Translate

terça-feira, 8 de julho de 2008

COMANDANTE ABANDONA SUA TROPA


Por Joelmir Betting

Quem mandou as tropas do Exército subir o morro da providência ?

Lula diz que é INACEITÁVEL a presença do Exército no morro !

Onde estava ele, o COMANDANTE EM CHEFE das FORÇA ARMADAS, no dia em que as tropas deixaram o quartel para aquela missão?


http://br.youtube.com/watch?v=fvByhfTSqXc

MENOR FICOU QUEM JÁ ERA MÍNIMO!

Depois do exemplo de competência, disciplina estratégica e de cumprimento do dever, dentro do que rege a Constituição de qualquer país organizado, o de render os principais membros das forças paralelas que disputam, pelo crime, a tomada do Estado, é de se esperar que ainda haja um resquício de vergonha e amor-próprio no comandante-em-chefe das FFAA brasileiras, no ministro da Defesa e no comandante do Exército, após serem informados do sucesso retumbante dos militares colombianos. Os verdadeiros militares brasileiros devem estar satisfeitos por ficar evidenciada, no feito de seus colegas da Colômbia, a importância de uma infra-estrutura militar que lhes é negada pelo trio que rege com dissonância, porém, com desdém e petulância, os destinos do país.

Apesar da constatação dessa espetacular cilada em que caíram os guerrilheiros, que podemos chamar de apátridas, já que são mercenários do narcotráfico, não há ênfase sobre o papel das forças militares especiais, nas notícias que se referem à Ingrid Betancourt, forças estas que milimetricamente puseram em atividade uma das ações mais bem planejadas e perigosas dos últimos tempos.

Por que a avareza de comentários nos jornais e na mídia televisual sobre o êxito da operação militar? Imediatamente, o Jornal da Globo informou que foram os americanos os colaboradores, numa tentativa de minimizar a capacidade e a competência de um exército sul-americano, sem condições, no pensamento niilista desta emissora, de agir sozinho em defesa de seu próprio país. Se houve ajuda de outros países quanto ao apoio logístico, não importa. O que se deve ressaltar é a unidade entre o Presidente Uribe, comandante-em-chefe das FFAA de seu país, e o seus comandados, todos integrados num mesmo objetivo: o de eliminar as raízes nefastas que produzem a seiva do mal __ as drogas __ responsáveis pela crescente violência, inclusive no Brasil, e de expurgar aqueles que delas se utilizam para conseguir, pela força, o poder supremo do Estado. O que se deve ressaltar é que comandante e comandados, todos estavam tão efetivamente integrados, que não houve vazamento de informações, resultando, por isso, nas ações perfeitamentes entrosadas entre os membros das forças especiais. Isto significa que todos estavam pensando, unicamente, em defender a integridade de sua nação. Lula, o estadista, precisa ouvir mais vezes o Presidente Uribe, para aprender pela experiência de um Presidente voltado para a defesa de seu povo, o que jamais aprendeu, por despender o tempo ocioso em que levou a vida, no seu lazer de agitar os trabalhadores em frente às fábricas.

Há uma razão para omitir o sucesso dos militares: primeiro, porque são latinos; segundo, porque a mídia brasileira respira o ar che guevariano e foi um golpe na imprensa de esquerda, surgir a imagem do criminoso nas camisas dos militares colombianos democratas, com uma outra mensagem: a de fazer crer que eram também terroristas, seguidores do chefe supremo, Che Guevara, ícone venerado pelos guerrilheiros das FARC e por muitas pessoas, habituadas a copiar os modismos, sem cuidarem de saber quem foi o "homem da boina". Para convencer guerrilheiros, teriam que parecer guerrilheiros. As emissoras, que não poderiam ignorar tal notícia, em razão da competição entre os outros órgãos pela audiência, teve que mostrar a verdade: a face vermelha do Che e a filiação de sua ideologia aos narcotraficantes.

Lula e seu séquito, enamorados das FARC, e que relutam em considerá-las terroristas, viram-se obrigados a elogiar a libertação de Ingrid Betancourt. Neste caso, Lula confessa publicamente que a senadora estava prisioneira do grupo e, portanto, sem os seus direitos de cidadania, cassados por uma organização criminosa que é a mesma que defenderam no Foro de São Paulo. A cidadania que Ingrid foi impedida de exercer é a mesma que, no seu demagógico e eleitoreiro programa social, diz ser um direito das minorias. Lula entrou no seu próprio círculo vicioso e não tem como sair. Nem a lógica de Aristóteles conseguiria resolver este problema intrincado em que o comandante-em-chefe se meteu. Nem Górgias, o maior sofista da Antigüidade, conseguiria engendrar tamanha questão de retórica.

