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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Os homens certos no lugar certo

Olavo de Carvalho

Inconfidência (Belo Horizonte), 19 maio de 2008.

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina –, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de “terrorista”, isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de “ex-terrorista”, que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de “ex-assassino”. Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura, estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto “científico” para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.

RESERVATIVA RECOMENDA:

http://www.olavodecarvalho.org/

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ATIVOS REAIS, NIÓBIO, PLASMA, FUSÃO NUCLEAR, ENERGIA E... RORAIMA.







POR QUE SERÁ MUITO DIFÍCIL MANTÊ-LA SOB O GOVERNO DO BRASIL.



Por Rebecca Santoro

16 de maio de 2008



" Em agosto de 2005, um ex-conselheiro do presidente norte-americano Ronald Reagan disse, em entrevista ao jornal The Australian que, se por um motivo qualquer, houvesse uma repentina venda maciça de dólares, a Grande Depressão de 1939 pareceria um piquenique. Para se ter uma idéia, o volume de dólares fora dos EUA é cerca de quatro vezes o PIB daquele país. Em tal situação, os dirigentes da oligarquia mundial, entre eles Warren Buffett e George Soros, dois dos maiores donos de ativos financeiros do mundo, vêm transformando sua riqueza financeira em riqueza real, adquirindo ativos reais, como terras, bens de produção (indústrias e máquinas) e minerais preciosos.



Dominar todo o processo produtivo, desde a extração ou a fabricação de matéria-prima ao produto final, depois sua comercialização, no atacado e novarejo, pelo menos de todos os bens mais importantes para a vida moderna é o sonho dourado das grandes oligarquias transnacionais. Depois virá o caos para o indivíduo comum, em todo o planeta, especialmente para os considerados (por estas oligarquias) como sub-raça – na qual se encaixam os latino-americanos. Mas, por enquanto, seguem enganando a tudo e a todos por trás de causas humanitárias, ambientais, indígenas, de minorias de todos os tipos, etc. Enquanto todo mundo embarca na canoa da financeirização da economia, como a forma mais vantajosa de ganhar dinheiro e de preservar o valor de seu capital financeiro, os que sabem dos planos futuros para o mundo, espertamente, compram terras, bens de produção e avançam sobre o domínio da exploração, extração, manipulação e comercialização do universo das matérias primas, incluindo os minerais."


Recomendações do Editor
Leia a materia original e completa :

ATIVOS REAIS, NIÓBIO, PLASMA, FUSÃO NUCLEAR, ENERGIA E... RORAIMA.


É muito importante para o País, São tabus aos quais os políticos silenciam. Os motivos? Os de sempre. O nióbio deveria se vendido a preços superiores ao do ouro, mas o vendemos a preço de banana.
O que há por traz da criação de "Nações" indiginas e das milhares de ONGs extrangeiras?
Porque somos dono de praticamente toda reserva de niobio do mundo( 85%), e constamos como exportador de apenas 40% ?

Siga o link e aprenda com REBECCA SANTORO sobre a verdadeira razão da cobiça extrangeira.
ATIVOS REAIS, NIÓBIO, PLASMA, FUSÃO NUCLEAR, ENERGIA E... RORAIMA.

Se o link não funcionar, digite: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/artigosrebeccasantoro.htm


