiloados para pagar dívidas (...) - Outras destinações dignas: abrigos para idosos, crianças e adolescentes, escolas, creches etc ... Já que são de ninguém (...) -
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Postado dm
04/02/16 - O sitio que não e do Lula
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0 #1 LER.CALAMANDREI d-m-Y H:i
Assim sendo, todos os imóveis que não são de "ninguém", deveriam ser leiloados para pagar dívidas (...) - Outras destinações dignas: abrigos para idosos, crianças e adolescentes, escolas, creches etc ... Já que são de ninguém (...) -
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05/02/16 - Explicam... Não justificam
Explicam... Não justificam
Ernesto Caruso
Lula, Dilma, José Dirceu, PT...
Quem bem define o ex-presidente é o jurista Hélio Bicudo em entrevista no Roda Viva: “... uma das coisas que me impressionou muito foi o enriquecimento ilícito do Lula... eu conheci o Lula quando morava em uma casa de 40 m², hoje o Lula é uma das grandes fortunas do país, ele e os seus filhos. Quem está atrás disso? Quem está querendo que isso venha à tona? O que o Lula fez para ser o miliardário que ele é hoje?... O Lula se corrompeu e corrompe a sociedade...”. O jurista foi expoente no PT, deputado federal e candidato a vice-governador de São Paulo na chapa com o Lula.A questão do triplex de Guarujá e do sítio de Atibaia, do ser ou não ser de propriedade da família paira como nebulosa na cabeça das gentes de todas as camadas, tamanha divergência no fluir das informações e no fruir das benesses.
Verdade ou mentira fica difícil acreditar que se compra um apartamento, desejo manifesto de outros tantos cooperados que não receberam o imóvel, o dito imóvel é a junção de três unidades. O ano da renúncia à aquisição é 2009, mas que se dá em dezembro de 2015. O Instituto Lula dá uma explicação por isso e por aquilo. Idas e vindas do casal ao imóvel; reforma de quase 800 mil reais do bolso de quem e para quem. Indubitável que tal obscuridade precisa de luz. Paga-se pela aquisição de um bem, não se recebe e não se protesta?
O sítio é da família? Pode não ser, mas está confuso também. A compra da lancha feita pela esposa do Lula com endereço do sítio que “não é deles”. Ora, quem põe à disposição da família tão requintada propriedade não lhe pode adir um barco de quatro mil reais? Mais. A OAS, investigada na lava-jato, contratou o serviço para equipar as cozinhas requintadas do lazer praia-campo, coincidentemente, a mesma firma.
As manchetes referentes ao Lula e à microcefalia abafaram um pouco o clamor pelo impeachment da Dilma. Mas, nem a “agenda positiva”, do ministro marqueteiro vai conseguir enganar a todos. Os três vírus desnudam o SUS falido, plano de saúde (?) do povo. O insucesso do marcar a consulta; a morte do parente nos corredores e portas dos hospitais; e, a greve dos peritos do INSS, não resolvida pelo governo federal, pontos negativos que aguçam a insatisfação da massa. Impeachment na flor da pele e na mente. As pedaladas fiscais são o meio.
O aparente abandonado José Dirceu — braço direito do Lula — como visto nos telejornais, demonstra fragilidade nas suas declarações com olhar baixo a desviar do Juiz Sérgio Moro. O temido, nas palavras do então deputado Roberto Jefferson, “Vossa Excelência amedronta as pessoas... tenho medo de V. Excia.”, do punho cerrado na segunda prisão, está acuado. Só explica. Condenado no mensalão (esquema de compra do apoio político), preso como investigado no petrolão, com a acusação detalhada do delator Fernando Moura, não está bem. Recebia do Zé um cala a boca para ficar fora do país. Soma em desfavor de Lula, da Dilma e do petismo.
O PT estrategicamente deixou a defesa de Lula aos seus líderes no Congresso e ao Instituto Lula. Mas, está atolado até o pescoço no fétido esgoto do podre poder.
A ação penal, conhecida com mensalão do PT, deixou marcas profundas na sigla, pela condenação de vários dos seus expoentes, a começar pelo ex-ministro Dirceu (era deputado), mais José Genoíno (ex-presidente do PT, era deputado), Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Silvio Pereira (era secretário geral do PT, agora no petrolão), João Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara, era deputado). Do mensalão ao petrolão com outros petistas presos. O tesoureiro Vaccari Neto e nada menos do que o líder do governo Dilma, senador Delcídio Amaral.
Alguns explicam, não justificam, são condenados. Outros explicam... explicam. A nação não aceita mais tanta mentira e protelação, quer o impeachment da Dilma e o alijamento do PT. As pesquisam estão aí. A presença nas ruas é o grito de insatisfação que transpõe fronteiras. Insuportável fardo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Por Carlos I. S. Azambuja
“O dinheiro é uma coisa esquisita. Quem tem diz que não tem e quem não tem diz que tem” (WOODY ALLEN, cineasta norte-americano)
É interessante conhecer um pouco da história do apoio externo aos partidos, organizações e grupos de esquerda brasileiros. Diversos Estados constituídos, através dos anos, apoiaram a esquerda com dinheiro, treinamento político-ideológico e militar: União Soviética, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária, China e Cuba. Sem dúvida, o apoio mais eficaz foi dado pela URSS, China e Cuba.
