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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EM BUSCA DE UM EMBUSTE

Tolerância 100, escrúpulo Zero
Do Editor        9/8/2010

Outubro está chegando, e com ele as eleições que irão decidir o futuro do País. O que se encontra em jogo é se vamos sair do fundo do poço onde nos encontramos, com respeito a índices internacionais vergonhosos há respeito da integridade de nossos políticos, que superam em muito nas suas "atividades", à organizações criminosas, ou vamos nos afundar ainda mais em busca  da galinha de ovos de ouro, suscitada  pela camarilha palaciana, para desviar as atenções da má gestão do dinheiro público e incutir nas mentes de incautos eleitores as esperanças de que um dia, seremos todos ricos, com esse petróleo, que de tão fundo mas nos  parece  pertencer ao Japão que ao Brasil.  Essa embrionária  "camada pré sal"    inscrita no rol das utopias socialistas, dado há que não existe no mundo atual, uma forma segura de sua exploração, que dirá de alcança-la, em contraposição temos estranhas e suspeitas  atitudes tomadas pela  Conselheira da Petrobrás( não consta licenciamento para exercer candidatura política),  Wanda, digo Dillma,( para os incrédulos),que  com suas chafurdices   maculou a reputação da empresa alienando alguns de seus bens, em beneficio de empresas estrangeiras e prejuízo  da Estatal.

Não é sem lógica,  que  há longas década se diz no Brasil, que o Político brasileiro se assemelha ao comerciante Judeu, capaz de vender a própria mãe, com a diferença de que o Judeu não entrega a mercadoria. Que fique claro que não se trata(ainda) de uma generalidade, mas a tendência e de que falta bem pouco para atingi-la, isso graças a farta contribuição do PMDB,  PT, e seus coadejuvantes partidos nanicos.

Se os inimigos da democracia, utilizam a" estória de cobertura", de socialistas e benfeitores, e se valem perempitóriamente da repetição constante das mentiras, até torna-las quase verdades, necessário se faz em contraposição  repetir tantas quantas vezes quantas  forem necessárias, as verdades, que por sua condição de fácil comprovação, há de se incutir na mente dos eleitores, evitando que cometam o mesmo erro de 8 anos a traz, quando  até "intelectuais" escolheram um aculturado  do povo, para representa-los  mostrando assim que seus  intelectualismos fazem júz a sua procedência, num País onde não se tem uma estatística do número de reprovados em Universidades particulares, que teriam tremenda-mente abalada sua contabilidade  com a reprovação de um  aluno.

Nada nesse momento poderia falar mais alto  do que o artigo do Gen. Bda-Rfm. VALMIR FONSECA AZEVEDO PEREIRA,  postado em 12 de Abril deste ano, pela incansável  Ternuma Regional Brasília, e
que deve ser divulgado por todos os blogs e sities que querem ver o Brasil livre desse lixo político que nos envolve e entristece.
JNascimento

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Por aqui, a vida prossegue em berço esplêndido. A “massa nativa” é imune a qualquer sentimento de revolta, apesar de espoliada, enganada, enrolada, pelo contrário, idolatra e aplaude os sem-caráter, como disse em plenário do Rio de Janeiro a revoltada Deputada Cidinha Campos, indignada com os desregramentos e patifarias que lá ocorrem.
A corrupção, o golpe, o abuso, a mutreta, a enganação estão no DNA do povo brasileiro”, bradou a parlamentar, mais ou menos nestes termos.
Assim, segundo ela, e os minimamente esclarecidos, somos, enquanto povo nacional os grandes culpados pela desvairada mixórdia em que se transformou este País. Escolhemos a dedo os inescrupulosos, e sempre adiamos nosso destino “promissor”, pois o Brasil não precisa de inimigos.
Seguidamente, circulam pela internet dados que nos concedem o primeiro lugar entre os piores do mundo. Eventuais relatórios da ONU corroboram que estamos no “topo” da canalhice.
Somos, desde o nascimento, predestinados a uma conivente simpatia com a inverdade e com a estultice. Está no DNA.
 Poucos reagem à triste sina, outros, tanto se cansaram e, constatando que o politicamente correto nacional é ser um esperto em tudo, facilmente aderem à onda de cinismo galopante que inunda a Nação.
Como justificar que o populista e demagogo, com a maior desfaçatez contradiga afirmações e alegações ditas na véspera, e sem o menor pudor credite-se como o grande mentor da Pátria? Como justificar a alta popularidade, a não ser com a cumplicidade explícita entre o populista e a plebe?
Como explicar e aceitar a corrupção que grassa em todos os rincões? A não ser, admitindo-se que sempre estamos predispostos a uma falcatruazinha? Como não ver com cordatos olhos, deslizes de um autêntico e cínico patife?
Observemos que os corruptos são descobertos por denúncias, por reportagens de alguns periódicos ou revistas, que não dispõem do aparato investigativo dos órgãos fiscalizadores. Dificilmente, o aparelho policial efetiva-se, mormente, para elucidar escandalosos casos envolvendo “aloprados”.  
Portanto, acalentamos os malandros e os patifes, babamos diante de embromadores, exultamos e louvamos os calhordas, este é o nosso DNA. Por isso meus amigos, se a “falha moral” que está sendo oferecida ao nosso povo, não existisse, provavelmente, estaríamos como Diógenes, com uma lanterna na mão à sua procura.
Entretanto, não nos bastam os pequenos malfeitores, os levemente safados. Nós queremos algo grande, de preferência mulher, ex-terrorista (existe isto?), alguém com passado enlameado, com poses ditatoriais, com reconhecida antipatia, uma mentirosa patológica, incapaz de elaborar e enunciar um raciocínio lógico, capaz de tudo para dominar e impor; logo, queremos a pior, pois nascemos com o DNA dos velhacos e submissos.    
Para os desatentos, alertamos que não precisam procurar, a “metamorfose” achou por primeiro, e está nos entregando a preciosa “peça” de bandeja.
E viva a sua sucessora. Ela foi feita à imagem de seu criador.

Brasília, DF, 12 de abril de 2010
~~~~~~~~~
A Camarilha em ação de apoio ao assassino Político   BATTIST

domingo, 8 de agosto de 2010

QUANTO CUSTA O CULTO INTERNACIONAL DA PERSONALIDADE!

Amigos para sempre ....
Vem comigo...!
Trio LAMA  lula amorim marco aurelio
Em julho de 2008, a SECOM - Secretaria de Comunicação da Presidência da República, chefiada por Franklin Martins, com status de ministro, contratou por R$ 15 milhões anuais o Grupo CDN, uma das maiores empresas de  comunicação do país, para cuidar da imagem do Brasil no exterior. No lugar de “Brasil”, leia-se “Lula”.
Associada à Fleishman-Hillard, outra gigante das relações públicas internacionais, com mais de 80 escritórios no mundo, a empresa contratou sete jornalistas sênior, com salários mensais na casa dos R$ 20 mil, fluentes em inglês, espanhol e francês, com um único objetivo: colocar a marca “Lula” na mídia global.
Nenhum outro líder mundial possui tamanha estrutura de imprensa trabalhando full time para polir a sua imagem e plantar boas notícias no mundo inteiro, com outra diferença.
Quer vir ao Brasil fazer uma reportagem? Lula convida, Lula paga a viagem, Lula abre as portas do Brasil para o fascinado jornalista, inclusive, muitas vezes, com direito a uma “exclusivazinha” para elevar o prestígio.
Este ano, o que prova que grande parte dos R$ 15 milhões está sendo paga lá fora, a CDN cobrou apenas R$ 6,4 milhões do Governo Federal, até novembro.