Pesquisa do |IBGE-arma do governo Lula

20:05:2008
Por Sonia Van Dijck

Caros amigos,
Nos últimos dias, 2 questões me intrigam:
1) qual o objetivo do governo Lula-PT-aliados com os resultados no censo do IBGE sobre o modo de viver e consumir das famílias brasileiras?
2) por que tanto silêncio na imprensa sobre esses objetivos?
Pelo que tenho acompanhado na mídia, as notícias são apenas informativas e apoiadoras; nada de análise dos objetivos da pesquisa e nem de esclarecimento acerca do uso dos dados recolhidos... O maior interesse da imprensa e da televisão está em convencer o cidadão a abrir a porta da casa aos agentes do IBGE e prestar todas as informações solicitadas
A coisa está me parecendo mais Big Brother - para lembrar o clássico 1984...
Ninguém vai me convencer de que o governo Lula não sabe: onde não há saneamento básico; onde não tem energia elétrica; que os preços do feijão, do arroz, do pão e dos combustíveis estão pela hora da morte; que o sistema público de saúde e de educação são uma meleca que até faz vergonha a países menos desenvolvidos; que há prostituição infantil; que há corrupção dos figurões aliados do governo que roubam verbas públicas; que há favelas miseráveis com cidadãos honestos dominados pelos traficantes de tóxicos; que Lulinha, filho do Presidente, virou milionário repentino e que Vavá, o irmão "lambari", ficou rico com falcatruas com tráfico de influência; que menores consomem craque na vizinhança das delegacias; que há delegados, policiais, juízes corruptos e impunes; que o transporte público é vergonhoso; que há desmatamento ilegal e comércio de madeira ilegal; que a Amazônia está sendo devastada; que nossas fronteiras estão desprotegidas; que os dirigentes das ONGs deitam e rolam e ficam ricos com verbas públicas sem prestação de contas; que o MST e seus derivados invadem e destroem propriedades privadas legítimas, apenas para abalar a sociedade e prejudicar quem contribui para com o PIB; que o MST e seus derivados não têm personalidade jurídica, são clandestinos diante da Lei, apesar de recebidos com pompa e circunstância pelo presidente Lula, no Palácio que pertence ao povo que paga impostos altíssimos para manter a República; que os magistrados protegem os poderosos aliados do governo Lula (basta lembrar o mais recente caso escandaloso de proteção dada ao tal Aparecido, o peão petista que divulgou os dados sigilosos do governo FHC); que a CUT e a Força Sindical não passam de entidades pelegas e que o sindicalismo acabou se transformando em uma via para o enriquecimento ilícito de suas lideranças; que há uma epidemia de dengue; que a tuberculose e a a lepra são assustadoras no Brasil da febre amarela escamoteada pelo governo; que não há política de segurança pública e, por isso, o cidadão é vítima do crime diariamente nas grandes e nas pequenas cidades; que vários de seus ministros caíram por acusação de corrupção; que a santa Tereza Marina da Amazônia é casada com um cara pra lá suspeito em crimes que atentam contra a República; que a ex-ministra santa Tereza Matilde da Negritude do Free Shopping pisou na bola na gastança do dinheiro público em alguns luxinhos burgueses abomináveis para os proletários espertos chiques de charutos importados do PT.
Será que o governo Lula não sabe nada disso e não sabe quais são os principais problemas nacionais, para elaborar um plano de administração da República? Suponhamos que sabe, até pelo fato de poder defender e manter e ampliar o Bolsa Família e mais qualquer bolsa eleitoreira que decida criar, pois quando se trata das bolsas-petistas o governo Lula faz de conta conhecer bem a realidade brasileira, ainda que pela ótica torta de seu socialismo fajuto.
O governo Lula diz conhecer o Brasil na hora de defender e ampliar as bolsas clientelistas e na hora de subir nos palanques do PAC, para inaugurar promessas de obras, que ainda nem saíram (e nem sairão) do papel... Lula, normalmente, viaja e faz comícios ao lado da ministra Dilma para inaugurar promessas - até agora, tudo não passa de promessas de projetos do PAC - nada saiu do papel e da verborragia palanqueira de Lula e de sua discípula aplicada Dilma, com sonhos de presidência (sonhar não paga imposto... só gasta comício... e verborragia..e verba para transportar a claque do comício, que come um sanduíche e bebe um refrigerante em troca de fraudar o futuro do Brasil.
Portanto, o governo Lula sabe as prioridades das políticas públicas - se não soubesse, não ampliaria indecentemente o tal Bolsa Família e nem estaria nos comícios de campanha eleitoreira do PAC. E está em fase de arrecadação fantástica de impostos e tarifas públicas - nadando em dinheiro, para ofertar à devoração das piranhas da corrupção... e da campanha das próximas eleições...
Mas, uma coisa é saber quais as prioridades das políticas públicas (até pelo fato de os assessores esclarecerem) - outra coisa é governar de acordo com os desafios das necessidades das políticas públicas e o programa político de desmonte da sociedade, incluindo a desmoralização de suas instituições legítimas... (Gramsci)
Ora, pois, por que essa invasão da privacidade da família brasileira? por que a família brasileira tem que dizer o que come no almoço e no jantar - se é que tem almoço e jantar... ,- o quanto gasta no cartão de crédito, o quanto tem de altura e de peso cada um de seus componentes? Será que Lula precisa, para governar, saber se a família comeu salada de alface e se consumiu profiterolles na sobremesa ou se botou água em alguns grãos de feijão para enganar a fome de 4 ou 5 pessoas? Será que todos os presidentes de países desenvolvidos invadem a privacidade das famílias para governar?
