FOLHA DE SÃO PAULO
Clóvis Rossi
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "A turbulência americana não vai causar problemas ao Brasil". Da consultoria Economática, conforme reprodução do site G1, das Organizações Globo: "As ações das grandes empresas brasileiras perderam 21% do seu valor, ou R$ 209 bilhões, nas últimas quatro semanas devido à crise no mercado financeiro internacional. Desde o dia 19 de julho, o valor das 316 maiores empresas da Bovespa caiu de R$ 1,003 trilhão para R$ 794 bilhões" (não inclui a queda de 2,5% de ontem). Se o presidente acha que perdas de R$ 209 bilhões (e subindo) não são "problema", o que será que ele considera um problema? Tem mais, sempre segundo a Economática/G1: "O Brasil foi o país que mais perdeu recursos entre os sete principais mercados da América Latina (México, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil). Apesar de representar metade desse mercado, as empresas brasileiras respondem por dois terços (66%) das perdas acumuladas nesse período". Como se vê, a "blindagem" da economia brasileira está sendo inferior à de economias muitíssimo menores e mais frágeis. Menos mal que o presidente não é quem decide o que fazer na economia. Fia-se nos assessores, que, por sua vez, mostram regularmente que apenas seguem os tais mercados. Tanto que foram os mercados -e só eles- que fizeram o dólar primeiro cair bastante, a ponto de atrapalhar as exportações de alguns setores, e agora fazem o dólar subir. O governo só espia. Da inapetência do presidente para enfrentar problemas, dá prova (a milionésima, aliás) a frase sobre a crise aérea: "Acho que está resolvida em parte. Ele [o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim] está há poucos dias no ministério, não dá para fazer tudo". Já Lula está há quatro anos, sete meses e 15 dias no cargo. Não viu o "problema"? crossi@uol.com.br
Translate
sábado, 18 de agosto de 2007
ESQUISITA IDÉIA" DE NOVA REELEIÇÃO

16 ago 2007.
BB começa a campanha para o terceiro mandato do Lula.
No momento em que chaves se movimenta para obter ser eleito quantas vezes quiser, no Brasil o PT - apenas um passo atrás -- começa a campanha para a Constituinte exclusiva, destinada a autorizar o terceiro mandato de Lula.
E o banco do brasil sai na frente com propaganda isntitucional: "3" é o símbolo da "sustentabilidade"
É preciso muita atenção quanto a isso porque, como é sabido, depois que os marxistas assumem democraticamente o poder abandonam a fachada democrática e normalmente só largam o osso na base da fôrça.
- Sobre o mesmo assunto assim se expressou o Lider do PSDB Arthur Virgilio, no plenário do Senado.
A "ESQUISITA IDÉIA" DE NOVA REELEIÇÃO - Em discurso proferido no Senado, Arthur Virgílio citou nota da seção Radar, da revista Veja, segundo a qual "setores importantes do PT, no Palácio do Planalto, voltaram a falar em mudança na Constituição para uma nova reeleição de Lula". A seu ver, é mais uma das muitas e esquisitas idéias de prolongamento do atual mandato do Presidente da República. São idéias que implicam retrocesso institucional, que vão contra o sentido democrático da alternância no Poder. Não há, no entanto, no seu entender, campo para retrocesso institucional ou golpismos. "A democracia - frisou - repele tentativas espúrias de extensão de mandatos eletivos. Os mandatos devem ser buscados legitimamente nas urnas." Para o que, por sinal, notou ele, o PSDB está se preparando, sem açodamento, sem atropelos. Mostrará, por exemplo, que o governo que se diz "dos pobres" não combate eficazmente o crime e as maiores vítimas são os pobres das periferias das grandes cidades
*A iluminações, não constam no texto original.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Carta da HRW, enviada a endereço não confiavel.
10/08/2007 - 21h04ONG de direitos humanos cobra do Brasil investigação sobre volta de atletas cubanos
A ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou carta nesta sexta-feira ao ministro da Justiça, Tarso Genro, manifestando preocupação com "a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas" para proteger os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. "Estamos muito preocupados com a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas suficientes para assegurar que Rigondeaux e Lara recebessem as proteções legais às quais eles pudessem ter direito como refugiados em potencial", diz o texto da carta da Human Rights Watch. Os dois atletas estiveram no Brasil no mês passado para os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro. No dia 22 de julho, eles desapareceram da Vila Olímpica e só foram encontrados no dia 2 de agosto, em Araruama (RJ).Em 3 de agosto, eles foram ouvidos pela polícia brasileira, e no dia seguinte, voltaram para Cuba. Inicialmente, divulgou-se que os boxeadores teriam sido deportados. Em artigo na imprensa cubana, Fidel criticou os pugilistas, dizendo que "o atleta que abandona sua delegação é como um soldado que abandona seus companheiros em meio ao combate".Mas nesta terça-feira, o governo brasileiro divulgou nota em que afirma que a decisão de voltar a Cuba foi espontânea dos cubanos e eles não foram deportados."Nos seus depoimentos, os atletas afirmaram ainda não desejarem refúgio, pois disseram 'amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos, bem como são personalidades em Cuba'", afirma a nota do ministério da Justiça.A carta da HRW A carta enviada pela Human Rights Watch às autoridades brasileiras pede que o ministro investigue se "os direitos dos atletas foram adequadamente protegidos enquanto estiveram no Brasil" e que se assegure de que os pugilistas estão sendo bem tratados em Cuba."Estamos muito preocupados com a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas suficientes para assegurar que Rigondeaux e Lara recebessem as proteções legais às quais eles pudessem ter direito como refugiados em potencial", afirma a carta, que é assinada pelo diretor executivo da ONG, José Miguel Vivanco.Uma cópia da carta foi encaminhada ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "O fato de que Rigondeaux e Lara desertaram uma delegação atlética oficial cubana sugere fortemente que eles pudessem estar interessados em pedir asilo ao Brasil", diz a carta.O documento ressalta que mesmo que a solicitação de asilo político não tenha sido formalizada, alguns "pedidos de obtenção do status de refugiado podem ser sinalizados por ações, e não apenas por pedidos explícitos"."Porque eles desertaram da delegação atlética nacional, é razoável suspeitar que Rigondeaux e Lara tivessem receio fundamentado de ser perseguidos ao retornar para Cuba."Na quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou um requerimento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) convidando o ministro Tarso Genro para dar explicações sobre o caso no Congresso. A data ainda não foi marcada.Em artigo publicado na terça-feira no jornal oficial de Cuba Granma, o presidente do país, Fidel Castro, disse que Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desonraram a equipe nacional e não poderão mais representar Cuba em nenhum evento internacional, incluindo a Olimpíada de 2008, em Pequim.Fidel também cogitou suspender o envio de uma delegação de pugilistas para o Campeonato Mundial de Boxe nos Estados Unidos em outubro.
A ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou carta nesta sexta-feira ao ministro da Justiça, Tarso Genro, manifestando preocupação com "a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas" para proteger os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. "Estamos muito preocupados com a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas suficientes para assegurar que Rigondeaux e Lara recebessem as proteções legais às quais eles pudessem ter direito como refugiados em potencial", diz o texto da carta da Human Rights Watch. Os dois atletas estiveram no Brasil no mês passado para os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro. No dia 22 de julho, eles desapareceram da Vila Olímpica e só foram encontrados no dia 2 de agosto, em Araruama (RJ).Em 3 de agosto, eles foram ouvidos pela polícia brasileira, e no dia seguinte, voltaram para Cuba. Inicialmente, divulgou-se que os boxeadores teriam sido deportados. Em artigo na imprensa cubana, Fidel criticou os pugilistas, dizendo que "o atleta que abandona sua delegação é como um soldado que abandona seus companheiros em meio ao combate".Mas nesta terça-feira, o governo brasileiro divulgou nota em que afirma que a decisão de voltar a Cuba foi espontânea dos cubanos e eles não foram deportados."Nos seus depoimentos, os atletas afirmaram ainda não desejarem refúgio, pois disseram 'amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos, bem como são personalidades em Cuba'", afirma a nota do ministério da Justiça.A carta da HRW A carta enviada pela Human Rights Watch às autoridades brasileiras pede que o ministro investigue se "os direitos dos atletas foram adequadamente protegidos enquanto estiveram no Brasil" e que se assegure de que os pugilistas estão sendo bem tratados em Cuba."Estamos muito preocupados com a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas suficientes para assegurar que Rigondeaux e Lara recebessem as proteções legais às quais eles pudessem ter direito como refugiados em potencial", afirma a carta, que é assinada pelo diretor executivo da ONG, José Miguel Vivanco.Uma cópia da carta foi encaminhada ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "O fato de que Rigondeaux e Lara desertaram uma delegação atlética oficial cubana sugere fortemente que eles pudessem estar interessados em pedir asilo ao Brasil", diz a carta.O documento ressalta que mesmo que a solicitação de asilo político não tenha sido formalizada, alguns "pedidos de obtenção do status de refugiado podem ser sinalizados por ações, e não apenas por pedidos explícitos"."Porque eles desertaram da delegação atlética nacional, é razoável suspeitar que Rigondeaux e Lara tivessem receio fundamentado de ser perseguidos ao retornar para Cuba."Na quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou um requerimento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) convidando o ministro Tarso Genro para dar explicações sobre o caso no Congresso. A data ainda não foi marcada.Em artigo publicado na terça-feira no jornal oficial de Cuba Granma, o presidente do país, Fidel Castro, disse que Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desonraram a equipe nacional e não poderão mais representar Cuba em nenhum evento internacional, incluindo a Olimpíada de 2008, em Pequim.Fidel também cogitou suspender o envio de uma delegação de pugilistas para o Campeonato Mundial de Boxe nos Estados Unidos em outubro.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A Farda e o Fardo de Nelson Jobim

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/
Domingo, Agosto 12, 2007
Por Jorge Serrão
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, cometeu crime de “Usurpação e do Excesso ou Abuso de Autoridade”, por “usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tinha direito”. O crime por ele praticado está previsto no Capítulo IV, artigo 172, do Código Penal Militar. O Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969, ainda está em vigor, até aviso em contrário. O Superior Tribunal Militar não pode se omitir neste caso politicamente embaraçoso.Se fosse denunciado, indiciado, julgado e condenado pelo STM, Nelson Jobim poderia pegar detenção de até seis meses. A mesma punição seria aplicável aos militares que o induziram a cometer tal crime ou foram lenientes com a situação fora da lei. Sorte do poderoso presidente aposentado do Supremo Tribunal Federal que as leis não são aplicadas, rigorosamente, no Brasil. Principalmente, contra os poderosos de plantão ou na moda. Ele tem foro privilegiado. Logo, Jobim está salvo. E pronto para se tornar, em breve, o comandante-em-chefe das Forças Armadas. É só chegar à Presidência da República.“No Brasil, as leis criminais se fizeram para os pobres” – como bem denunciou Martin Pena, um teatrólogo do século 19. “O crime do rico a lei o cobre, e o Estado esmaga o oprimido. Não há direito para o pobre. Ao rico, tudo é permitido”. E PT saudações. Mas sem trocadilho infame, porque acabamos de plagiar a letra da “Internacional”. Tomara que nenhum oficial melancia (verde por fora e vermelho por dentro) nos repreenda. Oxalá que nenhum bolchevique radical fique revoltado conosco e queira nos condenar por esta apropriação indébita. Pelo menos, o crime de "tirar onda" com um símbolo comunista não esta inserido no Código Penal Militar.O problema é que o crime de Jobim está. E o pequeno desvio de vaidade simbólica por ele cometido contou com a anuência de seus três comandantes militares. Foi praticado no dia 4 de agosto de 2007, precisamente às 12h 21min, na cidade de Coari, no Amazonas. Tudo foi eternizado pela máquina Nikon D70, do fotógrafo Sales, do próprio Ministério da Defesa. Ele registrou a imagem em que Nelson Jobim aparece vestido com uma farda camuflada do Exército Brasileiro, em cuja gola se destacavam as insígnias de general-de-Exército (Quatro estrelas).O filme de Jobim ficou queimado por causa da “promoção a general”, durante a Operação Solimões, no Amazonas. A honraria foi indevida, ilegal e inoportuna. Causou um certo mal estar, principalmente entre os oficiais da reserva. Tanto que, no dia seguinte, em visita ao Centro de Instrução de Guerra na Selva e ao CINDACTA IV, em Manaus, o ministro usou roupas civis: camisa pólo azul