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sábado, 6 de setembro de 2008

Mentir, acusar e condenar sem provas não é o papel de uma imprensa livre e democrática.


Carlos Alberto Brilhante Ustra – coronel Reformado

Matéria publicada no site   www.averdadesufocada.com

Os jornais de 29/08/2008 abordaram, com estardalhaço, mais uma mentira com a clara intenção de denegrir a mim e ao Exército Brasileiro. Trata-se de mais uma acusação, falsa e muito séria, contra um órgão já extinto, mas que pertenceu ao  Exército - o DOI/CODI/II Exército. Os jornalistas, com muita “convicção”, afirmaram essa mentira, como Soraia Aggege do jornal O Globo. Eles podem e devem ser processados criminalmente. Mentir, acusar e condenar sem provas não é o papel de uma imprensa livre e democrática. É no mínimo grande falta de ética e de desrespeito para com a nobre profissão que escolheram.  Creio que a providência caberia à Instituição atingida, o Exército Brasileiro.



No entanto, provavelmente, ela não o fará, pois esta tem sido a norma dos chefes desde que se recolheram aos quartéis: não se envolverem em polêmicas que atinjam um ou outro oficial acusado e sumariamente julgado em casos em que os acusadores facilmente seriam desmascarados.  Esquecem os chefes, a meu ver, que a mais atingida é a Instituição, pois o Exército  continua o mesmo de sempre, apesar de os  tempos terem mudado.  As imputações só têm um só endereço, não importam posturas de ontem e de hoje.

Na qualidade de ex-comandante do órgão caluniado, venho a público não só para defender o meu Exército, como também para defender os meus comandados e a mim que cumprimos ordens lutando para preservar a democracia. Nós não lutamos para impor uma ditadura ao povo brasileiro. Nós lutamos para pacificar o País e entregá-lo a brasileiros  livres de uma ditadura  marxista-leninista. Esses homens deram tudo de si, inclusive seu sangue e a própria vida. Vidas que foram tiradas por terroristas assassinos, os quais, segundo sugestão do presidente Lula aos “estudantes”, devem ter seus retratos colocados  no novo prédio da UNE, pois o Brasil, para ele, precisa de heróis, já que o único herói admitido por eles é Tiradentes. O mártir da Inconfidência Mineira, do seu modo, era um subversivo conjurado, vindo daí a especial idolatria dessa gente. No entanto, Tiradentes jamais conjuraria para entregar o Brasil a interesses alienígenas.

Vejam uma das matérias, publicada pelo jornal O Globo, na campanha difamatória, que ocupou a maioria da mídia:

 

 “Ossada de Perus era de espanhol preso pelo DOI

Soraia Aggege

O Ministério Público Federal obteve a confirmação oficial, por exame de DNA, de que os restos mortais exumados em 1º de abril de 2008, no Cemitério de Perus, são do espanhol Miguel Sabat Nuet. Ele foi preso por uma equipe do Departamento de Operações Internas (DOI), em 9 de outubro de 1973, e apareceu morto um mês depois, em uma cela. Segundo a polícia informou na época, Nuet teria se suicidado. O MPF pedirá abertura de investigação para apurar as circunstâncias da morte e, se possível, a identificação dos assassinos”.

 

Mentira!  Qual o documento que atesta que  o espanhol esteve preso no DOI? Miguel Sabat Nuet não foi preso pelo DOI e lá nunca esteve. Na relação que os procuradores enviaram à justiça, no processo que movem contra mim e o Cel Audir Maciel, não consta o nome do referido morto. Na mesma matéria escrita pela repórter Soraia Aggege existe a contradição entre a manchete e o texto. Vejam abaixo:

"Um documento encontrado nos arquivos públicos do estado por Suzana Lisboa, integrante da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, mostra Nuet como preso  do Dops ( Delegacia de Ordem Política e social). Datado de 27 de novembro de 1973, o documento indica que o espanhol seria expulso quatro dias antes do seu enterro, o que vai na direção contrária à tese de "suicídio."

 

Continuando, no livro de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio, “Dos filhos deste solo”, seu nome nem consta na lista de mortos.

 

No livro “Direito à Memória e à Verdade”, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, lançado em abril deste ano, consta a respeito de  Sabat Nuet o seguinte:

“Os documentos do DOPS atestam a prisão de Miguel, no dia 09/10/973, conforme relação de presos, datada de 12/12/1973 e assinada por José Airton Bastos e Manoel Nascimento da Silva. Dentre outros 19 nomes, alguns deles estrangeiros em situação irregular ou aguardando expulsão do país, Miguel Sabat Nuet consta como preso pelo DOPS na data referida, para averiguações. O investigador Fábio Pereira Bueno Filho informou ao delegado de plantão da Equipe “B” que conforme ordem recebida por volta das 19h30min se dirigia à estação da FEPASA, acompanhado do investigador Mário Adib Nouer, buscando saber detalhes de uma mala que fora encontrada por funcionários, pertencente a um passageiro que descera na estação Barra Funda, com o trem em movimento. Ao final do informe do investigador, onde é feita a descrição física do passageiro, existe a anotação: passado telex nº 23509 para capturar o Miguel Sabat Nuet”.

 

Ainda, segundo a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, “o processo de Sabat foi retirado de pauta sem exame do mérito”.

 

Para o jornalista Oliveiros S. Ferreira, os três objetivos dos membros do governo, quando tratam da Lei de Anistia e suas conseqüências, são:

 

            “O primário é expor à execração pública os militares acusados da prática de tortura; o secundário condená-los; o final, reduzir as Forças Armadas a um silêncio ainda mais calado do que o que ostentam hoje, especialmente o Exército”.

 

Estamos, agora, vivenciando o primeiro objetivo.

 

Em 03/07/2008, o jornal “O Estado de São Paulo” publicou, com destaque, matéria a respeito das declarações do vereador Gilberto Tanos Natalini, líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, sob o título:

 

"Coronel Ustra me torturou noites e noites seguidas no DOI - CODI".  