Apesar de todo despudor que paira em Brasília, há uma certeza: a de que Lula e seus incompetentes colaboradores sentiram vergonha de ver que o Presidente Uribe deu-lhes uma bofetada na face, e, sem alarde, "sem jogar para a platéia", deu-lhes também uma lição de como governar, sem apoio de outros governos sul-americanos, em prol de sua nação.

Agora, Lula, que rumo tomar? Tome o rumo que quiser, mas deixe o Brasil seguir o seu em paz, sem esse ministro e sem esse comandante de uma irritante subserviência, pedras no caminho das FFAA, instituições merecedoras de total apreço.

Menor ficou Lula, que já era mínimo.



Autora: Aileda de Mattos Oliveira (GG)

Algaravia estranha...Weird Shit!

5/7/2008
Pois é, né?

Libertaram Dona Ingrid e a imprensa abriu manchetes para noticiar e comentar o fato. Em todo o mundo. Até o Fidel Castro, o múmia, cínico as usual, saudou a libertação!
Consultado o Dr. Google na expressão Ingrid Betancourt retornaram 4.850.000 citações. Acrescentando-se "libertação" retornam 387.000 ocorrências. Ambas quantidades impossíveis de serem avaliadas caso a caso...
Aqui, na terra de Macunaíma e de outros seres tão típicos e estranhos como lullarápio e seus abóboras, ou melhor, "jirimuns selvagens, rádios, Tv's, jornais e revistas participaram da festança midiática.
De quarta para quinta centenas de matérias foram veiculadas e transmitidas ao público. Por aqui sentia-se certo desconforto em grande parte da mídia ao noticiar o fato e ser obrigada a dar crédito ao Uribe e ao Exército colombiano pelo evento e pelo estrondoso sucesso. O nosso "desgoverno" ficou mais desconcertado ainda e demorou a reagir. Afinal as FARC não são - nunca foram - terroristas ou marginais ou traficantes na "visão" da PTzada. Sempre foram aliadas e até fonte de recursos...
Imagino a raiva e a frustração dessa esquerdalha de merda ao ter que engolir os fatos.
De repente, não mais que de repente surge na mídia, via Internet uma notícia sensacional: o resgate da dona Ingrid custara 20 milhões de dólares! A fonte primária foi uma estação de rádio do interior da Suiça, que não esclareceu de onde colhera a "informação".
A "felicidade" da esquerdallha tupiniquim com a notícia vinda da importantíssima rádio da Suiça resultou em alvíssaras e em manchetes avassaladoras do tipo: RESGATE FOI PAGO; foi pautada em todo os telejornais de ontem, nos jornais de hoje e outras do mesmo tipo. Do jeito que a "notícia" chegou, foi repassada, de imediato, sem crítica...
Vcs, em 2 minutos de pesquisa, podem constatar o sucesso que a notícia provocou, no Brasil em especial. Estava salva a face: O Uribe é mentiroso, o Exército colombiano não fez nada, os americanos e israelenses ... blá, blá, blá... E viva a esquerdalha! O "Eu sabia que era tudo armação..." pululla nos BLogs por aí...
Voltando ao Dr.Google, sobre o tal pagamento há cerca de 3.000 ocorrências...É, três mil.
Imediatamente o governo colombiano reagiu negando a informação da "grande" emissora suiça. Reiteradamente o EUA e a França negaram o fato. O Cmt das FA colombianas, dando um arremate em tudo que falou o Min da Defesa e outros disse mais ou menos isso: Dou minha palavra de honra, como militar e comandante, que não houve pagamento de resgate. Sim, negaram, mas... Nossos "periodistas" deixam no ar a dúvida, em lugar de dar informação.
Toda estrutura de comunicação internacional, aí incluídas redes de notícias, agências etc. fora "derrotadas" pela rádio da Suiça. Ohhhhh!
Diante dessa algaravia provocada por UMA rádio da Suiça, na contramão de tudo que foi noticiado pergunto: vcs acreditam em coincidência?
Abram o olho... Estamos sendo enganados há muito tempo...


