Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
Durante o regime de 1964, os militares ganharam a guerra da luta armada, mas perderam a batalha para a sabedoria convencional. Assim como na Guerra Civil Espanhola, a verdade ficou ao lado dos perdedores. Assentados no poder desde a transição democrática, eles tiveram um grande momento na Era FHC e no governo Lula chegaram ao topo da cadeia alimentar. Do alto das prerrogativas discricionárias que só um grande cargo comissionado pode conferir, decidiram partir para o exaurimento do revanchismo e revogar o espírito de reconciliação da Lei de Anistia de 1979. Amanhã, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lança um documento que, a pretexto de reconhecer a circunstância da morte dos desaparecidos políticos, tenta alterar o caráter amplo, geral e irrestrito que acabou por consagrar a anistia. Ao fazê-lo, pensam como os ex-integrantes do regime militar que trabalharam contra a abertura política.
De propósito, muita gente se esquece do imensurável valor histórico da anistia de 1979. O benefício - a princípio vedado a quem cometeu crime de terrorismo ou assemelhado - significou esquecimento e foi de um enorme avanço institucional, uma vez que abriu a porta do Estado brasileiro para o abrandamento da censura, permitiu o estabelecimento do multipartidarismo, precipitou o fim da Lei de Segurança Nacional e incrementou a redemocratização. Como ato político, promoveu um dos mais fantásticos encontros do Brasil com seus cidadãos exilados, banidos ou com os direitos cassados, além de ter sacramentado a liberdade. Além do irmão do Henfil, vieram Arraes, Brizola, Marcio Moreira Alves e tantos outros entre cinco mil brasileiros que não tinham o direito de viver por aqui.
De forma canhestra, o caráter de esquecimento, que foi benéfico à evolução democrática quase três décadas atrás, agora não interessa mais aos revanchistas. Argumentam que a anistia pode ser revista para punir os ex-integrantes do regime militar sob a alegação de que o ato foi outorgado por um regime espúrio e de exceção, quando, na verdade, foi um termo negociado entres os militares que comandavam a distensão e os oposicionistas alojados no antigo MDB, com a anuência do Comitê Nacional de Anistia. Aquela foi uma anistia possível que acabou por crescer e se tornar irrestrita. Os dois lados foram indistintamente anistiados. Os militares preferiram submergir até por entenderem que o tempo deles havia passado.
Os que enfrentaram a ditadura, ao contrário, ascenderam ao poder e, no governo FHC, puseram para funcionar pernicioso processo de vitimização para alimentar indústria indenizatória. Ao voltar a irrigar o ódio, a Secretaria Especial de Direitos Humanos está a patrocinar nova onda de ressarcimentos e ainda quebrar a segurança jurídica da Lei de Anistia em forma de caça às bruxas. Vejam que barafunda. Documento de uma Secretaria da Presidência da República, a ser apresentado ao País em solenidade com a presença do primeiro mandatário, vai pedir esclarecimentos às Forças Armadas sobre os mortos e desaparecidos. E quem é o comandante supremo do Exército, da Marinha e da Aeronáutica? Naturalmente que o próprio presidente Lula, que deveria repreender o subordinado por tamanha patuscada.
O pior de tudo que li a respeito do tal documento é a menção de que autoridades militares do período perderiam o benefício da anistia por estarem a incorrer em "crime continuado" em razão da ocultação dos cadáveres dos desaparecidos. Daí, poderiam ser levados às galés. Trata-se de uma burrice exegética especificamente destinada a promover demagogia revanchista e cujo valor doutrinário qualquer calouro de direito é capaz de contestar com a propriedade de bacharel. A revisão dos efeitos da Lei de Anistia tem cara de ciúme retroativo e atende aos interesses de casmurros estabelecidos que pretendem fazer da democracia instrumento eficaz de realização da vindita. A esquerda há 28 anos exigia anistia ampla, geral e irrestrita. Muito bem, temos a honra de ostentar que há quase três décadas não há mais presos políticos no Brasil. O PT não pensa assim e acha que pode rasgar a lei que abriu o caminho da liberdade. Deveriam estudar Direito Penal.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=71320
Translate
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Coronel Ustra expõe em site textos contra Jobim
Fabíola Salvador
Publicado no Estado de São Paulo 02/09/2007
A ameaça do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de dar uma 'resposta' a quem reagisse à publicação do livro que conta a versão oficial sobre os presos políticos desaparecidos durante o regime militar não surtiu efeito entre militares e seus parentes.
Maria Joseíta Brilhante Ustra, mulher do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-Codi em São Paulo entre 1970 e 1974, divulgou um artigo no site do marido lembrando que, na cerimônia de lançamento do livro na quinta-feira, no Palácio do Planalto, o regime dos militares foi muito criticado. 'Jobim, por suas ameaças, lembrou o general Figueiredo, que disse, quando presidente da República, para quem fosse contra a abertura democrática: 'Eu prendo e arrebento'', citou ela no texto.
Ustra é figura emblemática entre militares e vítimas da ditadura. O oficial está sendo julgado em processo movido pela família Telles, sob acusação de ser o responsável pelas torturas de Maria Amélia Telles e seu marido César Telles, Criméia, irmã de Maria Amélia, e os dois filhos do casal, Janaína e Edson, à época com 5 e 4 anos de idade.
AUSÊNCIA
Para Maria Joseíta, conhecida como Dona Jô, a ausência dos três comandantes das Forças Armadas na cerimônia do lançamento do livro tem um significado. 'Pensa ele, ao afirmar que o comandante das FFAA sou eu, que pela sua agressividade, ao usar uma farda camuflada de general de quatro estrelas, ter conseguido incutir, na cabeça dos militares, tão espezinhados, suas idéias?'
Para a mulher do coronel, Jobim 'não conhece nem a essência do cargo, uma vez que o comandante das Forças Armadas não é ele e, sim, o presidente da República'.
Na página da internet que é organizada pelo coronel (www.averdadesufocada.com), são muitas as manifestações de militares contra o 'cala-boca' de Jobim. Ítalo Lobo avalia que 'Jobim não é um comandante e nem um líder'. 'É apenas mais um politiqueiro querendo fazer fama em cima da situação.' O próprio Ustra assina uma lista para que os militares reajam contra a ordem. Eles escreveram: 'Eu reajo.'
Observação: O site www.averdadesufocada.com não é administrado por mim. Apenas autorizei o uso do título do meu último livro: " A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
------------------------
Publicado no Estado de São Paulo 02/09/2007
A ameaça do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de dar uma 'resposta' a quem reagisse à publicação do livro que conta a versão oficial sobre os presos políticos desaparecidos durante o regime militar não surtiu efeito entre militares e seus parentes.
Maria Joseíta Brilhante Ustra, mulher do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-Codi em São Paulo entre 1970 e 1974, divulgou um artigo no site do marido lembrando que, na cerimônia de lançamento do livro na quinta-feira, no Palácio do Planalto, o regime dos militares foi muito criticado. 'Jobim, por suas ameaças, lembrou o general Figueiredo, que disse, quando presidente da República, para quem fosse contra a abertura democrática: 'Eu prendo e arrebento'', citou ela no texto.
Ustra é figura emblemática entre militares e vítimas da ditadura. O oficial está sendo julgado em processo movido pela família Telles, sob acusação de ser o responsável pelas torturas de Maria Amélia Telles e seu marido César Telles, Criméia, irmã de Maria Amélia, e os dois filhos do casal, Janaína e Edson, à época com 5 e 4 anos de idade.
AUSÊNCIA
Para Maria Joseíta, conhecida como Dona Jô, a ausência dos três comandantes das Forças Armadas na cerimônia do lançamento do livro tem um significado. 'Pensa ele, ao afirmar que o comandante das FFAA sou eu, que pela sua agressividade, ao usar uma farda camuflada de general de quatro estrelas, ter conseguido incutir, na cabeça dos militares, tão espezinhados, suas idéias?'
Para a mulher do coronel, Jobim 'não conhece nem a essência do cargo, uma vez que o comandante das Forças Armadas não é ele e, sim, o presidente da República'.
Na página da internet que é organizada pelo coronel (www.averdadesufocada.com), são muitas as manifestações de militares contra o 'cala-boca' de Jobim. Ítalo Lobo avalia que 'Jobim não é um comandante e nem um líder'. 'É apenas mais um politiqueiro querendo fazer fama em cima da situação.' O próprio Ustra assina uma lista para que os militares reajam contra a ordem. Eles escreveram: 'Eu reajo.'
Observação: O site www.averdadesufocada.com não é administrado por mim. Apenas autorizei o uso do título do meu último livro: " A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
------------------------
Um Festival de Erros, Incontáveis Mentiras e Muita Covardia
Coronel-Aviador Luís Mauro
Em 30 de agosto de 2007
Cada vez, torna-se mais difícil encontrarmos uma ação praticada por agente da cena política que não esteja contaminada por algum tipo de erro grave. E esses vícios não se limitam aos já conhecidos casos de corrupção epidêmica de agentes governamentais.
Igualmente, vão muito além dos casos de compra de votos, seja de eleitores, como os propiciados pelos programas assistencialistas sejam de congressistas, garantidos com o desvio de dinheiro público e com a distribuição de cargos.
Ultrapassam, também, as ações de um presidente da República que não governa, mas vive em campanha eleitoral fora dos períodos permitidos, fazendo, sistematicamente, discursos demagógicos em que prega, irresponsavelmente, a desunião entre os brasileiros.
Tampouco se restringem aos agentes do ministério público e do Poder Judiciário que, muitas vezes omissos ou coniventes, permitem que tudo isso aconteça.
Em verdade, os erros se manifestam em praticamente todas as ações, por mais simples que sejam, Parece que, repentinamente, todos desaprenderam tudo. Há um amadorismo incompetente tão generalizado que se tornou rotina no Brasil destas duas últimas décadas.
Vejamos alguns desses erros recentes relacionados com as Forças Armadas brasileiras.