e calça cinza. Foi assim que ele posou para a foto com a famosa onça pintada do CIGS.O bicho já este pegando. A cena explícita de puxa-saquismo e desrespeito à Lei Militar em vigor no Brasil foi presenciada por outro integrante do governo Lula da Silva, também presente ao exercício de simulação de defesa de instalações estratégicas próximas a Coari, às margens do Rio Solimões. O Ministro-Chefe da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, Mangabeira Unger, vestia um terno claro. Nada de farda!Junto deles estavam o Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Peri, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, e o Comandante interino da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Saboya de Araújo Jorge. Todos acompanharam, com o “general” Jobim, as operações de "assalto aeromóvel" e "assalto ribeirinho".Agora, Jobim e os comandantes militares correm o risco de indiciamento por algum procurador da Justiça Militar. Basta que um deles vire alvo fácil de algum cidadão ou militar (da ativa ou da reserva) que tenha a coragem e disposição de apresentar uma notícia-crime contra quem usou ou deixou usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito.Mas tal caso tem tudo para dar em nada. Logo surgiria a dúvida cruel: Jobim poderia ser processado no STM? A resposta, em formato de pizza, tenderia a ser negativa. Como ministro de Estado, Jobim teria direito a foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. Aquela Corte suprema ele conhece bem. Por acaso, algum ministro do STF ousaria criar embaraços para um ex-presidente de lá? Nem a super otimista Velhinha de Taubaté acreditaria em tal possibilidade. Ninguém imporia tal fardo por causa de uma farda, por mais protegidas legalmente que a idumentária camuflada e sua insígnia estejam.O crime de uso indevido da farda e da insígnia de general-de-exército ocorreu objetivamente. O artigo 5º da aplicação da Lei Penal Militar é claro e objetivo. “Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado”. O artigo 9º define: Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial.Para os comandantes militares ainda pode sobrar o dissabor de um indiciamento no artigo 161 do Código Penal Militar, que proíbe: “Praticar o militar diante da tropa, ou em lugar sujeito à administração militar, ato que se traduza em ultraje a símbolo nacional”. A farda pode ser considerada um símbolo nacional do Exército. A insígnia de general do alto comando, também. A detenção prevista é de um a dois anos para quem comete tal desonra simbólica. O Código penal Militar só não tem pena prevista para o suposto crime de bajulação.Ainda conforme previsto no Título II, artigo 29, do Código Penal Militar, “o resultado de que depende a existência do crime somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”. O parágrafo 2º complementa: “A omissão é relevante como causa quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; a quem, de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; e a quem, com seu comportamento anterior, criou o risco de sua superveniência”.O artigo 30 do Código Penal Militar também define com clareza: “Diz-se o crime: consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. O artigo 33 define como “crime doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo” ou “culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência ordinária, ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-lo”. E, para fechar, o artigo 40, preceitua: “Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode invocar coação irresistível senão quando física ou material”. Para um bom entendedor, meio código penal militar basta...O Alerta Total antecipa: nada acontecerá ao "supremo general" Jobim ou aos chefes militares que o “homenagearam” com as insígnias que, no mínimo, igualavam o ministro da Defesa a eles. Tal forçada de barra tem lógica. Na verdade, os comandantes militares estão encantados com Jobim. Depois de conhecer a estrutura do Comando Militar da Amazônia, em Manaus, e acompanhar simulações de guerra das Forças Armadas em Coari, o ministro prometeu construir uma estratégia nacional de defesa. Jobim se comprometeu, especificamente, com a proteção da Amazônia. Curioso. Anos atrás, quando era político profissional, no Congresso, Jobim combatia o projeto Calha Norte.O tempo e a nova oportunidade política, certamente, lhe fizeram mudar de idéia: do Tatu para o Urutu. Jobim explicou que a defesa nacional deve estar alinhada ao desenvolvimento. Para isso, segundo Jobim, é preciso, primeiramente, formular um plano e, depois, pensar nos recursos necessários. "Definidos os objetivos, vamos tratar dos meios". Foi a promessa dele aos líderes do Exército, Aeronáutica e Marinha. Todos fartos do fardo de administrarem forças armadas com falta de verbas.Além de lhe emprestar a farda de Alto Comando, o Exército resolveu endeusar Nelson Jobim. Na semana que passou, em solenidade realizada no “Salão de Honra” do gabinete do comandante do Exército, no Forte Apache, em Brasília, o General Enzo Peri recebeu o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a imposição da Ordem do Mérito Militar, no grau de Grã-Cruz. O comandante do Exército destacou: “Ministro Nelson Jobim, a razão desta solenidade, antecedendo a nossa reunião de trabalho, é muito especial, porque celebra a promoção de Vossa Excelência ao Grau Grã-Cruz na Ordem do Mérito Militar, a mais alta hierarquia da maior distinção honorífica do Exército Brasileiro”.Em seu discurso, o General Enzo Peri frisou, como de costume: “Por oportuno, reafirmo nosso compromisso com o Estado Democrático de Direito, em particular, com as nossas missões constitucionais”. Foi o costumeiro recado "anti-golpes". E o comandante foi além no louvor a Jobim: “Esta promoção testemunha a consideração e o apreço do Exército e de seus integrantes e, também, evidencia a confiança que depositam na capacidade de Vossa Excelência bem conduzir os destinos do Ministério. Permito-me dizer que o vasto currículo de serviços prestados à Nação, aliado à obstinação e dedicação demonstradas desde os primeiros dias no exercício do cargo, credenciam-no ao êxito nesta desafiadora missão". Jobim foi nomeado o novo “Presidente Honorário do Conselho da Ordem do Mérito Militar”.