Ou será que o que Lula quer saber é quem tem alface na salada e profiterolles na sobremesa, para nivelar por baixo? Lula come muito bem, mas odeia quem não passa fome - só Freud explica e Lula nunca leu Freud... mas padece da síndrome do miserável que se deu bem com algumas jogadas contra um monte de incautos e quer fazer justiça arrombando seus pseudo-inimigos (com os quais, no fundo, se identifica no bem bom da vida, ainda que não diga isso nos palanques das promessas do PAC...)
E Lula já disse aos brasileiros como são os banquetes da família imperial Lula da Silva lá no Alvorada - agora, parece, na paradisíaca Granja do Torto???
Falta pouco para Lula mandar o IBGE fazer pesquisa acerca de quantas vezes por semana o homem faz sexo com a mulher oficial na nova família brasileira e quantas vezes faz sexo pulando a cerca... - o Big Brother quer saber tudo e tem o IBGE sob seu comando.
Você tomou cafezinho no intervalo do trabalho? trepou com a secretária no horário do almoço? comeu ovos fritos no café da manhã ou saiu de barriga vazia e sonhando com a gostosana da portaria? - diga isso no formulário do IBGE - Lula precisa saber. Se trepou com a outra pode ser do interesse do governo Lula...
Não dá para confiar em um governo que faz várias tentativas, com seus prepostos e seus peões, de censurar a imprensa (a liberdade de expressão). Não dá para confiar em um governo que quer invadir a privacidade do cidadão, a ponto de querer saber o que ele almoçou ou se tomou um cafezinho no intervalo do trabalho. Não dá para confiar em um governo que corta verba de segurança pública e de saúde, e deixa o cidadão na mão do crime organizado e na miséria da fila do SUS e permite o aumento do preço dos remédios, para beneficiar os laboratórios estrangeiros. Não dá para confiar em um governo sem política decente de saúde pública e que permite a exploração dos cidadãos, inseguros e amedrontados, promovida pelos planos de saúde privados. Não dá para confiar em um governo que defende o biocombustível, enquanto milhares de crianças morrem ou crescem imbecilizadas por falta de nutrição, ou enquanto faz vistas grossas aos latifundiários que destróem o pantanal, o cerrado e a amazônia e deixa todos impunes. Não dá para confiar em um governo que deixa crianças índias morrerem de subnutrição e por falta de assistência médica, e diz que é justo demarcar reserva indígena em área contínua na fronteira brasileira. Não dá para confiar em um governo que repassa verbas para ONGs que dominam territórios no norte do Brasil, onde brasileiros só entram com salvo-conduto e no qual os índios aprendem a falar em inglês e a acreditar no Deus defendido por Lutero e ou por Calvino, a depender da confissão da ONG que tenha domínio do pedaço - não dá pra acreditar em um governo que fala em preservação da cultura indígena com tão grande cinismo.
Não dá mesmo para acreditar em tantas falsidades de um governo, seu partido e sua base aliada no Congresso comprado-com-mil-favores-e-cargos Nacional.
E qual será o objetivo do governo Lula (aliado das Farc, submisso a Evo Morales, admirador de Chávez, seguidor dos velhos princípios de Fidel) com o levantamento sobre o modo de viver e de consumir da família brasileira, que começa a ser executado pelo IBGE? como serão usados os resultados?
Não vamos esquecer que o governo Lula, beneficiário do atual censo do IBGE, é o governo que dividiu a sociedade brasileira em brancos e negros, tornando oficial a política racista, através da tal política de quotas.
Em minha casa não vai entrar agente do IBGE, para saber o que como no almoço ou no jantar, se faço lanche ou tomo cafezinho no shopping ou no intervalo das tarefas cotidianas, quanto peso e qual é minha altura e o quanto gasto no cartão de crédito ou pago de juros no cheque especial e no pagamento do plano de saúde.
Como sou professora universitária aposentada, o governo Lula deve saber muito bem qual é a qualidade de vida que me tem determinado - não vou receber agente do IBGE e nem responder vários formulários e nem tenho tolerância para ter um elemento estranho bisbilhotando minha vida para um governo que poderá usar as informaçoes contra mim - meu peso e minha altura são assuntos relativos a meu médico (tanto quanto meu colesterol e minha taxa de glicemia), pago pelo meu plano de saúde caríssimo, porque o SUS é uma merda para chanceler alemã acreditar que o Brasil é civilizado.
O Big Brother só vai invadir minha privacidade com ordem da Justiça (fajuta e desacreditada depois da mais recente proteção ao tal Aparecido do caso do dossiê fajuto contra FHC) - obedecerei, para não ser presa - se for o caso - afinal, contribuinte sempre se lasca e criminoso sempre se sai bem e na maior... desde que seja participante do governo Lula.
Não pretendo ser colaboradora do socialismo canalha do PT e seus aliados. Jamais vou dizer ao governo Lula como vivo e o quanto gasta minha família e o que comi no almoço ou no jantar - Lula não paga meu almoço e nem meu jantar.
Peço que repassem minha declaração, esperando que outros brasileiros não forneçam informações ao governo Lula-PT.
Ninguém pode se esquecer como foi o processo de Hitler para a tomada do poder - pensem em Lula e no PT ... e o que pode ser feito contra nós mesmos com os dados da pesquisa do IBGE...
IBGE investigará as transformações no modo de viver e consumir da família brasileira
Os rendimentos e as aquisições das famílias