Errou o presidente da República, quando resolveu patrocinar um livro estúpido, engendrado pelos terroristas que abriga em seu governo, para fustigar os militares que, até aqui, têm sido muito tolerantes com essas provocações, em nome de uma reconciliação impossível. Não há como conciliar-nos com quem tudo faz para nos destruir.
Errou, ainda, o presidente, quando nomeou, mais uma vez, uma pessoa absolutamente despreparada para o cargo de ministro da defesa. O novo ministro está completamente perdido, como indicam os seus pronunciamentos, em que não se mostra capaz de desenvolver qualquer idéia própria, socorrendo-se de uma sucessão de frases de efeito bastante conhecidas (sem lhes mencionar a autoria), provavelmente retiradas, por um “aspone” solícito, de algum livro barato de citações. O ministro está pouco preocupado com as Forças Armadas, preferindo fazer “lobby” para a indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal, Deus saberá com que intenções, a trabalhar por elas. Se assim não fosse, teria procurado impedir a edição do livro mentiroso e ofensivo referido acima, no lugar de aderir àqueles que o escreveram, participando do espetáculo grotesco do lançamento no Palácio do Planalto. Sobre o caos no Transporte Aéreo, prefere concentrar-se no supérfluo, como aumentar o espaço para as suas pernas, nas aeronaves, ou ampliar os pátios de estacionamento dos aeroportos. Possivelmente, pense que, assim, estará resolvendo crise na Aviação brasileira.
Errou quem, desesperado com a falta de autoridade que grassa no País, conseguiu ver no ministro uma esperança, pois simplesmente confundiu prepotência, arrogância, arbitrariedade, falta de educação e grosseria com autoridade.
Errou a procuradora-geral da Justiça Militar Maria Ester Henriques Tavares, quando determinou o arquivamento de representação contra o ministro Nelson Jobim, por violação do artigo 172 do Código Penal Militar, que trata do uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por civis, sob o argumento de que "não é lógico e crível que tenha tentado iludir ou induzir alguém ao equívoco de que se tratava de general de Exército, com a intenção de usurpar a autoridade militar", além de não ter visto má-fé na ação do ministro. Prova do erro encontramos parágrafo seguinte.
Errou o ministro Nelson Jobim, talvez encorajado pela complacência com uso indevido da farda, quando, durante o lançamento do livro herético, maldito e falso, disse que é o comandante da Forças Armadas. A bem da verdade, ele não é comandante de nada. Não passa de ministro de Estado, um agente do primeiro escalão da administração federal. Cada Força Armada tem apenas um comandante, sendo, por imposição constitucional, o presidente da República o comandante-supremo, ainda que o atual não se comporte como tal. Por óbvio, o ministro não é nenhuma dessas autoridades, embora o seu ego desmedido não o permita ver isso.
Errou, novamente, o ministro da defesa, quando disse que os militares encaram com naturalidade esse livro mentiroso escrito por aqueles que foram derrotados pelas armas e agora procuram vingar-se dos vencedores, servindo-se do governo que conquistaram, enganando o povo brasileiro, mediante fraudes diversas. Os militares sabem muito bem das motivações espúrias por trás desse lançamento, que são desviar o foco das atenções de cima da crise do mensalão, que ressurgiu com a aceitação da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal, e abrir caminho para a revisão unilateral Lei de Anistia, para garantir a revanche sórdida e a vitória final dos comunistas terroristas no Brasil. Por isso, repudiam esse livro nojento, como o fazem com todos os que dele participaram ou para ele contribuíram.
Errou, outra vez mais, o ministro quando resolveu ameaçar os militares dizendo que “não haverá indivíduo (militar) que possa reagir (ao lixo do livro revanchista) e, se reagir, terá resposta”. Essa bobagem somente pode ser atribuída à insegurança de quem sabe estar “cutucando a onça com vara curta”, como diz a sabedoria popular, bem a seu gosto de usar frases feitas em vez de criar as suas próprias. Vista por outro ângulo, a afirmação do ministro contém um desafio aos militares. Este, sim, não poderá ficar sem resposta.
Erraremos, portanto, nós também, se não reagirmos com enérgica indignação contra, quem nos ameaça, desafia e ofende os brios. Se nos calarmos agora, estaremos estimulando as agressões covardes de quem somente se agiganta diante da nossa omissão. E esse não seria um comportamento digno de um militar brasileiro, para quem é preferível a morte à desonra.
Em 30 de agosto de 2007
Cada vez, torna-se mais difícil encontrarmos uma ação praticada por agente da cena política que não esteja contaminada por algum tipo de erro grave. E esses vícios não se limitam aos já conhecidos casos de corrupção epidêmica de agentes governamentais.
Igualmente, vão muito além dos casos de compra de votos, seja de eleitores, como os propiciados pelos programas assistencialistas sejam de congressistas, garantidos com o desvio de dinheiro público e com a distribuição de cargos.
Ultrapassam, também, as ações de um presidente da República que não governa, mas vive em campanha eleitoral fora dos períodos permitidos, fazendo, sistematicamente, discursos demagógicos em que prega, irresponsavelmente, a desunião entre os brasileiros.
Tampouco se restringem aos agentes do ministério público e do Poder Judiciário que, muitas vezes omissos ou coniventes, permitem que tudo isso aconteça.
Em verdade, os erros se manifestam em praticamente todas as ações, por mais simples que sejam, Parece que, repentinamente, todos desaprenderam tudo. Há um amadorismo incompetente tão generalizado que se tornou rotina no Brasil destas duas últimas décadas.
Vejamos alguns desses erros recentes relacionados com as Forças Armadas brasileiras.
Errou o presidente da República, quando resolveu patrocinar um livro estúpido, engendrado pelos terroristas que abriga em seu governo, para fustigar os militares que, até aqui, têm sido muito tolerantes com essas provocações, em nome de uma reconciliação impossível. Não há como conciliar-nos com quem tudo faz para nos destruir.
Errou, ainda, o presidente, quando nomeou, mais uma vez, uma pessoa absolutamente despreparada para o cargo de ministro da defesa. O novo ministro está completamente perdido, como indicam os seus pronunciamentos, em que não se mostra capaz de desenvolver qualquer idéia própria, socorrendo-se de uma sucessão de frases de efeito bastante conhecidas (sem lhes mencionar a autoria), provavelmente retiradas, por um “aspone” solícito, de algum livro barato de citações. O ministro está pouco preocupado com as Forças Armadas, preferindo fazer “lobby” para a indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal, Deus saberá com que intenções, a trabalhar por elas. Se assim não fosse, teria procurado impedir a edição do livro mentiroso e ofensivo referido acima, no lugar de aderir àqueles que o escreveram, participando do espetáculo grotesco do lançamento no Palácio do Planalto. Sobre o caos no Transporte Aéreo, prefere concentrar-se no supérfluo, como aumentar o espaço para as suas pernas, nas aeronaves, ou ampliar os pátios de estacionamento dos aeroportos. Possivelmente, pense que, assim, estará resolvendo crise na Aviação brasileira.
Errou quem, desesperado com a falta de autoridade que grassa no País, conseguiu ver no ministro uma esperança, pois simplesmente confundiu prepotência, arrogância, arbitrariedade, falta de educação e grosseria com autoridade.
Errou a procuradora-geral da Justiça Militar Maria Ester Henriques Tavares, quando determinou o arquivamento de representação contra o ministro Nelson Jobim, por violação do artigo 172 do Código Penal Militar, que trata do uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por civis, sob o argumento de que "não é lógico e crível que tenha tentado iludir ou induzir alguém ao equívoco de que se tratava de general de Exército, com a intenção de usurpar a autoridade militar", além de não ter visto má-fé na ação do ministro. Prova do erro encontramos parágrafo seguinte.
Errou o ministro Nelson Jobim, talvez encorajado pela complacência com uso indevido da farda, quando, durante o lançamento do livro herético, maldito e falso, disse que é o comandante da Forças Armadas. A bem da verdade, ele não é comandante de nada. Não passa de ministro de Estado, um agente do primeiro escalão da administração federal. Cada Força Armada tem apenas um comandante, sendo, por imposição constitucional, o presidente da República o comandante-supremo, ainda que o atual não se comporte como tal. Por óbvio, o ministro não é nenhuma dessas autoridades, embora o seu ego desmedido não o permita ver isso.
Errou, novamente, o ministro da defesa, quando disse que os militares encaram com naturalidade esse livro mentiroso escrito por aqueles que foram derrotados pelas armas e agora procuram vingar-se dos vencedores, servindo-se do governo que conquistaram, enganando o povo brasileiro, mediante fraudes diversas. Os militares sabem muito bem das motivações espúrias por trás desse lançamento, que são desviar o foco das atenções de cima da crise do mensalão, que ressurgiu com a aceitação da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal, e abrir caminho para a revisão unilateral Lei de Anistia, para garantir a revanche sórdida e a vitória final dos comunistas terroristas no Brasil. Por isso, repudiam esse livro nojento, como o fazem com todos os que dele participaram ou para ele contribuíram.
Errou, outra vez mais, o ministro quando resolveu ameaçar os militares dizendo que “não haverá indivíduo (militar) que possa reagir (ao lixo do livro revanchista) e, se reagir, terá resposta”. Essa bobagem somente pode ser atribuída à insegurança de quem sabe estar “cutucando a onça com vara curta”, como diz a sabedoria popular, bem a seu gosto de usar frases feitas em vez de criar as suas próprias. Vista por outro ângulo, a afirmação do ministro contém um desafio aos militares. Este, sim, não poderá ficar sem resposta.
Erraremos, portanto, nós também, se não reagirmos com enérgica indignação contra, quem nos ameaça, desafia e ofende os brios. Se nos calarmos agora, estaremos estimulando as agressões covardes de quem somente se agiganta diante da nossa omissão. E esse não seria um comportamento digno de um militar brasileiro, para quem é preferível a morte à desonra.