Mas os resultados foram simplesmente espetaculares. Em 2009, Lula concedeu 114 entrevistas, das quais 43 exclusivas para as maiores redes de comunicação internacionais e para os maiores jornais e revistas, oferecidas tanto no Brasil quanto no exterior.
Frente a tudo isso, fica fácil entender a razão pela qual o premiadíssimo Lula, no ano da grande crise, saiu maior do que o Brasil, em termos de imagem internacional. A pauta era essa mesmo.
Os países que mais incensaram Lula foram os Estados Unidos da América, onde Obama o chamou de "meu cara". A Espanha, cujo maior jornal elegeu o  presidente brasileiro Homem do Ano, assim como a França, onde o periódico mais importante escolheu Lula como o personagem de 2009. E também teve a Inglaterra, onde o Financial Times identificou o brasileiro como um dos líderes que moldaram a década.
Graças ao apoio à Ahmadinejad, até a Al Jazeera trombeteou que Lula resolveu os problemas das favelas do Brasil.
Haja espaço para a arrogância e o narcisismo de Lula. Mas em termos práticos, o que o Brasil ganhou com isso?   Os Estados Unidos compraram 45% menos produtos e serviços brasileiros no ano que passou. A Espanha reduziu as suas compras em 34%. A França importou menos 33%. E a Inglaterra cortou em 9% as compras do Brasil. O resultado final é que os países que transformaram Lula em sucesso global compraram U$ 15 bilhões a menos em 2009. Vale ressaltar que a maior “lambeção” para cima de Lula foi a protagonizada por Sarkozy. Pois é. Além de um superávit de mais de U$ 1 bilhão para a França, o francês quase fechou uma venda de U$ 10 bilhões em caças que nunca voaram além da Provence.
Como o interesse de Lula e do PT é apenas o discurso interno, números são apenas um pequeno detalhe. A não ser manter os 80% de popularidade do mercador de ilusões, custe o que custar.

Creditos: Sônia van Dijck

JN disse
Nosso generico Lider Internacional.  O cara, de pau
Lula é um falso lider internacional.  Sua fama não surgiu expontâneamente.   Ela custou 15 milhões de reais por ano, o que nos dá em 8 anos de turismo internacional a bagatela de 120 milhões, que poderiam ter sido aplicados em segurança e saúde, e aí sim teriamos um lider dos trabalhadores no governo, mas, em realidade vos digo, o que temos é um bebado equilibrista esbanjando as riquezas do erário em causa própria , enquanto faz turismo alcoolico e lambe terroristas,  mediocres ditadoreszinho moribubudos, com o agravo de ser reconhecido como o protetor de ladrões, assassinos políticos, e ligações perigosas com a FARC. Suas ligações e suas amizades intertnacionais chegam a beira da ilegalidade de tal forma que o goleiro Bruno em matéria de amigos mal carater, só perde para  o vira copos e sua literakmente  "LARANJA".
VOTE NA LARANJA E ACABE COM O BRASIL DILMA VEZ

Alguem por aí pode garantir que  as pesquisas para presidente não estão sendo feitas com base no cadastro da bolsa familia ou lista do MST?

Ray Pinheirro  Brasília DF
Pois é, tudo isso para parecer um grande lider.     Agora um aumentozinho de pouco mais de 7% aos aposentados pode quebrar o Brasil...!

Nota:  As iliustrações são do Editor, nada tem haver com o texto da materia..

sábado, 7 de agosto de 2010

QUEM TE VIU E QUEM TE VE - A METAMORFOSE DO CARA DE PAU

ONU recusa proposta absurda de Lula

“Definitivamente, o governo do presidente Luiz Inácio da Silva caminha para um final melancólico em matéria de política externa.

Foi chamado de ingênuo pelo governo dos Estados Unidos por cair na conversa de Mahmoud Ahmadinejad; admoestado pela oposição cubana por causa de suas ironias e indiferença em relação aos dissidentes da ditadura castrista; condenado pelo presidente da Colômbia que considerou “deplorável” sua posição sobre o conflito com a Venezuela; menosprezado pelo amigo iraniano para quem os apelos de Lula em favor da mulher condenada a morte por adultério são frutos de falta de informação.

Isso em pouquíssimo tempo, convenhamos, representa uma conjunção de repreensões públicas bastante significativas e contrastantes com a quase unanimidade de 80% de aprovação no âmbito interno. Dirão os que se indignam com o fato haver no Brasil quem se manifeste em oposição a tão adorado presidente, que o mundo conspira, exercita o preconceito das elites, ou quem sabe, é tucano?

Não, o mundo apenas está tomando contato com o Lula real, em contraposição ao herói da resistência que nunca existiu a não ser na fantasia romântica alimentada por falta de informação e açodamento na expiação de culpas ancestrais.

Como senso crítico mundo afora e os critérios para avaliação de governantes são mais rígidos que os vigentes no Brasil, Lula vai perdendo o charme na proporção que iam crescendo suas impropriedades em âmbito internacional. Entrou errado numa seara delicada, a dos direitos humanos. Sem capacidade para avaliar conexões mais elaboradas e sem disciplina nem paciência de ouvir quem poderia lhe ensinar, achando que da mesma maneira que as coisas dão certo aqui podem dar certo em toda parte, o presidente pôs os pés pelas mãos.

Agora propõe à ONU que evite censurar países violadores dos direitos humanos, argumentando que a denúncia pública e dura de atrocidades não é eficaz. Como se a política de boa vizinhança do Brasil com ditaduras tivesse rendido algum avanço ou benefício para as populações desses países. Como se alguma ditadura entendesse a linguagem do diálogo e da negociação. Opressor que se preze – e os amigos do governo Lula são convictos no ramo – não dialoga, oprime. Só afrouxa o torniquete quando é da conveniência do próprio regime opressor fazer alguma concessão.

Essa proposta encaminhada pelo Itamaraty à ONU pretende que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas mude seus critérios de funcionamento e passe a adotar os parâmetros do governo Lula. Se a ONU aceitasse, de uma hora para outra o governo brasileiro teria “lavado” seu procedimento que não seria mais condenado nem condenável. Passaria a ser o modelo de correção. Se essa hipótese já soaria fora de cogitação em outros tempos, hoje que Lula perder o glamour e a credibilidade no exterior, soa absurda.”

Texto de Dora Krammer - transcrito na Tribuna do Norte, 6 ago. 2010 - http://www.tribunadonorte.com.br/coluna/2010

'DEBATE INGLÊS' É BOM PARA PLINIO E PIOR PARA DILMA

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO - ESTADÃO

Resumo do debate da Band entre os presidenciáveis:

Nas palavras da experiente socióloga Fátima Pacheco Jordão, “parecia um debate inglês”. Não houve provocação, piada, baixaria nem puxada de tapete. Só discussão de “alto nível”. Comparado aos debates que a própria Band rememorou na abertura do programa, foi de dar sono. Começou com quase 6 pontos no Ibope, o que é muito para quem concorreu com uma semifinal de Taça Libertadores, e terminou com menos de 2 pontos.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) saiu com mais do que entrou. Já pode colocar no currículo que foi “trending topic” mundial do Twitter: seu nome foi uma das expressões mais citadas por usuários da rede social no mundo durante o período do debate.

Na forma, foi quem melhor se saiu, dirigindo-se diretamente ao telespectador com intimidade. Falou com segurança e surpreendeu pelo tom direto e por partir para o confronto. No conteúdo, é para quem concorda com as ideias do PSOL. Talvez comece a beliscar um pontinho ou outro na próxima rodada de pesquisas. A fórmula, todavia, pode cansar rápido.

Marina Silva (PV) perdeu uma oportunidade para ser notada. Plínio ocupou o lugar que poderia ter sido dela, se fosse uma franco-atiradora. Não é. Comportada, demorou para conseguir mostrar suas diferenças em relação a Dilma e Serra. Só embalou quando começou a falar de meio ambiente, mas o debate já estava acabando.