Desmenti categoricamente o vereador Natalino e pedi que ele esclarecesse quantos dias esteve preso, em qual Auditoria Militar foi julgado e qual o resultado desse julgamento. Até hoje aguardo a sua resposta. O meu desmentido não foi publicado pelo “O Estado de São Paulo”.

 

 

Depois, foi a vez da Revista Época. Ela publicou uma série de três reportagens a meu respeitou. A última, no dia 18 de agosto de 2008, tinha o título: “Porque o trauma persiste”, em que entre outros assuntos,  diz:

O aposentado José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho de Lula, passou duas semanas como prisioneiro do DOI-CODI, sob o comando do coronel Ustra, em São Paulo. Frei Chico disse a Época: Não quero criar brigas nem conflitos, mas não acho justo o que aconteceu com os torturadores. Eles maltratavam a gente. Éramos humilhados e tratados como animais. Passei por toda a série: fui para o pau–de-arara, tomei choques elétricos, apanhei com um pedaço de pau. Outro dia, encontrei num posto de saúde um médico que me torturou. Não lhe aconteceu nada. Não sei se isso é legal ou não. Eu acho que é errado”.

 

Em meu desmentido à revista, escrevi o artigo “Resposta de um “sujeito” à Revista Época”.  Entre outras argumentações disse:

“Mentira. A verdade não é o objetivo da Revista Época. Na realidade, Frei Chico, o aposentado José Ferreira da Silva, irmão do Presidente Lula, foi preso em 1975 e o Cel Ustra passou o comando do DOI em janeiro de 1974. Portanto, é falsa a informação de que ele teria passado por uma série de torturas sob o comando do Cel Ustra”.

A revista não publicou o meu desmentido.

 

Continuando, a fase do primeiro objetivo a execração pública vem do Ministério Público, com amplo apoio da imprensa.

 

Agora é a vez do espanhol Miguel Sabat Nuet, que não era procurado pelos órgãos de segurança e, ao que tudo indica, foi preso pelo DOPS porque estava vivendo como clandestino no país e seria deportado.  Pelo que li em outros jornais, consta que teria se suicidado para evitar a extradição.

 

Parece que essa orquestração tem muito a ver com a passagem por aqui do juiz espanhol Baltazar Garzón. É uma excelente oportunidade para que ele me inclua na sua lista de condenados “por ter violado os direitos humanos de um espanhol”, a exemplo do que fez com  Pinochet  e do que tentou há algum tempo fazer com 10 brasileiros acusados, segundo ele, de violar direitos humanos.

 

Aliás, por que esse juiz, ao invés de vir aqui se imiscuir com os nossos problemas, não trata do mesmo assunto e não acusa àqueles que defenderam a ditadura do general Francisco Franco ou os militares e os policiais que combateram a organização separatista basca ETA?

Por que na Espanha, após a morte de Franco, o rei Juan Carlos reuniu os partidos políticos no Palácio de Moncloa, onde foi assinado o Pacto de Moncloa. Foi um acordo nacional em todos os campos do poder e que tem de ser respeitado para o bem, o desenvolvimento e o progresso da Espanha. Nele figurou a anistia. Mesmo com um governo socialista no poder, ninguém, nem mesmo o juiz Garzón, tem a coragem de contestar  esse pacto.

 

Todos nós sabemos o que hoje é a Espanha, um país do primeiro mundo. Lá, o acordo foi respeitado.  Muito diferente do Brasil, onde juristas de renome, inclusive o presidente da OAB, políticos oportunistas e até ministros do governo tentam, desrespeitando a Lei de Anistia, dar a ela interpretações segundo o viés ideológico que ostentam. Se isso continuar, fatalmente seremos conduzidos ao arbítrio e o Brasil estará marchando para o socialismo autoritário, seguindo o exemplo de Hugo Chaves.

Sob o meu ponto de vista, estamos vivendo num estado policialesco. Não vivemos num estado de direito e numa democracia, em que as leis deveriam ser cumpridas, respeitadas e nunca questionadas.

Os que pretendem condenar-nos, com a aquiescência de grande parcela da mídia, desobedecem a lei que determinou o esquecimento e, sem qualquer prova, a não ser a palavra dos antigos subversivos e terroristas ou dos seguidores de sua ideologia, acusam-nos  de torturadores nos tribunais.

Eles não querem rever a Lei de Anistia, pois sabem que a mesma lei que tornou a tortura um crime hediondo e imprescritível, igualou-a ao seqüestro e eles sabem que o feitiço  poderá virar contra o feiticeiro.

 Eles sabem que seqüestrar um embaixador, mantê-lo dentro de uma caixa de papelão por mais de cinco horas, dar-lhe coronhadas na cabeça, ameaçá-lo noite e dia com uma arma prometendo executá-lo, é um ato de tortura. E foram quatro seqüestros de diplomatas praticados pelos "defensores da liberdade".

Tortura é manter passageiros inocentes, por horas, num avião, ameaçando explodi-los. Foram oito seqüestros praticados pelos "heróis" que terão seus retratos nas paredes da UNE, por sugestão do presidente Lula.

Tortura sofrem as pessoas que foram atingidas por atos terroristas que lhes causaram danos físicos irreparáveis e que, ao contrário dos seus agressores, nunca foram indenizados pelo governo. Muitos estão a mamar nas tetas desse Estado magnânimo para um lado só.

 Tortura sofre a esposa e os filhos do  capitão americano, com a lembrança de tê-lo visto executado por terroristas.

 Para aqueles que nos acusam e que querem nos condenar, os terroristas não praticaram atos de tortura. Alegam, cinicamente, que eles “lutavam pela liberdade”.

 Por isso, para que a Lei da Anistia, ao ser revista, não os atinja, encontraram outros meios de nos incriminarem. Ou nos tribunais brasileiros com ações cíveis, ou em tribunais estrangeiros, com a tentativa de "empurrar" mais cadáveres para o DOI.

 

Espera-se para breve mais uma orquestração com o apoio da imprensa.

