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domingo, 5 de agosto de 2007

FALANDO SOBRE CREDIBILIDADE



Sábado, 4 de Agosto de 2007

Ontem, quando dei destaque ao furo de reportagem de Jorge Serrão, no Alerta Total, que falava sobre uma denúncia - feita por um brigadeiro da ativa daa Aeronáutica, que, por razões óbvias, não pôde se identificar - de que uma das caixas-pretas do Airbus da TAM que se acidentou no último dia 17 de julho, matando 199 pessoas, fui agraciada com e-mails de alguns leitores (não pude ainda ler todos, posto que são muitos os que diariamente recebo) que diziam que "assim também já era demais" - que eu deveria
tomar cuidado para não perder a credibilidade, etc.
Acredito que estes e-mails tenham sido enviados, principalmente porque eu republiquei, abaixo da denúncia do Alerta Total, uma nota que havia postado no dia 24 de julho, na qual eu já falava sobre a estranha coincidência de ter havido, digamos, "desencontros de informações" fornecidas pelos órgãos oficiais, em relação aos cilindors de voz das duas aeronaves que protagonizaram os dois maiores e mais recentes acidentes aéreos da história da aviação no Brasil - os jatos da Gol e da TAM.

Ainda não pude responder a ninguém. Mas certamente o farei. E o farei pela simples razão de que, se eu também não tivesse que lidar com o festival diário de mentiras e falsificações com o qual têm tido de trabalhar os profissionais da imprensa, há cerca de 10 anos, e, mais especialmente ainda, nos 5 pultimos 5 deles, eu também não conseguiria imaginar a magnitude e a gravidade da tergiversação que tomou conta do país. Por isso, sem querer convercer ninguém a aceitar o que quer que publique ou assine como a expressão máxima da verdade e do correto - posto que todos somos humanos e podemos errar, além do fato de que há que se respeitar outros pontos de vista que sensatos também pareçam - acho que todas estas pessoas merecem ser respondidas porque, no fundo, estão elas, também, em busca de informação e de verdade. Eu diria, inclusive, que entre algumas dessas pessoas, haja aquelas que, realmente, estejam preocupadas com que eu mantenha a minha credibilidade.

Bem, para estas pessoas, metade da resposta segue agora neste pequeno texto - e elas vão entender muito bem o porquê disso. Todos devem se lembrar perfeitamente que o excelentíssimo senhor presidente da república recebeu na quinta-feira passada um pequeno grupo de familiares das vítimas do acidente da TAM. Ele disse estar solidário a todos e que faria de tudo para que as causas doacidente fossem totalmente esclarecidas. Disse mais. Falou que não sabia realmente da gravidade da crise pela qual já vinha passando o setor aéreo e que, nas cinco eleições que já disputara, em nunhuma delas esse tema teria sido abordado.

Em que pese o absurdo de uma declaração como estas, para um homem que já está há cinco anos cumprindo mandato de presidente da república - sempre pode "colar" mais uma vez, como tem acontecido em várias outras oportunidades, como no caso do mensalão, da compra do dossiê contra os candidatos tucanos ao governo de São Paulo e à presidência, nas últimas eleições, por um bando de coleguinhas "aloprados" seus de partido.
Acontece que, 48 horas depois de ter dito isso, o jornal O Globo, surpreende não só o presidente, mas também a grande parte da população, ao publicar artigo escrito pelo próprio Lula, em 2000, no qual ele discursava - já naquela época - sobre a gravidade da situação do setor aéreo no Brasil.

Eu pergunto, agora, aos que me escreveram sobre "credibilidade": isso que fez o exelentíssimo senhor presidente, mentindo para os familiares da vítimas do acidente da TAM - cara a cara com eles - e para toda uma nação de indivíduos atônitos, também já é um tanto quanto inacreditável demais? Ninguém seria capaz de uma coisa tão sórdida dessas?
Penso que, em matéria de credibilidade, eu e outros jornalistas desse país talvez mereçamos um pouco mais de crédito do que o governo que aí está. Aproveito para parabenizar aos repórteres de O Globo que conseguiram fazer de um assunto passado e publicado um grande furo de reportagem. Por mais defeitos que possam ter, os jornalistas estão aí para isso mesmo - para informar, para levantar questões, para avivar a memória das pessoas e por aí vai... Christina FontenelleE-MAIL:
Creditos: Christina Fontenelle