Foi segura, olhou direto para a câmera. Mas precisará ser mais agressiva, ou pelo menos incisiva, para ganhar espaço numa disputa tão polarizada. Isso parece contrariar sua natureza conciliadora. O poema que declamou no final ficou fora de contexto. Não emocionou.

José Serra (PSDB) mostrou que é mais experiente que Dilma. Conseguiu criticar o governo sem falar mal de Lula. Surpreendentemente, não abjurou o governo Fernando Henrique Cardoso, ao contrário. Usou uma linguagem mais direta e popular do que a principal adversária. Conseguiu dominar boa parte do temário do debate, pondo a saúde, seu ponto forte, em evidência (o que lhe valeu a pecha de “hipocondríaco”, dada por Plínio).

Mas Serra falou duas bobagens que poderão ser exploradas pelos adversários. Ao enumerar os problemas de portos e aeroportos, arrematou: “Eu não sei como se vai resolver isso”. Não é a melhor frase para um candidato.

Depois, ao falar de reforma agrária, qualificou propriedades de 80 hectares como “chácara de fim-de-semana”. São 800 mil metros quadrados, algo como 80 quarteirões, praticamente um bairro.

No final, Serra foi buscar uma memória do pai para emocionar-se. Embargou a voz e lacrimejou. A emoção pareceu genuína, mas a técnica para obtê-la pareceu estudada.

RESUMO – O debate da Band muda o rumo da campanha? Não. Ao menos por ora, Dilma segue sendo favorita. Os adversários podem comemorar porque os pontos fracos da candidata do governo ficaram evidenciados, e serão explorados. Para quem está em baixa nas pesquisas e com dificuldades para obter financiamento de campanha, é um alento. Mas ainda é insuficiente para virar o jogo. Aumenta, porém, a importância dos próximos debates.

CRTEDITOS   tyvaletudo.com.br

PAC EXECUTORES DE OBRA DO DNIT EM CANA

06/08 - PAC e fraudes em licitações

PF prende dirigente do Dnit e diretor de empreiteira acusada de envolvimento em esquema de fraudes em licitações


Isabela Martin - Globo .com

FORTALEZA - Uma operação da Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no estado do Ceará, Guedes Ceará, e, em Belém, Aluízio Alves de Souza, um dos diretores da Delta Construções, empresa que mais recebe verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Segundo o superintendente regional da PF no Ceará, Aldair da Rocha, 12 empresas, das quais a maior é a Delta, participavam de um grupo que praticava fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de verbas públicas, além de pagamento de obras de infraestrutura rodoviárias que não haviam sido executadas e de realizar serviços com material de qualidade inferior ao contratado.

Texto completo

Na relação, estão duas obras do PAC: a duplicação de uma ponte na BR-304, que liga Natal, no Rio Grande do Norte, a Russas, no interior cearense, sobre o Rio Jaguaribe, no município de Aracati, a 148 quilômetros de Fortaleza, orçada em R$30 milhões; e o recapeamento entre os quilômetros zero e 12 da BR-116, em Fortaleza.

De acordo com Israel Reis Carvalho, coordenador de operações especiais da Controladoria Geral da União (CGU), que colaborou com a operação, batizada de Mão Dupla, a Delta ganhava a maioria das licitações, mas repassava as obras para outras empreiteiras, prática ilegal e feita sem contrato. O superintendente da PF alertou para o "risco social" de obras com material de má qualidade:

- Há notícias de pontes construídas com material de baixa qualidade e alto custo.

A PF afirma ter "provas robustas" de que o grupo tinha a conivência de servidores do Dnit. Eles são acusados de auxiliar as empresas no superfaturamento, na mudança de qualidade e quantidade de materiais, de atestar obras não executadas e de avisar as empresas sobre fiscalizações.

Participaram da operação 32 servidores da CGU e 200 policiais federais, que cumpriram 52 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e em unidades do Dnit nos municípios de Boa Viagem, Icó e Russas. A PF cumpriu 22 dos 27 mandados de prisão expedidos. Por decisão judicial, oito servidores do Dnit serão afastados e bens imóveis de alguns investigados serão sequestrados. O diretor da Delta preso em Belém e mais três capturados em outros estados serão levados a Fortaleza.

Em oito contratos, sete tinham irregularidades

As investigações começaram em abril do ano passado. O Dnit tem 36 contratos no estado, que totalizam R$340 milhões. A CGU analisou oito e detectou irregularidades em sete, para quatro obras: a construção da Ponte da Sabiaguaba, em Fortaleza, inaugurada em junho, e a revitalização de um trecho da BR-020, e as duas obras dos PAC.

A Controladoria estimou em R$ 5 milhões o prejuízo pelas irregularidades detectadas nesta amostragem. Os envolvidos poderão responder por corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, prevaricação, peculato, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A direção do Dnit informou um grupo de procuradores do órgão foi para o estado para se informar sobre o inquérito.
 
Creditos  http://www.averdadesufocada.com/

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A GALINHA DOS OVOS DE OURO DOS "POLÍTICOS"

A galinha dos ovos de ouro dos inescrupulosos Políticos brasileiros  chama-se Dilma, também conhecida no mundo do terrorismo com Wanda e/ou mãe do PAC, cópia fiel do Plano de Aceleração Comunista de  Sarkozy ( no PT nada se cria, tudo se copia).
. Eis que, explicitamente, pois já perderam  - ou nunca tiveram medo do TSE( aquele que só vê o que quer), já começaram as distribuições de beneses, sem as quais a ignóbel Dilma jamais chegara a Presidencia da república.
O Povo sofre, com a falta de uma justiça eficaz e confiável, com um um serviço de saúde  prejudicado pela falta de verbas, hospitais decentes e aparelhados, organização, pratica e teoria para atendimento decente, sofre pela falta de segurança que deveria ser provida pelo governo, e por não poder se preparar para enfrentar os criminoso, classe previlegiada e  beneficiada "neZZe governo" pela impedimento  de ter uma arma em sua casa para sua defesa e de sua família, contrariando o resultado de um plesbicito que repudiou  essa proibição..
 Na hora do voto o amor ao Brasil há de falar mais alto, colocando esse Bando no ostracismo, e cobrando de Lula  os 4(quatro)  bilhões doados como ajuda, a seus amiguinhos socialistas bolivariano e suas ditaduraszinhas de meia tijela, espalhados na SULAMERDA, sem consulltar o povo, se ele  quer ajudar os outros países ou quer que o dinheiro retirado de seus bolsos, pelos escorchantes impostos  retornem em beneficio de nosso povo.
 Cabe a  ONU, que arrecada de todo mundo.  preocupar-se com a miséria global
. Farinha pouca  nosso pirão primeiro.
Leiam o artigo abaixo  Publicado no O  Estado de São Paulo
por Dora Kramer

DEVOTOS DE SÃO FRANCISCO

·          
Não há disfarces, constrangimentos nem meias palavras.
 A campanha eleitoral de Dilma Rousseff abriu a temporada
de distribuição de lotes na administração federal a políticos e
 partidos aliados para assegurar a fidelidade de deputados e
senadores à candidata.

Como quem diz: o fisiologismo grassa no governo Luiz Inácio
 da Silva e suas excelências podem ficar tranquilas que continuará
 grassando desbragadamente se Dilma for eleita presidente.

É um dando que se recebe estilizado, por antecipado.
 Agora o parlamentar dá sua contribuição à campanha
 empenhando-se na eleição de Dilma e mais à frente, quando
 (e se) ela for eleita presidente, recebe a sua parte em cargos e/ou
 boa vontade do Executivo na liberação do dinheiro das emendas
ao Orçamento da União.