Have a nice day! Cheers! GD./BYE

sábado, 5 de julho de 2008

VOCÊS ESTÃO LIVRES

MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
5/7/2008

2 de julho de 2008. Data marcante para Ingrid Betancourt, libertada depois de ter estado seis anos e cinco meses como prisioneira dos narcoguerrilheiros das Farc. Ela e mais quatorze pessoas, entre as quais três norte-americanos, Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes, ouviram no vôo que os conduzia para a liberdade a frase salvadora: “Somos do Exército nacional e vocês estão livres”.
O resgate foi descrito pela imprensa mundial como cinematográfico e impecável, e a própria Ingrid afirmou numa emissora de rádio: “nos resgataram com grandeza”. “A ação mostra que podemos alcançar a paz se confiarmos em nossas Forças Armadas”. Ela desmentirá depois a versão capciosa de uma rádio suíça que, tentando achincalhar o estrondoso êxito do presidente Álvaro Uribe, noticiou que tudo não passara de uma farsa porque os guerrilheiros tinham recebido dinheiro para libertar os reféns.
Esta desinformação e outras mais revelam a inconformidade de alguns diante da vitória do presidente colombiano, que prometera acabar com as Farc e está cumprindo sua promessa. Já deixaram esse mundo os principais líderes do movimento facinoroso, moedas de troca como Ingrid Betancourt e os norte-americanos estão livres, o bando está consideravelmente diminuído. É certo que centenas de reféns ainda padecem nas garras dos terroristas, mas estes estão enfraquecidos.
Os grandes perdedores no episódio do resgate foram o venezuelano Hugo Chávez, o equatoriano Rafael Correa, as esquerdas latino-americanas e, porque não, o Brasil com sua política externa dúbia. Inclusive, Lula da Silva se negou a declarar as Farc como terroristas. Afinal, aos companheiros do Foro de São Paulo tudo é permitido, tudo é perdoado em nome da causa: Assassinatos, torturas, seqüestros.
Espertamente Chávez, que chamara Uribe, entre outras coisas de “assassino” e “narcoparamilitar”, e que ameaçara invadir a Colômbia, agora chama o presidente colombiano de “irmão”. Coisa de metamorfose ambulante. Também o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que felicitou Uribe, parece querer atrair para si os louros do resgate. Ingrid reforçou essa idéia dizendo que sua ida à França foi um gesto de gratidão para quem mais lhe ajudou a deixar o cativeiro. Ela não mencionou Uribe e não lembrou que antes de Sarkozy o ex-presidente, Jacques Chirac, propôs negociação diplomática para sua libertação, assim como o chanceler Dominique Villepin.
Villepin foi o autor da idéia de enviar um avião com soldados, médicos e diplomatas que, sem consultar Brasília e Bogotá, pousaria em Manaus. O plano era retirar Ingrid da selva e levá-la sã e salva para Paris no dito avião. O romântico e mirabolante plano aconteceu, mas, como era de se esperar, fracassou.
Ressalve-se que o Exército Colombiano, que segundo foi noticiado, recebeu treinamento norte-americano e israelense, portanto o melhor do mundo se saiu brilhantemente e sem o lance rocambolesco do francês. Venceu o recurso militar e não o diplomático. Venceu a estratégia competente de Uribe que era malvisto em Paris, segundo Gilles Lapouge (O Estado de S. Paulo, 04/07/2008), como “um político cínico, cruel e indiferente, a soldo dos americanos”. Os franceses se esqueceram de que, se não fossem os norte-americanos teriam sido subjugados por Hitler.
Quanto a Ingrid, que apareceu bem disposta, com aparência saudável, pele impecável, muitos quilos mais gorda do que sua figura na foto que correu mundo e provocou comiseração, se hoje é considerada de forma quase unânime uma heroína, começa a suscitar críticas.
Um dos críticos é o etnólogo André-Marcel d’Ans citado por Lapouge: “Disse d’Ans, que Ingrid é uma mulher bem nascida numa dessas famílias colombianas em que se respira dinheiro e política”. “Seu pai foi diretor adjunto da Unesco em Paris”, ‘o que valeu a Ingrid longos anos de opulência em residências suntuosas e, para os filhos, estudos em francês nos estabelecimentos freqüentados pelo jet set’. ‘Era só a boa vida’. “De repente larga tudo, marido e filhos e parte em socorro de sua Pátria mártir”. ‘Ela mergulha na política na forma de uma esquerdista dândi, disposta a bater no peito, num gesto de mea culpa, desde que o peito não fosse o dela’. Torna-se uma perfeita chata, acabando com as reservas de paciência de alguns e de condescendência de outros’.
Ingrid se declarou inclinada a voltar novamente à política como candidata à presidência da República, apesar de ter dito depois que, se o povo quisesse não veria nada de mal numa candidatura de Uribe a um terceiro mandato. Algo no meu entender que, apesar da importância do admirável presidente colombiano seria lamentável do ponto de vista da democracia. Inclusive, se tal fato vier a ocorrer em muito ajudará a consolidar a mesma idéia desastrosa do PT em relação a Lula da Silva.
Para o escritor colombiano Fernando Vallejo, apesar das idas e vindas da política, nada muda de forma essencial na América Latina. Conforme Vallejo: “Toda classe política na América Latina só pensa em seus próprios interesses, quando não está claramente envolvida com o crime e a corrupção”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, escritora e professora.
mlucia@sercomtel.com.br