O braço brasileiro da repressão de Cuba

Produzido pelo Ternuma Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado


Eu nunca tive vergonha de ser brasileiro. Neste momento, entretanto, confesso que não tenho orgulho do meu país, por ver a soberania nacional enxovalhada por conchavo político com uma ditadura cruel. Disso não tenho dúvidas.
Doeu-me ver nos noticiários da televisão dois cidadãos cubanos caçados e algemados pela Polícia Federal, por terem desertado da delegação cubana em meio ao Pan Rio 2007. Foram, sim, caçados como criminosos, algemados, e vão expiar pelo “delito” de buscar a liberdade, fugindo de um regime assassino.
Lula e a sua política de servidão a Fidel Castro e aos outros títeres do regime castrista, mais uma vez, mostra ao que veio, rompendo com os sentimentos cristãos e humanistas, que são característicos da índole do brasileiro.
Às favas a liberdade, dane-se a Democracia, pois, afinal, as “zurêias” não ouvem vaias e só se preocupam com a claque corrompida pelos ódios de um revanchismo imoral.
Todos nós nos lembramos de que maus brasileiros, criminosos, eles todos, fugiram para Cuba, nos idos dos anos sessenta e setenta, patrocinados por Fidel Castro, a fim de “lutar” contra a “ditadura” dos militares. Pergunto: quantos brasileiros de bem bandearam-se para a ilha cubana, mesmo sob o repto dos governos militares, que dizia “Brasil, ame-o ou deixe-o”? Só o deixaram bandidos, recebidos com pompa e circunstância por Castro e seus sequazes, com o fito de matar e de fazer com que os fins justificassem os meios, na consecução de tornar o país mais um chiqueiro socialista.
Envergonhei-me. Afinal, de qual crime foram acusados os dois cubanos? Eles tinham passaportes que lhes davam o direto de estar no Brasil, com vistos para sessenta dias. Ocorre que os agentes do governo cubano proibiram-lhes de portar esses documentos. Ficaram eles sem lenço e sem documentos e, no máximo, poderiam ser presos por vadiagem, se é que isso é crime.
Por que os Valérios, os Dirceus e outros tantos canalhas e criminosos jamais foram algemados, mesmo com as imensas folhas corridas que lhe adornam os currículos?
As “zurêias”, se é isso ainda é possível, hão de ouvir a indignação do povo brasileiro, e esses cubanos vão ter oportunidade de viver em paz, no Brasil ou onde bem lhes aprouver, longe da ditadura do “comandante” Fidel. As suas famílias, todavia, ainda estarão sob as garras do ditador amigo do Lula, do José Dirceu, do Marco Aurélio Garcia e de tantos outros que juraram escravizar-nos, enquanto bebem o rum caribenho e fumam charutos.
Fazer voltar a Cuba esses dois cidadãos, buscadores da liberdade, é tornar-se cúmplices de um justiçamento bem ao modo dos comunistas. Para quem não sabe, justiçamento, significa paredón.

Quero voltar a ter orgulho do meu país.


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sábado, 4 de agosto de 2007

Farsa oficial:


Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Farsa oficial: Caixa preta passou pelo Palácio do Planalto, antes de ser enviada aos EUA e vazar na imprensa
Sexta-feira, Agosto 03, 2007Segunda Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge SerrãoANTES DE LEREM O ARTIGO DO COLEGA JORGE SERRÃO, QUEIRAM LER A PEQUENA MANIFESTAÇÃO A RESPEITO DAS CAIXAS-PRETAS QUE FIZ, PRECISAMENTE NO DIA 24 DE JULHO:

SOBRE AS CAIXAS PRETAS - COINCIDÊNCIAS Por Christina Fontenelle
Jornalistas e suas curiosidades... Faz parte do trabalho jornalístico inferir quais poderiam ser as curiosidades das pessoas que desejam informações sobre determinado acontecimento, sobre esta ou aquela personalidade, etc. Faz parte de seu trabalho, também, coordenar informações, buscar conexões entre os fatos e, é claro, correr atrás das informações. Foi fazendo exercícios deste tipo que alguns profissionais notaram pelo menos uma coincidência durante a recuperação dos destroços deixados pelos dois últimos maiores acidentes aéreos da história da aviação brasileira.
Como todo mundo sabe, as caixas-prestas dos aviões são dispositivos, de cor laranja e/ou azul, formados por dois tipos de gravador: um deles grava dados técnicos e de procedimentos, como velocidades, horas de vôo, pousos, decolagens, etc; e o outro gravador armazena os diálogos que ocorrem dentro dacabine dos pilotos - entre eles e os co-pilotos, entre eles e as torres de controle de tráfego, entre eles e pilotos de outras aeronaves e ainda sobre o que é captado pelo rádio das cabines de comando, etc. Quando houve a queda do Boeing 737-800 da Gol, em setembro do ano passado, todos se lembram do contra-tempo com o gravador de voz da caixa-preta daquela aeronave. Primeiro, a Aeronáutica divulgou que o componente estava intacto e que o material (no caso, os dois gravadores) seria enviado para análise no exterior. Um ou dois dias depois, divulgaram outra informação: a de que o cilindro de voz não teria sido encontrado. Recomeçaram as buscas e a peça foi encontrada enterrada em local não especificado (em termos relativos à posição da cabine, da calda, e do próprio outro gravador de dados técnicos da caixa preta) em meio aos destroços. Depois de encontrado, o cilindro foi enviado para análise e os resultados obtidos até hoje parecem não ter ajudado muito nas investigações sobre o acidente. Não há nada de revelador. Parece até que os pilotos não notaram que aaeronave tivesse diminuído gradativamente de volocidade (450 - 290 - 220 e queda). Muito estranho mesmo. Gritos e algum desespero, só nos últimos segundos. Nesta última grande tragédia da aviação brasileira, quando o Airbus A-320 da TAM, vôo 3054 saiu da pista de Congonhas e chocou-se com um prédio da própria companhia, por uma enorme coincidência, também houve contratempos em relação ao cilindro de de voz da caixa preta . Primeiro, foi divulgada a informação de que tanto o gravador de dados técnicos quanto o gravador de voz teriam sido achados em boas condições e que ambos haviam sido enviados para o Nacional Transportation Safety Board (NTSB), em Washington (EUA). No dia seguinte, nova informação: material diferente teria sido enviado para os EUA, no lugar do gravador de voz. Justificativa: (ACREDITE QUEM PUDER) experientes profissionais haviam confundido o cilindro de voz da caixa preta com um outro dispositivo e enviado para a NTSB por engano. Volta-se aos escombros do acidente e encontra-se o que seria o gravador de voz - dessa vez o correto. O material seguiu para os EUA.Não é uma coincidência incrível?! Os dois cilindros de voz das caixas-pretas das duas aeronaves acidentadas nos dois maiores e mais recentes grandes acidentes aéreos do país foram encontrados, desencontrados e, depois, encontrados novamente. Então, eu corri atrás de informações para saber se seria possível alterar o conteúdo dos gravadores de voz das caixas-pretas de aviões antes que pudessem passar por análise dos laboratórios especializados. Vejam a resposta que obtive (com a devida omissão da fonte): "Como em qualquer gravador, podem ser apagados trechos comprometedores. Além deste inconveniente, é de uso, ainda que irresponsável, por alguns tripulantes, especialmente quando querem conversar algo contra a empresa, desligar o CB (Circuit Breaker = fusível) do Cockpit Voice Recorder (CVC) que está localizado no painel de CBs, atrás dos assentos dos pilotos". A fonte observa ainda: "Creio que este CB foi puxado no caso do Boeing GOL 1907, pelo menos em parte do vôo" (OU FIZERAM COM QUE TENHA PARECIDO QUE TIVESSE SIDO PUXADO). E continua: "Aqui mesmo no Brasil existe software que pode fazer esse tipo de leitura. Acredito que os americanos da NTSB, jamais aceitassem fazer o trabalho em gravadores violados. Contudo as equipes que levam os gravadores podem alegar já ter encontrado os gravadores no estado que eles se encontravam".