Líderes governistas selam acordo para volta da CPMF

Pela proposta, tributo terá agora uma alíquota de 0,10%

Decidiu-se ainda aumentar o IPI dos cigarros e bebidas

Dinheiro será direcionado para financiamento da Saúde

Renato Stockler/Folha
Terminou há pouco um almoço que reuniu todos os líderes de partidos governistas com assento na Câmara. Além de comida, foi à mesa o bolso do contribuinte brasileiro.

Decidiu-se o seguinte:

1. A bancada governista unirá forças com a oposição para aprovar na Câmara o projeto que regulamenta a chamada emenda 29. Obriga o governo a reforçar o orçamento da Saúde. Reforço escalonado. Que alçará à casa dos R$ 20 bilhões em 2011;

2. Para evitar que Lula vete a nova lei, a tropa governista decidiu providenciar as fontes que proverão a verba extra a ser injetada nas arcas da Saúde;

3. Com o apoio dos líderes de todos os partidos do consórcio que dá suporte legislativo a Lula, será levada a voto uma proposta que ressuscita a CPMF. Em vez de emenda constitucional, mais difícil de aprovar, optou-se pelo projeto de lei complementar;




4. A alíquota do tributo revivido será de 0,10% (a antiga CPMF, derrubada pelo Senado em dezembro de 2007, mordia dos cheques emitidos pelos brasileiros 0,38%). Estima-se que a nova CPMF renderá ao Tesouro uma coleta adicional de cerca de R$ 10 bilhões por ano;

5. Decidiu-se propor também a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos cigarros e das bebidas alcoólicas. A forma e os percentuais serão objeto de novas tratativas. Busca-se uma arrecadação adicional de R$ 1,5 bilhão ao ano;


6. Deliberou-se, por último, que a recriação da CPMF e a majoração do IPI serão votadas concomitante com o projeto da emenda 29. Abandonou-se a idéia de tratar das fontes de verbas para a Saúde no âmbito da reforma tributária.

O almoço em que todas essas decisões foram tomadas ocorreu na casa do líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO). Lá estavam, além do anfitrião, representantes do PMDB, PT, PP, PL e PR. Participou também Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara.

"Estamos fechados com essas propostas", diz Fontana. "É a forma de tratar a questão da Saúde de forma responsável."

O blog ouviu o anfitrião Jovair Arantes. “Nós, da base do governo, partimos do óbvio: temos que resolver os problemas da Saúde, que estão se agravando. Vamos votar a emenda 29. Há maioria para aprovar. Então, temos de responder à seguinte pergunta: de onde virá o dinheiro?”

Continue-se ouvindo Jovair: “Não adianta dizer que você vai a Paris três vezes por mês, para beber os melhores vinhos e comer as melhorias comidas, sem definir quem vai pagar a conta. A emenda 29 está do mesmo jeito. Muito bonita, mas não diz de onde tirar o dinheiro.”

Mais Jovair: “Hoje, temos excesso de arrecadação [de tributos]. Mas não há segurança de que esse excesso vai existir amanhã. Portanto, temos de providenciar fontes definitivas para a Saúde.”