Não há outra maneira de interpretar duas reuniões ocorridas nesta
semana em Brasília, uma com senadores outra com deputados
 federais, ambas com a presença de ministros de Estado sob a coordenação
 do ministro das Relações - note-se - Institucionais, Alexandre Padilha.

O objetivo dos encontros foi o mesmo: conectar as demandas dos parlamentares ao engajamento de cada um à campanha de Dilma. As reuniões foram feitas na hora do almoço a fim de que a máquina pública fosse usada sob os auspícios do cinismo, mas de consciências tranquilas.

Do encontro dos mais de 100 deputados com 13 ministros pouco transpirou. Apenas o suficiente para se delinear o quadro: reclamações de liberações de verbas, queixas sobre convênios e garantias de que as coisas nessa seara transcorrerão mais escorreitas.

Já do almoço dos senadores se soube mais. Pela voz do candidato a vice e presidente da Câmara, deputado Michel Temer, foi anunciada a "integração absoluta" entre ministros e senadores que recebiam naquele momento a tarefa de tocar a campanha de Dilma nos respectivos Estados, mediante um compartilhamento governamental mais adiante.

A frase literal foi a seguinte: "Isso aqui é uma integração absoluta, uma troca de informações entre o governo que está e o governo que estará. Estamos aqui partilhando o pão e queremos compartilhar com vocês o próximo governo."

Depois, quando o candidato do PSDB, José Serra, o chama de "mercadoria" Michel Temer acha ruim. Reclama da "grosseria inominável".

E o cidadão que vê uma coisa dessas acha o quê, uma manifestação de elegância cívica?

O deputado - note-se - presidente da Câmara pregando no altar de São Francisco ("é dando que se recebe") já com a autoridade de protagonista. Conforme, aliás, ele mesmo definiu o papel do PMDB caso Dilma venha a ser eleita.

E isso porque a eleição ainda está equilibrada e só acontece daqui a dois meses. Se ocorrer realmente a vitória, o plano engendrado pelo partido é repetir o governo José Sarney.

Para os mais jovens, uma explicação: Sarney não apenas inaugurou o primeiro governo civil (eleito indiretamente) pós-ditadura, como estreou a sistemática do fisiologismo deslavado a título de "governabilidade". Ali (1985) o PMDB imprimiu sua nova marca, passando de partido de luta contra a ditadura para uma agremiação com fins lucrativos no que tange à ocupação de espaços governamentais.

Pelo jeito, prepara uma nova edição da mesma obra, a tutela fisiológica.

Sopão. Sob inspiração do presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), presidente do PR mineiro e vice-governador de Minas no primeiro governo de Aécio Neves, Clésio Andrade, será instalado em Belo Horizonte um comitê único de apoio a Dilma Rousseff, Hélio Costa, Aécio Neves e Fernando Pimentel.

Será na próxima segunda-feira. Oficialmente o nome é comitê suprapartidário, mas na prática é uma maneira de constranger publicamente o ex-governador Aécio Neves e o caminho mais curto para enfurecer Itamar Franco.

Mesmo tendo candidato ao governo, Antonio Anastasia, Aécio não pode recusar apoio, acreditam os idealizadores do comitê que será chamado de "o melhor de Minas" e exclui Itamar, candidato ao Senado, desse rol.
·          

Uma mãozinha de leve

6/08/2010


às 0:45

Debate 8 – Band dá uma mãozinha para Dilma

Tenho o debate aqui gravado. A Band decidiu, sei lá por quê, reapresentar na íntegra a resposta de cada candidato à primeira pergunta. E deu uma mãozinha para Dilma. Quem assistiu ao debate e o gravou, como fiz, sabe que Dilma teve um “apagão” inicial. Demorou para começar a responder, procurando suas anotações. Sua hesitação rendeu muito no Twitter, por exemplo. Pois bem: ao levar o ar a íntegra das respostas, a Band cortou esse momento, o que é injustificável. Afinal, aquele era o tempo dela, com suas qualidades e defeitos.

Por Reinaldo Azevedo

Capacho

02/08/2010

O título parece nome de filme iraniano? Não deixa de ser. No caso, um filme de terror que se realiza lá e uma tragicomédia que se vive aqui. No Irã, a protagonista é Sakineh Mohammadi Ashtiani (foto), acusada de adultério e condenada a morte por apedrejamento — já recebeu 99 chibatadas. No Brasil, o ator principal é Luiz Inácio Lula da Silva, capacho de ditaduras em que trogloditas de todo o mundo tentam limpar suas patas sujas de sangue em nome da autodeterminação dos povos. Há um movimento mundial em favor da libertação de Sakineh. Ao clamor mundial, Lula responde ora com estupidez, ora com chacota falsamente caridosa, que mal disfarça o endosso à tirania iraniana e, acreditem!, o apedrejamento simbólico da vítima. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por quase 80% dos brasileiros? Estou me lixando pra isso. Revela-se, a cada dia, um monstro moral. Quando e se ele bater nos 100%, vocês me avisem: pretendo ser o traço estatístico a lhe dizer “NÃO!!!”
Mesmo quando parece aquiescer com as noções básicas de justiça, Lula chafurda no pântano da justificação do mal, da impostura, da vilania ética e da ilegalidade. Este senhor, com efeito, é uma personagem inaugural: nunca antes na história destepaiz a estupidez foi tão bonachona, a burrice tão aclamada, a prepotência tão “autêntica”. Lula é a expressão do bom selvagem de Rousseau — uma formulação já originalmente cretina de um cretino “castelão e vagabundo” (by Fernando Pessoa) — filtrado pelo sindicalismo oportunista e pelo stalinismo do petismo casca-grossa.
No sábado, durante um comício em favor da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, o Babalorixá de Banânia resolveu oferecer a sua ajuda a Sakineh nestes termos:“Se vale a minha amizade e o carinho que eu tenho pelo presidente do Irã e o povo iraniano, se essa mulher está causando incômodo, a receberíamos no Brasil de bom grado”.
Notem que a vítima aparece como aquela que “está causando incômodo”. Mahmoud Ahmadinejad, que manda enforcar opositores em praça pública, pendurados em guindastes — como se vê na foto abaixo —, merece a “amizade” e o “carinho” de Lula. Mas isso ainda é pouco.

O presidente brasileiro não está se oferecendo para receber a iraniana condenada ao apedrejamento em nome da civilidade, dos direitos humanos ou mesmo da caridade. Ele se propõe a resolver um “incômodo” de seu amigo Ahmadinejad. Entende-se que a oferta busca honrar aquela “amizade” e aquele “carinho”. Não é que ele ache a pena, em si mesma, brutal ou injusta. Lula, em suma, justifica o mal.
A impiedade de sua oferta — e nisso está sua impostura — se revela na seqüência de sua fala, quando confessa, em seu português exótico, cujo sentido se presume, ter traído Marisa Letícia:
“Fico imaginando se um dia tivesse um país do mundo que se o homem trair fosse apedrejado. Eu queria saber quem é que ia gritar: ‘Atire a primeira pedra iá iá aquele que não traiu’”.
Ele cantarolou. Os presentes riram. Lula é a face risonha da morte. Lula é a versão galhofeira das tiranias. Lula é o clown da violência institucional. No fim das contas, oferece o Brasil como abrigo inferindo que esta é uma boa terra para adúlteros, não para vítimas de ditaduras. Bem, os boxeadores cubanos que o digam. Lula os jogou no colo de Fidel Castro. Tudo compatível com o pensador que comparou os protestos contra a fraude eleitoral no Irã a torcedores descontentes porque seu time perdeu o jogo.  Lula atinge o grotesco quando cantarola “atire a primeira pedra” referindo-se justamente a a uma mulher condenada ao apedrejamento.  Eis o vilão ético.