- União Soviética
Em 1922, cinco anos após a Revolução Bolchevique, foi fundado no Brasil o Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista.
Em 1935, Prestes regressou da União Soviética acompanhado por Olga Benário - os dois nunca foram casados -, uma agente do Exército Vermelho e do Komintern, a fim de preparar aquilo que ficaria conhecido como Intentona Comunista. Para isso, um grupo deexperts da Internacional Comunista foi deslocado para o Brasil.
A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika eglasnost.
Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos.
Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80.
Filhos e parentes próximos de dirigentes encastelados na nomenklatura do partido constituíram a maioria desses 1.300 brasileiros, pois sempre foram privilegiados para estudar, gratuitamente, na pátria do socialismo e em países do Leste-Europeu. Inúmeros exemplos podem ser dados, de filhos de dirigentes aquinhoados com bolsas-de-estudo nesses países..
Tudo o que de relevante ocorreu no PC Soviético sempre influenciou diretamente o PCB: adesestalinização, de Kruschev, em 1956, e o fim do PCUS, em 1991, são exemplos marcantes dessa influência.
- China
É interessante conhecer um pouco da história do apoio externo aos partidos, organizações e grupos de esquerda brasileiros. Diversos Estados constituídos, através dos anos, apoiaram a esquerda com dinheiro, treinamento político-ideológico e militar: União Soviética, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária, China e Cuba. Sem dúvida, o apoio mais eficaz foi dado pela URSS, China e Cuba.
- União Soviética
Em 1922, cinco anos após a Revolução Bolchevique, foi fundado no Brasil o Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista.
Em 1935, Prestes regressou da União Soviética acompanhado por Olga Benário - os dois nunca foram casados -, uma agente do Exército Vermelho e do Komintern, a fim de preparar aquilo que ficaria conhecido como Intentona Comunista. Para isso, um grupo deexperts da Internacional Comunista foi deslocado para o Brasil.
A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika eglasnost.
Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos.
Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80.
Filhos e parentes próximos de dirigentes encastelados na nomenklatura do partido constituíram a maioria desses 1.300 brasileiros, pois sempre foram privilegiados para estudar, gratuitamente, na pátria do socialismo e em países do Leste-Europeu. Inúmeros exemplos podem ser dados, de filhos de dirigentes aquinhoados com bolsas-de-estudo nesses países..
Tudo o que de relevante ocorreu no PC Soviético sempre influenciou diretamente o PCB: adesestalinização, de Kruschev, em 1956, e o fim do PCUS, em 1991, são exemplos marcantes dessa influência.
- China
Ainda antes da Revolução de 31 de março de 1964, no governo do presidente João Goulart, um grupo de militantes do Partido Comunista do Brasil foi enviado à China, onde recebeu treinamento militar na Escola Militar de Pequim. Também um grupo de dirigentes da Ação Popular recebeu treinamento político-ideológico na China no início dos anos 70 (depoimento de Herbert José de Souza -“Betinho”-, na época dirigente da AP, no livro “O Fio da Navalha”).
Os militantes do PC do B, no regresso, a partir de 1966, passaram a instalar-se em um ponto do Brasil Central, dando início à montagem daquilo que somente em 1972, os Órgãos de Segurança viriam a detectar: a Guerrilha do Araguaia, totalmente erradicada dois anos depois. Curiosamente o jornal Folha de São Paulo em reportagens publicadas nos dias 21 e 22 de novembro de 1968 já havia noticiado pormenorizadamente o assunto, dando os nomes dos militantes chegados da China e referindo-se à sua ida para o Brasil Central.
Alguns desses militantes relacionados pela Folha de São Paulo seriam mortos no Araguaia.
Em fins da década de 70, com a opção dos dirigentes chineses por uma economia socialista de mercado, descaracterizando o marxismo-leninismo, o PC do B passou a eleger a Albânia, o país mais atrasado da Europa, como o farol do socialismo mundial. A Albânia treinou guerrilheiros de vários países, inclusive do Brasil, segundo documentos do Partido do Trabalho da Albânia, que vieram a público após o desmantelamento do socialismo naquele país. A partir de então, o PC do B passou a estreitar suas relações políticas com a Coréia do Norte.
- Cuba
O Estado cubano sempre exerceu marcante influência junto à esquerda brasileira. Desde antes da Revolução de Março de 1964.
Francisco Julião, o criador das Ligas Camponesas, esteve em Cuba em 1961 e, no regresso, mandou um grupo de militantes àquele país para receber treinamento militar, e fundou o Movimento Revolucionário Tiradentes, que teve uma existência efêmera.
Nesse sentido, recorde-se o objetivo daOLAS-Organização Latino-Americana de Solidariedade, criada em Havana, em 1966: “Coordenar e promover eficientemente a solidariedade que existe e deverá continuar existindo entre os movimentos e organizações em luta, em seus respectivos países, pela libertação nacional (...) conseguindo a unidade entre aqueles que se encontram empenhados na luta armada”.
A intromissão dos Serviços de Inteligência cubanos junto aos grupos de esquerda nacionais voltados para a luta armada, atingiu seu ponto máximo no período de 1967 (a partir da I Conferência da OLAS) a 1972, período em que o Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Um dos instrutores nesses cursos, no final da década de 70, segundo alguns brasileiros que lá estiveram, era conhecido como major Fermin Rodriguez, que na realidade tratava-se do coronel Fernando Ravelo Renedo, homem do aparato de Inteligência cubano, embaixador na Colômbia, em 1981, ano em que a Colômbia rompeu as relações diplomáticas com Cuba face aos vínculos do embaixador com narcotraficantes colombianos. Fernando Ravelo Renedo foi, posteriormente, nomeado embaixador na Nicarágua.