Ainda o líder do PTB: “Quando você aumenta a renda na sua casa, usa o dinheiro extra para melhorar a qualidade de vida da família. Compra roupa nova para a mulher, troca de carro, passa a comer o que não comia. No Brasil é a mesma coisa. Os recursos extras que estão entrando vão servir para fazer investimentos outros: o PAC, a infra-estrutura, o saneamento.”

ltimas palavras de Jovair: “Então, decidimos, a base toda unida, fechar questão em torno da aprovação da emenda 29, com projetos em cima dela ou junto com ela, que resolvam o problema do financiamento da Saúde. Não houve divergência. Poucas vezes participei de encontro em que a concordância alcançou esse grau de coesão.”

do blog de Josias de Souza



Título do filme: CPMF: o retorno

Sinopse: o governo em fase de gorda arrecadação, em um país onde os cidadão trabalham cerca de 4 meses para pagar a pesada carga exploratória dos impostos, resolve contar a marmotagem de que precisa de mais verbas para as políticas de saúde pública. Sem dizer que falta administração para a correta alocação das verbas públicas e fazendo de conta que a corrupção dos políticos, empresários mamantes da grana pública, marqueteiros espertos, e mais um batalhão de piranhas famintas do dinheiro do contribuinte não existem, parlamentares aliados do governo travestem-se de paladinos em defesa da saúde pública e armam novo golpe contra o cidadão. A corrupção precisa de mais dinheiro e cada vez mais. O cidadão paga sempre mais impostos e novos impostos. A corrupção sabe que bufunfa não nasce no Jardim Botânico e que é preciso inventar impostos e fazer retornar a CPMF, afinal a grana tem que aparecer e o sítio fértil é o bolso do contribuinte. Alguns incautos e outros metidos a inocentes dizem, aos quatro ventos, que a grana irá para a saúde. Ninguem fala de má administração e corrupção é tema proibido.
Como obra aberta, o governo Lula sempre criará novas formas de extorquir a sociedade, para angariar fundos para seu projeto de poder. Para fazer o serviço sujo, alguns parlamentares estão sempre à disposição. O sistema de saúde miserável é sempre o argumento para fazer chantagem com a opinião pública e pressionar a oposição - por isso, precisa continuar miserável, para o governo não perder seu instrumento de chantagem. Os postos de saúde, os hospitais públicos continuarão na miséria de sempre e brasileiros continuarão morrendo por falta de assistência ou em decorrência do descuidado e rápido atendimento de profissionais que ganham uma meleca e muitas parturientes farão a penitência de porta em porta das maternidades públicas para parir com segurança e um mínimo de conforto. Como obra aberta, o governo Lula terá novos argumentos para explicar a miséria da saúde pública e poderá inventar um novo imposto ou mais um aumento da alíquota da CPMF, sempre prometendo o paraíso e assegurando, em cima de algum palanque, que o sistema de saúde chegou à perfeição.
A classe operária chegou ao paraíso e o cidadão entrou no inferno. O pesadelo continua.
Roteiro, direção e produção: Da Silva
Elenco: parlamentares espertos
O filme será candidato ao Oscar da melhor farsa, nas categorias roteiro, direção, produção e melhores atores - vale a pena anotar os nomes dos atores parlamentares.
Sônia van Dijck

terça-feira, 20 de maio de 2008

O ALTO CUSTO DO SILÊNCIO

Ternuma Regional brasília
Gen. RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Após tantos anos de sepulcral silêncio, não podemos estranhar que qualquer aventureiro, se arvore em douto na arte de enunciar planos e formular políticas e geniais estratégias para o estamento militar, inclusive sua reformulação e reestruturação, adentrando em sua concepção e emprego.
Passou a ser do domínio de qualquer “vivente”, o conhecimento acerca de Defesa e Segurança.
De Jobim a Mangabeira, surgem no Brasil, vindos do nebuloso além, insuspeitos novos Generais, estrategos de mão cheia, para dizer o mínimo. Salvo engano, Alexandre, Aníbal, Napoleão, Clausewitz, Sun Tzu, Atila e Caxias, entre outros decantados capitães e estudiosos da arte militar, desceram do Olimpo para transmitir, como num sopro divino, aos novos iluminados, uma capacidade e um conhecimento acerca das Forças Armadas e de assuntos sensíveis como a “Defesa e Segurança” e “Amazônia”. Tais conhecimentos são muito superiores aos apreendidos em duros períodos de estudo nas Escolas e Academias Militares, e após anos e anos de laboriosa vida castrense, ao que parecem acumulados, “atabalhoadamente”, pelos “tacanhos militares profissionais”.
De uma canetada, brotam luminosas idéias mirabolantes.
Elaboram um novo Plano Estratégico Nacional de Defesa, que deverá atender aos objetivos ideológicos do Foro de São Paulo, sendo que o eclético Mangabeira é o coordenador do Comitê de Formulação do Plano.
Jobim, recentemente, em Washington, subiu, ainda mais, nos tamancos da vaidade, e tomado de "arrogância estratégica" e "audácia” incontida, anunciou que o governo está empenhado em criar um organismo internacional "que possa articular na América do Sul, a elaboração de políticas de defesa, intercâmbio de pessoal, formação e treinamento de militares, realização de exercícios militares conjuntos, participação conjunta em missões de paz da ONU, integração de bases industriais de defesa"- é o Conselho Sul-Americano de Defesa.
O espaçoso Jobim já cumpriu périplo na América do Sul apregoando a necessidade da criação do referido Conselho de Defesa Regional, tema sempre repudiado pelos militares (enquadramento desse órgão numa região onde há possibilidades de conflitos? O que acontecerá quando houver crise entre os países? Quem vai mandar? Como?
Recordo que, meses atrás, ouvimos algo semelhante, defendido à época pelo poderoso Dirceu e, posteriormente, por Hugo Chávez (defesa assimétrica contra os EUA). Hoje, não sei exatamente quem é o pai da criatura, mas seja qual for a sua origem, a proposta com certeza tem segundas, senão primeiras intenções, as quais devem no futuro constituir – se num belo tiro no pé das FFAA.
É Jobim, é Mangabeira, e agora, é Minc (é brilhante a sua idéia de empregar as FFAA como guarda–reservas de áreas indígenas e de reservas florestais; não esqueçamos que o Jobim é, decididamente, favorável ao emprego das FFAA no combate ao crime, e usa como forte argumento o emprego das Forças de Paz no Haiti; sem desmerecer o super Mangabeira com a criação do “Serviço Militar Obrigatório Social”).
Consta, ainda, que Mangabeira e Jobim (que dupla, hein!) preparam um plano radical para enxugar as Forças Armadas e renovar os quadros de comando. É possível? Bom, improvável, não é.
Como novos donos do Poder Total, nada mais lógico, do que agregarem o Poder Militar ao seu saco de propriedades.
São os porta–vozes, anunciando as boas-novas. Para as instituições militares? É bom duvidar.
Criaram a Força Nacional de Segurança (inconstitucional, segundo dizem vários juristas, eis que não consta no artigo 144 da Constituição Federal), criaram o MD, o Jobim, o vingativo e presunçoso Tarso Genro, o..., o..., o Mangabeira, o...
Eles geraram os monstros, nós os alimentamos. E o pior, eles crescem, falam grosso, se agigantam no nosso silêncio. Sorvem e subsistem de nossas fraquezas ou de nossa disciplina submissa.
Tal qual “prima–donas”, nariz empinado, olhar rutilante e fixo no horizonte imaginário, deitam cátedra, proferem asnices, e nada acontece; por outro lado, quando um General enuncia duas ou três preocupações pertinentes... o céu vem abaixo.
A triste constatação é a de que não ocupamos espaço, nem nas coisas da caserna.
É uma pena.
Por essas e por outras, viva o GENERAL HELENO!
Brasília, DF, 18 de maio de 2008