E, por espantoso que pareça, Lula também transgrediu abertamente a lei ao fazer, num palanque eleitoral, uma oferta que diz respeito ao que seria um ato de governo. Sua propensão à ilegalidade é incurável.
Mãos sujasO Babalorixá já havia lavado as mãos nesse caso — sujando-as, como de hábito, no sangue de todas as ditaduras do planeta. Na quarta-feira, em solenidade no Itamaraty, explicou por que preferia não se envolver:“Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país. É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras. Se começarem a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes, daqui a pouco vira uma avacalhação”.
Seria até ocioso, mas vale lembrar, uma vez mais, a título de registro histórico que este mesmo presidente foi a voz mais estridente contra os governos constitucionais de Honduras — tanto o provisório, que substituiu o golpista Manuel Zelaya, como o eleito (que o Brasil ainda não reconhece) —, ignorando, então, o fato de que aquele país “tem leis”. É claro que são situações incomparáveis: Zelaya foi deposto para que a democracia sobrevivesse em Honduras; a condenação de Sakineh é evidência de uma tirania. Lula é legalista nos regimes de força e porcamente legitimista nas democracias; naquelas, defende o império da lei que perpetua o mal; nestas, alinha-se com os transgressores, que as depredam em busca do mal.
E Dilma, a "mulher" ?
A candidata petista Dilma Rousseff, a exemplo de seu chefe, é uma contumaz defensora do regime iraniano e de seu líder máximo, Ahmadinejad. Suas entrevistas estão espalhadas por aí. Dada a repercussão mundial do caso e considerando que Lula é um dos poucos “amigos” do facinoroso, resolveu se pronunciar a respeito. Segundo a candidata, a condenação “fere a nós, que temos sensibilidade, humanidade”.
É a expressão do pensamento afásico da criatura eleitoral de Lula. Uma ova, minha senhora! A condenação de Sakineh não é algo que ofende almas sensíveis. Trata-se de uma brutalidade que fere o que tem de ser considerado um padrão universal, sim, de civilização, que não pode ser seqüestrado pela canalha relativista — canalha esta tão mais propensa a reconhecer os “valores particulares” de cada país quanto mais esses valores se chocam com o Ocidente que adoram detestar. E só podem detestá-lo, diga-se, porque as prerrogativas democráticas que ele oferece lhes faculta a expressão de seu odioso pensamento. Eis aqui, leitores, um grande paradoxo: as democracias permitem até a manifestação do mal; as tiranias costumam proibir a expressão do bem. Lula e Dilma são amigos dos tiranos.
Lula, visto inicialmente como o príncipe augural, recebeu o beijo da prepotência e voltou a ser o sapo retrô, que vai deixando, mundo afora, um rastro asqueroso de justificação do mal. Ao contrário do que reza a propaganda oficial e até de certo senso comum, Lula manchou a reputação do Brasil num valor cada vez mais caro na relação entre os países: os direitos humanos. Confessando-se um adúltero — e supondo que todos o são —, este senhor ofereceu-se para receber uma “adúltera”, não uma vítima de um regime asqueroso. E assim procede porque, afinal de contas, suas relações com o tirano são de “amizade” e “carinho”.
É o mais baixo a que ele chegou até agora. Mas eu jamais corro o risco de subestimá-lo. Seu mandato não acabou. E, nesse particular, Lula pode mais.
Por Reinaldo Azevedo
Creditos a REVISTA VEJA

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Por prestígio, Brasil ajuda países pobres

Enquanto os Estados Unidos aumentam em mais US$ 59 bilhões o orçamento para as guerras no Iraque e no Afeganistão, o Brasil investe no chamado "soft power", disseminando doações, ações sociais, treinamento de pessoal e transferência de tecnologia para um número cada vez maior de países pobres, ou nem tanto, da América Latina, África e Ásia.

O objetivo é conquistar simpatias que convertam em influência política e votos, não apenas para obter a sonhada vaga no Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas, mas também para vencer disputas em organismos e instituições internacionais.

O GLOBO
Variação patrimonial de Paulinho: + 493%

Entre 2006 e 2010, a variação patrimonial dos 56 deputados da bancada sindical na Câmara que são candidatos este ano foi de R$ 12,7 milhões - mais da metade desse valor (R$ 7 milhões) foi acumulada por apenas dez parlamentares, que obtiveram bens com valores entre R$ 470 mil e R$ 1,2 milhão cada um, somente durante o último mandato, segundo as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Encabeçando a lista dos parlamentares ligados ao movimento sindical que maior variação patrimonial apresentaram estão os deputados Geraldo Magela (PT-DF) e Luiz Sérgio (PT-RJ), que duplicaram suas posses, e Paulo Pereira, o Paulinho da Força (PDT-SP). Paulinho teve um crescimento de 493% em seu patrimônio nos últimos quatro anos de mandato. A discrepância, porém, não é regra no grupo de deputados, que em média aumentaram seus bens no ritmo de R$ 57 mil ao ano. Nove deles tiveram redução de patrimônio. O salário de deputado é de R$ 16,5 mil por mês.

O levantamento patrimonial foi realizado a partir da lista oficial do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), que vem divulgando desde abril uma forte preocupação também com o fortalecimento dos empresários representados no Congresso.

Dinheiro sindical sem controle

Em campanha explícita pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, as grandes centrais sindicais e sindicatos ligados a essas entidades recebem tratamento complacente do governo, em relação ao controle e à fiscalização do uso do dinheiro público. Amostragem extraída do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aponta irregularidades e pendências em, pelo menos, R$ 162 milhões repassados à CUT, à Força Sindical e a mais quatro entidades, por convênios.

Desse montante, R$ 54,9 milhões são de repasses que sequer tiveram as prestações de contas analisadas pelos órgãos federais até o momento, embora os convênios tenham sido encerrados entre 2001 e 2009.
O restante se refere a prestações de contas que não foram apresentadas ou contêm irregularidades.

As grandes centrais sindicais e sindicatos ligados a essas entidades receberam milhões em recursos do governo para aplicar em treinamento e capacitação de trabalhadores, cursos de aperfeiçoamento e outras atividades inerentes ao movimento sindical.


Ficha Limpa cassa candidatura Pedro Henry (PP-MT)

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso negou neste sábado, por unanimidade, o registro de candidatura à reeleição do deputado federal Pedro Henry (PP), um dos réus no escândalo do mensalão. É o primeiro caso de candidatura negada pela Justiça Eleitoral do Estado com base na lei da Ficha Limpa.

Henry faria neste sábado um grande evento de lançamento de candidatura, da qual participariam o ex-governador Blairo Maggi (PR), candidato ao Senado, e o atual Silval Barbosa (PMDB), que tenta a reeleição. Até o início da tarde, a programação estava mantida. O escândalo mensalão veio à tona em 2005, quando o então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciou o esquema de compra apoio de parlamentares da base de sustentação por parte do PT.

Na semana passada, Pedro Henry havia se tornado inelegível por três anos por conta de um outro processo, iniciado na eleição de 2008, quando seu irmão Ricardo Henry (PP) venceu a eleição para prefeito de Cáceres (200 quilômetros a oeste de Cuiabá). Os irmãos foram acusados de abuso de poder econômico e uso indevido de veículo de comunicação. Este processo não tinha como base a lei da Ficha Limpa.

O registro de candidatura do deputado foi questionado por meio de três ações de impugnação - protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral, pelo candidato ao Senado Pedro Taques (PDT) e pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Este último foi desconsiderado pelo TRE, que não viu legitimidade no pleito da ONG.