É fato notório que a diplomacia cubana nada mais é que um apêndice dos Serviços de Inteligência. No Brasil, desde que as relações diplomáticas foram retomadas, sempre existiu um Oficial do Serviço de Inteligência acreditado junto à embaixada, em Brasília, oficialmente com funções burocráticas.
O treinamento a brasileiros em Cuba continua até os dias atuais, embora somente no terreno político-ideológico, na Escola Superior Nico Lopez, do PC cubano, Escola Sindical Lázaro Peña, Escola de Periodismo José Martí, Escola da Federação de Mulheres Cubanas, Escola da Federação Democrática Internacional de Mulheres e Escola Nacional Julio Antonio Mella, da União da Juventude Comunista. Por essas escolas já passaram mais de 100 brasileiros. Todavia, o mais importante em tudo isso, é que a ida de qualquer brasileiro para fazer cursos em Cuba depende do aval do Partido Comunista Cubano, após entendimentos anteriores, de partido para partido. Atualmente, existem diversos brasileiros matriculados na Faculdade Latino-Americana de Ciências Médicas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra vêm recebendo, em Havana, treinamento em técnicas agrícolas.
A interferência de membros da Inteligência cubana junto a partidos políticos e grupos de esquerda brasileiros sempre foi uma prioridade. Logo após o reatamento das relações diplomáticas, em 1986, essa interferência tornou-se irritantemente ostensiva, com cubanos participando, inclusive, de comícios na campanha presidencial de 1989.
Em maio de 1988, o dirigente cubano Carlos Rafael Rodriguez, vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano desde 1976 e membro do Politburo, declarou à revista Veja:
Os militantes do PC do B, no regresso, a partir de 1966, passaram a instalar-se em um ponto do Brasil Central, dando início à montagem daquilo que somente em 1972, os Órgãos de Segurança viriam a detectar: a Guerrilha do Araguaia, totalmente erradicada dois anos depois. Curiosamente o jornal Folha de São Paulo em reportagens publicadas nos dias 21 e 22 de novembro de 1968 já havia noticiado pormenorizadamente o assunto, dando os nomes dos militantes chegados da China e referindo-se à sua ida para o Brasil Central.
Alguns desses militantes relacionados pela Folha de São Paulo seriam mortos no Araguaia.
Em fins da década de 70, com a opção dos dirigentes chineses por uma economia socialista de mercado, descaracterizando o marxismo-leninismo, o PC do B passou a eleger a Albânia, o país mais atrasado da Europa, como o farol do socialismo mundial. A Albânia treinou guerrilheiros de vários países, inclusive do Brasil, segundo documentos do Partido do Trabalho da Albânia, que vieram a público após o desmantelamento do socialismo naquele país. A partir de então, o PC do B passou a estreitar suas relações políticas com a Coréia do Norte.
- Cuba
O Estado cubano sempre exerceu marcante influência junto à esquerda brasileira. Desde antes da Revolução de Março de 1964.
Francisco Julião, o criador das Ligas Camponesas, esteve em Cuba em 1961 e, no regresso, mandou um grupo de militantes àquele país para receber treinamento militar, e fundou o Movimento Revolucionário Tiradentes, que teve uma existência efêmera.
Nesse sentido, recorde-se o objetivo daOLAS-Organização Latino-Americana de Solidariedade, criada em Havana, em 1966: “Coordenar e promover eficientemente a solidariedade que existe e deverá continuar existindo entre os movimentos e organizações em luta, em seus respectivos países, pela libertação nacional (...) conseguindo a unidade entre aqueles que se encontram empenhados na luta armada”.
A intromissão dos Serviços de Inteligência cubanos junto aos grupos de esquerda nacionais voltados para a luta armada, atingiu seu ponto máximo no período de 1967 (a partir da I Conferência da OLAS) a 1972, período em que o Partido Comunista Cubano ministrou treinamento militar, em Cuba, a cerca de 240 brasileiros do Movimento Nacional Revolucionário - criado por Brizola -, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Ação Libertadora Nacional, Movimento de Libertação Popular, Vanguarda Popular Revolucionária e Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Um dos instrutores nesses cursos, no final da década de 70, segundo alguns brasileiros que lá estiveram, era conhecido como major Fermin Rodriguez, que na realidade tratava-se do coronel Fernando Ravelo Renedo, homem do aparato de Inteligência cubano, embaixador na Colômbia, em 1981, ano em que a Colômbia rompeu as relações diplomáticas com Cuba face aos vínculos do embaixador com narcotraficantes colombianos. Fernando Ravelo Renedo foi, posteriormente, nomeado embaixador na Nicarágua.
É fato notório que a diplomacia cubana nada mais é que um apêndice dos Serviços de Inteligência. No Brasil, desde que as relações diplomáticas foram retomadas, sempre existiu um Oficial do Serviço de Inteligência acreditado junto à embaixada, em Brasília, oficialmente com funções burocráticas.