Neopeleguismo Sindical e Movimento Docente nas IFES*

Leandro Nogueira (EEFD-UFRJ)
Luis Paulo Vieira Braga (IM-UFRJ)

O cenário é indiscutível e o veredicto é consensual, tanto para as bases do pensamento à direita, como da esquerda democráticas: a CUT e a Força Sindical, em missão conjunta para integrarem política e financeiramente o aparato estatal, inovaram o peleguismo arbitrado pela Era Vargas, protagonizando o mais explícito neopeleguismo. E o fizeram como "nunca antes na história desse país", segundo os sociólogos Ricardo Antunes, professor da Unicamp, e Demétrio Magnoli, colunista de O Globo.
No começo, o argumento era o da luta pela legalização das centrais sindicais. Mas com a sanção pela Câmara Federal, em março último, do Projeto de Lei 1.990/07, a lacuna da legalidade, que diga-se de passagem, jamais impediu a existência da CUT ou da Força como entidades gerais de representação dos trabalhadores, foi preenchida com um belo pacote, contendo a conversão do imposto sindical para o status de contribuição negocial, e a confirmação da unicidade sindical.
Em uma única e sorrateira tacada, essa "modernização" dos fundamentos da legislação sindical varguista, consagrou uma casta de sindicalistas completamente apartada dos trabalhadores, na mesma medida em que foi suprimido o direito à liberdade sindical, consagrado pelo Art. 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e ratificado pela Convenção 87 da OIT.
Com a "contribuição negocial" a CUT e a Força passam a não mais necessitar da cotização dos trabalhadores associados, adverte o Prof. Antunes, já que serão patrocinadas pela legislação lulista, com 10% do valor das contribuições sindicais.
Por baixo, o presente lulista permitirá que os neopelegos abocanhem anualmente mais de R$ 100 milhões, lembra o colunista Magnoli, e sem qualquer prestação ao Tribunal de Contas da União, de acordo com a Lei 11.648, editada na sequência da sanção presidencial ao PL 1.990/07.
Além desse privilégio a fundo perdido, a CUT e a Força preservaram também a "reserva de mercado" por meio da unicidade sindical, princípio que obriga todos os trabalhadores a pagarem tributos para o sindicato local e único por base territorial. Os dirigentes da CUT e da Força alegam que ambas as centrais têm compromisso com o fim do imposto sindical, e que a criação da contribuição negocial coletiva, a ser aprovada em assembléia, beneficiará os sindicatos sérios e representativos, combatendo-se assim, os chamados sindicatos-fantasma.
Noves fora o fato de que o fim do imposto sindical ainda não foi decretado, nem a CUT ou a Força debatem o fim da unicidade sindical, ou informam que a nova contribuição pode superar o confisco anual limitado a 3,3% de um salário mensal, com a perspectiva de até ultrapassar 13% desses mesmos vencimentos.
Na prática, enquanto se perpetra a eliminação dos sindicatos-fantasmas, o novo instrumento de contribuição compulsória e garantido pelo Estado, visa asssegurar em bases ainda mais vantajosas a reserva de mercado sindical.
Este neopeleguismo é especialmente favorável ao governo Lula, que assim pode controlar melhor os movimentos reivindicatórios dos trabalhadores e aposentados, conduzindo-nos a passos largos. para a sociedade dos empregos de baixa qualidade e das aposentadorias mínimas, com uma rede pública de proteção social cada vez mais deficiente, não obstante sejam propagadas as maravilhas do "crescimento sustentado" da economia.
O quadro é especialmente deletério para a afirmação das políticas públicas que visam a promoção dos direitos de cidadania como educação e saúde, com os trabalhadores desses setores sofrendo com a agudização das perdas salariais e das condições de trabalho necessárias para a oferta do atendimento de qualidade à população.
Por outro lado, se os trabalhadores do país vão servindo como massa de manobra para a CUT e a Força, muitos professores nas IFES incorrem em grave equívoco, ao acreditarem que a questão do neopeleguismo sindical nem de longe lhes diz respeito.
Sem embargo, ironicamente, os neopelegos estão fazendo escola entre nós, a partir da ligação íntima que se verifica entre a CUT e a entidade conhecida como PROIFES, surgida há alguns anos, supostamente como alternativa de luta pela valorização da universidade pública.
Em verdade, a gênese do PROIFES remonta a um período recente na história do movimento docente das IFES, quando dissidências de colegas petistas e demais apoiadores do lulismo, passaram a marcar presença em assembléias docentes, na UFRJ inclusive, pela defesa obstinada das propostas governistas, ainda que elas fossem deletérias para as universidades públicas federais, ou mesmo implicassem na retirada de direitos e na desvalorização dos professores universitários.
No princípio, essa militância geradora do PROIFES visou desqualificar e obstruir as greves dos professores das IFES em 2003, apesar da notória recusa governista em negociar reajustes que gradualmente reparassem as nossas perdas salariais. Em seguida. passaram a defender resolutamente a Reforma da Previdência, sancionada pelo governo federal naquele mesmo ano, através da famigerada PEC-40, que extinguiu a aposentadoria integral dos novos servidores públicos, instituiu o confisco compulsório dos inativos, e ainda impôs novas perdas para os trabalhadores da iniciativa privada, numa autêntica negociata, como bem definiu à época, a filósofa Marilena Chauí, da USP.
Mas a pré-história do PROIFES, justiça seja feita, ainda registra o apoio incondicional de seus militantes à Contra-Reforma Universitária de Lula da Silva, cuja primeira fase pariu o PROUNI, o esquema de utilização de verbas públicas e renúncia fiscal, para o preenchimento de "vagas ociosas" em instituições privadas do ensino superior, apesar do inaceitável nível de subfinanciamento das IFES.
Diante da prestação de serviços tão relevantes, essa militância foi então reconhecida pelo governo em 2004, com a criação do PROIFES, após decisão tirada de uma reunião ocorrida nas salas do MEC, que segundo o filósofo Roberto Romano, da Unicamp, teria sido chancelada pelo Sr. Jairo Jorge, então Secretário Executivo do ministério.
Desde então, como organismo paralelo (e governista) de representação docente nas IFES, o PROIFES tem insistido na desqualificação do movimento docente vinculado ao ANDES-SN, mesmo após a greve de 2005, que resultou entre outros efeitos, na obtenção do nosso último reajuste salarial, na criação da classe de associado, além dos aumentos de 50% no incentivo de titulação para a carreira de ensino superior, e de 90 para 115 pontos na GED para os aposentados.
Além disso, o PROIFES tem apoiado em todo o país a implantação do REUNI, o decreto que estabelece a aprovação automática nas IFES, num simulacro de ensino superior que visa graduar sem formar, enquanto precariza, intensifica e desvaloriza o trabalho docente, com (sub) financiamento não garantido, e ainda por cima mediado pela chantagem orçamentária do governo.
Apesar desta lamentável trajetória, os dirigentes do PROIFES ainda se auto-proclamaram negociadores vitoriosos por um acordo de reajuste salarial, cujas tratativas foram encerradas pelos representantes do próprio governo, em 10/12/2007, após estes divulgarem proposta que não contemplava as reivindicações aprovadas pela base majoritária do movimento docente nas IFES.
E, em 22/04 último, como os reajustes constantes nas tabelas impostas pelo governo, e previstos para vigorarem a partir de 01/03/2008, ainda não haviam dado o ar da graça em nossos surrados contracheques, o doutor-presidente do PROIFES, resolveu "cobrar" do governo, mais precisamente dos secretários do MPOG e do MEC, através de carta com cópia aos parlamentares do Congresso Nacional, que a tal "negociação vitoriosa" fosse implementada com urgência, por meio de Medida Provisória. Segundo ele, estaria "se instalando no professorado um clima de crescente perplexidade e, inclusive, de descrença em relação ao pronto cumprimento daquilo que foi pactuado".
E, em pleno mês de maio, logo após o Dia das Mães, as egrégias autoridades do governo, quiçá sensibilizadas por tal apelo, resolveram incluir os docentes das IFES e do Ensino Básico Federal, em nada menos que duas MPs, nº 430 e 431, publicadas no DOU, edição extra do dia 14/05, concedendo reajustes salariais, também para os demais servidores do Executivo Federal, da Polícia Federal, do Desenvolvimento Agrário, da Previdência, da Saúde e do Trabalho, da fiscalização do Ministério da Agricultura, da Polícia Rodoviária Federal, do Denasus e das Forças Armadas.
Mas sobre o que foi pactuado e exaltado como "grande vitória" pelos negociadores do PROIFES, é bom lembrar, por exemplo, que com o tal "acordo", os vencimentos de um "privilegiado" Professor Doutor 40H, Adjunto I, hoje no valor de R$ 3581,08, passarão inicialmente para R$ 4300,00. No sexto ano da Era Lula, trata-se de um valor ainda muito aquém dos vencimentos de R$ 5084,00, percebidos já em 2007, por um Policial Rodoviário Federal em início de carreira, de quem é exigida apenas a formação de ensino médio, para o cumprimento de uma carga de 40 horas semanais de trabalho, em regime de escala de revezamento.
Não obstante a necessidade da justa remuneração do Policial Rodoviário Federal, é mister que não seja ignorada a evidente e inaceitável desvalorização dos professores nas IFES. Além disso, não será em comunhão com o neopeleguismo, que conseguiremos reverter essa situação que o PROIFES considera "vitoriosa".
A bem da História, não dá nem para chamar de "vitória de Pirro", o tal "acordo" do PROIFES. O rei do Épiro, como se sabe, jamais se deixou iludir, mesmo após o épico triunfo em uma batalha contra os romanos.
O PROIFES, ao contrário, mesmo desprestigiado , mostra-se muito satisfeito com o tal "acordo", em verdade, uma clara imposição governista. Seus membros consideram-se hábeis negociadores, quando distantes disso, são apenas subservientes às decisões tomadas pelos gabinetes ministeriais, que como se sabe, invariavelmente postergam a substantiva recuperação de nossas perdas salariais.
* Contribuíram na revisão do texto os professores: Cláudio Bornstein (COPPE-UFRJ), José Henrique Erthal Sanglard (POLI-UFRJ) e Abraham Zakon(Escola de Química - UFRJ).