 

Segundo a jornalista Soraya Aggege, “o MPF fará agora uma nova tentativa de exumação de restos mortais que podem ser de Hiroaki Torigoe, militante da Ação Libertadora Nocional (ALN), do Movimento de Libertação Popular (Molipo) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)”.

 

 Quanto a Hiroaki Torigoe, informo que ele nunca pertenceu à VPR e que morreu em combate em 05/01/72. Sua morte foi publicada no dia seguinte no jornal O Estado de S. Paulo, constando o seu verdadeiro nome.

Apesar de se saber, por meio de fotografias, o nome de nascimento, foi enterrado, de acordo com a lei, com o nome dos documentos que portava ao morrer: Massamiro Nakamura.

Torigoe só foi identificado oficialmente depois de prolongada busca nos órgãos de identificação para a comparação das suas impressões digitais e, no Inquérito Policial que apurou sua morte, foi pedida à Justiça a troca do seu nome falso pelo nome de nascimento.

O corpo de Torigoe foi enterrado no Cemitério de Perus, em lugar de fácil identificação. Caso a família tivesse procurado o cemitério dentro do prazo de cinco anos, que é o estipulado em qualquer cemitério do país, seu corpo seria encontrado. Após este prazo, ele foi exumado e colocado numa vala comum, junto com indigentes.

 

Grande parcela da mídia, acompanhando o coro da esquerda, publica que os terroristas eram enterrados com nome falso para que pudéssemos esconder a sua morte da população. Não é verdade!

 

A respeito desse assunto o jornal “O Globo” de 14/01/2007 publicou matéria de Evandro Éboli sob o título:

 

A dupla identidade de um clandestino na democracia”.

 

Segundo o publicado, Carlos Augusto Lima Paz recebeu, em1972, do PC do B, uma identidade falsa com o nome de Raimundo Cardoso de Freitas. Em 1985 ele entrou na justiça para retomar sua real identidade, mas não teve sucesso. Somente em dezembro de 2006, a Comissão de Anistia aprovou o direito de Raimundo voltar a ser quem é: Carlos Augusto.

Eles se aproveitam de situações como essa para dizerem que nós enterrávamos pessoas clandestinamente. Quando o terrorista era morto, com identidade falsa, nós só podíamos enterrá-lo, segundo a lei, com o nome que portavam, mesmo que soubéssemos quem era. Ou o morto era enterrado com o documento que portava, ou ficaria insepulto até que sua verdadeira identidade fosse confrontada com suas impressões digitais, o que por vezes demorava muito tempo.

 José Dirceu, se tivesse morrido nos quatro anos (1975-1979) em que esteve vivendo em Cruzeiro d'Oeste, bígamo e sob falsa identidade, seria protagonista de um caso típico dessa situação. Ele casou, teve um filho e fez negócios. Se tivesse morrido de morte natural, ou não, teria sido enterrado com o nome falso que recebeu em Cuba, Carlos Henrique Gouveia de Melo, e seria considerado um desaparecido político, sem ter sido enterrado clandestinamente.

 Para entender melhor, leia "A vala do Cemitério de Perus" no site www.averdadesufocada.com

 

 Estou cansado, mas, a cada novo ataque  que sofremos, não ficarei calado. Jamais ataquei alguém, sem ser primeiro atacado. Até no meu primeiro livro, Rompendo o Silêncio, respeitei a Lei de Anistia. Somente dei nome a quem já havia assumido os crimes na imprensa. Dos outros, mantive o anonimato. Agora é diferente.

O que sei será levado ao conhecimento público. Sei muito, acerca dos crimes dessa gente mistificadora...

A falsidade hoje é tanta que acabarão acusando a mim e ao DOI da morte de Odete Hoitman... Os trotsquistas, assanhados, logo me imputarão o assassinato de Leo Davidovith Bronstein, o “grande herói” Trotski.

 Quem sabe, tentarão varrer a sujeira do movimento comunista internacional para debaixo do meu tapete. Ele é muito grande, como as minhas costas, mas não sei se suportaria tanto lixo.

   Talvez, um dia, esse tapete seja lavado na  Praça dos Três Poderes...


Foto: Cemitério dos Perus, oficilamente, Cemitério Dom Bosco, padre católico apostólico romano, educador, desenvolveu a educação infantil e juvenil e o ensino profissional. Dedicou-se também ao desenvolvimento da imprensa católica. Pregava a verdade, não merecia estar presenciando tantas mentiras.  

O ROUBO NOSSO DE CADA DIA.

Neste país  onde  corruptos  são a maioria, é difícil desenvolver atividades de informação jornalísticas, que visem a mostrar as desonestidades dos poderosos.  Quem acompanha noticiário  escrito ou falado e principalmente televisionado, verifica que poucos órgão fazem denuncias,  e aqueles que o fazem são punidos , primeiro pelos próprio empregadores, verdadeiros  sangue sugas do erário em forma de fornecedores de propaganda do Governo, notadamente aquelas destinadas a encobrir roubos e desvios do erário.   Tratando-se  então de matéria que causará  queda de lucro  no sistema bancário, - alicerce de sustentação de campanhas  de” políticos corruptos”, -( há continuar os costumes atuais, , logo-logo , políticos corruptos, se tornará um pleonasmo.)  então a resposta do governo vem rápida , na forma de chantagem econômica para que o profissional de impressa seja demitido,  transferido ou calado, e se não suficiente , morto.

Desnecessário  citar nomes, todos os demitidos são conhecidos , competentes e famosos. Uns  passam um tempo na  “solitária”, um a dois anos , e conseguem  arrumar outro trabalho, outros têm que  transferir-se para o exterior, por serem jurados de morte pelo partido dominante.

 

Jornalista fala a VERDADE e.é demitida da TV CULTURA

 Impressionante!

A comprovação da aversão deste governo pela  VERDADE ,que é  impedida de aparecer  ou ser comentada.

Isso explica porque a  MIDIA  calou-se por 15 anos sobre a existência do “FORO” SOCIALISTA”  DE SÃO PAULO”

Como se percebe, a VERDADE É DURA, os BANCOS enganaram todo mundo, conforme vídeo anexo,  para AMPLA DIVULGAÇÃO!