O treinamento a brasileiros em Cuba continua até os dias atuais, embora somente no terreno político-ideológico, na Escola Superior Nico Lopez, do PC cubano, Escola Sindical Lázaro Peña, Escola de Periodismo José Martí, Escola da Federação de Mulheres Cubanas, Escola da Federação Democrática Internacional de Mulheres e Escola Nacional Julio Antonio Mella, da União da Juventude Comunista. Por essas escolas já passaram mais de 100 brasileiros. Todavia, o mais importante em tudo isso, é que a ida de qualquer brasileiro para fazer cursos em Cuba depende do aval do Partido Comunista Cubano, após entendimentos anteriores, de partido para partido. Atualmente, existem diversos brasileiros matriculados na Faculdade Latino-Americana de Ciências Médicas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra vêm recebendo, em Havana, treinamento em técnicas agrícolas.
A interferência de membros da Inteligência cubana junto a partidos políticos e grupos de esquerda brasileiros sempre foi uma prioridade. Logo após o reatamento das relações diplomáticas, em 1986, essa interferência tornou-se irritantemente ostensiva, com cubanos participando, inclusive, de comícios na campanha presidencial de 1989.
Em maio de 1988, o dirigente cubano Carlos Rafael Rodriguez, vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano desde 1976 e membro do Politburo, declarou à revista Veja:
“Hoje a situação é bastante diferente da dos anos 60. Em primeiro lugar, a guerrilha está na ordem do dia em poucos lugares. Os movimentos guerrilheiros deixaram de ser o ponto de vista principal das forças democráticas. Em segundo lugar, mudou o comportamento dos governos da América Latina com relação a Cuba. O reconhecimento e a legalização das relações diplomáticas fazem com que nós também tenhamos uma atitude de respeito total nesse sentido. Em terceiro lugar, estamos dando a nossa solidariedade, de diversas maneiras, a movimentos guerrilheiros como os do Chile. Quando há situações desse caráter, continuamos dando nossa solidariedade, porque não mudaram os princípios, mas as situações”.
Carlos Rafael Rodriguez foi claro: não mudaram os princípios, mas as situações. A solidariedade aos movimentos guerrilheiros, portanto, prossegue. Essa solidariedade sempre se expressou no apoio em armas, treinamento militar, trabalhos de Inteligência e, algumas vezes, quando necessário, dinheiro obtido através de seqüestros praticados com a mão de obra ociosa de ex-guerrilheiros, sob a orientação óbvia da Inteligência cubana, como os de Abílio Diniz, Beltran Martinez e Washington Olivetto, no Brasil.
É interessante conhecer a opinião de um doscomandantes da Ação Libertadora Nacional, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), autor de inúmeros assaltos, mortes (inclusive de um Oficial do Exército, conforme narra em suas memórias) e justiçamentos, em São Paulo. No início da década de 70 abandonou seus comandados no Brasil e dirigiu-se voluntariamente para Cuba, onde recebeu treinamento armado e, posteriormente, viajou para a França, abandonando definitivamente a guerrilha.
Alguns trechos de seu livro “Nas Trilhas da ALN”, editado em 1997, relatando as peripécias por que passou em Cuba e dando uma cáustica versão do apoio do Estado cubano à revolução no Brasil.
Carlos Rafael Rodriguez foi claro: não mudaram os princípios, mas as situações. A solidariedade aos movimentos guerrilheiros, portanto, prossegue. Essa solidariedade sempre se expressou no apoio em armas, treinamento militar, trabalhos de Inteligência e, algumas vezes, quando necessário, dinheiro obtido através de seqüestros praticados com a mão de obra ociosa de ex-guerrilheiros, sob a orientação óbvia da Inteligência cubana, como os de Abílio Diniz, Beltran Martinez e Washington Olivetto, no Brasil.
É interessante conhecer a opinião de um doscomandantes da Ação Libertadora Nacional, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), autor de inúmeros assaltos, mortes (inclusive de um Oficial do Exército, conforme narra em suas memórias) e justiçamentos, em São Paulo. No início da década de 70 abandonou seus comandados no Brasil e dirigiu-se voluntariamente para Cuba, onde recebeu treinamento armado e, posteriormente, viajou para a França, abandonando definitivamente a guerrilha.
Alguns trechos de seu livro “Nas Trilhas da ALN”, editado em 1997, relatando as peripécias por que passou em Cuba e dando uma cáustica versão do apoio do Estado cubano à revolução no Brasil.
“A interferência deles (dos cubanos) já nos custaram caro demais; a volta dos companheiros do Molipo sem nossa autorização foi um desastre. 18 mortos e mais tantos presos... e tudo por uma rasteira política de infiltração, querendo influenciar nosso movimento de dentro, para adequar nossa política às necessidades deles (...). Entendo que os militantes nossos, afastados da realidade brasileira e querendo voltar para lutar, questionem a Coordenação Nacional, fundem uma corrente ou saiam da Organização, mas os cubanos não tinham o direito de autorizar a saída deles do país sem nos comunicar, quando havia meios para isso. Cederam os esquemas, promoveram a volta e ajudaram a convencer os combatentes que tinham dúvidas. Chegaram a São Paulo procurando militantes queimados, usando esquemas já abandonados por falta de segurança, aparelhos que não mais existiam, despreparados e desinformados dos avanços da repressão. Achavam que não autorizávamos a volta para não perdermos o comando da Organização. Infelizmente, sentiram na pele que estávamos cercados, fazendo ações de sobrevivência, assaltando bancos e super-mercados na véspera do vencimento dos aluguéis, e tentando não desaparecer (...). O que me revolta é que caíram como moscas e hoje ninguém assume suas responsabilidades.