Marina se irrita com pergunta sobre célula-tronco

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, não conseguiu disfarçar a irritação, neste sábado, em seu último dia de visita a Recife, quando um repórter indagou sua posição sobre o uso de células-tronco embrionárias.  Na sexta-feira, a Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou que vai liberar o uso dessas células para uma primeira aplicação em humanos.

- Posso fazer uma pergunta? Por que vocês (jornalistas) nunca se interessam pelo que a gente está fazendo? Tenho muito respeito por vocês, são meus parceiros, mas será que isso (a visita ao Coque, um dos bairros mais pobres da capital) não tocou ninguém? Já falei tantas vezes sobre célula-tronco. Mas será que ninguém está interessado nisso aqui? Se ninguém faz nada, as crianças vão continuar morrendo e pedindo esmola no sinal - reclamou, para em seguida dizer ser contra a pesquisa com células-tronco embrionárias: - Sou favorável a pesquisa com células-tronco adulta.

Centros sociais estão na mira do MP

A presidente da Câmara Municipal de Angra dos Reis, vereadora Vilma dos Santos, foi indiciada pela Polícia Federal, semana passada, pelos crimes de corrupção eleitoral, compra de votos e uso da máquina pública. Com o fechamento de um gabinete dela em Mambucaba pela fiscalização do TRE, em janeiro, a PF apurou, entre outras denúncias, que no local funcionava um centro social informal de Vilma, candidata a deputada estadual pelo PRB, que oferecia serviços e distribuía donativos de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus para desabrigados das chuvas de Angra em troca de votos. Ela usava inclusive servidores e carros daquele município.

O inquérito, que correu em segredo de Justiça, indiciou seis pessoas e segue para o Ministério Público Eleitoral (MPE). Alvo da Procuradoria Regional Eleitoral, do Ministério Público Estadual e da Fiscalização do TRE-RJ, os centros sociais ligados a políticos e usados para fim eleitoreiro estão na mira das equipes encarregadas do combate à corrupção eleitoral.

Diálogo com Farc condicionará libertação de reféns

O vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, afirmou neste sábado que o novo governo do país está aberto a negociar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), desde que o grupo guerrilheiro aceite, entre outras condições, libertar seus reféns. As declarações foram feitas um dia depois da divulgação de um vídeo onde o líder máximo das Farc, Alfonso Cano, faz uma proposta de diálogo ao presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7 de agosto.

Durante um evento na cidade de Cali, neste sábado, Garzón afirmou que "as portas não estão fechadas", mas que, para que as negociações sejam iniciadas, a guerrilha terá que concordar em libertar seus reféns de maneira incondicional.

"O governo de Juan Manuel Santos não fechou as portas para a paz, mas exigimos que a guerrilha coloque em liberdade os reféns incondicionalmente e que seja capaz de reconhecer que esta guerra não tem sentido", disse Garzón, de acordo com a rádio colombiana RCN.

Um aeroporto à espera de comando

O nome é nobre: Antônio Carlos Jobim. Mas a reputação do Aeroporto Internacional do Rio, o quarto mais movimentado do país, tem tropeçado em escadas rolantes quebradas, esteiras paradas, elevadores enguiçados e instalações malconservadas. A quatro anos da Copa do Mundo e a seis das Olimpíadas, a principal porta de entrada da capital fluminense coleciona alcunhas como "rodoviária de quinta" ou "aeroforno" e suscita um debate sobre o atual modelo de gestão do terminal.

Embora a Infraero, estatal que administra 67 aeroportos, anuncie investimentos de R$ 687 milhões no Galeão entre 2011 e 2014 - que ficarão para o próximo governo - a plástica pode não ser suficiente para que o Tom Jobim decole. Na opinião de Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), o grande problema do aeroporto, inaugurado em 1977 e ampliado em 1998, é a gestão: - O Galeão é a joia da Coroa. Mas não está sendo bem gerenciado. A gestão dos aeroportos está sendo influenciada politicamente. A Infraero tem bons profissionais, mas eles ou não estão exercendo função de mando ou estão sem recursos para agir. Isso precisa ser revisto.

CORREIO BRAZILIENSE

Donos de colchões repletos de reais
Você guardaria R$ 10 mil em casa? Se acha pouco, que tal R$ 100 mil sob o colchão? Ainda considera pouco? O que acharia de dormir sobre R$ 1 milhão? Talvez você não cometa essa imprudência. Mas 112 dos 513 deputados federais que estão concorrendo a algum mandato nestas eleições declararam à Justiça Eleitoral manter sob sua guarda em espécie quantias que variam de míseros R$ 13,02 a R$ 1,3 milhão, que somam R$ 17.021.275, 36.
Campeão da prática, o deputado federal Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE) informou ter R$ 1,3 milhão em dinheiro — o equivalente a 19% de seu patrimônio declarado de R$ 6,8 milhões. Em segundo lugar no ranking está o deputado federal José Chaves (PTB-PE): informa ter R$ 1.046.399,50 em espécie, a título de “adiantamento para aumento de capital na NTA Administração e Participações Ltda.”, além de outros R$ 30 mil em dinheiro, que correspondem a 14,15% do seu patrimônio declarado de R$ 7,043 milhões.
O deputado federal Alexandre Cardoso (PSB-RJ) declarou ter R$ 1 milhão em espécie, 30,75% de seu patrimônio informado, de R$ 3,251 milhões. Da mesma forma, Renato Amary (PSDB-SP) e Bonifácio Andrada (PSDB-MG) informaram manter, nessa ordem, R$ 990 mil e R$ 850 mil em dinheiro fora do banco. O montante corresponde a 77,2% dos bens de Amary, que somam R$ 1,28 milhão, e a 8,7% do patrimônio assinalado por Andrada, de R$ 9,69 milhões.
Os valores em espécie declarados pelos 112 deputados federais variam enormemente. O menor foi informado por Bispo Rodovalho (PP-DF): R$ 13,02. Vinte e oito desses parlamentares que declararam os menores volumes em dinheiro vivo mantêm até R$ 27 mil em espécie, como é o caso de Paulo Bauer (PSDB-SC). No extremo oposto, os 28 que guardam as maiores somas chegam a acumular entre R$ 175 mil, caso do deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), e R$ 1,3 milhão, como faz Aníbal Gomes.
Ofensiva no terreno inimigo
Os candidatos a presidente da República aproveitam os últimos dias anteriores aos debates e ao horário eleitoral gratuito de rádio e TV para tentar tirar a diferença onde o adversário predomina. Na última semana, por exemplo, a candidata do PT, Dilma Rousseff, investiu no Sul do país, única região em que ela apresentou queda na pesquisa de intenção de voto divulgada na sexta-feira pelo Ibope. Enquanto isso, o tucano se dedicou a caminhadas em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde a petista aparece com uma vantagem de 19 pontos percentuais sobre Serra.
No Sul, Dilma caiu de 35% para 31% segundo o Ibope, enquanto Serra subiu de 42% para 46%, o que elevou de sete para 15 pontos percentuais a diferença entre os dois candidatos. Coincidentemente, o presidente Lula concentrou a sua agenda em cidades sulistas na semana passada. O presidente foi a Santa Cruz do Sul (RS), onde visitou microusinas de biodiesel e falou da produção de alimentos. De lá, seguiu para Porto Alegre, onde participou de comício com Dilma. Ontem, Lula e Dilma apareceram juntos novamente em Curitiba onde o presidente prometeu ajudar o candidato a governador, Osmar Dias (PDT).
Nos dois discursos nos palanques sulistas, Lula criticou as “elites” e fez apelos ao voto feminino. “O Paraná poderia contribuir e ser um estado que ajudou a vencer o preconceito contra a mulher. Afinal o governo da Dilma não terá a minha cara. Terá a cara dela e mais mulheres no governo”, disse. “Somos diferentes das elites. Se alguém tem simpatia por mim, é só comparar o que somos hoje com o Brasil de 2002. Em que momento da história fomos tão respeitados?”, discursou Lula.