Assim vem sendo e assim será...

AGORA, SIM, VAMOS AO BRILHANTE FURO DO CORAJOSO JORNALISTA JORGE SERRÃO:

Exclusivo - Os dados da caixa-preta e do Gravador de Dados de Vôo (FDR, na sigla em inglês) do trágico Airbus A-320 da TAM passaram pelo Palácio do Planalto, antes de serem remetidos para exame nos Estados Unidos. A informação foi passada ao Alerta Total por um brigadeiro da FAB, que não pode ser identificado por questões óbvias. A ordem foi do próprio presidente. Lula da Silva queria ter a certeza absoluta de que no acidente, onde morreram 199 pessoas, não houve responsabilidades diretas do seu governo.A passagem da caixa preta pelo Planalto, antes de ser mandada para perícia na Nacional Transportation Safety Board, revela que não foi "uma trapalhada da FAB" o envio equivocado, à NTSB norte-americana, de um gravador comum, achado pelas equipes de resgate nos destroços do avião, no prédio destruído da TAM Express. Na verdade, o "erro" serviu para que o Planalto tivesse mais um dia para analisar a caixa-preta, antes de enviar o material correto ao órgão de segurança de tráfego aéreo, em Washington. O Alto Comando da Aeronáutica quase entrou em rebelião interna por causa dessa manobra do presidente Lula, com a qual o comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, foi conivente. Por isso, o presidente Lula chegou a cogitar de nomeá-lo Ministro da Defesa, pela "confiança e segurança" que ele passou no episódio. O "erro" induzido também gerou uma crise interna no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão que investiga a tragédia, e que acabou chamado de "trapalhão". O brigadeiro que vazou a informação ao Alerta Total se diz "enojado" com a atitude do governo.(*)No episódio de decifração e divulgação do teor da caixa-preta e do gravador de dados de vôo, o Ministro de Comunicação Institucional, Franklin Martins, teve um papel estratégico. Foi dele o plano maquiavélico para que os dados da caixa-preta vazassem na imprensa, como se fosse um "furo de reportagem". O Palácio do Planalto escolheu dois jornalistas para que os dados viessem a público, isentando o governo. Os vazamentos ocorreram para a revista Veja e para a Folha de S. Paulo. A tática foi tão bem planejada, que a direção de ambas as publicações não deveriam saber do fato – que deveria ser encarado como um mero e grande furo jornalístico. No final de semana, as emissoras de tevê foram na mesma balada, graças aos editores-chefes simpatizantes do governo petista. De todo este episódio, ficam duas constatações. Primeiro, que a grande imprensa no Brasil precisa tomar muito cuidado com os interesses por trás das reportagens exclusivas que divulga. Segundo, o presidente Lula, pelo menos nesta denúncia do brigadeiro da FAB (que o governo fará tudo para negar), o presidente Lula sabia de alguma coisa antes dos outros. O Apedeuta começa a saber das coisas que o cercam... A sociedade brasileira também precisa saber.

(*) Quem tiver bons olhos e "feeling" apurado...
COMENTÁRIO
ATÉ QUANDO AS AUTORIDADES PATRIOTAS NÃO COMPROMETIDAS COM O PT VÃO CONTINUAR ACHANDO QUE O QUE TEMOS NESTE PAÍS É UM GOVERNO E NÃO UM DECLARADO E EVIDENTE ASSALTO AO PODER ?