(...) No curso de Estado-Maior, em Cuba, esmiúço a história da revolução cubana e constato evidentes contradições entre o real e a versão divulgada América Latina afora (...). Muitas ilusões foram estimuladas em nossa juventude pelo mito do punhado de barbudos que, graças ao domínio das táticas guerrilheiras e à vontade inquebrantável de seus líderes, tomou o poder numa ilha localizada a 90 milhas de Miami. Balelas, falsificações (...). O poder socialista instituiu a censura, impediu a livre circulação de idéias e impôs a versão oficial. Os textos encontrados sobre a revolução cubana são meros panfletos de propaganda ou relatos factuais, carentes de honestidade e aprofundamento teórico (...).
A ameaça iminente de agressões facilitou a militarização do país. Milícias Populares e Comitês de Defesa da Revolução formam uma teia considerável que abastece o S2 de informações sobre posições políticas, atitudes sociais e escolhas sexuais dos cidadãos (...). O Partido Comunista é o único permitido e em seus postos importantes reinam os comandantes de Sierra Maestra ou gente de sua confiança, em detrimento dos quadros oriundos do movimento operário e do extinto Partido Socialista Popular (anterior à revolução de Fidel), representante em Cuba do Movimento Comunista Internacional e aliado da União Soviética.
Os contatos com as organizações de luta armada são feitos através do S2, conseqüência esperada das deturpações do regime. A revolução na América Latina não seria uma questão política e sim, usando as palavras do caricato TOTEM (referência ao general Arnaldo Uchoa, comandante do Exército em Havana em 1973, que lutou na Venezuela e Angola, vindo a ser, no final dos anos 80, condenado à morte e fuzilado, sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico), uma questão de ‘mandar bala’. Nos relacionamos com agentes secretos (...). Eles tentam influenciar na escolha de nossos comandantes, fortalecem uns companheiros em detrimento de outros; isolam alguns para criar uma situação de dependência psicológica que facilite a aproximação; influenciam o recrutamento; alimentam melhor os que aderem à sua linha e fornecem informações da Organização; concedem status que vão desde a localização e qualidade da moradia à presença em palanques nos atos oficiais; não respeitam nossas questões políticas e desconsideram nosso direito à autodeterminação (...).
Fabiano (Carlos Marighela)negociou com os cubanos de igual para igual, mas Diogo(Joaquim Câmara Ferreira) concedeu demais. Sentiu-se enfraquecido pelas quedas em São Paulo que culminaram com a morte do nosso líder e permitiu algumas ingerências nas escolhas de quadros para a volta e os postos que ocupariam na Organização. No Brasil, recebemos com espanto a volta de um comandante indicado pelos cubanos e aceito por Diogo. O episódio não chegou a ter maiores conseqüências, pois o comandante desertou no caminho e foi morar na Europa” (referência ao comandante “Raul”, Washington Adalberto Mastrocinque Martins, muito tempo depois identificado como funcionário da prefeitura de São Paulo).
Ao final, em 1973-1974, depois de meses de reuniões de autocrítica, em Cuba, entre “Clemente” e os militantes restantes da ALN, que lá se encontravam, recebendo treinamento militar, todos decidiram, por unanimidade, abandonar a luta armada. Muitos voltaram ao partido do qual haviam saído, o Partido Comunista Brasileiro, e outros, como “Clemente”, que foi morar em Paris, depois de abandonar a luta armada, parece terem abandonado também a esquerda. A montanha de mortos havia sido em vão.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro, recentemente falecida em um acidente de automóvel, militante da ALN, banida do Brasil em setembro de 1969 em troca da liberdade do embaixador norte-americano, que havia sido seqüestrado, também deu seu depoimento (livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”). Disse que 20 dias após a chegada ao México veio um convite, através de enviados do governo cubano, para treinamento em Cuba, ocasião em que assumiram um compromisso com Fidel Castro: “Faríamos toda propaganda antiamericana que ele queria e, em troca, ele nos daria apoio para treinar, viver lá e voltar (...)”. Maria Augusta dá uma idéia do que significava, naquele contexto, a possibilidade da morte: o fato de pertencer a uma Organização de vanguarda dava um sentido à vida e ao futuro e “não importava se esse futuro era morrer”. Achava que morreria ao voltar, o que não a afastava desse objetivo: “Não era uma coisa prazerosa, mas muito lógica. Queria viver, mas era mais importante o papel que estavam me dando. Eu aceitava e achava que era correto”. O fato é que os militantes sentiam-se em dívida com a Organização por terem sido libertados através de uma ação de seqüestro.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro voltou ao Brasil após a anistia e obteve o cargo de Ouvidora da Petrobrás.