O REPTO DOS COVARDES
Por Nivaldo Cordeiro
01/07/2007
Quem viu o repto do ministro Nelson Jobim lançado de forma insolente aos integrantes da Forças Armadas deve ter, como eu, ficado pasmo. Haveria o comandante do Exército de responder? Sim, e o fez de forma elegante e discreta em nota produzida em conjunto com o Alto Comando da Força. Mas não da forma como a comunalha esperava, afobada e mesmo desrespeitosa, pois isso daria a ela o que mais quere no momento: um bode expiatório para gerar manchetes de jornais, escondendo assim o também surpreendente e histórico julgamento do STF, que aceitou como réus os quarenta acusados. Só faltou o Ali Babá, mas esse nem o nosso valente procurador-geral teve forças para enquadrar.Foi um repto dos covardes, daqueles que mataram pelas costas, que seqüestraram, que desertaram, que roubaram, que desonraram a Nação, que tomaram armas contra o povo brasileiro. Esses covardes há anos vêm destruindo os valores superiores da nossa sociedade, que encontram nas Forças Armadas um lugar de destaque para as sua prática. Honra, disciplina, moralidade, respeito à hierarquia, trabalho duro e sacrificado, prontidão, amor à Pátria, louvor aos nossos grandes nomes do passado, qualidades ausentes na casta ora governante. Coube ao Jobim o papel mais ridículo, o de porta-voz e de garoto de recados da comunalha contra os Guardas da Pátria.
Alguém poderia argüir que a reação foi fraca. Não foi. Era a possível e a conveniente no momento.
É claro que um tolo como Nelson Jobim não teria ousado levantar a voz como o fez se não tivesse a certeza de que nossos soldados não reagiriam à bravata com a força mortal de que dispõem. Isso porque durante as últimas décadas a propaganda venenosa e as instituições políticas foram moldadas para separar a Nação de suas Forças Armadas, de sorte que elas hoje estão isoladas, como que emparedadas e desamparadas de seu esteio e de sua razão de ser, o povo brasileiro. Conheço alguns oficiais militares e mais das vezes os vejo a esconder a sua condição de militar, como se a honra tivesse se tornado o seu contrário, um opróbrio. Vivemos um momento especialmente crítico para aqueles que decidiram abraçar a carreira das Armas: sem apoio político, sem a simpatia da sociedade, sem verbas para atualização tecnológica, sob vilipêndio contínuo dos chefes civis, sob a falsa e enganadora acusação de que no passado praticaram o malfeito. Não! Foi feito o que deveria ser feito em nome e em defesa do povo brasileiro.
Chegamos a um momento revoltante da nossa história: não cabe, pelo menos nesse momento, aos militares o resgate, papel que sempre lhe coube, da sociedade civil. Ao contrário, cabe agora à sociedade civil resgatar a estima e o reconhecimento dos nossos Guardas. São eles hoje que precisam das mãos estendidas para que possam atravessar esse duro momento de provação.
Entendo que o repto dos covardes terá uma segunda resposta no tempo devido, no tempo em que a Nação civil de novo se confraternizar com os Guardas da Pátria. Quis o destino que esse ato de humilhação acontecesse entre a comemoração do Dia do Soldado e a do Dia da Independência. Nelson Jobim deveria atentar para os versos das marchas militares alusivas às datas. “Já podeis da Pátria, filhos, ver contente a mãe gentil...” e “Nós somos da Pátria, guardas, fiéis soldados, por ela amados”. Antes, como agora, esses versos falam à alma mais profunda do povo brasileiro.
Nivaldo Cordeiro
www.nivaldocordeiro.net
01/07/2007
Quem viu o repto do ministro Nelson Jobim lançado de forma insolente aos integrantes da Forças Armadas deve ter, como eu, ficado pasmo. Haveria o comandante do Exército de responder? Sim, e o fez de forma elegante e discreta em nota produzida em conjunto com o Alto Comando da Força. Mas não da forma como a comunalha esperava, afobada e mesmo desrespeitosa, pois isso daria a ela o que mais quere no momento: um bode expiatório para gerar manchetes de jornais, escondendo assim o também surpreendente e histórico julgamento do STF, que aceitou como réus os quarenta acusados. Só faltou o Ali Babá, mas esse nem o nosso valente procurador-geral teve forças para enquadrar.Foi um repto dos covardes, daqueles que mataram pelas costas, que seqüestraram, que desertaram, que roubaram, que desonraram a Nação, que tomaram armas contra o povo brasileiro. Esses covardes há anos vêm destruindo os valores superiores da nossa sociedade, que encontram nas Forças Armadas um lugar de destaque para as sua prática. Honra, disciplina, moralidade, respeito à hierarquia, trabalho duro e sacrificado, prontidão, amor à Pátria, louvor aos nossos grandes nomes do passado, qualidades ausentes na casta ora governante. Coube ao Jobim o papel mais ridículo, o de porta-voz e de garoto de recados da comunalha contra os Guardas da Pátria.
Alguém poderia argüir que a reação foi fraca. Não foi. Era a possível e a conveniente no momento.
É claro que um tolo como Nelson Jobim não teria ousado levantar a voz como o fez se não tivesse a certeza de que nossos soldados não reagiriam à bravata com a força mortal de que dispõem. Isso porque durante as últimas décadas a propaganda venenosa e as instituições políticas foram moldadas para separar a Nação de suas Forças Armadas, de sorte que elas hoje estão isoladas, como que emparedadas e desamparadas de seu esteio e de sua razão de ser, o povo brasileiro. Conheço alguns oficiais militares e mais das vezes os vejo a esconder a sua condição de militar, como se a honra tivesse se tornado o seu contrário, um opróbrio. Vivemos um momento especialmente crítico para aqueles que decidiram abraçar a carreira das Armas: sem apoio político, sem a simpatia da sociedade, sem verbas para atualização tecnológica, sob vilipêndio contínuo dos chefes civis, sob a falsa e enganadora acusação de que no passado praticaram o malfeito. Não! Foi feito o que deveria ser feito em nome e em defesa do povo brasileiro.
Chegamos a um momento revoltante da nossa história: não cabe, pelo menos nesse momento, aos militares o resgate, papel que sempre lhe coube, da sociedade civil. Ao contrário, cabe agora à sociedade civil resgatar a estima e o reconhecimento dos nossos Guardas. São eles hoje que precisam das mãos estendidas para que possam atravessar esse duro momento de provação.
Entendo que o repto dos covardes terá uma segunda resposta no tempo devido, no tempo em que a Nação civil de novo se confraternizar com os Guardas da Pátria. Quis o destino que esse ato de humilhação acontecesse entre a comemoração do Dia do Soldado e a do Dia da Independência. Nelson Jobim deveria atentar para os versos das marchas militares alusivas às datas. “Já podeis da Pátria, filhos, ver contente a mãe gentil...” e “Nós somos da Pátria, guardas, fiéis soldados, por ela amados”. Antes, como agora, esses versos falam à alma mais profunda do povo brasileiro.
Nivaldo Cordeiro
www.nivaldocordeiro.net
UNIVERSIDADE DE GOIÁS CRIA CURSO DE DIREITO PARA MILITANTES DO MST
Por Sônia Van Dijck
Um curso de direito agrário exclusivo para alunos oriundos de assentamentos da reforma agrária e da pequena agricultura começou a ser ministrado no dia 22 de agosto, pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Da turma de 60 alunos, 39 são originários de assentamentos do MST. Os futuros “advogados” estudam no campus avançado, que fica a 130 quilômetros de Goiânia. O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu a primeira aula para a turma, em uma sala especial, improvisada no Teatro São Joaquim. O presidente Lula enviou uma carta aos alunos, cumprimentando-os pelo ineditismo do curso. Para se inscrever ao vestibular, os 630 pretendentes tiveram de apresentar documento emitido pelo Incra, atestando que são de assentamentos ou da pequena agricultura. "Trata-se de um curso de direito com especialização na questão agrária. A intenção é formar advogados especialistas no direito agrário, mantendo-os em suas origens", disse a pró-reitora de graduação da UFG, Sandra Mara Chaves. O curso terá duração de cinco anos, com estrutura de uma graduação comum de direito. Videversus desafia que provem que esses estudantes não são analfabetos funcionais. E que privilégio é esse de garantir vagas que são conquistas por meio de uma certidão fornecida pelo Incra? Se é assim, eu também quero....