O simbolismo só
Ás favas a vocação
13 Ago 2007 Por CABU
Não é informe. É informação mesmo.
Caros tenentes do Exército que estão vigiando as nossas distantes fronteiras, caros tenentes da nossa Marinha de Guerra que estão arriscando suas vidas em nossos velhos navios, prezados e corajosos tenentes pilotos da nossa Força Aérea, é melhor e muito mais vantajoso vocês pedirem baixa das nossas Forças Desarmadas e prestar concurso para cabo da Polícia Mlitar do DF.
Com a inteligência e a escolaridade de vocês, garanto que serão imediatamente aprovados.
Como cabos da Polícia Militar do DF seus salários serão muito maiores.
Além disso, vocês não terão que mudar, continuamente, de residência. Suas esposas terão oportunidade de trabalhar, seus filhos não vão mudar constantemente de escola e trocar, de dois em dois anos, os seus amigos do peito. Vocês terão estabilidade para viver o resto da suas vidas, numa cidade com todos os recursos que Brasília possui. Receberão terreno para construir a casa própria.Terão equipamentos modernos. O atendimento de saúde de seus familiare será excelente, pois, além do Serviço Medico da PM, vocês contarão com o Hospital das Forças Armadas.
O governo Lula que paga vocês é o mesmo que paga a Polícia Federal, a Policia Rodoviária Federal, a Polícia CIvil e a Polícia Militar do DF. O dinheiro sai todo do mesmo saco.
Agora acenam para vocês com um aumento de 14%. Se sair o tal aumento penso que será parcelado, como das outras vezes. E mesmo que saia de uma só vez vocês ganharão o mesmo que um 3ºsargento da PM.
O Lula a cada solenidade militar promete mundos e fundos para as nossas Forças Desarmadas. É só promessa.
Portanto, às favas a vocação de vocês.
Agora vejam a diferença de tratamento. A PMDF fez dois dias de operação padrão, com o objetivo de melhorar os seus vencimentos. O governador Arruda foi correndo ao Palácio da Planalto e pediu o aumento para eles . O Sr Lula e a Sra Dilma autorizaram na hora. O aumento já vai ser creditado.
A Policia Federal fez operação padrão e ganhou. A Polícia Rodoviária vai no mesmo caminho
Enquanto isso, os nossos controladores de vôo, que ganham em torno de 1500 reais mensais, se meteram a fazer operação padrão e agora vão ser julgados por motim pela Justiça Militar.
Chega de subserviência. Vamos exigir o mesmo tipo de tratamento.
Um general de 4 estrelas deveria ganhar o mesmo que um ministro dos Tribunais Superiores e daí para baixo estabelecer o pagamento do restante.
O Exército lembra, até hoje, de Calógeras, o único civil que foi Ministro da Guerrra. Calógeras reformulou o Exército. Modernizou-o. Deu-lhe instalações adequadas. Pagou salários decentes. É lembrado até hoje.
O novo Ministro da Defesa tem tudo para se tornar um novo Calógeras ou então cair, para sempre, no esquecimento .
Ele poderia começar lutando pela dignidade dos nossos vencimentos.
Ustra
----- Original Message -----
From: Preservado
Caríssimos Companheiros de caserna !
Recebí a seguinte mensagem, proveniente de BSB:
Reajuste para as FFAA:
Sobre o reajuste o que tem por aqui (Brasília) é que será editada uma MP concedendo 14% a contar de 01 Set 07 e 10% a partir de 01 Fev 08, sendo este último sobre o salário atual sem os 14%.
Segundo informação de colega do MD ainda não está acertado devido a crise do MD e a crise aérea mas, deve ser anunciado até o final deste mês, pois o governo (Lula) terá que assinar o aumento da PM de Brasília: (864% passando o salário de um Sd PM para 3.300 reais e um Cel PM para 17.900 reais. Um 3º Sgt PM ganharrá 4.500 reais) que são remunerados pela mesma fonte que nos pagam.
Poderemos fazer uma das três opções seguintes:
1. Não acreditar
2. Ficar em dúvida, porém, nada fazer
3. Enviar esta mensagem a todos que você considera importante para a questão.
Não é informe. É informação mesmo.
Caros tenentes do Exército que estão vigiando as nossas distantes fronteiras, caros tenentes da nossa Marinha de Guerra que estão arriscando suas vidas em nossos velhos navios, prezados e corajosos tenentes pilotos da nossa Força Aérea, é melhor e muito mais vantajoso vocês pedirem baixa das nossas Forças Desarmadas e prestar concurso para cabo da Polícia Mlitar do DF.
Com a inteligência e a escolaridade de vocês, garanto que serão imediatamente aprovados.
Como cabos da Polícia Militar do DF seus salários serão muito maiores.
Além disso, vocês não terão que mudar, continuamente, de residência. Suas esposas terão oportunidade de trabalhar, seus filhos não vão mudar constantemente de escola e trocar, de dois em dois anos, os seus amigos do peito. Vocês terão estabilidade para viver o resto da suas vidas, numa cidade com todos os recursos que Brasília possui. Receberão terreno para construir a casa própria.Terão equipamentos modernos. O atendimento de saúde de seus familiare será excelente, pois, além do Serviço Medico da PM, vocês contarão com o Hospital das Forças Armadas.
O governo Lula que paga vocês é o mesmo que paga a Polícia Federal, a Policia Rodoviária Federal, a Polícia CIvil e a Polícia Militar do DF. O dinheiro sai todo do mesmo saco.