Os diversos livros e entrevistas de militantes de organizações de luta armada, no Brasil, após a Anistia, tornaram possível o resumo abaixo do treinamento militar a que eram submetidos os revolucionários latino-americanos, em Cuba:
Em Havana, os militantes recebiam pseudônimos, documentos e eram instalados em aparelhos (...). Os militares cubanos os agrupavam em turmas de aproximadamente 12 pessoas, de acordo com a Organização a que pertenciam. Primeiro, era dado um curso de explosivos de um mês de duração, em um quartel da província, onde passavam a semana. Aí aprendiam fórmulas, a montagem e desmontagem de explosivos. Em seguida, iniciavam o curso de tiro ao alvo e de manipulação de pistolas e fuzis, que consistia em desmontá-los com os olhos abertos, e depois fechados.
Por fim as turmas eram levadas para o interior do país, onde passavam cerca de oito meses, no treinamento propriamente dito de guerrilha rural. Os militares cubanos cuidavam da preparação física dos militantes, davam aulas de tática e cartografia, simulavam emboscadas, promoviam marchas e exercícios de tiro e sobrevivência na mata.
Embora fosse levado muito a sério pelos integrantes de todas as organizações, as condições de treinamento que, supostamente, os colocariam no ambiente e nas situações de uma guerra de guerrilhas foram decepcionantes e despertaram críticas de vários militantes:
“Nós fomos para lá acreditando que íamos encontrar um treinamento que nos desse as condições próximas às que teríamos na guerrilha rural no Brasil. Mas nada disso ocorreu. Nós ficamos num barracão de madeira, onde havia uma cama para cada um; uma coisa rudimentar, mas havia. As refeições eram todas servidas por caminhões do Exército. Até para tomar banho tinha um cano... era um acampamento! Nós protestamos contra isso. Tentamos ganhar os cubanos para o fato de que nós queríamos dormir no mato todos os dias, por mais que isso fosse terrível (...) Aquilo ali era uma brincadeira. O próprio Zé Dirceu dizia que o treinamento era um teatrinho de guerrilha e o pior, um vestibular para o cemitério (...) Bem intencionados, os instrutores eram primários do ponto de vista teórico e político. Longe da realidade que encontrariam na guerrilha, até marchas eram feitas em trilhas.” (depoimento de Daniel Aarão Reis, banido do país em troca de liberdade de um embaixador seqüestrado, atual professor de História na Universidade Federal Fluminense; livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”).
Para muitos, talvez a maioria, a próxima estação, ao término dos cursos, não foi o Brasil, mas o mundo.
Ao final, em 1973-1974, depois de meses de reuniões de autocrítica, em Cuba, entre “Clemente” e os militantes restantes da ALN, que lá se encontravam, recebendo treinamento militar, todos decidiram, por unanimidade, abandonar a luta armada. Muitos voltaram ao partido do qual haviam saído, o Partido Comunista Brasileiro, e outros, como “Clemente”, que foi morar em Paris, depois de abandonar a luta armada, parece terem abandonado também a esquerda. A montanha de mortos havia sido em vão.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro, recentemente falecida em um acidente de automóvel, militante da ALN, banida do Brasil em setembro de 1969 em troca da liberdade do embaixador norte-americano, que havia sido seqüestrado, também deu seu depoimento (livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”). Disse que 20 dias após a chegada ao México veio um convite, através de enviados do governo cubano, para treinamento em Cuba, ocasião em que assumiram um compromisso com Fidel Castro: “Faríamos toda propaganda antiamericana que ele queria e, em troca, ele nos daria apoio para treinar, viver lá e voltar (...)”. Maria Augusta dá uma idéia do que significava, naquele contexto, a possibilidade da morte: o fato de pertencer a uma Organização de vanguarda dava um sentido à vida e ao futuro e “não importava se esse futuro era morrer”. Achava que morreria ao voltar, o que não a afastava desse objetivo: “Não era uma coisa prazerosa, mas muito lógica. Queria viver, mas era mais importante o papel que estavam me dando. Eu aceitava e achava que era correto”. O fato é que os militantes sentiam-se em dívida com a Organização por terem sido libertados através de uma ação de seqüestro.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro voltou ao Brasil após a anistia e obteve o cargo de Ouvidora da Petrobrás.
Os diversos livros e entrevistas de militantes de organizações de luta armada, no Brasil, após a Anistia, tornaram possível o resumo abaixo do treinamento militar a que eram submetidos os revolucionários latino-americanos, em Cuba:
Em Havana, os militantes recebiam pseudônimos, documentos e eram instalados em aparelhos (...). Os militares cubanos os agrupavam em turmas de aproximadamente 12 pessoas, de acordo com a Organização a que pertenciam. Primeiro, era dado um curso de explosivos de um mês de duração, em um quartel da província, onde passavam a semana. Aí aprendiam fórmulas, a montagem e desmontagem de explosivos. Em seguida, iniciavam o curso de tiro ao alvo e de manipulação de pistolas e fuzis, que consistia em desmontá-los com os olhos abertos, e depois fechados.
Por fim as turmas eram levadas para o interior do país, onde passavam cerca de oito meses, no treinamento propriamente dito de guerrilha rural. Os militares cubanos cuidavam da preparação física dos militantes, davam aulas de tática e cartografia, simulavam emboscadas, promoviam marchas e exercícios de tiro e sobrevivência na mata.