É inacreditável o gosto de alguns políticos brasileiros pelo sórdido e pelo crime. E essa tendência mórbida se renova em matéria de argumentos a cada escândalo envolvendo os figurões da República. No caso dos mensaleiros, surgiu, dos esgotos do Congresso Nacional e dos esgotos de vários quadrantes, um bando de figurões dispostos a defender a inocência de cada um dos suspeitos. Quase sempre misturando o público e o privado: na falta de argumentos, a fé na inocência afirmava-se pelas qualidades pessoais que alimentaram amizades duradoras e pelos os laços de compadrio e de churrascadas entre o suspeito e seu defensor. O resultado está aí: os 40 envolvidos no mensalão estão conduzidos ao banco dos réus por decisão do STF. Pulando outros tantos escândalos intermediários, temos, agora, o Renangate. Quanto mais surgem denúncias, testemunhos, evidências das atividades ilícitas do senador Renan Calheiros, mais aumenta a tropa de seus implacáveis defensores. Documentos periciados, inquérito que ficou guardado na gaveta da polícia, depoimentos, publicações de documentos, novas denúncias e mais denúncias, nada disso vale diante dos defensores de Renan. Tudo são mentiras. Tudo são falsidades. Tudo são intrigas. Empresas fantasmas são assombrações criadas pelos intrigantes e pela mídia golpista. A verdade pertence à turma de Renan - aliás, Renan é a própria encarnação da verdade verdadeira - tal como o réu Zé Dirceu foi em passado recente. Evidentemente, os senhores parlamentares não são idiotas e devem saber que existem alguns brasileiros que também não são idiotas. Portanto, eles sabem que mentem e sabem que sabemos que mentem. E por que todo esse jogo de argumentos forjados para negar as evidências? Resposta simples: são muitos os interesses em jogo, poucos têm passado ilibado, quem ainda não conseguiu se locupletar no esquema das verbas públicas e das propinas não perdeu a esperança de ganhar uma boquinha, tem uma montanha de grana no negócio; sendo assim, é um bom investimento inocentar Renan Calheiros e salvar o passado de alguns e garantir o futuro de outros. Se Lula já proclamou que não há cidadão mais ético do que ele neste país e, recentemente, proclamou, para a claque do 3º Congresso do PT, que não há partido mais ético do que o PT, não adianta que os analistas procurem entender os motivos que levam parlamentares a pretender inocentar (na próxima semana) o senador Renan Calheiros. Os analistas estão presos a uma velha ética que já saiu de moda. A ética que leva senadores à aliança com Renan Calheiros é a nova ética: a de Lula, a do réus Zé Dirceu- Genoíno- e mais 38 mensaleiros, a ética do PT, que generosamente se aplica a seus iguais. Todos são a encarnação da inocência, pois deixou de ser crime assaltar a República. O STF tem princípio ético diferente; por isso, o bando de Renan quer fazê-lo escapar das malhas dos princípios do STF. Os mensaleiros não escaparam e são réus...d A caverna de Renan está agitada. Quando o PT extinguir o Senado, tudo ficará mais fácil: o todos os bandos terão novas colocações na república a ser criada sem a representação dos estados da Federação, e o Brasil, finalmente, será a grande caverna: do lado de fora, estarão os clientes do Bolsa Família, os contribuintes do Imposto de Renda, os lesados pela CPMF, os aposentados e os pensionistas, as vítimas do caos aéreo, os assaltantes postados nas esquinas, esperando a ficha de filiação partidária; porque do lado de dentro estarão o gado de Renan e a nova ética, sob a presidência do partido mais ético do Brasil e sob a guarda do inconstitucional e valente chefe das Forças Armadas. Será o permanente repasto socialista, cujas migalhas serão jogadas para o lado de fora, na forma de cortes na segurança pública, na saúde pública, na operação tapa-buraco, na megatransposição e rios e nos discursos messiânicos proferidos do alto do palco armado na boca da grande caverna. A relação entre o fora e o dentro da caverna merecerá análises dialéticas da filósofa-mor da nova ética, cujos artigos serão publicados na nova e imparcial imprensa e os intelectuais vanguardistas escreverão os capítulos do "nunca antes na História deste país". Quem sobreviver verá.
Um curso de direito agrário exclusivo para alunos oriundos de assentamentos da reforma agrária e da pequena agricultura começou a ser ministrado no dia 22 de agosto, pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Da turma de 60 alunos, 39 são originários de assentamentos do MST. Os futuros “advogados” estudam no campus avançado, que fica a 130 quilômetros de Goiânia. O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu a primeira aula para a turma, em uma sala especial, improvisada no Teatro São Joaquim. O presidente Lula enviou uma carta aos alunos, cumprimentando-os pelo ineditismo do curso. Para se inscrever ao vestibular, os 630 pretendentes tiveram de apresentar documento emitido pelo Incra, atestando que são de assentamentos ou da pequena agricultura. "Trata-se de um curso de direito com especialização na questão agrária. A intenção é formar advogados especialistas no direito agrário, mantendo-os em suas origens", disse a pró-reitora de graduação da UFG, Sandra Mara Chaves. O curso terá duração de cinco anos, com estrutura de uma graduação comum de direito. Videversus desafia que provem que esses estudantes não são analfabetos funcionais. E que privilégio é esse de garantir vagas que são conquistas por meio de uma certidão fornecida pelo Incra? Se é assim, eu também quero....
É inacreditável o gosto de alguns políticos brasileiros pelo sórdido e pelo crime. E essa tendência mórbida se renova em matéria de argumentos a cada escândalo envolvendo os figurões da República. No caso dos mensaleiros, surgiu, dos esgotos do Congresso Nacional e dos esgotos de vários quadrantes, um bando de figurões dispostos a defender a inocência de cada um dos suspeitos. Quase sempre misturando o público e o privado: na falta de argumentos, a fé na inocência afirmava-se pelas qualidades pessoais que alimentaram amizades duradoras e pelos os laços de compadrio e de churrascadas entre o suspeito e seu defensor. O resultado está aí: os 40 envolvidos no mensalão estão conduzidos ao banco dos réus por decisão do STF. Pulando outros tantos escândalos intermediários, temos, agora, o Renangate. Quanto mais surgem denúncias, testemunhos, evidências das atividades ilícitas do senador Renan Calheiros, mais aumenta a tropa de seus implacáveis defensores. Documentos periciados, inquérito que ficou guardado na gaveta da polícia, depoimentos, publicações de documentos, novas denúncias e mais denúncias, nada disso vale diante dos defensores de Renan. Tudo são mentiras. Tudo são falsidades. Tudo são intrigas. Empresas fantasmas são assombrações criadas pelos intrigantes e pela mídia golpista. A verdade pertence à turma de Renan - aliás, Renan é a própria encarnação da verdade verdadeira - tal como o réu Zé Dirceu foi em passado recente. Evidentemente, os senhores parlamentares não são idiotas e devem saber que existem alguns brasileiros que também não são idiotas. Portanto, eles sabem que mentem e sabem que sabemos que mentem. E por que todo esse jogo de argumentos forjados para negar as evidências? Resposta simples: são muitos os interesses em jogo, poucos têm passado ilibado, quem ainda não conseguiu se locupletar no esquema das verbas públicas e das propinas não perdeu a esperança de ganhar uma boquinha, tem uma montanha de grana no negócio; sendo assim, é um bom investimento inocentar Renan Calheiros e salvar o passado de alguns e garantir o futuro de outros. Se Lula já proclamou que não há cidadão mais ético do que ele neste país e, recentemente, proclamou, para a claque do 3º Congresso do PT, que não há partido mais ético do que o PT, não adianta que os analistas procurem entender os motivos que levam parlamentares a pretender inocentar (na próxima semana) o senador Renan Calheiros. Os analistas estão presos a uma velha ética que já saiu de moda. A ética que leva senadores à aliança com Renan Calheiros é a nova ética: a de Lula, a do réus Zé Dirceu- Genoíno- e mais 38 mensaleiros, a ética do PT, que generosamente se aplica a seus iguais. Todos são a encarnação da inocência, pois deixou de ser crime assaltar a República. O STF tem princípio ético diferente; por isso, o bando de Renan quer fazê-lo escapar das malhas dos princípios do STF. Os mensaleiros não escaparam e são réus...d A caverna de Renan está agitada. Quando o PT extinguir o Senado, tudo ficará mais fácil: o todos os bandos terão novas colocações na república a ser criada sem a representação dos estados da Federação, e o Brasil, finalmente, será a grande caverna: do lado de fora, estarão os clientes do Bolsa Família, os contribuintes do Imposto de Renda, os lesados pela CPMF, os aposentados e os pensionistas, as vítimas do caos aéreo, os assaltantes postados nas esquinas, esperando a ficha de filiação partidária; porque do lado de dentro estarão o gado de Renan e a nova ética, sob a presidência do partido mais ético do Brasil e sob a guarda do inconstitucional e valente chefe das Forças Armadas. Será o permanente repasto socialista, cujas migalhas serão jogadas para o lado de fora, na forma de cortes na segurança pública, na saúde pública, na operação tapa-buraco, na megatransposição e rios e nos discursos messiânicos proferidos do alto do palco armado na boca da grande caverna. A relação entre o fora e o dentro da caverna merecerá análises dialéticas da filósofa-mor da nova ética, cujos artigos serão publicados na nova e imparcial imprensa e os intelectuais vanguardistas escreverão os capítulos do "nunca antes na História deste país". Quem sobreviver verá.
Diretor de marketing do BB é exonerado por ser contra a campanha do '3'
A Campanha do "3" do Banco do Brasil é tida como uma campanha subliminar preparatória da terceira etapa de tomada do poder, tendo como alvo uma nova reeleição do apedeuta aético Lula.
O diretor de Marketing do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, única voz discordante da campanha do "3", foi "remanejado" para uma outra diretoria. Ou seja, foi removido para não atrapalhar os interesses do governo Lula. A campanha do "3" insinua o envolvimento do Banco do Brasil na tentativa de alguns petistas de alterar a Constituição para possibilitar um terceiro mandato do presidente Lula. Paulo Caffarelli foi substituído pela petista Jussara Silveira de Andrade Guedes, apadrinhada pela turma do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF).
O diretor de Marketing do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, única voz discordante da campanha do "3", foi "remanejado" para uma outra diretoria. Ou seja, foi removido para não atrapalhar os interesses do governo Lula. A campanha do "3" insinua o envolvimento do Banco do Brasil na tentativa de alguns petistas de alterar a Constituição para possibilitar um terceiro mandato do presidente Lula. Paulo Caffarelli foi substituído pela petista Jussara Silveira de Andrade Guedes, apadrinhada pela turma do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF).