-- Christina FontenelleE-MAIL: Chrisfontell@gmail.com

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O POVO TEM MEMÓRIA CURTA - No dizer da guerrilheira da VAR-P "estela", luiza","patricia, "wanda"



15 de novembro de 2005-------- Folha de S. Paulo:
Por Roberto Mangabeira Unger-----POR FIM AO GOVERNO LULA
Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos. Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens. Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança. Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou. Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas. Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República. Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o País acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo. Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas".-----------------------------O Autor dessas verdades será nomeado ministro da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, e incorporando o IPEA e o Núcleo de Assunbtos Estratégicos.O Brasil anda em circulos, e pelo jeito estaremos voltando a 1964, mais breve do que se pensava, e concluiremos que nesse embroglio só o Exército da Salvação

Cale a boca, Lula.

Produzido pelo Ternuma Regional Brasília----------------------------

-------------------Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado------


Cale a boca, Lula. Abaixe as suas “zurêias” e ouça com os ouvidos, que, efetivamente, permitem um ser vivo ouvir vaias ou aplausos. Talvez, na sua impostura, culpar as “zurêias” seja o grande mote para você não saber de nada do que ocorre neste pobre país que o elegeu presidente.
Cale a boca, Lula. O Brasil não é um “cachorro de muitos donos, que morre por não ter quem o cuide”. Aguce os sentidos e tenha consciência de que o dono do cachorro é você, por ter sido eleito e por ganhar muito bem – a imoral pensão política à parte.
Chega de impudência. Basta de aparelhamentos do Estado e faça jus aos seus ganhos, trabalhando sem brandir as suas bravatas e, muito menos, a dizer as asneiras de que estamos fartos.
“Este país” não é um canil de cachorros com muitos donos e “neste país” não mais cabem as cachorradas dos ladravazes que o cercam, mesmo que você não os ouça, não os veja e não saiba o que fazem. As aspas do que escrevo são dos seus discursos, que só sensibilizam os desafortunados recebedores das suas bolsas-esmolas.
As vaias do Maracanã e, agora, das cidades por onde você passa não são reações de uma “direita” recalcada ou de “elites” refratárias à façanha de um “trabalhador” vitorioso. São, sim, manifestações espontâneas de muitos que o elegeram, na esperança de dias melhores.
Cale a boca, Lula. Não venha dizer, novamente que, nas suas cinco campanhas eleitorais à presidência, ninguém o alertou sobre a iminência de uma grande crise na aviação civil. Seja honesto. Admita que as suas “zurêias” só ouviam os maviosos cantos de Dilmas, Dirceus, Genoínos, Valérios, Joãos Paulos e de tantos outros aparelhadores do Estado. Seja franco e admita que essas sereias o traíram, levando-o ao desgoverno e submergindo o Brasil nesse mar de lama em que todos nós nos encontramos.
Lula, neste momento, a sociedade esboça reação democrática aos desatinos do seu governo. Você se finge de mouco e confia em pesquisas suspeitas que o elevam ao olímpo, como se você fosse um Zeus moderno.
Vêm neste momento histórico, entretanto, manifestações populares de repúdio ao que aí está. Rápido como quem rouba, o seu partido acaba de decidir, em reunião da executiva partidária, uma convocação da militância petista para contrapor-se, como vocês dizem, às provocações da “direita reacionária”.
Lembra dos tempos em que você liderava os “Fora” Sarney”, “Fora Fernando Henrique”, além dos “Abaixo a ditadura”? Pois é... A Democracia permite tudo, embora você e seus petistas pensem o contrário.
Ainda é tempo, Lula. Torne mais rouca a sua voz de prestidigitador, que vende até mato pegando fogo, e deixe a sociedade manifestar-se. Não permita que haja confronto do povo com as suas milícias. Não fuja, de novo, sob o pretexto de corrigir um terçol. A História não fala dos covardes e dos fujões.
O Brasil ainda é um Estado democrático, embora você seja um aprendiz de Hugo Chávez.
Aprenda com os milicos que o Brasil está acima de tudo.
Desconfio, porém, que você não pensa assim...

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Conde é a primeira peça do próximo apagão