Raposa-Serra do Sol e a monarquia britânica

Nilder Costa on 12 Maio, 2008 22:03:57

Passou quase despercebida a reunião organizada pelo príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, que foi realizada em Londres nos dias 29 e 30 passados, reunindo autoridades e parlamentares de estados da região amazônica com representantes de instituições financeiras e das indefectíveis ONGs. [1]
O encontro, realizado na residência do Príncipe (Clearence House), discutiu temas como Agricultura e Meio Ambiente; Infra-Estrutura; Finanças e Saúde e Educação. Estiveram presentes Ana Júlia Carepa, do Pará; Waldez Góes, do Amapá; e José de Anchieta Júnior, de Roraima. O Acre e o Amazonas foram representados pelos senadores Tião Viana (PT) e Arthur Virgílio (PSDB), respectivamente. Dentre os outros participantes, destacam-se executivos de grandes empresas como Rio Tinto, Shell, Deutsche Bank, Goldmann Sachs, Morgan Stanley e MacDonald's que se misturaram com dirigentes do WWF, Greenpeace, Friends of the Earth (Amigos da Terra) e até mesmo de líderes indígenas como Almir Suruí, da COIAB. Uma reunião e tanto.
Segundo deu a entender um dos organizadores do convescote, o empresário brasileiro Jorge Pinheiro Machado, o príncipe Charles quer se transformar numa espécie de interlocutor privilegiado entre as personalidades brasileiras envolvidas nas questões amazônicas e as lideranças britânicas interessadas na `proteção´ da floresta amazônica. O objetivo de Sua Alteza é promover uma espécie de `financeirização´ das florestas nativas via remuneração dos `serviços ambientais´ que elas prestam à humanidade. A linha de ação do esquema prevê a melhoria da qualidade de vida dos povos da floresta - leia-se índios - para que se transformem em `guardiões das florestas´.
Segundo ainda Machado, a comunidade britânica estaria disposta a desembolsar cerca de 10 bilhões de libras esterlinas (mais de R$ 50 bilhões) para remunerar os serviços ambientais prestados pelas florestas. O que se discute agora são as formas de captação desses recursos, se por pagamento de `bolsas-floresta´, por aporte direto aos fundos estaduais de meio ambiente, por projetos específicos ou ainda por outros mecanismos financeiros.
Nenhuma novidade no esquema desenhado sob medida para manter a Amazônia despovoada e desconectada do restante do Brasil, a não ser pelo envolvimento aberto - e não mais encoberto - da Casa Real britânica nesse processo. A prova foi dada por Roberto Smeraldi, chefão da Friends of the Earth (Amigos da Terra) no Brasil, ao relatar que alguns dos convidados brasileiros deixaram perplexos os participantes britânicos ao defender iniciativas tidas como pouco compatíveis com o desenvolvimento das populações locais, foco principal do encontro: é o caso do governador Anchieta de Roraima, que afirmou ter "apoio de 80% da população indígena" para promover o cultivo de arroz no leste de seu Estado e do secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, que defendeu a realização de grandes projetos para barrar os principais rios da região, como o Madeira, o Xingu e o Tapajós. [2]
Está prevista uma segunda etapa desse encontro a realizar-se dentro de 90 dias e deverá ser sediada em Belém (PA), tendo como anfitriões a governadora Ana Júlia e demais governadores da Amazônia, que se reunirão com um grupo de convidados britânicos sob a liderança do Príncipe Charles.
Seria conveniente que ao menos os governadores e parlamentares que participaram do encontro em Londres refletissem sobre as atuações do príncipe Charles em assuntos da Amazônia.
Em abril de 1991, por exemplo, o príncipe Charles empreendeu uma visita ao Brasil quando promoveu um seminário de dois dias a bordo do iate real Brittannia, ancorado sintomaticamente no rio Amazonas, do qual participaram David Triper, ministro de Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia e Robert Horton, presidente da British Petroleum. Tanto Collor de Mello quanto Lutzenberger estiverem entre os presentes. Meses depois, Collor de Mello criou a gigantesca reserva ianomâmi, etnia inventada por antropólogos da Survival International, braço `humano´ do WWF.
Por uma curiosa coincidência, sempre que esquenta o imbróglio em torno da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, como agora, Charles está por perto. No início de 2000, quando a sociedade roraimense levantou-se pela primeira vez contra a criação da reserva, o príncipe visitava a vizinha Guiana onde participou pessoalmente da inauguração da reserva ambiental de Iwokrama. A reserva, com 400 mil hectares, situa-se na região do rio Rupunini, que já foi território brasileiro. Seis meses antes, o secretário do Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, Paul Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima para "conhecer de perto a realidade indígena" do Estado. Recorde-se ainda que, no ano passado, o governo da Guiana resolveu se auto-transformar em `protetorado verde´ sob a administração britânica, tendo Iwokrama como modelo. [3]
Mediante tais fatos incontestáveis, seria no mínimo prudente que autoridades brasileiras, principalmente os governadores dos Estados da Amazônia, refletissem bem antes de participar da anunciada `segunda rodada´ da iniciativa do príncipe Charles.
Só não enxerga quem não quiser ver que essa nova ofensiva do Establishment britânico em terras amazônicas, visando diretamente o fortalecimento de `nações indígenas´, se constitui em uma ameaça direta à soberania brasileira na região
.
Notas:
[1]Governadores da Amazônia se reúnem com príncipe Charles em Londres, Agência Pará de Notícias, 28/04/2008
[2]Pará hospedará nova reunião sobre projeto do príncipe Charles, Amigos da Terra, 02/05/2008
[3]Uma lição inglesa para Roraima , Alerta Científico e Ambiental, 28/11
VAMOS CONFERIR ?
VAMOS TOMAR PROVIDÊNCIAS ?
AS AUTORIDADES BRASILEIRAS
SÃO CONIVENTES ?
TEM MUITO DINHEIRO ENVOLVIDO.SÓ PODE SER ISTO...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

HERANÇA MALDITA DOS MILITARES

Agricultura.