Embora fosse levado muito a sério pelos integrantes de todas as organizações, as condições de treinamento que, supostamente, os colocariam no ambiente e nas situações de uma guerra de guerrilhas foram decepcionantes e despertaram críticas de vários militantes:
“Nós fomos para lá acreditando que íamos encontrar um treinamento que nos desse as condições próximas às que teríamos na guerrilha rural no Brasil. Mas nada disso ocorreu. Nós ficamos num barracão de madeira, onde havia uma cama para cada um; uma coisa rudimentar, mas havia. As refeições eram todas servidas por caminhões do Exército. Até para tomar banho tinha um cano... era um acampamento! Nós protestamos contra isso. Tentamos ganhar os cubanos para o fato de que nós queríamos dormir no mato todos os dias, por mais que isso fosse terrível (...) Aquilo ali era uma brincadeira. O próprio Zé Dirceu dizia que o treinamento era um teatrinho de guerrilha e o pior, um vestibular para o cemitério (...) Bem intencionados, os instrutores eram primários do ponto de vista teórico e político. Longe da realidade que encontrariam na guerrilha, até marchas eram feitas em trilhas.” (depoimento de Daniel Aarão Reis, banido do país em troca de liberdade de um embaixador seqüestrado, atual professor de História na Universidade Federal Fluminense; livro “Exílio, Entre Raízes e Radares”).
Para muitos, talvez a maioria, a próxima estação, ao término dos cursos, não foi o Brasil, mas o mundo.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
bolso da gente permanece no "vermelho"
A encenação de uma reunião para debate no "Conselhão", que Dilma Rousseff fará nesta quinta-feira, é mais um gesto inútil de marketagem oficial. O desgoverno não tem a menor credibilidade para realizar as três reformas que vem propagandeando: Previdenciária, Fiscal e Administrativa. Nenhuma delas tem efeito prático, se não for mudada a estrutura estatal no Brasil. Como não faz parte da programação dos petistas e de seus comparsas tal compromisso, Dilma vai apenas fazer um monte de promessas vazias que não cumprirá, por incompetência, falta real de vontade ou ausência de condições políticas.
Das promessas anunciadas até agora, a mais canalha é a criação de linhas de crédito de R$ 50 bilhões. Os empréstimos terão correção pela TJLP (Taxas de Juros de Longo Prazo), hoje de 7,5%, mais um "spread", com a taxa final ficando entre 15% e 18%. A oferta do desgoverno vai na contramão da demanda. Empresas e famílias não querem se endividar mais do que já estão. Quem tem condições, faz o movimento inverso: paga as dívidas, não contrai novas e tenta guardar algum dinheiro (quando, por milagre, sobra). Nem os rentistas querem apostar no Cassino da Dilma, neste regime em que o Estado só sabe sugar recursos, aplicá-los mal ou de maneira corrupta.
Sem credibilidade, não adianta o ministro Nelson Barbosa falar em "pacto pelo desenvolvimento". Isto não é viável nem que a Dilma, de forma absolutamente inesperada, anuncie uma revolução, nos moldes de um "Estado Novo" do Getúlio Vargas, extinguindo o modelo atual e implantando algo que nem ela, a petelêndia e os comparsas na divisão de poder conseguem conceber. Em resumo, a tão festejada reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social será "o mais do mesmo".
Com o atual desgoverno, nem a Velhinha de Taubaté acredita em mudança efetiva, para melhor. Pelo contrário, tudo pode ficar ainda pior. A recessão (em vigor já mais de dois anos) pode se ampliar. A inflação, já em ritmo alarmante, pode contaminar ainda mais a tendência defensiva que o brasileiro sempre teve de indexar e majorar preços, rumo a uma super desvalorização do (irreal) Real. Os juros, os mais altos do Planeta Terra, podem subir mais, para alegria de banqueiros e rentistas, aumentando a trilionária dívida pública e inviabilizando investimentos produtivos.
Em suma: O Brasil é refém da própria canalhice incompetente do modelo político, econômico e social que sempre adotamos - o Capimunismo Rentista e Corrupto. A única saída é uma inédita Intervenção Cívica Constitucional. Tudo indica que esta inevitável mudança estrutural já começa a se construir na vontade das pessoas com um mínimo de bom senso de cidadania. Porém, só deve se efetivar na hora em que as condições atingirem o limite insuportável. O esquema de "mais do mesmo", proposto pelas "zelites" da Dilma, pode acelerar o processo.
Até a coisa ter condição real de melhorar, o jeito será pressionar as falidas instituições desta republiqueta, para que a desgovernança do crime organizado não se amplie e cause mais prejuízos ao Brasil e aos brasileiros.
Fevereiro vermelho
Diante da recente melhora do cenário de chuvas e pequena diminuição no uso das usinas térmicas mais caras, a Agência Nacional de Energia Elétrica desistiu de criar uma quarta cor (a rosa) para as absurdas bandeiras de energia elétrica (eletrizante sacanagem tecnocrática usada para tomar dinheiro do contribuinte, para arcar com a incompetência de gestão no setor elétrico).
A Aneel resolveu cortar a cobrança adicional da bandeira vermelha em 33% e da amarela em 40%, baixando a tungada de R$ 4,50 para R$ 3 reais.
Resumindo: o bolso da gente permanece no "vermelho", mas o índice de inflação deve dar uma diminuidinha...
Cerco fechando
O juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, da cidade baiana Paulo Afonso, concedeu uma liminar suspendendo, de imediato, a venda de 49% da Gaspetro (subsidiária da Petrobras) para a japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil.