O ESTADO DE SÃO PAULO - Elio Gaspari ------------------------------------------- Colocá-lo em Furnas a partir de uma pressão que está a milímetros da chantagem é jogo sujo
De onde poderá vir o próximo apagão? Do setor elétrico. Pois é lá que Nosso Guia está a um passo de rodar o programa Anac 2.0. Desde o ano passado a Banda Garotinha do PMDB do Rio (12 deputados, talvez oito) exige a nomeação do ex-prefeito Luiz Paulo Conde para a presidência das Centrais Elétricas de Furnas. Ela é uma das 50 maiores empresas do país, opera 11 hidrelétricas, 19 mil quilômetros de linhas. Atende metade das residências de Pindorama.
Aos 73 anos, Conde foi um razoável prefeito do Rio (1997-2001). Com o apoio de Cesar Maia, ganhou uma eleição perdida. Opondo-se a ele, perdeu uma reeleição ganha. Como candidato, prometeu um trem japonês que ligaria o centro à Barra da Tijuca, quis aterrar a enseada de Botafogo e sonhou em revitalizar a região portuária da cidade. Não fez nada disso, mas foi um prefeito bem-humorado. Numa fase posterior, associou-se ao PMDB e às artes do casal Garotinho, chegando a vice-governador de dona Rosinha. Como político, foi uma promessa da segunda divisão, até que o eleitorado o mandou à terceira. Hoje é secretário de Cultura de Sérgio Cabral.
Conde tornou-se um político profissional, mas é arquiteto, presidiu o IAB e projetou a casa de Ayrton Sena em Angra. Teve algumas boas idéias para o Rio. Infelizmente, ficaram quase todas no papel. Seus conhecimentos elétricos limitam-se à definição dos pontos de luz e das tomadas numa planta. Tem a mesma qualificação técnica para dirigir Furnas que o doutor Milton Zuanazzi tinha para presidir a Anac: entende de outra coisa, mas tem bons amigos.
A Banda Garotinha do PMDB ameaça votar contra a prorrogação da CPMF se Conde não for eletrificado. É possível que, a contragosto, Nosso Guia faça a nomeação. O PMDB sabe que Lula prefere escolher um técnico mas, a essa altura, parece que Conde se tornou um capricho. Antes de consumar o desastre, seria bom recordar o passado de Furnas. O tucanato preservou na poderosa diretoria de engenharia o doutor Dimas Toledo. Influenciados por conversas de butique de Belo Horizonte, os petistas mantiveram-no no cargo. Nessa época, o comissário José Dirceu teria dito ao seu aliado de base Roberto Jefferson: "Vamos resolver esse negócio por cima. Deixa o Dimas lá". Deixaram, e quando quiseram tirá-lo nasceram as contrariedades que desembocaram no escândalo do mensalão. Mais tarde, as malfeitorias tucanas e petistas de Furnas lubrificaram o grande acordo de 2005, que deixou a patuléia no papel de boba.
O escracho custou caro a Furnas, a Dimas e aos espertalhões que julgavam ter descoberto uma mina de ouro. Segundo Roberto Jefferson, os petistas estacionaram numa caixinha de R$ 3 milhões mensais. Uma coisa é certa: em 2002, pessoas que trabalhavam com Dimas ouviram-no vangloriar-se de ter ajudado a eleger três governadores, quatro senadores e mais de 20 deputados.
Se a Banda Garotinha do PMDB prensasse o governo para nomear o doutor Luiz Paulo Conde ministro das Cidades, o pleito poderia ser considerado parte do jogo político. Afinal, entende de urbanismo. Colocá-lo em Furnas a partir de uma pressão que está a milímetros da chantagem é jogo sujo que acabará mal, talvez no escuro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

LADRAVAZES MENTIROSOS TENTAM DESARTICULAR A OPINIÃO PÚBLICA

Postado em 01/08/2007..por Aluízio Amorim .......................

Não bastou o ato obsceno do Sargento Garcia, que, de dentro do Palácio do Planalto - que pertence ao povo brasileiro e não de meia dúzia de ladravazes - mandou a Nação tomar naquele lugar, tripudiando sobre os cadáveres do desastre de Congonhas. Agora os petralhas reuniram o partido lançando uma nota para tentar confundir a opinião pública, afirmando que a crescente onda de protestos e vaias contra Lula e seu governo decorre de manobra da oposição. Mentira! A Oposição continua na dela. Permanece praticamente calada. Os petistas podem se queixar de tudo, menos da oposição. É a mais borocoxô da história da República. O que querem os petistas? Que os jornais e televisões virem panfletos do PT? Querem que os donos dos veículos de comunicação desçam as calças? Silenciem? Que tenham medo de um bando de imorais que enlameiam a Nação, que atentam contra a liberdade de imprensa, que querem fechar a Rede Globo? Que querem criar conselho de jornalismo reeditando a DIP varguista? Que querem censurar os programas de televisão? Que pela incúria e aparelhamento do sistema aéreo promovem um apagão que conduziu ao maior desastre aéreo da história? Não passarão. Nem que a vaca tussa. Ou vocês estão pensando que toda a população brasileira é composta de botocudos?Depois do episódio da tentativa de compra do dossiê fajuto na última eleição, quando altos quadros do PT foram flagrados com uma mala contendo R$ 1,750 mi, um crime eleitoral suficiente para cassar a candidatura de Lula, e a oposição não fez nada, não há o que o PT possa reclamar da oposição. Ela foi puro doce de coco, acovardou-se ante um bando de agitadores irresponsáveis que agora está promovendo o apagão do Brasil!Aliás, um dos maiores responsáveis pela ascensão do petismo ao poder é, em boa parte, o PSDB. Todo o movimento Fora Lula! acontece à revelia da oposição partidária e sem qualquer semelhança com a contumaz truculência dos braços armados do PT, tipo a CUT e o bando de arruaceiros do MST.Aquilo que aconteceu em São Paulo – a tentativa de compra do dossiê fajuto -foi o maior crime eleitoral da história do Brasil. Até hoje não se sabe de onde surgiu aquela dinheirama toda. A oposição também silenciou complacente.Cabe acrescentar: vocês do PT pensam que isto aqui é a Bolívia ou a Venezuela? Estão enganados. Não. Não mesmo. Vocês provam com tudo o que estão fazendo que não aceitam o jogo democrático. Vocês são fascistas perversos. Vocês utilizam as instituições democráticas para golpeá-las sorrateiramente. Se há golpistas no Brasil são vocês!Mas tenham certeza de uma coisa: vocês não dobrarão o setor esclarecido, honesto e honrado da população brasileira que não admite que o Brasil seja cubanizado. O brado Fora Lula!, que já ecoa por todo o Brasil é um rotundo não a ditaduras de quaisquer matizes ideológicos. É uma profissão de fé democrática e, sobretudo, um louvor à liberdade, à decência, à ordem e à Justiça!