A Jornalista SALETE LEMOS   devemos os cumprimento e apoio  de todos pela sua CORAGEM e PATRIOTISMO.

Com isto ela não se ABATERÁ e continuará com sua RETIDÃO

Deus salve o Brasil  

Caburé



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

MASSIFICAÇÃO IDEOLÓGICA EM SITE DA CÂMARA

COMUNICADO  Nº 191

Brasília, 5 de setembro de 2008

Na quarta-feira passada (03/09/2008), ao tomar conhecimento de matéria disponibilizada no site www.camara.gov.br, acessando o link “PLENARINHO”, enaltecendo de forma tendenciosa o comunismo, protestei veemente do plenário da Câmara dos Deputados (v. pronunciamento), tendo solicitado ao Presidente da Sessão – Dep Inocêncio Oliveira – que retirasse a matéria do ar, visto se tratar de veículo de divulgação oficial.

 

A matéria, dentre outros absurdos, tendenciosamente, ao enaltecer o comunismo mencionava jargões como “Já pensou em viver num país onde todos tenham tudo de forma igual”, “Sem ninguém para mandar”, “... nenhum  homem deve servir a outro homem ...”, “... a terra passa a ser de todos ...”, “As pessoas seriam mais conscientes e não precisariam de alguém para dizer o que fazer”.

 

E o mais grave.  No texto, constava de forma explícita que “Para chegar a essa condição, o comunismo deve passar primeiro por um estágio chamado socialismo, em que existe uma ditadura que irá organizar a distribuição dos bens, deixando todos nas mesmas condições.  Depois a ditadura deve se desfazer e, como vimos, a sociedade funcionaria sozinha.”  Menciona, também, que, no Brasil, existem cinco partidos que se baseiam nas idéias comunistas, citando inicialmente o Partido dos Trabalhadores (PT).

Na saga da massificação, o site, além de conter matéria que desqualifica o capitalismo, contém ainda link que leva a um dicionário no qual o significado de “ditadura militar” seria “É o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Essa época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, eliminação de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.” Certamente, considerando os laços que unem o Presidente Lula e a cúpula do PT ao “democrata” Fidel Castro, faltou definir a “democracia” implantada em Cuba e, segundo eles, a ideal para o Brasil.

 Logo após o meu pronunciamento a indicação da matéria foi retirada da página, sendo possível, porém, acessá-la pelo link criado anteriormente. Na data de ontem a mesma foi retirada do ar, com colocação de tosca justificativa da produção do site sobre o assunto.

 

Tenho alertado a todos para o perigo que o Brasil está correndo em vermos implantada um ditadura do proletariado.  Alerto aos verdadeiros brasileiros que, dentro dos preceitos legais, se mobilizem, na forma que puderem, em defesa da verdadeira democracia.

 

Por precaução, copiei as matérias antes que fossem retiradas do site da Câmara dos Deputados, sendo possível tomar conhecimento das mesmas nos links abaixo:

 

 

Atenciosamente,

 

JAIR BOLSONARO – Cap R/1

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

ESTE NÃO É O MEU EXÉRCITO

No Exército Brasileiro, ninguém rouba cofres cheios de dólares, ninguém é mentor de atentados terroristas, nele os guerrilheiros não são formados em Cuba e não matam a sangue frio por uma ideologia vermelha fracassada.

EU TIVE ORGULHO DE TRAJAR ESSE FARDAMENTO, POR ELE SOFRI, TOMEI RALO, PASSEI MADRUGADAS NAS GUARITAS, COMI NO RANCHO E COM ELE PRESTEI MEU DEVER PARA COM A PÁTRIA E COM A SEGURANÇA NACIONAL

 VER ESSA FOTO FAZ O MEU

CORAÇÃO VERDE OLIVA CHORAR

Sd Uchida

2º Batalhão de Guardas


`ESSA IV FROTA É AMIGA?`


quarta-feira, 3 de setembro de 2008 12:57

Para a maioria dos militares brasileiros, não há como desassociar a recriação da IV Frota dos Estados Unidos da descoberta de imensa jazida de petróleo no nosso litoral. Entre esses militares, está o general de brigada da reserva Durval Antunes de Andrade Nery, coordenador de estudos e pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), que reúne entre seus pesquisadores diplomados pela Escola Superior de Guerra. Abaixo os principais trechos da conversa dele com O DIA.

 

IV Quarta Frota

`A decisão dos Estados Unidos de recriar a IV Frota foi apresentada como destinada a proteger o livre fluxo do comércio nos mares da região. Ora, se alguém tem condições de proteger, tem condições de impedir esse fluxo comercial. Pergunto: Por que proteger o comércio de uma área que não vive situação de guerra? E isso quando o Brasil dá notícia da extensão das jazidas do pré-sal como uma das maiores de todo o mundo`.

 

Grupo Halliburton dos EUA

`Esta empresa está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque. A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex-) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho, indicado pelo presidente Lula e aprovado em sabatina no Senado ). Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil`.

 

Bush e o pré-sal

`Logo depois que o mundo tomou conhecimento da existência das reservas do pré-sal, o presidente (George W.) Bush disse na imprensa: `Não reconheço a soberania brasileira sobre as 200 milhas`. O pré-sal ultrapassa as 200 milhas . Tudo que existe ali para exploração econômica é do País, isso segundo a ONU. Por que o presidente norte-americano recria a IV Frota logo após não reconhecer nossa soberania?`

 

O comando da IV Frota

`Poderíamos imaginar que a IV Frota vai ter missão humanitária, mesmo custando uma fortuna manter porta-aviões nucleares com 50, 60 e 100 aviões navegando permanentemente nos mares do sul. Mas, por que nomear para o comando o contra-almirante Joseph Kernan, especializado em táticas de guerra submersa e no treinamento de homens-rãs? Um homem que com seus sabotadores deu um banho nas guerras do Afeganistão e do Iraque está à frente da IV Frota para proteger?`

 

Blackwater no Brasil

`(Após a eleição de Bush), a Hallibourton, contratada pelo governo dos EUA para planejar a redução das despesas do país com as Forças Armadas, criou uma empresa chamada Blackwater — firma de mercenários, com contrato de seis bilhões de dólares e que, só no Iraque, tem 128 mil homens. Eles fazem segurança e matam. Pergunto: Quem está fazendo a segurança das 15 plataformas que a família Bush tem no Brasil, todas vendidas (em licitação) pela ANP? Ainda faço um desafio: vamos pegar um barco e tentar subir numa plataforma. Garanto que vamos encontrar os homens da Hallibourton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir`.