Enquanto isso, no Rio, Serra caminhou por mais de três horas ao lado do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos (PSDB), e do candidato a vice presidente, deputado Índio da Costa (DEM-RJ).
“Tia” Marina em campanha no Recife
Os moradores do Coque, uma comunidade pobre do Recife, conhecida pelos altos índices de criminalidade, deram ontem à candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, a oportunidade de um reencontro com o passado. A senadora esteve no bairro para conhecer a Escola Popular do Direito Constitucional Pequeno Cidadão, uma experiência implantada a partir do assassinato de dois adolescentes do bairro. Ela foi recebida ao som da música Coração de Estudante, de Milton Nascimento, cantada por um grupo de alunos, com idades entre 3 e 13 anos. A recepção emocionou Marina. “Que povo animado. Meu Deus do céu, muito obrigada! Agora, deixa eu me recompor que político chorando parece demagogia”, disse a candidata enquanto enxugava as lágrimas.
Na conversa com as crianças, Marina se comportou como professora. “Me chamem de tia Marina. Essa é uma boa maneira de ensinar cidadania. Aqui não se ensina, aqui se vive a cidadania.” A senadora fez questão de lembrar que foi analfabeta até os 16 anos. “Vocês vão ser mais sabidos do que eu, porque estão aprendendo mais cedo e estou aqui só para ver”, disse, em resposta as repetidas vezes que ouviu crianças cantarolando “Marina, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.
A esquerda repaginada, pelo menos no visual
A esquerda continua a mesma, mas nos seus cabelos há muita diferença. E Dilma Rousseff (PT), Ideli Salvatti (PT), Fátima Cleide (PT) e Luciana Genro (PSol) que o digam. Foi-se o tempo em que as candidatas representantes das causas sociais, trabalhistas e de inspiração anticapitalista podiam ter o luxo de dispensar burguesas técnicas de embelezamento. Depois que o mago Celso Kamura tocou suas tesouras encantadas em Dilma e ajudou o PT a construir a imagem política da presidenciável que o partido queria apresentar, candidatos e candidatas têm realizado uma corrida aos estúdios de estética.
A transformação gradual de Ideli foi finalizada também pelas mãos de Kamura. O responsável pelo visual de Dilma recebeu a candidata ao governo de Santa Catarina pelo PT e “deu um ar mais elegante” à senadora. De gênio forte e avessa às futilidades que o universo feminino radicalmente cor-de-rosa carrega, Ideli “cooperou”, segundo Kamura. “Não pode complicar, o cabelo dela tem uma textura que não é muito fácil. Por incrível que pareça, a Dilma foi superacessível, entendeu e cooperou. A Ideli também. Elas entenderam que imagem é importante para dar credibilidade”, conta o especialista em transformações.
Holofotes sobre o TSE
Depois de um mês de recesso do Poder Judiciário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma amanhã os trabalhos com a composição completa de ministros. As primeiras sessões plenárias são aguardadas com ansiedade pelos partidos políticos e candidatos, já que uma série de temas que nortearão as eleições de outubro estão pendentes de resposta. O primeiro desafio será o de julgar, até quinta-feira, os pedidos de candidatura dos candidatos à Presidência da República.
Durante o recesso, o tribunal funcionou em esquema de plantão, no qual as decisões eram tomadas de forma monocrática (individual) pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, e pelos ministros auxiliares Henrique Neves, Joelson Dias e Nancy Andrighi. Na lista de pautas prioritárias está a retomada da análise de uma consulta sobre a possibilidade de os presidenciáveis aparecerem na propaganda eleitoral gratuita de aliados nos estados, caso haja na coligação regional outro partido que tenha lançado concorrente ao Palácio do Planalto.
A resposta dada pelo TSE em junho a uma consulta do PPS embolou o jogo de alianças dos partidos nos estados e colocou em risco o fôlego dos candidatos aos governos dos maiores colégios eleitorais do país. A repercussão negativa do entendimento firmado em plenário, porém, fez com que o ministro Lewandowski decidisse reanalisar o tema. Em 1º de julho, ele anunciou que o caso seria retomado no começo de agosto. A primeira sessão plenária pós-recesso está marcada para amanhã. As sessões do TSE ocorrem nas terças e quintas, mas Lewandowski já comunicou aos colegas que, daqui até outubro, a ideia é realizar sessões diárias.
Os ministros também terão de se debruçar neste começo de mês sobre os recursos apresentados contra o indeferimento de candidaturas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A expectativa é que o primeiro caso concreto sobre a Lei da Ficha Limpa seja julgado pelo TSE nos próximos dias. É esperada no tribunal uma chuva de recursos contra candidaturas indeferidas e contra o registro de quem teria a ficha suja.
Critério e rigor na balança
Responsáveis pela maior parte das multas aplicadas neste ano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos candidatos ao Palácio do Planalto, os ministros substitutos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e Joelson Dias são apontados por advogados eleitorais como criteriosos e rigorosos. Não à toa, já distribuíram juntos 10 multas entre o presidente Lula e os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Um advogado ouvido pelo Correio destacou que ambos se pautam pela análise técnica e pelo equilíbrio. Já penalizaram e inocentaram tanto candidatos do governo quanto da oposição.
Ambos desempenham papel de fundamental importância neste momento que precede as eleições: são os responsáveis por analisar os processos de propaganda eleitoral antecipada. Apesar de não ser membro efetivo da Corte Eleitoral, Neves diz que se dedica à função tanto quanto os ministros titulares. Às vezes, até vira noites trabalhando. “Os prazos da lei são muito curtos. Temos que dar decisões quase que imediatamente, em 24 horas. Há dias em que examinamos cinco ou seis processos, e eu leio todos do começo ao fim. Por isso, de vez em quando, tenho que virar as noites”, conta Henrique Neves.
Joelson Dias é mais discreto. Não gosta de dar entrevistas e costuma ser objetivo nas atuações em plenário, sem se alongar nos debates. Mas surgiu sob os holofotes no momento pré-eleitoral por ter sido o primeiro ministro a multar Lula por propaganda eleitoral antecipada. A decisão de penalizar o presidente em R$ 5 mil, tomada em março, ganhou grande repercussão. Desde então, o presidente foi punido em outras cinco ocasiões — totalizando R$ 42,5 mil em multas.
Lula recua e oferece abrigo a iraniana
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a ceder. Dois dias depois de sugerir que não aproveitaria o canal aberto que tem com o colega iraniano, Mahmud Ahmadinejad, para pedir pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani — condenada à morte por apedrejamento, sob a acusação de adultério —, Lula afirmou que conversou com o amigo e ofereceu, inclusive, abrigo à iraniana no Brasil. O presidente disse ainda que, se for eleita, a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, telefonará para Ahmadinejad em seu nome, para também interceder por Ashtiani. Resta saber se o governo de Teerã vai considerar mais um apelo do colega brasileiro — que se junta aos de dezenas de organizações de direitos humanos, celebridades e outros governos, como o do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Em um discurso ao lado de Dilma em Curitiba, Lula voltou a dizer que é preciso respeitar as leis e a soberania do Irã, mas destacou que “nada justifica um Estado tirar a vida de alguém”. “Se vale a minha amizade e o carinho que tenho pelo povo iraniano, e se essa mulher está causando incômodo (no Irã), nós a receberíamos no Brasil”, sugeriu. O Palácio do Planalto não confirmou se o pedido a Ahmadinejad pela vida de Ashtiani teria sido feito em um telefonema recente, mas, há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, entrou em contato com o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, para pedir o cancelamento da pena da mulher de 43 anos.