Fonte: CASAGRANDE.COM.BR

O exemplo de Cuba

Os atletas cubanos que vieram aos Jogos Pan-Americanos reafirmaram, de forma cabal, nossa convicção do estrondoso fracasso do regime socialista, em geral, e do socialismo castrista, em particular. Deram mais um exemplo de que socialismo e democracia são conceitos incompatíveis.
Dois boxeadores, um jogador de handebol e o técnico de ginástica artística desertaram da delegação cubana e, gozando do privilégio de estarem numa terra livre — embora o governo seja simpatizante, o regime aqui ainda não é o socialismo — decidiram não mais voltar para o inferno em que o ditador Fidel Castro transformou o país deles.
Correram rumores de que haveria um plano de deserção em massa na madrugada de sábado, 28 de julho. É provável que houvesse. Quem, com um mínimo de bom senso, ousaria duvidar? Fosse como fosse, Fidel Castro achou melhor não arriscar; ato contínuo, “ordenou” — este é o termo — que os 200 integrantes da equipe retornassem imediatamente e sequer participassem da cerimônia de premiação para receber a medalha de bronze do vôlei ou da cerimônia de encerramento. Num regime socialista, o governante tem este tipo nefando de autoridade.
E como se pode culpar ou criticar alguém por uma atitude angustiada de quem anseia por liberdade? É isto mesmo. Escaparam do socialismo, da mesma forma que tantos outros cubanos antes deles, da mesma forma que milhares de desesperados arriscavam a vida para fugirem dos países socialistas da extinta Cortina de Ferro. O socialismo tende a provocar esse tipo de reação nas pessoas: elas fogem dele como o diabo da cruz.
A História no-lo ensina: em Cuba, como similarmente em todos os demais regimes socialistas passados ou presentes, existe apenas um partido político, não há eleições livres, a imprensa é censurada, impera a perseguição política e religiosa, os críticos do governo sofrem punições severas, as opiniões sujeitam-se a patrulhamento, e os tribunais de ritos sumários torturam e matam, porquanto são tendenciosamente alinhados com a vontade tão arbitrária quanto sanguinária do velho bandoleiro da Sierra Maestra que as esquerdas anacrônicas, por sectarismo ou obtusidade córnea, adoram chamar de “Comandante”. É a apologia da crueldade do totalitarismo.
Digamos que membros de uma equipe de qualquer país democrático, competindo em outro país, resolvesse não voltar para casa. Pergunta-se: poderia o poder político dessa hipotética nação determinar que a delegação regressasse imediatamente, por receio de uma fuga em massa? É claro que não. Nos regimes democráticos, as pessoas são livres para ir ou ficar ou fazer o que bem entenderem de suas vidas. Dariam uma boa banana ao seu presidente e o mandariam cuidar da própria vida.
Pois é. Os cubanos, entretanto, não têm liberdade alguma. Não podem agir dessa forma. E por que não? Porque o regime vigente em Cuba é o socialismo com toda a crueza do socialismo. Os cidadãos não são donos de sua vontade. O “presidente”, que sequer é eleito pelo povo, determina o que deve ser feito, e ai de quem desobedecer. E que não haja dúvidas de que as famílias dos desertores, que ainda estiverem na ilha-cárcere de Fidel Castro, sofrerão as conseqüências da ousadia desse ato.

E o que diz o bandoleiro Fidel? Está furioso a cuspir marimbondos. A deserção, ele afirma, foi um “golpe baixo, porque abala o moral de todos os atletas da ilha”. Nada mais falso. O que realmente afeta negativamente o estado de espírito de um povo e lhe corrói a dignidade é ser coagido à escravidão, submisso à ideologia e à vontade de um canalha que se esconde por trás de um aparato policial sustentado a pão-de-ló por sua fortuna pessoal incalculável, bem guardada e camuflada em paraísos fiscais. Fidel Castro é o cancro das Américas.
E como reage o governo petista em relação a este espetáculo de cinismo e impudência? Para qualquer escória socialista, Cuba é um paraíso e Fidel Castro, um herói a ser emulado. Por isso, se calam. Ora, quem cala consente e tem ganas de aplaudir.