 

Estranho na selva

`Coronel que até o ano passado comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha em um barco inflável com quatro homens em um igarapé quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: `Tem mais um cara ali`. Eram cinco homens armados. O tenente advertiu: `Coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.` Retraíram. Perguntei: `O que você fez?` Ele disse: `General, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.` Falei: `Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: . Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça`.

 

15 homens e 10 lanchas

`O coronel contou que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira. De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbio, no meio na selva. `Na sua área?`, perguntei. `, respondeu. Ele contou que abordou o homem: `Quem é você?`. Como resposta ouviu: `Sou oficial forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte`. O coronel insistiu: `Que faz aqui`. E o cara disse que fazia segurança para uma pousada. Ele perguntou qual pousada? Ouviu: `Pertencente a um cidadão americano`. Quinze homens estavam lá, armados. Hallibourton? Blackwater?`

 

Crise do Petróleo

`Temos (no pré-sal), talvez, a maior jazida de petróleo do mundo. Será que países desenvolvidos vão se aquietar sabendo que o futuro deles depende do petróleo? Os Estados Unidos tem petróleo só para os próximos cinco anos. Tanto é que o país não consome o dele, porque suas reservas são baixas. Passa a pegar o que existe no mundo. Foi assim no Irã, em 1953, quando derrubaram o (primeiro-ministro Mohamed) Mossadegh. Os aiatolás pegaram de volta e agora querem outra vez atacar o Irã. No Afeganistão, deu no que deu. No Iraque, tomaram o petróleo de lá. Agora vem o petróleo do Mar Cáspio e a Georgia (em guerra com a Rússia por território onde passam gasodutos). E no Brasil, como será? Essa (IV) Frota é só amiga? Está aqui só para proteger?`.

 

General Durval Antunes de Andrade Nery

Coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, general vê com preocupação a reativação da esquadra dos EUA encarregada de proteger o comércio nos mares do sul e critica a presença de `mercenários` em plataformas do nosso litoral

Publicado originalmente: O Dia (16/08/2008).




O CASO ABIN & STF & GRAMPOS & JORNALISTAS

02 set 2008
 
Tenho alguma experiência na atividade de Inteligência. No Exército, desde o nível unidade (Batalhão) até o nível Exército, no CIE. Principalmente por isso fui chamado a trabalhar na Abin, em 1998,  e lá permaneci por 9 anos seguidos. Fui da área de Inteligência Externa e da Escola de Inteligência.
 
Durante todo esse tempo pude observar que seus servidores, na imensa maioria, são pessoas corretas e trabalhadoras, interessadas no serviço que fazem e procuram fazê-lo com qualidade. Não interessa se são faxineiros, vigilantes, analistas, administrativos. São todos passageiros desse Jumbo chamado Inteligência de Estado. Se falhar o 'motor' caem TODOS, se o piloto não souber navegar, uma hora vai cair por falta de combustível...
 
Eventuais desacertos nos resultados dos serviços prestados são de ocorrência da FALTA DE RUMO geral que impera na agência por culpa ÚNICA e EXCLUSIVA do cliente e RESPONSÁVEL principal, o Presidente da República.
 
Um antigo chefe militar, com o qual trabalhei no CIE, dizia com muita ênfase e propriedade: 'Inteligência não tem Arma, tem ALMA'.  Referia-se ao fato de que militares de diferentes armas e serviços prestavam serviço na área de Inteligência e tinham todos o mesmo propósito que engrandece o 'Soldado do Silêncio': prestar serviço de qualidade para a autoridade superior, a fim de facilitar tomada de decisão. Sem alarde, sem regalias, em silêncio.
 
Asseguro que a Abin sempre teve alma e acho que tem, ainda.
 
Dito isto vamos ao caso  que está repercutindo, em conseqüência de matéria assinada publicada na revista Veja.
 
Segundo a revista,  a Abin teria 'grampeado' o ministro Gilmar Mendes e o Senador Demóstenes Torres, de Goiás. Transcreve-se na Veja diálogo telefônico cuja duração seria aproximadamente de 30 minutos. Sim, digo a Abin dentro da lógica que não permite separar o servidor da organização ou instituição a qual presta seus serviços.
 
Par mim é muito estranho aparecer no 'mesmo pacote' o nome do José Dirceu, chefe conhecido do serviço de inteligência paralelo que o PT mantém há muito tempo com o objetivo principal de destruir imagens e reputações e encobrir mazelas partidárias. Isso tem cheiro forte de 'estória de cobertura' para desviar a atenção e merece ser investigado...
 
A fonte dos jornalistas seria um 'servidor da Abin' que teria participado da operação que resultou no tal 'grampo'. A tempestade desencadeada, a partir da queixa que os 'grampeados' fizeram ao Presidente da República, é retrato fiel do desgoverno atual. Apuração rigorosa, suspensão, sindicâncias, MP, DPF, o escambau a quatro. Muito dinheiro vai ser gasto a troco de NADA.
 
SE foi vazamento proposital de alguém da Abin – tenho muitas dúvidas sobre isso – vai ficar por isso mesmo e nada será apurado. Em outras ocasiões, também em razão de noticiário da Imprensa, houve 'vazamentos' e nada foi apurado.
 