O fantasma, digo, os fantasmas, da IV Frota -

BBC Mundo - 1º/VII/2008
Este 1 de julio la Cuarta Flota se reactiva, casi seis décadas después de que dejara de funcionar al
desaparecer la amenaza de eje nazi fascista que justificó su creación en 1943. En 1950 el grupo se fundió
con la Segunda Flota.
Ahora reaparece y muchos se preguntan el por qué. Algunos no tienen dudas al responder: para controlar a Venezuela, principalmente.

Pero también a Bolivia, Nicaragua y otros países de la región con gobiernos identificados como izquierdistas y potencialmente "incómodos" para Washington.

En EE.UU. se asegura que es un ajuste operacional sin intenciones agresivas para mejorar la capacidad operativa en el combate al narcotráfico, manejo de desastres naturales y trabajos de cooperación.

"No tenemos miedo"

Esas explicaciones no han convencido en la mayor parte de América Latina.

El anuncio no ha caído bien porque recuerda a muchos los tiempos del intervencionismo militar directo estadounidense.

Incluso quienes no profesan posiciones "antiimperialistas" a ultranza reconocen que es una señal preocupante.

En Cuba, Fidel Castro aseguró en uno de sus editoriales que la Flota sirve "para sembrar el terror y la muerte, pero no para combatir el terrorismo y las actividades ilícitas".

El presidente de Bolivia, Evo Morales, calificó como la Cuarta Flota "de intervención" al grupo reactivado y afirmó que será un mecanismo de agresión.

Tampoco gustó en Brasil ni Argentina, países que dejaron claro que manifestarán su inconformidad oficialmente ante Washington.

Y en el país que es el supuesto destinatario del "gesto" estadounidense, Venezuela, el presidente Hugo Chávez aseguró estar tranquilo.

"Nos amenazan con la cuarta flota. No les tenemos miedo".

La revolución en la mira

Sin embargo en el análisis de muchos, Chávez y su revolución bolivariana son la razón del regreso de la Cuarta Flota.

Yo no sé contra quién van a luchar esos portaviones. Aquí no hay enemigos contra ellos
Teniente Coronel Héctor Herrera Jiménez

"El imperialismo estadounidense está exponiendo su forma de hacer política exterior, usando la Fuerza Armada, lejos del diálogo" aseguró a BBC Mundo el Teniente Coronel Héctor Herrera Jiménez, presidente del Frente Cívico Militar Bolivariano, una organización integrada por militares en retiro alineados con el proyecto "chavista".

Para Herrera "no se trata de nada bueno, nada amistoso" pero afirma que desde el Sur del continente no existe una amenaza que justifique la reactivación del grupo.

"No hay razón (...) excepto amedrentar acorralar y hacer una demostración de fuerza innecesaria", afirma Herrera, para quien "Estados Unidos está haciendo guerras de sombras, con ellos mismos".

"Yo no sé contra quién van a luchar esos portaviones. Aquí no hay enemigos contra ellos", aseguró Herrera, a la vez que niega que lo que define como los "gobiernos progresistas" de la región sean una amenaza para los intereses estadounidenses.

Ajuste operacional

"El que no la debe no la teme", dijo a BBC Mundo el Vicealmirante Rafael Huizi Clavier, presidente del Frente Institucional Militar, organización integrada por oficiales retirados opuestos a la llamada revolución bolivariana.

"Como militar yo no tendría por qué preocuparme. Ahora si yo ataco a Estados Unidos, lo confronto y lo declaro enemigo podría pensarse de otra manera. En la nueva doctrina militar bolivariana el enemigo declarado de la revolución es los EEUU".

Sin embargo Huizi no considera "que sea una provocación, pudiera ser un toque de alerta", aunque reconoce que "en el fondo hay un mensaje a Chávez".