Agora acenam para vocês com um aumento de 14%. Se sair o tal aumento penso que será parcelado, como das outras vezes. E mesmo que saia de uma só vez vocês ganharão o mesmo que um 3ºsargento da PM.
O Lula a cada solenidade militar promete mundos e fundos para as nossas Forças Desarmadas. É só promessa.
Portanto, às favas a vocação de vocês.
Agora vejam a diferença de tratamento. A PMDF fez dois dias de operação padrão, com o objetivo de melhorar os seus vencimentos. O governador Arruda foi correndo ao Palácio da Planalto e pediu o aumento para eles . O Sr Lula e a Sra Dilma autorizaram na hora. O aumento já vai ser creditado.
A Policia Federal fez operação padrão e ganhou. A Polícia Rodoviária vai no mesmo caminho
Enquanto isso, os nossos controladores de vôo, que ganham em torno de 1500 reais mensais, se meteram a fazer operação padrão e agora vão ser julgados por motim pela Justiça Militar.
Chega de subserviência. Vamos exigir o mesmo tipo de tratamento.
Um general de 4 estrelas deveria ganhar o mesmo que um ministro dos Tribunais Superiores e daí para baixo estabelecer o pagamento do restante.
O Exército lembra, até hoje, de Calógeras, o único civil que foi Ministro da Guerrra. Calógeras reformulou o Exército. Modernizou-o. Deu-lhe instalações adequadas. Pagou salários decentes. É lembrado até hoje.
O novo Ministro da Defesa tem tudo para se tornar um novo Calógeras ou então cair, para sempre, no esquecimento .
Ele poderia começar lutando pela dignidade dos nossos vencimentos.
Ustra
----- Original Message -----
From: Preservado
Caríssimos Companheiros de caserna !
Recebí a seguinte mensagem, proveniente de BSB:
Reajuste para as FFAA:
Sobre o reajuste o que tem por aqui (Brasília) é que será editada uma MP concedendo 14% a contar de 01 Set 07 e 10% a partir de 01 Fev 08, sendo este último sobre o salário atual sem os 14%.
Segundo informação de colega do MD ainda não está acertado devido a crise do MD e a crise aérea mas, deve ser anunciado até o final deste mês, pois o governo (Lula) terá que assinar o aumento da PM de Brasília: (864% passando o salário de um Sd PM para 3.300 reais e um Cel PM para 17.900 reais. Um 3º Sgt PM ganharrá 4.500 reais) que são remunerados pela mesma fonte que nos pagam.
Poderemos fazer uma das três opções seguintes:
1. Não acreditar
2. Ficar em dúvida, porém, nada fazer
3. Enviar esta mensagem a todos que você considera importante para a questão.
domingo, 12 de agosto de 2007
CRISE MORAL
lPor Márcio C. Coimbra
Artigo redigido em 10.08.2007 Em Viena, Áustria.
Chega a ser curioso entender como ocorre a manutenção de Lula no poder, especialmente frente a tantas denúncias de corrupção, uma profunda incompetência administrativa e inclusive deboches de membrosde seu governo em relação ao povo. Entretanto, se analisarmos com atenção, perceberemos que os arquitetos políticos do petismo entenderam há muito tempo como operar os instrumentos de conservação do poder e aqui reside um ponto muito perigoso que ainda não foi percebido com a devida atenção. A política brasileira chegou a seu nível mais baixo durante o governo Lula. No Brasil, onde há muito a política deixou de ser um embate dei déias e projetos, recentemente se tornou uma simples disputa de poder que reveste um balcão de negócios. A política nacional possui um modo de operação próprio, com leis não escritas. O círculo mais próximo dopresidente Lula sempre entendeu esta sistemática. O petismo sempre soube navegar na águas da política brasileira, muito mais do que se imagina. Para isso criou uma rede de atração de movimentos ditos sociais, sindicatos, ONGs e outros partidos sob um forte e determinado comando central, com o objetivo de mobilizar, pressionar, colocar pessoas nas ruas e apresentar uma face popular, vendendo de forma convincente a bandeira da ética. Quando este grupo soube tocar a classe média, se instalou no poder. Acomodou os sindicatos e demais movimentos em suas hostes criando mecanismos formais de financiamentopor intermédio do Estado. Este mesmo grupo soube acomodar-se no poder. Se de um lado foi fácil alocar os colegas dos tais movimentos sociais em suas hostes e linhasde financiamento, o mesmo foi realizado com muitos dos grandes grupos empresariais do País, cooptados por favores, benesses e reservas de mercado. Fechado o sistema em suas duas pontas, somente faltava amarrar uma delas, o poder político. Muitos dos que serviram FHC, agora servem a Lula, sem qualquer constrangimento moral ou ético. Isto não acontece por qualquer sentimento de dever cívico, mas pela sede de poder e as facilidades que o mesmo proporciona. No Congresso Nacional a cooptação política ocorreu inchando o número de ministérios, multiplicando os gastos e garantindo uma sustentação confortável para o governo no Parlamento. Todo este processo ainda alimentado por pagamentos periódicos em dinheiro para partidos e congressistas, o chamado mensalão. Fechado o círculo, o sistema passou a se auto-proteger e nemo mais grave escândalo consegue penetrá-lo. Neste ponto surge umproblema também de ordem moral. Bolsa família aos pobres, financiamento formal do Estado aos tais movimentos sociais, reserva de mercado e subsídios aos grandes empresários amigos, lucros recordes aos bancos e divisão de cargos compolíticos. Esta é a equação da manutenção do governo Lula no poder. Fernando Henrique entendia o funcionamento do sistema, entretanto,realizou um blindagem em setores estratégicos de seu governo,barganhando espaços em outras áreas. Collor, ao contrário, entrou em choque com todas as pontas do mecanismo de sustentação e aí está a verdadeira causa de sua queda. Assim como o caso que politicamente derrubou Collor, existiram muitos outros, piores, mais profundos evergonhosos nos governos de FHC e Lula. A diferença é saber quanto um Presidente está disposto a entregar de sua integridade e do País parase manter no poder. Uns chamam isto de inteligência política, outros de falta de honradez. A face mais perigosa do governo Lula está em três aspectos neste momento. A falta de competência administrativa está mais evidente, já que este é um governo dividido entre amigos sem competência e políticos sem escrúpulos, uma combinação macabra, que somente no setor aéreo já é responsável por mais de 350 mortes em apenas 10 meses.Outro aspecto é a ameaça institucional. Quando o Presidente adverte que ninguém consegue colocar mais pessoas na rua do que ele, temos umproblema. A rede criada pelo petismo e alimentada com dinheiro públicoé o instrumento que ele menciona e a radicalização pode levar o Brasila repetir a experiência recente da Venezuela. A senha foi dada quando Lula ameaçou: "o que vem depois da democracia é muito pior". O terceiro