Um novo Brasil
A partir de hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai a campo realizar o mais completo mapeamento do país. O censo 2010 baterá à porta de 58 milhões de domicílios espalhados pelos 5.565 municípios para atualizar dados relativos a temas como renda, família, educação, trabalho, raça e religião. O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, explica que a fotografia produzida nesse levantamento vai revelar mudanças significativas ocorridas na economia, além de consolidar diagnósticos sobre os novos hábitos de consumo dos brasileiros e sobre como as cidades estão se organizando.
Diante da riqueza de detalhes, Nunes acredita que os setores produtivos terão, a partir do refinamento e do cruzamento das respostas, melhores condições de definir o que fabricar, onde vender e a quem atender. “O censo é uma fonte de informação gratuita para quem quiser estudar melhor uma realidade e, se for o caso, abrir um negócio”, resume, em entrevista ao Correio.

O ESTADO DE S. PAULO

Dos cinco candidatos mais ricos do Brasil, três disputam suplência
Entre os 30 candidatos às eleições de outubro mais ricos do País, todos com patrimônio pessoal acima dos R$ 49 milhões, sete entram na disputa tentando se eleger suplentes de senadores. Eles são empresários e reúnem fortunas que somadas chegam a R$ 2,04 bilhões.
Levantamento feito pelo Estado na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que esses homens, que na política almejam virar apenas reservas de senadores, têm bens vultosos concentrados em ações de empresas, terrenos, obras de arte e carros de luxo. Três desses candidatos a suplentes se destacam mais por ocuparem a terceira, a quarta e a quinta posições do ranking da riqueza.
 
O processo de escolha de candidatos à suplência dos senadores sempre foi nebuloso. Parentes dos titulares ou estreantes na política com muito dinheiro para ajudar a financiar campanhas são os critérios mais usados. Muitos suplentes que nunca tiveram um único voto almejam entrar para a vida pública substituindo o senador eleito - que pode se afastar para ocupar cargos no Poder Executivo ou para disputar outras eleições. Somente na legislatura que está se encerrando, 20 suplentes chegaram a exercer mandato simultaneamente no Senado - o que representa 24,7% do total de 81 cadeiras.

Marta Suplicy e Roseana Sarney integram grupo das milionárias

Apenas 64 mulheres integram a lista dos mil candidatos à eleição com o maior patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral. A participação feminina é ainda mais reduzida no volume total de bens. A soma das riquezas desses candidatos é R$ 11,2 bilhões. Desse total, somente R$ 271 milhões pertencem às mulheres - o equivalente a 2,4%.
 
A mulher mais rica é uma deputada estadual do Maranhão. Médica de formação, Cleide Coutinho (PSB) busca a reeleição com patrimônio declarado de R$ 26,97 milhões. Está na 44ª posição da lista. Depois dela, vem outra parlamentar estadual também filiada ao PSB. Luciane Bezerra, do Mato Grosso, tem R$ 15,14 milhões e é 73º em patrimônio.
 
A lista é encabeçada pela deputada federal Iris de Araujo (PMDB-GO), candidata à reeleição, com R$ 14,17 milhões, pela empresária Magda Moffato (PTB-GO), com R$ 12,77 milhões, que tenta vaga na Câmara dos deputados, e pela ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP), que busca uma cadeira no Senado, com R$ 11,99 milhões de patrimônio pessoal.

A primeira mulher candidata ao governo a aparecer na lista dos mais ricos é Roseana Sarney (PMDB-MA), que tenta a reeleição. Com patrimônio declarado de R$ 7,84 milhões, a filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é a 10ª colocada entre mulheres e 149ª no ranking geral.

Censo 2010 começa a visitar 58 milhões de casas

A partir deste domingo, 190 mil recenseadores começarão a traçar o perfil de um novo Brasil. O Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz novas perguntas que mapearão da quantidade de famílias formadas por pessoas do mesmo sexo ao número de domicílios com acesso à internet.

Por meio da pergunta que verifica o grau de parentesco das pessoas que moram sob o mesmo teto, a pesquisa permitirá saber, por exemplo, quantos adultos ainda moram com a mãe. Pela primeira vez também será conhecido o número de pessoas que residem em domicílios coletivos, como penitenciárias, orfanatos e asilos. Até o último censo, de 2000, essa população era agrupada sem diferenciação. A fatia de brasileiros que mora no exterior também será conhecida. Além disso, o censo permitirá saber onde essas pessoas viviam antes de deixar o País.

Ao todo, serão 58 milhões de domicílios visitados até o dia 31 de outubro. No censo de 2000, o IBGE contabilizou uma população de 169,8 milhões. Orçada em R$ 1,68 bilhão, os dados da pesquisa começarão a ser conhecidos já no final de novembro, quando os resultados serão apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para definir o reparte de verba do Fundo de Participação dos Municípios.

‘O Brasil está levando o déficit em conta corrente na flauta’
Antônio Delfim Netto, 82 anos, é um dos economistas mais ouvidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele está preocupado com o déficit em conta corrente e culpa o câmbio forte. "O Brasil está levando isso na flauta", diz. Na semana passada, o Banco Central anunciou que as transações do País com o exterior ficaram negativas em US$ 23,8 bilhões no primeiro semestre – valor próximo ao registrado em todo o ano anterior.

Para o "czar" da economia na ditadura militar, época do ‘milagre econômico’, o governo é "ineficiente, gastador, e está apropriado por uma burocracia sindical que vive nas suas tetas". Para resolver o problema, defende que as despesas de custeio da máquina pública cresçam abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) por 10 anos. A seguir, trechos da entrevista ao Estado.
Quais são os principais desafios da economia no próximo governo?O Brasil está hoje em uma situação muito melhor que no passado recente. Por que a partir de 2003 a coisa mudou? Porque o mundo entrou em expansão. O Brasil ligou seu plugue ao mundo e, de repente, um país que tinha problemas permanentes de financiamento de contas correntes se transformou em credor do FMI. A expansão brasileira não tem nada de especial. E isso medimos pela proporção da exportação em relação ao mundo, que continua perto de 1%.

O Brasil nunca fez esforço exportador e continua com uma política cambial devastadora. O País sempre teve dois problemas que abortavam o crescimento: energia e déficit em contas correntes. A oferta de energia está crescendo 4,5% a 5% ao ano, suficiente para uma nação que precisa crescer entre 5% e 6% ao ano. Já o déficit em conta corrente está se restabelecendo e nós estamos levando isso na flauta. Estamos brincando, fingindo que não tem importância. Tem, sim. A história mostra que déficit em conta corrente produz surpresas. Hoje temos US$ 250 bilhões de reservas. Mas isso é muito relativo. Uma boa parte desaparece em pouco tempo se as condições se desintegram.
Por que o senhor está preocupado com o déficit em conta corrente?
Estamos fazendo um déficit gigantesco, com enormes prejuízos para a sofisticação do nosso processo industrial. Nós temos, hoje, 10 ou 15 exemplos concretos de empresas brasileiras e estrangeiras que têm indústria no Brasil e na China. Dentro da fábrica, a produtividade brasileira é igual à produtividade chinesa e a qualidade é um pouco melhor.

Portanto, a competição com a China não tem nada a ver com setor privado. Tem a ver com o governo, que é ineficiente, gastador, não dá suporte adequado, não produz a infraestrutura. Nós temos um problema de burocracia gigantesco, mas ninguém vai resolver fazendo revolução. São medidas na margem, todos os dias. O Brasil está apropriado por uma burocracia sindical que vive nas tetas do governo. Esse déficit em conta corrente, seguramente, é em boa parte por causa do câmbio de R$ 1,78. Não vamos ter ilusão. Taxa de câmbio competitiva é fundamental para o crescimento econômico.