A 'rápida ação' do Presidente deve-se ao fato de que a Abin tem endereço, CNPJ, Comando, etc. Vai-se direto aos diretores – que também têm endereço, missão, CPF, etc. – e pronto: a providência foi tomada. O lulla agiu com energia... Tal energia nunca aparece quando a 'coisa' atinge a 'cumpanherada': nem MST's, nem 'mensaleiros', nem doleiros de cuecas 'bancárias', nem malas com milhão, nem lulinhas, nem dilmas e dossiês, nem Freud's ,... nem ... nem ... nada ou ninguém.
 
Conclusão: o poder de coerção desse governo e sua 'energia' só podem ser aplicadas sobre 'alvos' conhecidos, legais e não-integrantes da 'cumpanherada'.
 
Vamos aos autores da matéria: Expedito Filho e Policarpo Júnior. O Expedito, segundo MINHA fonte, pegou 'carona' na matéria do Policarpo e seu nome está lá por esta razão. Parto do princípio que isso é verdade, até prova em contrário.
 
Fato: jornalista e 'arapongas' são inimigos figadais.
 
O jornalista infere que o pessoal da Inteligência detém conhecimentos que fariam a redenção do jornalista SE nele colocasse as mãos. Atribui ao Oficial de Inteligência um poder que não existe.  Em palestra na Abin, Eliane Catanhede, jornalista conhecida, disse: ' A coisa que eu mais tenho vontade é de colocar as mãos naqueles papeizinhos que o Gen. Cardoso recebe todos os dias. Ia dar cada matéria' ... Entenderam?
 
O Policarpo é mau jornalista e mau caráter: não respeita princípios elementares de sua profissão. Não verifica fontes e, quando faz isso, continua 'fiel' ao que se propunha a escrever ante de verificar a veracidade do que diz/dirá. Para ele a notícia tem sempre dois lados: a do Policarpo e a do Júnior. Ademais ele se diz 'mestre' em matérias sobre inteligência.  Já publicou outras matérias sobre o tema. Alardeia tal fato nas peladas no Iate Clube de Brasília.
 
Ele foi responsável direto pela demissão do Cel Decunto da chefia da Abin em 2000.
 
Explico: Policarpo foi até a  Abin com pauta que incluía 'grampos' contra o Itamar Franco, armadilhas contra o procurador Luiz Francisco – a Abin teria escalado uma Cabo PM para ir ao motel com o Procurador para ... para ... imaginem (???) – e outros assuntos.
 
O então diretor da Abin abriu-lhe as portas da agência e ele teve o acesso que pediu, a fim de 'esclarecer' os fatos. Soube, por exemplo, com provas factuais e documentais, que a tal Cabo PM não trabalhava mais na agência e nem nunca havia sido empregada em trabalhos desse tipo por não haver como, em razão de não ser métodologia da agência agir daquela maneira. Conversou com quem quis – em especial com o Vice-Diretor de então, que lhe deu TOTAL atenção – viu o que quis, foi informado, com evidências objetivas, da falsidade dos assuntos de sua pauta, ou seja: foi tratado como profissional correto e de respeito cujo objetivo era informar bem aos leitores da Veja.
 
O resultado: em matéria de capa, em novembro de 2000, a Veja publicou TODAS as falsidades que o Policarpo tinha na pauta mostrada na Abin. Para salvar a face – a dele NÃO tem salvação – colocou no ÚLTIMO parágrafo algo assim: Consultada, a direção da Agência negou os fatos apresentados, o leitor tire suas conclusões. Crápula, canalha, cínico e mentiroso. Ainda é, aposto...
 
Nada disso tem/terá solução enquanto o jornalista tiver 'diploma para ser irresponsável' e não puder ser confrontado com as mentiras que escreve ou diz. 
 
Constitucionalmente é o ÚNICO cidadão que pode mentir e atribuir sua mentira a outrem, sem ter obrigação de dizer quem seria o 'outrem' - Art 5º. , XIV, CF 1988.
 
Mente e fica por isso mesmo. Ganha dinheiro com isso. Destrói reputações, imobiliza organizações e instituições, coloca na 'praça' informações de qualquer natureza, mesmo aquelas de interesse nacional ou protegidas pela Justiça. Faz o que quer, sob a cobertura da Lei. Tudo em 'nome da liberdade de Imprensa', valor caro de qualquer democracia, ainda que incipiente. Nem índio, por aqui, tem essa liberdade... Nem menor...
 
Em minha opinião isso está errado. Liberdade, sim. Irresponsabilidade, não.  Juiz, Presidente, Ministro, Delegado, Promotor, 'Zé Mané', todos estão impedidos, por lei, de mentir e/ou de agir de má fé em suas atividades. Jornalista PODE. Pode TUDO, acho.
 
Toda a 'brabeza' do lulla e inconveniências pelas quais estão passando o Lacerda e o Campana seriam resolvidas – sem gastos supérfluos ou noticiário idem – com a resposta de uma simples pergunta ao Policarpo:  Quem lhe forneceu isso?  Continuaria protegido o direito que ele tem até de mentir, mas ele e o informante 'infiel', de algum modo,  pagariam pela inconfidência. Ele, pecuniariamente, por exemplo; o 'infiel' na cadeia.
 
Em minha opinião, deveria ser criado urgentemente algum mecanismo legal que possibilitasse as pessoas e Instituições saberem de onde vêm denúncias e acusações estampadas na mídia que atingem indistintamente vagabundos e pessoa honestas, bem como Instituições. O STF agiu r´pido no caso das algemas, deveria fazer o mesmo agora.
 
Ou se faz isso ou TODOS continuaremos reféns de vagabundos que vão desde seqüestradores e ladrões de galinha até jornalistas do jaez desse Policarpo e outros que têm por aí.
 
Eu considero uma vergonha a Abin ser investigada pelo DPF 'em rigoroso inquérito'.  Se há algo que o pessoal da Abin conhece bem é o DPF... Para o bem e para o mal...
 
Por último: cabe aos integrantes da agência eliminar de seu meio - se for o caso presente e sempre - gente que se presta ao papel de jogar na lama o nome da agência e o de TODOS que lá trabalham.
 