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Revanchismo e mitologia esquerdopata querem rever Lei da Anistia
Quarta-feira, Agosto 29, 2007
Por Reinaldo Azevedo
“Está previsto para hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula, ex-preso político, e de vários ministros, o lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", cujas páginas registram o perfil dos mortos e desaparecidos sob a ditadura militar brasileira. A obra resulta de cuidadoso trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, presidida pelo advogado Marco Antônio Rodrigues Barbosa. Editada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República nesta gestão do ministro Paulo Vannuchi, é, com certeza, o mais importante documento histórico sobre os anos de chumbo desde a publicação de "Brasil: Nunca Mais", assinado pelo cardeal d. Paulo Evaristo Arns, hoje arcebispo emérito de São Paulo, e o reverendo Jaime Wright.”Assim começa Frei Betto o seu artigo na Folha desta quarta. Opinião é como intestino: todo mundo tem. E a democracia, onde há democracia (não é o caso da Cuba de Fidel Castro... e de Betto), garante a sua expressão, o que é ótimo para o regime de liberdades públicas, mas nem sempre a verdade sai ganhando. Tá bom. Podemos pagar o preço de uma impostura ou outra para ter um regime democrático. Mas elas precisam ser denunciadas.Uma das mentiras esquerdopatas que costumam triunfar é a de que a história é sempre contada pelos vencedores. Não é regra. Às vezes, sim; às vezes, não. Leiam, por exemplo, Os Doze Césares, de Suetônio. Os mandatários romanos não aparecem ali fazendo, necessariamente, um bom papel. Nem A Ilíada, que é literatura (e, pois, também história), é sempr airosa com os gregos — Heitor, o vencido, é uma grande personagem. Muitas vezes, a crítica vem embutida no próprio elogio. David, o pintor, puxando o saco de Napoleão, fala muito mais do temperamento do baixinho invocado do que seus inimigos. Essa conversa de que é preciso contar a história dos vencidos é pura mistificação submarxista. Marx, aliás, um quase-helenista, morreria de rir dessa tolice. Até porque o discurso histórico também é história. Supor que haja dois pontos de vista apenas — o do vencido e o do vencedor — é flertar com a tentação de haver um juiz da história, que venha a desempatar a contenda. Coisa de mulas intelectuais e de totalitários.Pedem-me que comente a iniciativa da Secretaria Nacional de Direitos Humanos de publicar o tal livro, mais um, com o relato dos horrores da tortura durante o Regime Militar. É coisa do secretário Paulo Vannuchi. Um anterior, Nilmário Miranda, tem a sua própria obra a respeito: Dos Filhos Deste Solo, em parceria com o jornalista Carlos Tibúrcio. Quem sabe o próximo se dedique à mesma iniciativa... Vejam só: se há fato histórico em que a versão vitoriosa é a dos vencidos, é este. A esquerda perdeu a batalha, mas ganhou a guerra de propaganda. Escrevi um artigo sobre isso na extinta Primeira Leitura. Neste blog, tratei do assunto no dia 18 de julho do ano passado. Esta tese é minha. No caso do golpe militar de 1964, até agora, só os vencidos deram a sua versão porque amparados, olhem que coisa!, em sua suposta superioridade moral.É o habitualÉ o único caso em que o vencido é o vencedor? Não. No Ocidente, especialmente depois que a academia e os meios de comunicação foram ocupados pela cultura da contestação, isso é uma constante. O aparato analítico da esquerda, no entanto, fazia-se presente na história das idéias muito antes. Já escrevi aqui também: até hoje, os assassinos de Robespierre são exaltados como verdadeiros heróis dos direitos do homem. As melhores conquistas da chamada Revolução Francesa foram obra de conservadores, o que é solenemente omitido tanto na França como no Brasil. O único historiador que conseguiu furar o bloqueio da “mentira dos vencidos” com razoável sucesso foi François Furet. Parte da historiografia brasileira se dedica a resgatar a memória dos “vencidos” mesmo que sejam notórios bandidos, como é o caso do ditador paraguaio Solano López, visto como um “socialista” endêmico destruído pela brutalidade dos brasileiros. E quem diz isso? Brasileiros, ora essa. Em matéria de estupidez, a nossa academia não tem preconceitos.Mas volto lá ao tal livro. Eu vinha evitando o assunto porque já escrevi muito a respeito. Se vocês acessarem o Google e botarem lá palavras-chave como “Reinaldo Azevedo indenização pensão esquerda terrorismo”, verão quantas vezes já escrevi a respeito dessa história. Quem, comprovadamente preso, foi vítima de maus tratos tem mesmo de ser indenizado — ou alguém da família no caso de morte. Quem optou pela luta armada ou pelo terrorismo (em suma: deliberadamente, pegou em armas para derrubar o governo) fez uma escolha consciente. Se morreu na batalha, pagou o preço de uma opção. Poderia ter matado. E alguns mataram. E também não sou sensível à falácia de que a guerrilha e o terror eram a última saída. Não eram. Ou seria preciso abolir todas as outras formas de resistência que houve. Mais: essa hipótese se sustenta em outra mentira, combinada com a anterior: a decisão de promover a luta armada seria posterior à decretação do AI-5. Foi anterior.Ora, qual é o sentido de se fazer um novo livro sobre os mortos, carregando agora, mais do que antes, na descrição dos horrores a que teriam sido submetidos? E fazê-lo com patrocínio oficial, quando o estado brasileiro já admitiu, como ente legal, as suas culpas, pagando uma indenização bilionária? Sim, o que Frei Betto e seus serviçais na mídia escondem é que as indenizações às “vítimas” do Regime Militar já custaram R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos. A cada mês, as pensões somam outros R$ 28 milhões. Eles quiseram implantar o comunismo no Brasil, e nós pagamos o pato. Já foram concedidas 17 mil reparações, 13 mil foram rejeitadas, e ainda há outras 30 mil na fila.Lula, que Frei Betto chama de “preso político” (este apoiador de Fidel Castro não tem mesmo nenhum senso de ridículo), é um dos pensionistas. No mundo inteiro, é verdade, os “vencidos” de carteirinha lutam para contar a sua versão dos fatos. Só que, no Brasil, eles decidiram passar primeiro no caixa. Parênteses: o discurso da “versão dos vencidos”, com que se tenta enobrecer o livro, seria um argumento muito interessante num tribunal. Não é legítimo supor que, uma vez “vencidos”, usam a sua narrativa extremada como mais uma arma contra o inimigo, agora a retórica — quiçá a imaginação?Lei de AnistiaA Lei de Anistia é de 1979. Qual foi o seu sentido? Justamente eliminar esse discurso de “vencidos” e “vencedores” e impedir, para usar uma expressão da época, o afloramento do “revanchismo”. A maioria das correntes de esquerda, diga-se de passagem, endossou essa perspectiva. E notem bem: não faltou, na linha dura militar, quem alertasse para o fato de que a lei seria apenas o primeiro passo da revanche, que viria mais cedo ou mais tarde. Tais setores argumentavam — e não sem razão — que, estivessem invertidos os papéis, e as esquerdas não lhes dariam a chance do perdão. A julgar pela experiência histórica do comunismo, viria mesmo é o paredão para os que então estavam no poder e para milhões de outros brasileiros.O livro a ser lançado hoje cita 475 casos. O de Nilmário, 424. Não li o de agora. O outro era bastante generoso nos critérios para atribuir mortos e desaparecidos ao Regime Militar. Nem sempre a vinculação fica clara. Seja um número ou outro, Fidel Castro, o guia moral de Frei Betto, riria da brandura da ditadura brasileira. O que eu acho? Uma barbaridade, é óbvio. Com uma diferença: eu deploro as duas ditaduras; Betto, apenas uma. Resistindo à linha dura, felizmente prosperou a corrente que propugnava em favor da abertura política, e o país pôde, então, caminhar para a conciliação e para uma transição pacífica do Regime Militar para a democracia. Reavivar agora aquelas contendas serve a quais interesses? Se o governo Lula patrocina um livro como esse, embalado por forte propaganda, poderia muito bem ter atuado, por meio da comissão que cuida do assunto, para tentar localizar corpos que ainda não tenham sido encontrados. Em vez da eficácia, busca-se, no entanto, a propaganda. E os promotores de tal iniciativa mal escondem a intenção de levar os anistiados “do outro lado” para o banco dos réus.Escreve Frei Betto: “A nação, entretanto, tem o direito de resgatar a sua memória e corrigir aberrações jurídicas como a "anistia recíproca" do governo Figueiredo. Inútil querer impedir que as famílias pranteiem seus mortos e clamem por seus entes queridos desaparecidos. E, a exemplo do Chile e da Argentina, o princípio elementar do direito exige que crimes, sobretudo aqueles cometidos em nome do Estado, sejam investigados, e seus responsáveis, punidos, para que a impunidade não prevaleça sobre a lei nem se perpetue como tributo histórico.” Há, aí, dois truques sujos no que respeita à retórica e à história. “Resgatar a memória” — e os corpos — é uma coisa. Rever a “anistia recíproca” é que é uma aberração. Andaram bem, no passado, os que assaltaram bancos, promoveram o terrorismo, a guerrilha e também mataram? Até onde chega a paixão de Frei Betto pela revisão da história? O segundo truque é equiparar a ditadura militar brasileira à argentina ou à chilena. A primeira matou 30 mil pessoas; a outra, 3 mil — com populações muito menores do que a brasileira. Naqueles países, a ditadura deixou uma chaga social; no Brasil, felizmente, não. Ah, claro: por mil habitantes, o campeão em mortes, prisões e exílios é o ditador Fidel Castro, o amigo de Frei Betto.Matou ou não?Indagado pela revista Playboy se já matou alguém, José Dirceu não quis responder. Deixou para o futuro, para as suas memórias. Eu, por exemplo, posso dizer: nunca matei ninguém. É bem provável que quem me lê também não. E outras tantas figuras do governo e da base aliada que participaram da luta armada e de ações terroristas? Eles têm ou não as mãos sujas de sangue? Em alguns casos, é quase fatal supor que sim. Mataram em nome do quê? De uma causa? A causa do comunismo era moralmente superior à do combate ao comunismo? Ou terão a cara-de-pau de dizer que seus assassinatos ajudaram a construir o regime democrático no Brasil?Os “vencidos” já venceram e já contaram a história do seu jeito. Partidários óbvios de um regime facinoroso, estão por aí fazendo as vezes de combatentes da liberdade. O livro é só uma peça a mais no proselitismo vitimista, que busca ajustar contas com o passado. E que governo o promove? Um capaz de se meter numa conspirata — não com um, mas com dois ditadores (os amigos de Betto) — para devolver dois pobres pugilistas a uma tirania; a tirania que os “heróis” de si mesmos, sem qualquer apoio popular, queriam implantar no Brasil.Que interpretação é esta?Este é um texto de vencido ou de vencedor? Conheci a truculência da ditadura com 15 anos, como estudante secundarista, perseguido por um agente de sobrenome “Olay”. Estará vivo ainda? Isso faz 30 anos. Túlio Bulcão, meu professor então, meu amigo ainda hoje, militante do PT, conhece bem a história. Outros que me davam aula também. Eu era socialista? Ainda não exatamente, mas me interessavam as pessoas que diziam coisas que o “sistema” (usava-se muito esta palavra naqueles tempos) não deixava dizer. Quando decidiram me “pegar”, era um pretexto para tentar chegar a alguns professores de esquerda — com os quais, de resto, justiça seja feita, eu nem tinha contato. Quando ingressei num grupo trotskista, cruzei com um deles na reunião, e foi difícil saber quem ficou mais surpreso.Era 1976. Fiquei, é claro, apavorado. Mas não o suficiente para me afastar da “luta”, à qual dediquei alguns anos. Até entender, ainda bem que a tempo, que aquilo que eu buscava era a democracia, não o socialismo — descoberta que não se faz sem alguma dor e sem alguma perda. Mas isso não interessa agora, e não há qualquer risco de eu me tornar um sentimental nesta questão. O que penso hoje, e já há muitos anos, da esquerda, vocês sabem. Fiz escolhas intelectuais e morais. Mas também conheço como funciona a racionalização da barbárie e da violência na cabeça de um esquerdista. Este livro é parte de uma representação que procura entronizar santos e exorcizar demônios, contra o sentido da Lei da Anistia. Reitero: buscar corpos ou tentar saber o destino de desaparecidos é coisa diversa de rever a lei, como querem Frei Betto e seus propagandistas. Em tempo: continuam a me interessar as pessoas “contra o sistema”.Finalmente...A democracia no Brasil não morreu em 1964 porque a direita deu um golpe. Morreu porque não havia quem a defendesse, de lado nenhum. Um governante responsável não teria promovido ele próprio a subversão, como fez João Goulart, incentivado pelos nacionalistas bocós e pelos bolcheviques tupiniquis, que imaginavam que ele pudesse ser o seu Kerensky. Não podia. Era ainda mais idiota. Deu no que deu. O Brasil não merece reabrir uma ferida porque um populista meio vulgar decidiu dar as mãos a meia-dúzia de “vencidos-vencedores” que não conseguem nem superar nem se livrar de suas próprias obsessões.