Pirôpo de Abreu concordou que houve pelo menos três problemas na operação: 1) a suspeita de que não foram cumpridas todas as exigências do processo de licitação; 2) falta de transparência da negociação, sobretudo em relação ao valor da venda, fechada em R$ 1,93 bilhão; e 3) as implicações no controle da Bahiagás, distribuidora estadual de gás natural, que tem ações em poder da Gaspetro, da Mitsui e do governo do Estado da Bahia.
A Petrobras vai recorrer da decisão, já que deixa de embolsar US$ 700 milhões na operação...
Sugestão técnica
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Registre-se e arqqui-se para cobrança futura.
Tudo que foi ensinado nas academias militares do Brasil, quanto ao perigo real e imediato que representam comunistas do “quilate” de Aldo Rebelo foi “apagado” hoje, 01 de outubro pela “guerrilheira” Dilma Rousseff. Sua mágoa, raiva, nojo e repúdio para com as Forças Armadas serão levadas para seu túmulo. Ao nomear Aldo Rebelo, coloca todos os comandantes militares de joelhos. Usa o momento delicado, no qual tem a certeza que a caserna continuará silente para desafiar e humiliar homens e mulheres que cultivam a disciplina e, em tese, respeitam a Constituição.
Esse não é o Exército de CAXIAS. Se vivo, jamais admitiria tal ultraje a história democrática do Brasil, pois Aldo só convive com a democracia, mas na sua cabeça alimenta a esperança de implantar, junto com seus companheiros, uma DITADURA COMUNISTA. Isso faz parte do programa do seu partido..
Wikipédia – Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é um partido políticobrasileiro de esquerda, baseado ideologicamente nos princípios do marxismo-leninismo com expressão nacional e forte penetração nos meios sindicaiseestudantis. O partido surgiu em 1962 a partir de uma cisão do Partido Comunista Brasileiro (o PCB fundado em 1922), cisão esta composta por 100 militantes. Apesar disso, o PCdoB, ao contrário das outras várias cisões do PCB, reclama que surgiu em 1922. Sua sede é em Brasília. Possui como símbolo umafoice e um martelo cruzados (simbolizando a aliança operário-camponesa) em amarelo sobre um fundo vermelho e logo abaixo a inscrição da legenda “PCdoB”. Seu código eleitoral é o 65.[5] Edita o jornal A Classe Operária[6] e a revistaPrincípios e, internacionalmente, é membro do Foro de São Paulo.[7] O partido já conta com mais de 350 mil filiados, sendo o 12º maior partido político brasileiro.[8] No movimento estudantil, organiza-se na União da Juventude Socialista (UJS)[9] e no movimento sindical organiza-se pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).[10]
Desde o seu surgimento, o PCdoB seguiu diversas linhas políticas baseadas em distintas experiências comunistas pelo mundo. Surgiu sendo contrário a linha adotada por Nikita Khrushchov na antiga União Soviética e reivindicando o legado de Josef Stalin[11] . Nos anos 1960 adota a linha maoísta (alinhando-se com o Partido Comunista Chinês) e passa a praticar a tática de guerrilhas (o PCdoB é famoso pela atuação na Guerrilha do Araguaia). Em 1978 passa a reivindicar o comunismo na Albânia (Hoxhaísmo)

domingo, 24 de janeiro de 2016
Entretimentos e diversão
Piada do Dia: O Papagaio Ingrato
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Taman
"É bom mesmo!", responde Carlos, um pouco surpreso.
E o papagaio, quase chorando, pergunta:
"Se me permite perguntar, só por curiosidade, o que foi que aquele frango fez?"
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brigadeiro da esquerda festiva, apoia a presdANTA assaltante e assassina do Sd EB Mario Konzel em atentado ao QG II EX SP
PORNÔ EXPLÍCITO – dá-lhe general!!!
“SERÁ QUE ESSE MERDA TEM CORAGEM DE IR DIZER ,CARA-A-CARA, ESSA FRASE (VERGONHOSA) PARA OS PAIS DO MARIO KOZZEL FILHO E AOS SEUS COLEGAS SOLDADOS DA EPOCA ????
Concordo com o Lício MaciEL CEL R1 gUERREIRO FERIDO EM COMBATE NA GUERRILHA DO ARAGUAIA CONTRA OS ADEPTOS DO \MAU DE SETUNG TRAIDORES DO BRASIL, MEMBROS DO COMUNISMO INTERNACIONAL. INFELIZ\MENTE MUITOS ESCAPARAM VIVOS E ESTÃO ATÉ HOJE TENTANDO .COMUNIZAR O PAIS. E AINDA CONTAM COM APOIO DE UM brigadeiro ODESINFORMADO.DO QUE SE PASSA NO SEU PAÍZ. CHEIO DE MEDALHA SEM NUNCA TER ENTRADO EM COMBATE. TUDO DE BOM COMPORTAMENTO E pouso e decolagem.. ELOGIAR A GUERRILHEIRA Wa"nda" éFazer Apologia AO CRIME . APOSTO QUE ELE NÃO SABE OS CODINOME DESSA GUERRILHEIRA USADOS em ASSALTOS. Oque falta nesse paíz e homem para passa-lo a limpo. em contra partida sobra bunda-mole.
tEN. jOSÉ C. NASCIMENTO. Editor do www.reservativablogspot.com.
POR AQUI NÃO PASSARÃO.
É BEM CAPAZ …
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