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500 e o Brasil descobriu a agricultura em 2000. Durante 500 anos a agricultura foi o rebotalho nacional. Entrava no jogo do poder de sobremesa. Mesmo quando o café era o centro da economia nacional, a agricultura não passava de uma moeda de exportação. Agora, de repente, a agricultura virou a salvação da lavoura. A indústria emperra, cresce a índices medíocres e ela dispara,comandando as exportações. Só que os neo bobos de sempre pensam que aconteceu por acaso, por puro milagre.

Ainda esta semana, na "Veja", o pomposo Roberto Pompeu de Toledo pergunta "Por onde andará Alysson Paulinelli, que há 30 anos a revista Time elencou entre 150 futuros líderes mundiais" (dois brasileiros, ele e Célio Borja).

Esta é uma história que os felpudos sobrenomes quatrocentões de Toledo não lhe deixam saber. Paulinelli é o pai da nova agricultura brasileira. O que está aí nas manchetes, nas estradas, nos portos, nas gordas estatísticas do comércio externo nasceu há 30 anos de uma visão revolucionária dele.

Em 73, no governo Médici, o ministro da Agricultura, Cirne Lima, do Rio Grande do Sul, criou a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agrícolas). Mas ficou no papel. Cirne Lima brigou com Delfim, saiu, entrou o pernambucano Moura Cavalcanti. A Embrapa continuou uma idéia no papel.

Chega Geisel em 74, manda chamar para conversar o jovem secretário da Agricultura de Minas, Alysson Paulinelli, saído das salas de aula e da direção da Universidade Agrícola de Lavras, e diz a Geisel o óbvio: a agricultura brasileira só sairia da mesmice de 5 séculos de extrativismo se sofresse uma revolução tecnológica.

Geisel o convidou para ministro: "Vamos fazer."

Paulinelli chamou o presidente da adormecida Embrapa, Irineu Cabral e o diretor de Recursos Humanos, Eliseu Alves, e estabeleceram o rumo: "Não queremos cientistas para resolver problemas da ciência, mas para resolver os problemas da produção."

Pegaram uma verba de US$ 200 milhões e escolheram, nas melhores universidades brasileiras, 1.600 recém-formados e mandaram para fazer mestrado ou doutorado nas melhores universidades agrícolas do mundo: Califórnia, França, Espanha, Índia, Japão etc. Estava plantada a semente da maior revolução já feita na agricultura da América Latina.

Eliseu Alves, logo o Eliseu Alves, que havia chegado dos Estados Unidos como uma referência mundial como cientista e como gestor de ciência e tecnologia, assumiu a presidência da Embrapa e implantou linhas avançadas de trabalho:
• criou 14 Centros de Pesquisas, em 14 regiões do País, para pesquisar 14 produtos (exceção do café, que tinha o IBC, e do cacau, que tinha a Ceplac): soja em Londrina, no Paraná; mandioca e fruticultura em Cruz das Almas, na Bahia; milho e sorgo em Sete Lagoas, Minas; vinho em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul; feijão e arroz em Goiânia; gado de leite em Juiz de Fora; gado de corte em Campo Grande; seringueira em Manaus;
• criou quatro Centros de Recursos Genéticos para o cerrado, em Brasília.

Não foi milagre. Trinta anos depois, o investimento da Embrapa em aprendizado externo e pesquisas internas explodiram a agricultura brasileira. Não foi milagre, foi competência, visão correta da ciência e do País.

Paulinelli voltou para Minas, seus estudos, suas aulas, suas assessorias. Eliseu Alves está em Brasília, com seus estudos, suas pesquisas, suas consultorias, ainda hoje o grande guru da agricultura brasileira.
Aaahh... Esses militares...

O Editor
Eis porque os políticos de hoje, pertencentes a Partidos (todos) de esquerda não suportam os militares. Eles são sábios, decidem sempre a favor do Brasil, se preocupam com o futuro e o planejam no presente, são honestos, (raridade entre políticos,) competentes em todas as áreas, em especial segurança Nacional, têm , visão correta da ciência e do País.
E finalmente a causa maior desse ódio, são democratas, e estão dispostos a combater qualquer outra ideologia, principalmente contra entreguistas , socialistas Stalinistas, e "aloprados" do Foro de São Paulo.

Após a devolução do poder aos civis, infelizmente começou a era da mentira, dos roubos ao erário, das doações de nossas riquezas e a transferência de nossos patrimônios para os amigos do poder, do revanchismo contra os que os derrotaram no campo de batalha na forma escolhida por eles.

Agora a própria soberania se acha ameaçada. Leia a seguir o comentário da BBC Brasil, sobre a reportagem do New York Times, sob o título 'De quem é a Amazônia, afinal?', verá que a perda da Amazônia já não é mais uma lenda.
Todos os Generais que estiveram no poder saíram com a mesma declaração de bens , Entraram pobres, porque o militarismo no Brasil não enrriquece ninguem, e assim saíram. Já os civis! Cala-te boca! A revista Forbes que o diga.
E agora? Cara pálida MENTIROSO!
Mande o seu exército de vagabundos do MST, com o 100 mil fuzis do Chaves , fazer ronda na fronteira,
Sabemos que quando perdermos a Amazônia o apedeuta estará aplaudindo, já que sua preocupação tem sido com apóiar futuros ditadoreszinhos sul americano a quem distribui salamaleques, cada vez que se apossam dos nossos bens e de nossas estatais.

O Filosofo Juca Chaves assim falou “ Quanto mais o artista se abaixa, mas a bunda aparece”

'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'

18-05-2008

Jornal americano diz que Brasil se preocupa com soberania da floresta.

Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.
No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".
O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".
"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."
Acesso restrito
O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.
"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.
O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".
"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."
"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

Fonte e créditos; BBC Brasil