O único patrimônio que a Abin tem é sua credibilidade. Nenhuma Agência de Inteligência sobrevive ao mau-caratismo de seus integrantes. Um só que seja. Isso é privilégio exclusivo do PT...
 
 No cheers! GD./BYE

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Analise e veja a diferença entre o que aconteceu e o que eles contam.

 
 
Prezados leitores de Usina de Letras,

O texto abaixo é um depoimento histórico importante, escrito pelo coronel (reformado) do Exército, Seixas Marques, que foi ajudante-de-ordens de generais e segurança do ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves.

Aos poucos, os militares - cada vez mais indignados - escrevem suas memórias desmistificando os terroristas de ontem que hoje se apresentam como cândidos anjinhos que queriam defender a democracia - vale dizer a "democracia" cubana. Na verdade, esses facínoras que defendem a Peste Vermelha não passam de autênticas vestais grávidas.

Atenciosamente,

Félix Maier

***

Estamos retransmitindo, para seu conhecimento, a verdade sobre o que os terroristas fizeram no passado e que hoje se vangloriam de terem sido perseguidos pela Revolução, recebendo populdas indenizações do Estado, que quem paga é você.

Analise e veja a diferença entre o que aconteceu e o que eles contam.

(Depoimento de quem viveu aqueles dias)


"... Retornando da Amazônia, pretendia iniciar a minha preparação para realizar o concurso para a Escola de Estado-Maior. Tinha que estudar e a minha nomeação para instrutor da EsAO era um ótimo negócio. Quando fui surpreendido com a retificação da minha nomeação, à revelia, agora para ser ajudante-de-ordem, e responsável pela segurança do General Humberto de Souza Mello, novo Comandante do II Exército - São Paulo - na fase em que a guerrilha estava no auge. Foi um tempo difícil. A guerrilha urbana organizada pelo baiano Carlos Marighella, mesmo depois da sua morte, executou 65 missões naquele período em que estive como responsável pela segurança do Comandante do II Exército. Caímos em duas emboscadas e eu pude presenciar o que ocorria em São Paulo. Era uma guerrilha bem organizada, que contava com pessoal preparado e farto material.

Marighella editou o manual mais completo de guerrilha urbana que o mundo conhece, o Mini-manual do Guerrilheiro Urbano. Quando fui para a Escola das Américas - onde funcionava e ainda funcionam todos os cursos que um exército precisa desde a formação de comandante, de liderança, de administração até o curso de formação de sargentos, comandos, guerra na selva etc. - em um dado momento, ao entrar na biblioteca para fazer pesquisas para as minhas aulas e encontro, como best-seller, o livro de guerrilha do Marighella. Não existe, até hoje, um manual melhor de guerrilha urbana. Outra ação violenta da guerrilha em São Paulo foi o assassinato do industrial dinamarquês naturalizado brasileiro, Henning Albert Boilesen, que era o presidente do Grupo Ultra, morto pelos terroristas no dia 15 de abril de 1971. Considerado pelos extremistas da esquerda, como colaborador do Governo.

Acontecia que, nesta mesma ocasião, elementos que tinham ido para a Europa, alguns exilados, outros exilados voluntários. Organizaram um grupo em Paris, com a missão de denegrir a imagem brasileira. Não era só criticar o governo revolucionário. Era desacreditar a imagem brasileira. O chefe desse grupo era Dom Helder Câmara, que se transferiu para Paris e chegou a se lançar candidato ao Prêmio Nobel da Paz por indicação de três governos do norte da Europa.

Diante desse fato o presidente Médici ligou-se com o Comandante do II Exército e deu a seguinte ordem: fale com o Boilesen, chame-o ao seu quartel-general e dê a missão de levar aos governos nórdicos, inclusive o dinamarquês, onde ele tinha as suas origens, o "dossiê" do Dom Helder Câmara. Mostre quem é esse padre, o que ele está fazendo, o que já fez - ex-integralista, comunista - essa "figura impoluta" da Igreja. Quem chamou o Boilesen fui eu. Levei-o para a reunião. Ajudei-o a preparar o "dossiê" que era trabalho de ajudante-de-ordem. Ele foi para a Europa, apresentou o documento para os três presidentes e os três países retiraram a proposta de Helder Câmara para o prêmio Nobel da paz.

De imediato, fomos informados no Brasil da ordem dada pelo grupo de Paris: "Matar o Boilesen". Eles deram a ordem se não me engano para o Lamarca. Recebi a missão de chamar o Boilessen, de novo. Nós o ensinamos a atirar, para a sua defesa pessoal. Foi escalado um elemento da Polícia Civil para ser o seu segurança - motorista dele. Ele treinava no estande de tiro da 2a Divisão de Exército, no quartel do Ibirapuera. Foi-lhe recomendado cuidado. Sabia-se que eles, os guerrilheiros, tinham ordem para matá-lo. Um dia, esse homem vai à casa da filha, entra numa rua que era mão única, um quarteirão que, naquele dia, havia uma feira, só dava uma passagem e a emboscada - se não me engano foi à quinta tentativa dos guerrilheiros - foi semelhante àquelas que fizeram para o Comandante do II Exército, nas quais caímos por duas vezes, mas conseguimos sair.

O itinerário do Comandante do II Exército só era conhecido pelo motorista e na hora. Eram sete, oito itinerários diferentes quando ele fazia o seu deslocamento da casa para o quartel e vice-versa. O Boilesen, naquele dia, entra na rua da feira - só tinha uma passagem. Dispensou o motorista e ninguém entendeu o porquê. O motorista pediu uma dispensa e, também, não sabemos por que foi dispensado. Ele foi dirigindo. Entra na residência da filha, tira o paletó e deixa a arma em cima da mesa, fala com a filha veste o paletó e sai sem a arma. Foi emboscado na esquina com a Alameda Casa Branca. Levou dezenove tiros, quinze na cabeça. Duas senhoras que estavam na feira também foram atingidas. Assim, era São Paulo. A guerrilha urbana ali era perversa. Este fato realmente repercutiu e, por isso, nós nos envolvemos bastante nessas operações.