*******************************************
"DELENDA CARTAGO EST"Marco Pórcio Catão (234 – 149 a.C.)
Por Reinaldo Azevedo
“Está previsto para hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula, ex-preso político, e de vários ministros, o lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", cujas páginas registram o perfil dos mortos e desaparecidos sob a ditadura militar brasileira. A obra resulta de cuidadoso trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, presidida pelo advogado Marco Antônio Rodrigues Barbosa. Editada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República nesta gestão do ministro Paulo Vannuchi, é, com certeza, o mais importante documento histórico sobre os anos de chumbo desde a publicação de "Brasil: Nunca Mais", assinado pelo cardeal d. Paulo Evaristo Arns, hoje arcebispo emérito de São Paulo, e o reverendo Jaime Wright.”Assim começa Frei Betto o seu artigo na Folha desta quarta. Opinião é como intestino: todo mundo tem. E a democracia, onde há democracia (não é o caso da Cuba de Fidel Castro... e de Betto), garante a sua expressão, o que é ótimo para o regime de liberdades públicas, mas nem sempre a verdade sai ganhando. Tá bom. Podemos pagar o preço de uma impostura ou outra para ter um regime democrático. Mas elas precisam ser denunciadas.Uma das mentiras esquerdopatas que costumam triunfar é a de que a história é sempre contada pelos vencedores. Não é regra. Às vezes, sim; às vezes, não. Leiam, por exemplo, Os Doze Césares, de Suetônio. Os mandatários romanos não aparecem ali fazendo, necessariamente, um bom papel. Nem A Ilíada, que é literatura (e, pois, também história), é sempr airosa com os gregos — Heitor, o vencido, é uma grande personagem. Muitas vezes, a crítica vem embutida no próprio elogio. David, o pintor, puxando o saco de Napoleão, fala muito mais do temperamento do baixinho invocado do que seus inimigos. Essa conversa de que é preciso contar a história dos vencidos é pura mistificação submarxista. Marx, aliás, um quase-helenista, morreria de rir dessa tolice. Até porque o discurso histórico também é história. Supor que haja dois pontos de vista apenas — o do vencido e o do vencedor — é flertar com a tentação de haver um juiz da história, que venha a desempatar a contenda. Coisa de mulas intelectuais e de totalitários.Pedem-me que comente a iniciativa da Secretaria Nacional de Direitos Humanos de publicar o tal livro, mais um, com o relato dos horrores da tortura durante o Regime Militar. É coisa do secretário Paulo Vannuchi. Um anterior, Nilmário Miranda, tem a sua própria obra a respeito: Dos Filhos Deste Solo, em parceria com o jornalista Carlos Tibúrcio. Quem sabe o próximo se dedique à mesma iniciativa... Vejam só: se há fato histórico em que a versão vitoriosa é a dos vencidos, é este. A esquerda perdeu a batalha, mas ganhou a guerra de propaganda. Escrevi um artigo sobre isso na extinta Primeira Leitura. Neste blog, tratei do assunto no dia 18 de julho do ano passado. Esta tese é minha. No caso do golpe militar de 1964, até agora, só os vencidos deram a sua versão porque amparados, olhem que coisa!, em sua suposta superioridade moral.É o habitualÉ o único caso em que o vencido é o vencedor? Não. No Ocidente, especialmente depois que a academia e os meios de comunicação foram ocupados pela cultura da contestação, isso é uma constante. O aparato analítico da esquerda, no entanto, fazia-se presente na história das idéias muito antes. Já escrevi aqui também: até hoje, os assassinos de Robespierre são exaltados como verdadeiros heróis dos direitos do homem. As melhores conquistas da chamada Revolução Francesa foram obra de conservadores, o que é solenemente omitido tanto na França como no Brasil. O único historiador que conseguiu furar o bloqueio da “mentira dos vencidos” com razoável sucesso foi François Furet. Parte da historiografia brasileira se dedica a resgatar a memória dos “vencidos” mesmo que sejam notórios bandidos, como é o caso do ditador paraguaio Solano López, visto como um “socialista” endêmico destruído pela brutalidade dos brasileiros. E quem diz isso? Brasileiros, ora essa. Em matéria de estupidez, a nossa academia não tem preconceitos.Mas volto lá ao tal livro. Eu vinha evitando o assunto porque já escrevi muito a respeito. Se vocês acessarem o Google e botarem lá palavras-chave como “Reinaldo Azevedo indenização pensão esquerda terrorismo”, verão quantas vezes já escrevi a respeito dessa história. Quem, comprovadamente preso, foi vítima de maus tratos tem mesmo de ser indenizado — ou alguém da família no caso de morte. Quem optou pela luta armada ou pelo terrorismo (em suma: deliberadamente, pegou em armas para derrubar o governo) fez uma escolha consciente. Se morreu na batalha, pagou o preço de uma opção. Poderia ter matado. E alguns mataram. E também não sou sensível à falácia de que a guerrilha e o terror eram a última saída. Não eram. Ou seria preciso abolir todas as outras formas de resistência que houve. Mais: essa hipótese se sustenta em outra mentira, combinada com a anterior: a decisão de promover a luta armada seria posterior à decretação do AI-5. Foi anterior.Ora, qual é o sentido de se fazer um novo livro sobre os mortos, carregando agora, mais do que antes, na descrição dos horrores a que teriam sido submetidos? E fazê-lo com patrocínio oficial, quando o estado brasileiro já admitiu, como ente legal, as suas culpas, pagando uma indenização bilionária? Sim, o que Frei Betto e seus serviçais na mídia escondem é que as indenizações às “vítimas” do Regime Militar já custaram R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos. A cada mês, as pensões somam outros R$ 28 milhões. Eles quiseram implantar o comunismo no Brasil, e nós pagamos o pato. Já foram concedidas 17 mil reparações, 13 mil foram rejeitadas, e ainda há outras 30 mil na fila.Lula, que Frei Betto chama de “preso político” (este apoiador de Fidel Castro não tem mesmo nenhum senso de ridículo), é um dos pensionistas. No mundo inteiro, é verdade, os “vencidos” de carteirinha lutam para contar a sua versão dos fatos. Só que, no Brasil, eles decidiram passar primeiro no caixa. Parênteses: o discurso da “versão dos vencidos”, com que se tenta enobrecer o livro, seria um argumento muito interessante num tribunal. Não é legítimo supor que, uma vez “vencidos”, usam a sua narrativa extremada como mais uma arma contra o inimigo, agora a retórica — quiçá a imaginação?Lei de AnistiaA Lei de Anistia é de 1979. Qual foi o seu sentido? Justamente eliminar esse discurso de “vencidos” e “vencedores” e impedir, para usar uma expressão da época, o afloramento do “revanchismo”. A maioria das correntes de esquerda, diga-se de passagem, endossou essa perspectiva. E notem bem: não faltou, na linha dura militar, quem alertasse para o fato de que a lei seria apenas o primeiro passo da revanche, que viria mais cedo ou mais tarde. Tais setores argumentavam — e não sem razão — que, estivessem invertidos os papéis, e as esquerdas não lhes dariam a chance do perdão. A julgar pela experiência histórica do comunismo, viria mesmo é o paredão para os que então estavam no poder e para milhões de outros brasileiros.O livro a ser lançado hoje cita 475 casos. O de Nilmário, 424. Não li o de agora. O outro era bastante generoso nos critérios para atribuir mortos e desaparecidos ao Regime Militar. Nem sempre a vinculação fica clara. Seja um número ou outro, Fidel Castro, o guia moral de Frei Betto, riria da brandura da ditadura brasileira. O que eu acho? Uma barbaridade, é óbvio. Com uma diferença: eu deploro as duas ditaduras; Betto, apenas uma. Resistindo à linha dura, felizmente prosperou a corrente que propugnava em favor da abertura política, e o país pôde, então, caminhar para a conciliação e para uma transição pacífica do Regime Militar para a democracia. Reavivar agora aquelas contendas serve a quais interesses? Se o governo Lula patrocina um livro como esse, embalado por forte propaganda, poderia muito bem ter atuado, por meio da comissão que cuida do assunto, para tentar localizar corpos que ainda não tenham sido encontrados. Em vez da eficácia, busca-se, no entanto, a propaganda. E os promotores de tal iniciativa mal escondem a intenção de levar os anistiados “do outro lado” para o banco dos réus.Escreve Frei Betto: “A nação, entretanto, tem o direito de resgatar a sua memória e corrigir aberrações jurídicas como a "anistia recíproca" do governo Figueiredo. Inútil querer impedir que as famílias pranteiem seus mortos e clamem por seus entes queridos desaparecidos. E, a exemplo do Chile e da Argentina, o princípio elementar do direito exige que crimes, sobretudo aqueles cometidos em nome do Estado, sejam investigados, e seus responsáveis, punidos, para que a impunidade não prevaleça sobre a lei nem se perpetue como tributo histórico.” Há, aí, dois truques sujos no que respeita à retórica e à história. “Resgatar a memória” — e os corpos — é uma coisa. Rever a “anistia recíproca” é que é uma aberração. Andaram bem, no passado, os que assaltaram bancos, promoveram o terrorismo, a guerrilha e também mataram? Até onde chega a paixão de