Publicado no JB hoje, 01/ago/2007. Por Antonio Sepulveda, escritor

Cutucando a curta memória do eleitor

CARTA AO MINISTRO NELSON JOBIM

(Por Geraldo José Chaves)
Brasília-DF, 06 de fevereiro de 2006
Excelentíssimo Senhor Ministro Nelson Azevedo Jobim,
Saúdo Vossa Excelência e, respeitosamente, rogo sua atenção por alguns minutos. Sei que o seu tempo é precioso e às vezes insuficiente para atendera todos os compromissos e responsabilidades inerentes ao seu importante cargo.O "Correio Braziliense" que circulou no dia 02/02/2006 trouxe, em primeirapágina, como manchete principal: "JOBIM LARGA A TOGA E SOBE AO PALANQUE".Não vou comentar nem reproduzir trechos do artigo, pois Vossa Excelência já deve ter lido a matéria.Desejo apenas transmitir a Vossa Excelência a minha alegria e satisfaçãopela sua decisão de abandonar a Suprema Corte (para onde nunca deveria terido) e retornar às lides políticas. Dadas as denúncias que vêm sendo divulgadas na imprensa, de uso da toga embenefício de interesses próprios, quanto antes Vossa Excelência deixar ocargo, melhor para todos. O bom mesmo seria se Vossa Excelência considerasse a conveniência de abandonar de vez a vida pública.Tenho em mãos o histórico de sua vida. Poucos brasileiros têm ou tiveram oprivilégio e a oportunidade de construir um currículo tão vasto, tãoprecioso e tão rico. A vida pública de Vossa Excelência está recheada de cargos importantes,condecorações, mandatos eletivos e missões relevantes - aqui e noexterior.Depois de tão significativa trajetória, tendo Vossa Excelência percorrido os largos caminhos do magistério, do Poder Legislativo e do Executivo, foi, aoscinqüenta e um anos, guindado à invejável condição de Ministro do SupremoTribunal Federal.Aí começou o seu desconforto!Sem se desligar das manhas da política, Vossa Excelência, com o tempo, já não conseguia mais disfarçar suas imensas dificuldades para o exercício dasuprema judicatura.Se Vossa Excelência, como homem de inteligência privilegiada e posiçõesdefinidas, já sabia que isso iria acontecer, por que não recusou a indicação?Assim, os fatos foram se sucedendo, a indignação pública foi crescendo, atéque importantes segmentos da sociedade, como, por exemplo, a Ordem dosAdvogados do Brasil e o Conselho da Magistratura, secundados pelas vozes dos mais proeminentes e respeitados juristas brasileiros, começassem aquestionar a juridicidade de suas decisões e a imparcialidade de sua condutacomo Ministro, principalmente como Presidente da Suprema Corte, culminando com a interpelação de Vossa Excelência - fato inédito em nossa história -,promovida por inúmeras e respeitáveis personalidades da vida nacional.Releva acrescentar que Vossa Excelência foi o primeiro Ministro do Excelso Pretório a ser interpelado judicialmente, no exercício de suas exclusivasatribuições - mais um item no seu currículo.Mas é muito importante que Vossa Excelência compreenda que não são asreações da OAB, nem as da Magistratura, nem as de expressivos setores da sociedade as mais preocupantes. As que mais clamam à consciência nacionalsão aquelas que ouvimos diariamente contra as manobras de pedidos de vista,com prazos intermináveis, feitos por Vossa Excelência, quando na pauta de julgamentos do Supremo são incluídos processos nos quais o governo temmanifesto interesse (alguns engavetados há mais de sete anos).
Vejamos alguns exemplos:
ADIN 1940/03 - 02 anos e 10 meses de gaveta; ADIN 1625/03 - 02 anos e 04 meses de gaveta;ADIN 1924/03 - 02 anos e 03 meses de gaveta;ADIN 2077/03 - 02 anos e 03 meses de gaveta; ADIN 2135/02 - 03 anos e 07 meses de gaveta;ADIN 2591/02 - 03 anos e 03 meses de gaveta.ADIN 255/02 - 03 anos e 07 meses de gaveta;ADIN 1648/02 - 03 anos e 04 meses de gaveta;ADIN 1945/99 - 06 anos e 08 meses de gaveta; ADIN 1923/99 - 06 anos e 06 meses de gaveta;ADIN 423/99 - 07 anos de gaveta;ADIN 682/98 - 07 anos e 02 meses de gaveta;ADIN 1764/98 - 07 anos e 09 meses de gaveta;ADIN 1491/98 - 07 anos e 07 meses de gaveta; ADIN 1894/98 - 07 anos e 02 meses de gaveta;ADIN 494/97 - 08 anos e 01 mês de gaveta;
Mais polêmico que isso só mesmo a sua atuação na Constituinte. A ADIN 1940/03 foi conclusa a Vossa Excelência no dia 19/03/2003, já com oparecer do Ministério Público. Como as demais, também tomou o rumo do puxa e empurra.Que pensamento passa pela cabeça de Vossa Excelência quando se depara com umquadro como este? Que juízo de valor devemos nós brasileiros fazer desua atuação como Ministro e como Presidente do Supremo Tribunal? Quando ainda estava no serviço ativo, presenciei um colega ser punido comcinco dias de suspensão, por ter permanecido com um inquérito policial cujoprazo para remessa à Justiça já havia se esgotado há dezenove dias. Fico imaginando... se fosse aplicada a mesma regra no STF, pela proporção,Vossa Excelência deveria ser punido com vinte e dois anos de suspensão.A sua decisão de impedir a continuidade de alguns trabalhos investigatórios, a cargo da Polícia Federal e das Comissões Parlamentares de Inquéritos, e oseu desprezo pelas justas manifestações de inconformismo diante de suaspolêmicas decisões, como se Vossa