Os assaltos a bancos se multiplicavam, o dinheiro roubado - desapropriado, como eles diziam - era depositado até em contas particulares como a que o Marighella mantinha no exterior. Jovens sonhadores e ávidos por aventuras eram recrutados para ações noturnas de propaganda, pichando paredes. Escalados para dirigir os carros nessas horas, muitas vezes eram surpreendidos quando percebiam que a missão daquela vez era um assalto a banco. Propositadamente, o líder deixava cair no local do assalto a carteira de identidade do jovem estudante que estava no volante do carro da quadrilha e tinha sido convidado para pichar um muro e não para assaltar um banco. A surpresa maior era na manhã seguinte. Os jornais publicavam a foto do jovem agora assaltante de banco, identificado por ter "deixado" cair a sua identidade. Percebendo a "armação" para envolvê-lo nas ações criminosas e sem saída, o jovem procurava a liderança que dizia: "sujou", você terá que "esfriar" por um tempo, "desaparecer", não se preocupe, vamos levar você para o interior. E, assim, mais um estudante era levado para a guerrilha de Xambioá no sul do Pará. Envolvidos de uma maneira desleal, ardilosamente planejada para ações criminosas contra seu país, por um grupo que pretendia derrubar o governo para implantar um regime totalitário comunista que foi repudiado pelo povo, até na própria União Soviética. Esses jovens, agora com identidade falsa, desconhecida até por seus familiares. Ao enfrentarem as forças da lei nos combates travados em São Paulo e Xambioá, alguns morreram e foram enterrados com a identidade que portavam. É fácil concluir que apenas os chefes das guerrilhas, responsáveis pela troca das identidades dos jovens, hoje considerados desaparecidos, têm condições de informar o verdadeiro nome de cada um para ajudar na identificação do nome "usado na guerrilha", com o qual provavelmente foram enterrados.

Na fase mais crucial da guerrilha de São Paulo, quando cresceram os assaltos a bancos, os seqüestros, os assassinatos de pessoas inocentes na rua como o da jovem que o Lamarca escolheu para provar sua condição de ótimo atirador -era instrutor de tiro - e numa atitude covarde matou-a com um tiro, logo após assaltar um banco. Com a intensificação das ações de guerrilha em todo o País, principalmente no Rio e São Paulo as Forças Armadas ficaram em desvantagem, alguns homens foram abatidos, era preciso uma ação mais enérgica nos combates. Isso aconteceu no mesmo dia da morte do Cabo de uma das equipes que, em perseguição ao "Japonês", companheiro de Lamarca no roubo das armas do Hospital Militar de São Paulo e da guerrilha em Registro. O Cabo morreu porque se aproximou para prender o Japonês com a arma abaixada. Foi morto por uma rajada de metralhadora desferida pelo Japonês através da porta do carro. Ato contínuo o comandante do II Exército, General Humberto de Sousa Mello, determinou que eu transmitisse uma ordem ao comandante da Operação Bandeirante (Maj Ustra), para reunir a tropa e, na presença de todos, exigiu mais treinamento, mais atenção nas ações. Disse ainda, "Já estou cansado de enterrar homens sob meu comando. Exijo mais energia na execução das ações. É preciso agir de acordo com as técnicas antiguerrilhas aprendidas. Quando sob a mira das armas dos guerrilheiros, tinham que ser mais rápidos e atirar para matar". Eu ouvi, estava presente. O General Humberto estava angustiado com a morte dos seus subordinados. Era um veterano de 1930. Tinha sido Secretário de Segurança de Pernambuco. Conhecia as técnicas dos comunistas para a tomada do Poder.

Desta maneira e neste contexto, a guerrilha começou a perder terreno até ser totalmente eliminada em São Paulo. É preciso lembrar que nesta fase, ninguém, nenhuma pessoa inocente, morreu de bala perdida nas ruas de São Paulo. A Revolução de 1964 foi vitoriosa, derrotados foram aqueles que pretendiam subjugar o povo brasileiro impondo um regime odioso marxista-leninista.

Vale lembrar que o General Humberto, cumprida a missão em São Paulo e após uma breve passagem por Brasília, como Ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, passou para a reserva aos 66 anos, retirando-se para sua residência, no Rio. Já na primeira semana, começou a receber ligações ameaçadoras com o seguinte teor: "Já sabemos onde você mora, aproveite que esse é o seu último fim de semana. Cumprimentos da guerrilha". Foram duas semanas de ameaças diárias, para o casal. Tomou uma decisão. Iria se mudar. Seria preciso um empréstimo bancário para a entrada num apartamento. Procurou um banco. Resposta do gerente: "O senhor não tem renda familiar para um empréstimo". Nesta hora, ele se deu conta da situação financeira dos militares, afinal tinha atingido o último posto da carreira. Não desistiu, ao sair em busca de outra solução. Teve seu carro, que era dirigido pelo seu motorista, violentamente fechado por outro, próximo ao Canecão, na saída do Túnel Novo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi visivelmente intencional, pretendiam fazer parar o carro do General Humberto. Seria uma ação terrorista? Um seqüestro? Com a freada brusca, o general foi violentamente projetado sobre o painel do carro, batendo com a cabeça. Em ação rápida, o motorista subiu na calçada, tomando a direção contrária, conseguindo assim, fugir do local e retornando à residência. Horas depois, o General Humberto entrava em coma com derrame cerebral vindo a falecer no Hospital Miguel Couto onde fora internado. Era realmente o seu último fim de semana..."

Seixas Marques


Obs.: Texto recebido de meu amigo Zeca Neves (F. Maier).

"Com a internet, não existe mais segredo se duas pessoas conhecem um mesmo assunto" (Luiz Jardim, oficial-superior e cientista político, atualmente cursando a ESG, a qual, segundo ele, hoje se transformou em um antro de esquerdistas).


Cartas-->Segredos do Exército são revelados por um oficial -- 31/08/2008 - 12:19 (Félix Maier)