Frei Betto pela revisão da história? O segundo truque é equiparar a ditadura militar brasileira à argentina ou à chilena. A primeira matou 30 mil pessoas; a outra, 3 mil — com populações muito menores do que a brasileira. Naqueles países, a ditadura deixou uma chaga social; no Brasil, felizmente, não. Ah, claro: por mil habitantes, o campeão em mortes, prisões e exílios é o ditador Fidel Castro, o amigo de Frei Betto.Matou ou não?Indagado pela revista Playboy se já matou alguém, José Dirceu não quis responder. Deixou para o futuro, para as suas memórias. Eu, por exemplo, posso dizer: nunca matei ninguém. É bem provável que quem me lê também não. E outras tantas figuras do governo e da base aliada que participaram da luta armada e de ações terroristas? Eles têm ou não as mãos sujas de sangue? Em alguns casos, é quase fatal supor que sim. Mataram em nome do quê? De uma causa? A causa do comunismo era moralmente superior à do combate ao comunismo? Ou terão a cara-de-pau de dizer que seus assassinatos ajudaram a construir o regime democrático no Brasil?Os “vencidos” já venceram e já contaram a história do seu jeito. Partidários óbvios de um regime facinoroso, estão por aí fazendo as vezes de combatentes da liberdade. O livro é só uma peça a mais no proselitismo vitimista, que busca ajustar contas com o passado. E que governo o promove? Um capaz de se meter numa conspirata — não com um, mas com dois ditadores (os amigos de Betto) — para devolver dois pobres pugilistas a uma tirania; a tirania que os “heróis” de si mesmos, sem qualquer apoio popular, queriam implantar no Brasil.Que interpretação é esta?Este é um texto de vencido ou de vencedor? Conheci a truculência da ditadura com 15 anos, como estudante secundarista, perseguido por um agente de sobrenome “Olay”. Estará vivo ainda? Isso faz 30 anos. Túlio Bulcão, meu professor então, meu amigo ainda hoje, militante do PT, conhece bem a história. Outros que me davam aula também. Eu era socialista? Ainda não exatamente, mas me interessavam as pessoas que diziam coisas que o “sistema” (usava-se muito esta palavra naqueles tempos) não deixava dizer. Quando decidiram me “pegar”, era um pretexto para tentar chegar a alguns professores de esquerda — com os quais, de resto, justiça seja feita, eu nem tinha contato. Quando ingressei num grupo trotskista, cruzei com um deles na reunião, e foi difícil saber quem ficou mais surpreso.Era 1976. Fiquei, é claro, apavorado. Mas não o suficiente para me afastar da “luta”, à qual dediquei alguns anos. Até entender, ainda bem que a tempo, que aquilo que eu buscava era a democracia, não o socialismo — descoberta que não se faz sem alguma dor e sem alguma perda. Mas isso não interessa agora, e não há qualquer risco de eu me tornar um sentimental nesta questão. O que penso hoje, e já há muitos anos, da esquerda, vocês sabem. Fiz escolhas intelectuais e morais. Mas também conheço como funciona a racionalização da barbárie e da violência na cabeça de um esquerdista. Este livro é parte de uma representação que procura entronizar santos e exorcizar demônios, contra o sentido da Lei da Anistia. Reitero: buscar corpos ou tentar saber o destino de desaparecidos é coisa diversa de rever a lei, como querem Frei Betto e seus propagandistas. Em tempo: continuam a me interessar as pessoas “contra o sistema”.Finalmente...A democracia no Brasil não morreu em 1964 porque a direita deu um golpe. Morreu porque não havia quem a defendesse, de lado nenhum. Um governante responsável não teria promovido ele próprio a subversão, como fez João Goulart, incentivado pelos nacionalistas bocós e pelos bolcheviques tupiniquis, que imaginavam que ele pudesse ser o seu Kerensky. Não podia. Era ainda mais idiota. Deu no que deu. O Brasil não merece reabrir uma ferida porque um populista meio vulgar decidiu dar as mãos a meia-dúzia de “vencidos-vencedores” que não conseguem nem superar nem se livrar de suas próprias obsessões.
*******************************************
"DELENDA CARTAGO EST"Marco Pórcio Catão (234 – 149 a.C.)
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Os sem terrinhas na universidade
24 ago 2007
Por Sonia Van Dick
Depois das cotas para os negros, o petismo criou as cotas para o MST - os sem-terrinha - na universidade.
Antes de mais nada: sou negra e sou contra as cotas para os negros (negro não precisa de favor; merece respeito e oportunidades iguais a todos os demais - no ensino fundamental decente, no ensino médio decente). Sou a favor da universidade de qualidade. Sou contra a entrada pela porta de serviço - a porta da senzala já deveria ter sido fechada.
É aquilo que falei de uma universidade em um estado do sudeste - já está também em Goiás (são muitos os tentáculos do socialismo petista) para formar os futuros militantes do socialismo petista.
A atitude do ministro Eros Grau no STF, nesse dia 23 de agosto - quando estava em pauta o processo contra os mensaleiros -, dá-lhe todas as credenciais para ministrar a aula inaugural da universidade que começa a definir as bases da "ciência", da "tecnologia" e do "pensamento humanista" no estado socialista petista a ser oficializado em breve. Cada estado tem o magistrado que merece.
E os contribuintes vão pagar a "universidade" para a cota do MST a ser inaugurada pelo ministro Eros Grau - de fato, não somos um país sério - lamentavelmente, somos nós que pagamos a Eros Grau para merecer a "honraria" de inaugurar as cotas do MST na universidade pública (custeada pelo contribuinte) - e só por causa disso não achamos motivo de riso na nova cota universitária para o MST (os sem-terrinha) e não podemos aplaudir o brilho do ministro Eros Grau: tudo custa muito caro ao contribuinte.
E ainda tem quem acredite em autonomia da universidade pública...
Sônia
Por Sonia Van Dick
Depois das cotas para os negros, o petismo criou as cotas para o MST - os sem-terrinha - na universidade.
Antes de mais nada: sou negra e sou contra as cotas para os negros (negro não precisa de favor; merece respeito e oportunidades iguais a todos os demais - no ensino fundamental decente, no ensino médio decente). Sou a favor da universidade de qualidade. Sou contra a entrada pela porta de serviço - a porta da senzala já deveria ter sido fechada.
É aquilo que falei de uma universidade em um estado do sudeste - já está também em Goiás (são muitos os tentáculos do socialismo petista) para formar os futuros militantes do socialismo petista.
A atitude do ministro Eros Grau no STF, nesse dia 23 de agosto - quando estava em pauta o processo contra os mensaleiros -, dá-lhe todas as credenciais para ministrar a aula inaugural da universidade que começa a definir as bases da "ciência", da "tecnologia" e do "pensamento humanista" no estado socialista petista a ser oficializado em breve. Cada estado tem o magistrado que merece.
E os contribuintes vão pagar a "universidade" para a cota do MST a ser inaugurada pelo ministro Eros Grau - de fato, não somos um país sério - lamentavelmente, somos nós que pagamos a Eros Grau para merecer a "honraria" de inaugurar as cotas do MST na universidade pública (custeada pelo contribuinte) - e só por causa disso não achamos motivo de riso na nova cota universitária para o MST (os sem-terrinha) e não podemos aplaudir o brilho do ministro Eros Grau: tudo custa muito caro ao contribuinte.
E ainda tem quem acredite em autonomia da universidade pública...
Sônia
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
PAU DE GALINHEIRO
Produzido pelo Ternuma Regional Brasília
Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado.
O povo brasileiro perdeu a capacidade de indignar-se, tanto é o descalabro e a imundície que nos cerca. Acostumamo-nos em conviver com a sujeira e com a improbidade desses políticos eleitos por nós.
Hoje mesmo, a mesa diretora do Senado - se é que posso grafar essa instituição com inicial maiúscula - proibiu que o senador Gim Argello fosse investigado e levado ao conselho de ética pelas falcatruas de que é acusado. A votação do problema quedou-se no empate de dois a dois senadores, com duas abstenções, até que o “venerável” presidente do Senado proferiu o seu voto de Minerva, decidindo a questão e livrando o acusado, sob o argumento de que, mesmo se forem verdadeiros, os crimes do senador foram perpetrados antes de sua posse. Gim Argello, suplente do senador Joaquim Roriz, assumiu o mandato pela renúncia do ex-governador do Distrito Federal, que se viu acuado por acusações mais parecidas com o famoso “batom na cueca”.
Decisão técnica e “sábia”! O decoro parlamentar de Gim Argello foi considerado impoluto, já que os supostos crimes foram anteriores à assunção de um mandato já manchado pelas evidências de corrupção do seu antecessor. Sujeiras pretéritas, tudo bem! Argello, livre pela pantomima, logo concedeu entrevistas jurando que “vai trabalhar pelo Brasil e pelo Distrito Federal”. Bolsos cheios se avizinham...
Não sei por que ainda me preocupo em ter cautela com adjetivos para essa gente, tanta é a desfaçatez com que enganam e locupletam-se dos cargos públicos. Será que os “tentáculos” da justiça brasileira vão punir-me por ter engulhos de nojo?