Excelência fosse o senhor da vida e da morte e estivesse acima do bem e do mal, são fatos que a nossa cidadaniareprova.Agora, a imprensa nos dá a notícia de sua decisão de voltar às paliçadas doPMDB - partido sem definição política, sem identidade ideológica, sem autenticidade partidária e sem um programa de ajuda ao país (o únicoprograma conhecido é o do casuísmo, do oportunismo e do adesismoincondicional).Não constitui nenhum segredo que o PMDB sempre revelou uma incontrolável vocação para aderir a quem estiver no poder, não tendo nenhuma importânciase o grupo governante empunha a bandeira da esquerda, da direita, do centro,de cima, de baixo ou da Conchinchina.A conclusão óbvia que se pode extrair dessa situação é que o Partido demonstra não ter condições para governar o país, ou não deseja assumir essaresponsabilidade, preferindo apenas ganhar o controle das tetas da viúva.Aliás, as duas únicas vezes que o PMDB chegou ao poder foi trombando com as regras e as tabelas. Primeiro, com Sarney - de maneira no mínimodiscutível, uma vez que assumiu substituindo um presidente que morreu antesde tomar posse - e depois, com Itamar Franco, após um processo de cunho notoriamente político, que culminou com a cassação do mandato doex-presidente Collor de Melo.Mas não pretendo, nesta carta, avaliar o PMDB. Isto é tarefa para oseleitores. Voltemos a falar de Vossa Excelência. Vossa Excelência foi Ministro da Justiça do ex-presidente Fernando HenriqueCardoso e, pelas suas mãos, chegou ao Supremo Tribunal Federal (talvez umdos grandes erros de FHC).Agora, adere a Lula da Silva - adversário do seu ex-padrinho e homem de rumos políticos e ideológicos totalmente contrários às aspiraçõesdemocráticas do povo brasileiro e aos governos que Vossa Excelência serviu,ou deles participou, no passado.Corre, inclusive, pela imprensa a notícia de que Vossa Excelência será o candidato à vice-presidência na chapa de Lula da Silva.Pela sua postura nos últimos dias, no exercício da presidência do STF, é bempossível que seja verdade. Não tenho nada com isso. Vossa Excelência temcurso superior, é vacinado, batizado, maior de idade (no dia 02/04/2006 será um sexagenário, como eu) e absolutamente livre para escolher os seuscaminhos.Mas, como político e homem público, Vossa Excelência deve explicações esatisfações ao povo, que lhe outorgou todos os mandatos que já exerceu - e eventualmente algum outro que vier a exercer - e paga seus salários.Como candidato - se for realmente verdadeira a notícia -, Vossa Excelênciaterá a oportunidade de saber que tipo de avaliação os brasileiros irão fazer de sua atuação como Ministro do STF, mediante um julgamento justo eimparcial, que não se rá, com toda certeza, em nada parecido com algumas desuas recentes decisões no Supremo Tribunal. O povo é a única e verdadeira fonte de sabedoria!Espero que Vossa Excelência compreenda e reconheça o meu direito de criticaros homens públicos que, a meu juízo, mereçam ser criticados. Afinal, estamosnum país ainda livre e são os nossos impostos que pagam seus salários. Bem, Excelência, no início solicitei dispensar-me alguns minutos do seuvalioso tempo. Vossa Excelência deve ter levado menos de cinco para concluiresta leitura.Despeço-me, rendendo-lhe o preito de todo a minha deferência e acatamento, aliado aos mais sinceros desejos de felicidades e bem-estar pessoal,extensivos a todos os seus familiares.O juízo que faço de Vossa Excelência como homem público nada tem a ver com orespeito que lhe devo.Finalmente, devo dizer a Vossa Excelência que este não é um documento deconhecimento exclusivo. Por isso, reservo-me o direito de divulgá-lo quando,onde, e pela forma que me parecer mais oportuna e conveniente.
Respeitosamente,
Geraldo José Chaves
Delegado de Polícia Federal - aposentado em defesa do Poder Judiciário, contra aventureiros
geraldochaves2005@ig.com.br

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ENTRA NA JUSTIÇA CONTRA VAGAS PARA FILHOS DO MST NA UNIVERSIDADE

O Ministério Público Federal vai entrar na Justiça contra convênio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) com a faculdade de medicina veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O convênio prevê vagas para assentados ou filhos de assentados do programa nacional de reforma agrária, indicados pelo próprio instituto. Segundo o Ministério Público, a medida fere o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal, uma vez que prevê um processo seletivo exclusivo para esta categoria de trabalhadores rurais. Essa medida é uma demência e um grande escândalo. Os filhos dos acampados e assentados são rigorosamente analfabetos. Quem tiver dúvida sobre isso é só perguntar aos dirigentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), criada pelo governo petista de Olívio Dutra, e que assegurou vagas a alunos indicados pelo MST, o que ocorreu com essa gente. No governo Germano Rigotto (PMDB), o reitor precisou conseguir professores para ensinar a ler e escrever para os alunos indicados pelo PT e MST, antes dele prosseguirem o curso.

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