aspecto está na falta de capacidade aparente de reação, jáque o petismo cooptou desde a redemocratização, e principalmente agora, o monopólio do protesto, sob sua influência e financiamento. A convivência com as cotidianas denúncias de corrupção e deboches infelizmente já fazem parte da vida do brasileiro. Nunca antes pessoasque exercem cargos de tamanha relevância zombaram tanto do povo com tanta certeza da impunidade. A excessiva tolerância da população frente ao que ocorre no País fragiliza as instituições democráticas,além da nossa dignidade como povo. O Brasil vive uma crise moral,desde que passou a associar democracia com passividade e liberdade come sculhambação e impunidade. Infelizmente não possuímos um poder político oposicionista real, especialmente líderes com visão estratégica e práticas sólidas e coesas. Poucos são os sérios edeterminados. Somente a classe média, maior vítima do petismo, mostrasinais de reação. É talvez o último aceno de esperança, já que nãoconsigo imaginar onde, depois disso, será encontrado qualquer vestígioda reserva moral de nossa nação.
Artigo redigido em 10.08.2007Em Viena, Áustria. * Márcio Chalegre Coimbra. Analista Político. Pesquisador do HayekInstitut em Viena, Áustria. Membro da The Mont Pèlerin Society.É editor –chefe do site Parlata (www.parlata.com.br) e edita o BlogDiários do Velho Mundo (http://marciocoimbra.blogspot.com).
Artigo redigido em 10.08.2007 Em Viena, Áustria.
Chega a ser curioso entender como ocorre a manutenção de Lula no poder, especialmente frente a tantas denúncias de corrupção, uma profunda incompetência administrativa e inclusive deboches de membrosde seu governo em relação ao povo. Entretanto, se analisarmos com atenção, perceberemos que os arquitetos políticos do petismo entenderam há muito tempo como operar os instrumentos de conservação do poder e aqui reside um ponto muito perigoso que ainda não foi percebido com a devida atenção. A política brasileira chegou a seu nível mais baixo durante o governo Lula. No Brasil, onde há muito a política deixou de ser um embate dei déias e projetos, recentemente se tornou uma simples disputa de poder que reveste um balcão de negócios. A política nacional possui um modo de operação próprio, com leis não escritas. O círculo mais próximo dopresidente Lula sempre entendeu esta sistemática. O petismo sempre soube navegar na águas da política brasileira, muito mais do que se imagina. Para isso criou uma rede de atração de movimentos ditos sociais, sindicatos, ONGs e outros partidos sob um forte e determinado comando central, com o objetivo de mobilizar, pressionar, colocar pessoas nas ruas e apresentar uma face popular, vendendo de forma convincente a bandeira da ética. Quando este grupo soube tocar a classe média, se instalou no poder. Acomodou os sindicatos e demais movimentos em suas hostes criando mecanismos formais de financiamentopor intermédio do Estado. Este mesmo grupo soube acomodar-se no poder. Se de um lado foi fácil alocar os colegas dos tais movimentos sociais em suas hostes e linhasde financiamento, o mesmo foi realizado com muitos dos grandes grupos empresariais do País, cooptados por favores, benesses e reservas de mercado. Fechado o sistema em suas duas pontas, somente faltava amarrar uma delas, o poder político. Muitos dos que serviram FHC, agora servem a Lula, sem qualquer constrangimento moral ou ético. Isto não acontece por qualquer sentimento de dever cívico, mas pela sede de poder e as facilidades que o mesmo proporciona. No Congresso Nacional a cooptação política ocorreu inchando o número de ministérios, multiplicando os gastos e garantindo uma sustentação confortável para o governo no Parlamento. Todo este processo ainda alimentado por pagamentos periódicos em dinheiro para partidos e congressistas, o chamado mensalão. Fechado o círculo, o sistema passou a se auto-proteger e nemo mais grave escândalo consegue penetrá-lo. Neste ponto surge umproblema também de ordem moral. Bolsa família aos pobres, financiamento formal do Estado aos tais movimentos sociais, reserva de mercado e subsídios aos grandes empresários amigos, lucros recordes aos bancos e divisão de cargos compolíticos. Esta é a equação da manutenção do governo Lula no poder. Fernando Henrique entendia o funcionamento do sistema, entretanto,realizou um blindagem em setores estratégicos de seu governo,barganhando espaços em outras áreas. Collor, ao contrário, entrou em choque com todas as pontas do mecanismo de sustentação e aí está a verdadeira causa de sua queda. Assim como o caso que politicamente derrubou Collor, existiram muitos outros, piores, mais profundos evergonhosos nos governos de FHC e Lula. A diferença é saber quanto um Presidente está disposto a entregar de sua integridade e do País parase manter no poder. Uns chamam isto de inteligência política, outros de falta de honradez. A face mais perigosa do governo Lula está em três aspectos neste momento. A falta de competência administrativa está mais evidente, já que este é um governo dividido entre amigos sem competência e políticos sem escrúpulos, uma combinação macabra, que somente no setor aéreo já é responsável por mais de 350 mortes em apenas 10 meses.Outro aspecto é a ameaça institucional. Quando o Presidente adverte que ninguém consegue colocar mais pessoas na rua do que ele, temos umproblema. A rede criada pelo petismo e alimentada com dinheiro públicoé o instrumento que ele menciona e a radicalização pode levar o Brasila repetir a experiência recente da Venezuela. A senha foi dada quando Lula ameaçou: "o que vem depois da democracia é muito pior". O terceiro aspecto está na falta de capacidade aparente de reação, jáque o petismo cooptou desde a redemocratização, e principalmente agora, o monopólio do protesto, sob sua influência e financiamento. A convivência com as cotidianas denúncias de corrupção e deboches infelizmente já fazem parte da vida do brasileiro. Nunca antes pessoasque exercem cargos de tamanha relevância zombaram tanto do povo com tanta certeza da impunidade. A excessiva tolerância da população frente ao que ocorre no País fragiliza as instituições democráticas,além da nossa dignidade como povo. O Brasil vive uma crise moral,desde que passou a associar democracia com passividade e liberdade come sculhambação e impunidade. Infelizmente não possuímos um poder político oposicionista real, especialmente líderes com visão estratégica e práticas sólidas e coesas. Poucos são os sérios edeterminados. Somente a classe média, maior vítima do petismo, mostrasinais de reação. É talvez o último aceno de esperança, já que nãoconsigo imaginar onde, depois disso, será encontrado qualquer vestígioda reserva moral de nossa nação.