Causou-me mais estupor o fato de que dois senadores abstiveram-se no julgamento. É isso patifaria maior, por acobertar e associar-se à indignidade, sem expor-se.
Lembro-me de que, há cerca de quinze anos, quando estava em férias no Ceará, conversei com um candidato a uma prefeitura do interior e perguntei-lhe quais eram os seus projetos. O candidato, de maneira simplória, disse-me: “não tenho projeto; não vou enricar, mas não vou sair da prefeitura pobre como vou entrar”. Partiu, então, o “idealista” candidato a distribuir óculos de grau e dentaduras na cooptação de eleitores.
Voltando à votação da mesa do Senado, irritou-me a empáfia do senador Renan Calheiros, o “herói” do voto de Minerva. Com uma expressão de cinismo, o parlamentar apareceu nos telejornais como se fosse um grande magistrado a promover justiça. Moral de cuecas...
Aliás, essa peça do vestuário masculino ou é furada, ou inexiste nas suas vestimentas. Para eles, o Brasil é um grande galinheiro onde nos encontramos inermes. Empoleirados, eles despejam em nós os seus excrementos, sem que reajamos.
Enquanto isso, os débeis movimentos de “Chega”, “Fora Lula” e outros que tais não têm quase nenhuma repercussão.
O Jornal Nacional prefere dar ênfase a que quarenta e oito milhões de brasileiros recebem o dinheiro da bolsa família.
Nessa aritmética, não contabilizam que os cento e cinqüenta milhões restantes pagam impostos e toda essa conta, sem nenhum retorno. Pelo contrário, resignam-se na esperança de dias melhores, continuando a votar e acreditando nessa democracia irreal.
Assim, vamos continuar debaixo do pau do galinheiro, a receber a bolsa excremento.
Se eu fosse sádico, diria: bem feito! Votamos nessa gente...
Visite o nosso site: www.ternuma.com.br
Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado.
O povo brasileiro perdeu a capacidade de indignar-se, tanto é o descalabro e a imundície que nos cerca. Acostumamo-nos em conviver com a sujeira e com a improbidade desses políticos eleitos por nós.
Hoje mesmo, a mesa diretora do Senado - se é que posso grafar essa instituição com inicial maiúscula - proibiu que o senador Gim Argello fosse investigado e levado ao conselho de ética pelas falcatruas de que é acusado. A votação do problema quedou-se no empate de dois a dois senadores, com duas abstenções, até que o “venerável” presidente do Senado proferiu o seu voto de Minerva, decidindo a questão e livrando o acusado, sob o argumento de que, mesmo se forem verdadeiros, os crimes do senador foram perpetrados antes de sua posse. Gim Argello, suplente do senador Joaquim Roriz, assumiu o mandato pela renúncia do ex-governador do Distrito Federal, que se viu acuado por acusações mais parecidas com o famoso “batom na cueca”.
Decisão técnica e “sábia”! O decoro parlamentar de Gim Argello foi considerado impoluto, já que os supostos crimes foram anteriores à assunção de um mandato já manchado pelas evidências de corrupção do seu antecessor. Sujeiras pretéritas, tudo bem! Argello, livre pela pantomima, logo concedeu entrevistas jurando que “vai trabalhar pelo Brasil e pelo Distrito Federal”. Bolsos cheios se avizinham...
Não sei por que ainda me preocupo em ter cautela com adjetivos para essa gente, tanta é a desfaçatez com que enganam e locupletam-se dos cargos públicos. Será que os “tentáculos” da justiça brasileira vão punir-me por ter engulhos de nojo?
Causou-me mais estupor o fato de que dois senadores abstiveram-se no julgamento. É isso patifaria maior, por acobertar e associar-se à indignidade, sem expor-se.
Lembro-me de que, há cerca de quinze anos, quando estava em férias no Ceará, conversei com um candidato a uma prefeitura do interior e perguntei-lhe quais eram os seus projetos. O candidato, de maneira simplória, disse-me: “não tenho projeto; não vou enricar, mas não vou sair da prefeitura pobre como vou entrar”. Partiu, então, o “idealista” candidato a distribuir óculos de grau e dentaduras na cooptação de eleitores.
Voltando à votação da mesa do Senado, irritou-me a empáfia do senador Renan Calheiros, o “herói” do voto de Minerva. Com uma expressão de cinismo, o parlamentar apareceu nos telejornais como se fosse um grande magistrado a promover justiça. Moral de cuecas...
Aliás, essa peça do vestuário masculino ou é furada, ou inexiste nas suas vestimentas. Para eles, o Brasil é um grande galinheiro onde nos encontramos inermes. Empoleirados, eles despejam em nós os seus excrementos, sem que reajamos.
Enquanto isso, os débeis movimentos de “Chega”, “Fora Lula” e outros que tais não têm quase nenhuma repercussão.
O Jornal Nacional prefere dar ênfase a que quarenta e oito milhões de brasileiros recebem o dinheiro da bolsa família.
Nessa aritmética, não contabilizam que os cento e cinqüenta milhões restantes pagam impostos e toda essa conta, sem nenhum retorno. Pelo contrário, resignam-se na esperança de dias melhores, continuando a votar e acreditando nessa democracia irreal.
Assim, vamos continuar debaixo do pau do galinheiro, a receber a bolsa excremento.
Se eu fosse sádico, diria: bem feito! Votamos nessa gente...
Visite o nosso site: www.ternuma.com.br
domingo, 19 de agosto de 2007
HOMENS de HONRA


HOMENS de HONRA
Antes do nascer do sol, aqueles que deslocar-se-ão para a mata fechada da Serra do Cachimbo começam a preparar suas mochilas, rações e equipamentos num total de mais de trinta quilos.
Sob os primeiros raios de luz, decolam para o inferno verde, onde insetos, altas temperaturas, umidade elevada, dor, sangue e tristeza extrema os aguardam.
Não há espaço livre nos helicópteros. Toda área te que ser aproveitada, toda capacidade utilizada.
Ninguém está pensando em si mesmo, mas nos familiares que esperam por seus entes queridos para que possam ser enterrados, encerrando mais um ciclo de existência.
A luta foi grande, os riscos enormes, o cansaço era evidente nos rostos daqueles que tinham o privilégio de uma noite no acampamento, enquanto seus pares continuavam na mata entre corpos, odores, abelhas, carrapatos e a angustia dos ainda não encontrados.
A oração de mãos dadas, a oração feita para cada um dos resgatados pedindo que ele pudesse ser levado par aqueles que aguardavam o seu retorno era um exemplo de percepção da dor daqueles que estavam à espera.
Poucos lhes agradeceram. Poucos sequer reconheceram seu trabalho. Poucos dedicaram espaço nos meios de comunicação. Poucos estão interessados nos seus estresses, nos seus salários, nos seu lares desfeitos.
Muitos consideram que eles não fizeram mais que sua obrigação. Muitos não querem saber de suas condições de trabalho, dos seus sacrifícios, das sua doenças das suas dores.
Alguns chegam a caluniá-los, cegos na sua dor, em busca da recompensa financeira ou da lembrança material que ainda pode estar sob folhas da floresta que tudo engole.
HOMENS de HONRA...
A vocês presto continência. A todos vocês todos os brasileiros de tantos lugares reunidos por Deus para trazer alento a almas feridas, a minha veneração, o meu respeito e minha profunda admiração.
Foi um privilégio estar entre vocês e testemunhar o seu trabalho, amor e profissionalismo.
Não se abatam pelas injustiças! O Brasil ainda precisará de vocês e, um dia, vocês receberão o merecido reconhecimento.
HOMENS de HONRA...
VOCÊS NÃO DEIXARAM NINGUÉM PARA TRÁS.
ASS. Brigadeiro do Ar Jorge Kersul Filho
Original: homensdehonra.jpg
Antes do nascer do sol, aqueles que deslocar-se-ão para a mata fechada da Serra do Cachimbo começam a preparar suas mochilas, rações e equipamentos num total de mais de trinta quilos.
Sob os primeiros raios de luz, decolam para o inferno verde, onde insetos, altas temperaturas, umidade elevada, dor, sangue e tristeza extrema os aguardam.
Não há espaço livre nos helicópteros. Toda área te que ser aproveitada, toda capacidade utilizada.
Ninguém está pensando em si mesmo, mas nos familiares que esperam por seus entes queridos para que possam ser enterrados, encerrando mais um ciclo de existência.
A luta foi grande, os riscos enormes, o cansaço era evidente nos rostos daqueles que tinham o privilégio de uma noite no acampamento, enquanto seus pares continuavam na mata entre corpos, odores, abelhas, carrapatos e a angustia dos ainda não encontrados.
A oração de mãos dadas, a oração feita para cada um dos resgatados pedindo que ele pudesse ser levado par aqueles que aguardavam o seu retorno era um exemplo de percepção da dor daqueles que estavam à espera.
Poucos lhes agradeceram. Poucos sequer reconheceram seu trabalho. Poucos dedicaram espaço nos meios de comunicação. Poucos estão interessados nos seus estresses, nos seus salários, nos seu lares desfeitos.
Muitos consideram que eles não fizeram mais que sua obrigação. Muitos não querem saber de suas condições de trabalho, dos seus sacrifícios, das sua doenças das suas dores.
Alguns chegam a caluniá-los, cegos na sua dor, em busca da recompensa financeira ou da lembrança material que ainda pode estar sob folhas da floresta que tudo engole.
HOMENS de HONRA...
A vocês presto continência. A todos vocês todos os brasileiros de tantos lugares reunidos por Deus para trazer alento a almas feridas, a minha veneração, o meu respeito e minha profunda admiração.
Foi um privilégio estar entre vocês e testemunhar o seu trabalho, amor e profissionalismo.
Não se abatam pelas injustiças! O Brasil ainda precisará de vocês e, um dia, vocês receberão o merecido reconhecimento.
HOMENS de HONRA...
VOCÊS NÃO DEIXARAM NINGUÉM PARA TRÁS.
ASS. Brigadeiro do Ar Jorge Kersul Filho
Original: homensdehonra.jpg
Assinar:
Postagens (Atom)