Artigo redigido em 10.08.2007Em Viena, Áustria. * Márcio Chalegre Coimbra. Analista Político. Pesquisador do HayekInstitut em Viena, Áustria. Membro da The Mont Pèlerin Society.É editor –chefe do site Parlata (www.parlata.com.br) e edita o BlogDiários do Velho Mundo (http://marciocoimbra.blogspot.com).
sábado, 11 de agosto de 2007
Os "governistas" mecr
domingo, 5 de agosto de 2007
“LIBERDADE, LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRE NÓS”
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
3//8/2007
Luiz Inácio, que o PT ardilosamente transformou no símbolo do “humilde operário”, passando assim a idéia subliminar de que ele é uma vítima do sistema, um representante autêntico dos trabalhadores explorado pelos patrões, ou seja, a imagem viva da luta de classes, mostrou claramente o vezo autoritário que, aliás, é inerente a seu partido. Com estilo palanque em fúria ele atacou as vaias sofridas primeira vez e ameaçou os movimentos sociais que estão brotando espontaneamente. Pontificando sobre democracia, conceito que é alheio a um partido como o PT, ele afirmou: “ninguém neste país sabe colocar mais gente na rua do que eu”.
A advertência autoritária era uma resposta à manifestação havida em São Paulo, quando 6.500 pessoas protestaram contra o caos aéreo e se solidarizaram com as quase 200 vítimas do airbus da TAM. Servia também de ameaça aos que pretendem em várias capitais brasileiras se manifestarem no dia 4 de agosto contra a incompetência governamental, os impostos abusivos, a corrupção deslavada, a violência que vitima inocentes, principalmente no Rio de Janeiro que voltou a sua guerra civil depois que acabou o PAN. Sobretudo, as palavras raivosas do presidente visaram movimentos como o do Grupo “Cansei”, da OAB de São Paulo.
Mas quem Luiz Inácio pretende por nas ruas para esmagar esses impertinentes e poucos brasileiros que parecem estar acordando do estado de catalepsia mantido pela massacrante propaganda enganosa do governo, e pelo culto da personalidade em torno do chefe? Será o numeroso exército pára-militar formado pelo MST? O braço sindical petista, a CUT? A UNE, quem sabe, que alguns acusam de estar a soldo do governo? Qualquer milícia à moda fascista-chavista poderá servir para intimidar os poucos que Alexandre Garcia em magistral artigo comparou aos 300 de Esparta.
A retórica enfurecida do presidente Luiz Inácio que nada mais é do que a repetição das palavras de ordem convencionadas pelo PT, ou seja, o discurso unificado que Olavo de Carvalho conceituou como “imbecil coletivo”, pode assustar, impressionar, mas não resiste a um exame em que predomine a lógica e uma revisão da história recente. E note-se que ele usa a velha e conhecida tática petista que primeiro desqualifica o adversário e depois ataca com uma espécie de terrorismo de intimidação. “Golpismo”, “oposição mascarada”, “oportunismo da direita”, “conspiração da elite branca de Campos do Jordão”, “marcha da família com Deus”, são repetidos como mantras pelo presidente, pelos dirigentes do partido, pelos devotados militantes.
Afinal, insurgir-se contra o poderoso pai Lula, que confessou em público ter dado mais lucros aos ricos do que esmolas oficiais aos pobres é um crime de lesa majestade porque atinge o símbolo que mantém privilégios, cargos, imunidades da companheirada espalhada pelo latifúndio estatal por um dos arquitetos do regime petista, o ainda poderoso José Dirceu. Seria inconcebível aos “mandarins” do PT e a seus seguidores mais privilegiados perderem a posição arduamente conquistada de “elite branca” do poder político e econômico. Daí o ardor com que se blinda com uma cortina de aço aquele que possibilita e mantém as delícias da corte.
Os termos usados por Luiz Inácio e seus companheiros para desqualificar e intimidar os poucos opositores que ousam se insurgir contra a majestade do “pobre operário” soam, porém, inteiramente falsos. Quando Luiz Inácio, como deputado federal, propôs o impeachment do presidente Collor e o PT soltou nas ruas suas hostes de cara-pintada ou não, José Dirceu não achou que isso desestabilizaria o Brasil. E durante oito anos o PT berrou “Fora Fernando Henrique”, assim com fez suas greves selvagens e vaiou a valer tudo e todos que acharam merecedores de sua estridente e implacável oposição. Brizola dizia que “o PT vaia até toque de silêncio”. Agora não pode, o que demonstra medo e insegurança dos que não fundo sabem muito bem o que se oculta nas entranhas de um Estado por eles dominado.
O PT acabou com os partidos de oposição, corrompeu todas as instituições e entidades da sociedade civil, chamou para seu lado os ricos que sustentaram as campanhas do “pobre operário”, agraciou os pobres com as esmolas que os manterão sempre pobres. O PT jamais foi democrático nem nunca o será, mesmo porque está ligado a Fidel Castro e a Hugo Chávez formando com estes o “Eixinho do Mal” latino-americano.
Mas tantas ele fez que a sociedade está ficando cansada de perdoar. Era inevitável que alguma oposição surgisse. Ao PT no poder seria melhor ter um mínimo de autocrítica e humildade, analisar em profundidade seus erros e tentar corrigi-los ao invés de ficar ameaçando, mentindo, ostentando comportamento ditatorial. Quanto a nós, os “espartanos”, resta repetir com convicção a estrofe de um dos nossos hinos mais belos: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”. E de tudo fazer para conquistá-la em plenitude, porque, depois da vida, a liberdade é nosso dom maior.
Credito: Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
3//8/2007
Luiz Inácio, que o PT ardilosamente transformou no símbolo do “humilde operário”, passando assim a idéia subliminar de que ele é uma vítima do sistema, um representante autêntico dos trabalhadores explorado pelos patrões, ou seja, a imagem viva da luta de classes, mostrou claramente o vezo autoritário que, aliás, é inerente a seu partido. Com estilo palanque em fúria ele atacou as vaias sofridas primeira vez e ameaçou os movimentos sociais que estão brotando espontaneamente. Pontificando sobre democracia, conceito que é alheio a um partido como o PT, ele afirmou: “ninguém neste país sabe colocar mais gente na rua do que eu”.
A advertência autoritária era uma resposta à manifestação havida em São Paulo, quando 6.500 pessoas protestaram contra o caos aéreo e se solidarizaram com as quase 200 vítimas do airbus da TAM. Servia também de ameaça aos que pretendem em várias capitais brasileiras se manifestarem no dia 4 de agosto contra a incompetência governamental, os impostos abusivos, a corrupção deslavada, a violência que vitima inocentes, principalmente no Rio de Janeiro que voltou a sua guerra civil depois que acabou o PAN. Sobretudo, as palavras raivosas do presidente visaram movimentos como o do Grupo “Cansei”, da OAB de São Paulo.
Mas quem Luiz Inácio pretende por nas ruas para esmagar esses impertinentes e poucos brasileiros que parecem estar acordando do estado de catalepsia mantido pela massacrante propaganda enganosa do governo, e pelo culto da personalidade em torno do chefe? Será o numeroso exército pára-militar formado pelo MST? O braço sindical petista, a CUT? A UNE, quem sabe, que alguns acusam de estar a soldo do governo? Qualquer milícia à moda fascista-chavista poderá servir para intimidar os poucos que Alexandre Garcia em magistral artigo comparou aos 300 de Esparta.
A retórica enfurecida do presidente Luiz Inácio que nada mais é do que a repetição das palavras de ordem convencionadas pelo PT, ou seja, o discurso unificado que Olavo de Carvalho conceituou como “imbecil coletivo”, pode assustar, impressionar, mas não resiste a um exame em que predomine a lógica e uma revisão da história recente. E note-se que ele usa a velha e conhecida tática petista que primeiro desqualifica o adversário e depois ataca com uma espécie de terrorismo de intimidação. “Golpismo”, “oposição mascarada”, “oportunismo da direita”, “conspiração da elite branca de Campos do Jordão”, “marcha da família com Deus”, são repetidos como mantras pelo presidente, pelos dirigentes do partido, pelos devotados militantes.
Afinal, insurgir-se contra o poderoso pai Lula, que confessou em público ter dado mais lucros aos ricos do que esmolas oficiais aos pobres é um crime de lesa majestade porque atinge o símbolo que mantém privilégios, cargos, imunidades da companheirada espalhada pelo latifúndio estatal por um dos arquitetos do regime petista, o ainda poderoso José Dirceu. Seria inconcebível aos “mandarins” do PT e a seus seguidores mais privilegiados perderem a posição arduamente conquistada de “elite branca” do poder político e econômico. Daí o ardor com que se blinda com uma cortina de aço aquele que possibilita e mantém as delícias da corte.
Os termos usados por Luiz Inácio e seus companheiros para desqualificar e intimidar os poucos opositores que ousam se insurgir contra a majestade do “pobre operário” soam, porém, inteiramente falsos. Quando Luiz Inácio, como deputado federal, propôs o impeachment do presidente Collor e o PT soltou nas ruas suas hostes de cara-pintada ou não, José Dirceu não achou que isso desestabilizaria o Brasil. E durante oito anos o PT berrou “Fora Fernando Henrique”, assim com fez suas greves selvagens e vaiou a valer tudo e todos que acharam merecedores de sua estridente e implacável oposição. Brizola dizia que “o PT vaia até toque de silêncio”. Agora não pode, o que demonstra medo e insegurança dos que não fundo sabem muito bem o que se oculta nas entranhas de um Estado por eles dominado.
O PT acabou com os partidos de oposição, corrompeu todas as instituições e entidades da sociedade civil, chamou para seu lado os ricos que sustentaram as campanhas do “pobre operário”, agraciou os pobres com as esmolas que os manterão sempre pobres. O PT jamais foi democrático nem nunca o será, mesmo porque está ligado a Fidel Castro e a Hugo Chávez formando com estes o “Eixinho do Mal” latino-americano.
Mas tantas ele fez que a sociedade está ficando cansada de perdoar. Era inevitável que alguma oposição surgisse. Ao PT no poder seria melhor ter um mínimo de autocrítica e humildade, analisar em profundidade seus erros e tentar corrigi-los ao invés de ficar ameaçando, mentindo, ostentando comportamento ditatorial. Quanto a nós, os “espartanos”, resta repetir com convicção a estrofe de um dos nossos hinos mais belos: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”. E de tudo fazer para conquistá-la em plenitude, porque, depois da vida, a liberdade é nosso dom maior.
Credito: Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)