"Algo debe estar viendo los EEUU que llevó a reactivar esta flota (...) Está el tema de la guerrilla, los vínculos entre el gobierno de Venezuela, y otros gobiernos con las FARC. O el tema de las relaciones con Irán" enumeró Huizi.

Pero para Huzi existe una razón operativa fundamental que lleva a la reactivación de la Cuarta Flota en aguas suramericanas: la pérdida de presencia militar estadounidense en el sur del continente.

En los últimos años, cada vez menos países acceden a participar en maniobras militares conjuntas con EE.UU. o enviar oficiales a capacitarse en academias del norte, lo que, según Huizi, resta capacidad operativa e influencia a los militares estadounidenses en la región.

Esquema disuasivo

Desde el Comando Sur, que dirige las fuerzas militares estadounidenses en América Latina, se afirma que la Cuarta Flota no tendrá naves asignadas y que sólo se sumarán 30 puestos al grupo de 120 personas que conforman el equipo del puerto de Mayport, donde estará basada.

Los portavoces militares estadounidenses subrayan que la reactivación de la flota no implica un cambio de estrategia que signifique una amenaza para nadie en la región.

Muchos creen que Chávez y su revolución bolivariana son el motivo del regreso de la Cuarta Flota.

"No es una amenaza militar pero si es un esquema disuasivo" aseguró a BBC Mundo la analista en temas militares Rocío San Miguel.

San Miguel afirmó que no necesariamente ese esquema implica escenarios conflictivos porque "la disuasión puede significar simplemente una exhibición de fuerza, un mensaje que quiera darse".

Asegura que el sistema de relaciones interamericanas hace difícil que se produzcan aventuras militares unilaterales como las que ha realizado EE.UU. en otras partes del mundo.

Pero reconoce que "hay un mensaje de contenido geopolítico en el marco de un reordenamiento en el hemisferio americano".

"El Mar Caribe está adquiriendo dimensiones particulares desde el punto de vista del narcotráfico y además con las diferencias entre Colombia y Venezuela", explicó San Miguel recordando la reciente crisis militar que puso a Venezuela al borde de un choque con Colombia, el principal aliado estadounidense en el continente.

Nada es garantía

La Cuarta Flota podría servir para advertir a posibles enemigos tanto como para tranquilizar a los aliados en un momento de necesidad.

Por eso Rocío San Miguel afirmó que "el estado venezolano tendría que valorar si está comprometido el territorio, la población o el sistema político por el emplazamiento de la flota" para determinar si ese "mensaje geopolítico" es potencialmente agresivo.

En todo caso San Miguel afirma que "la capacidad de intervención estadounidense no requiere de la presencia de la IV Flota para materializarse en una hipótesis de conflicto".

Y la historia respalda su apreciación porque en el último medio siglo no ha hecho falta la Cuarta Flota para que EEUU realizara intervenciones militares en la región.

No hizo falta para las intervenciones producidas antes de la Segunda Guerra Mundial, y no hizo falta despúes: en 1968, con la invasión de República Dominicana; en 1983, para la invasión de Granada; o en 1989 cuando fue invadido Panamá.

Así que si la reaparición de la Cuarta Flota no debe entenderse necesariamente como una amenaza, su ausencia demostró no ser garantía suficiente para América Latina.--

GD./BYE


Para

La pesadilla del secuestro.....

La pesadilla del secuestro termina para Ingrid y otros 14 rehenes de las FARC

Bogotá, 2 jul (EFE).- El prolongado secuestro de Ingrid Betancourt, tres estadounidenses y once policías y militares que pasaron años en manos de la guerrilla de las FARC terminó hoy con una cinematográfica operación de rescate en la que fueron liberados por el Ejército colombiano sin disparar un solo tiro.
La "Operación Jaque", puesta en marcha por el Ejército después infiltrar a la cúpula de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), culminó poco después del mediodía de hoy con el rescate del grupo de quince cautivos.
Betancourt, los estadounidenses Thomas Howes, Keith Stansell y Marc Gonsalves, así como once policías y militares, algunos de los cuales llevaban más de diez años en poder de las FARC, fueron recogidos en un helicóptero en una remota localidad entre los departamentos selváticos de Guaviare y Vaupés (sureste), y trasladados luego a una base militar.
Betancourt había sido secuestrada por las FARC en febrero de 2002, mientras que los tres estadounidenses cayeron cautivos en marzo del año siguiente.
La noticia que durante años esperaron los colombianos y la comunidad internacional la dio en Bogotá el ministro de Defensa, Juan Manuel Santos, quien destacó de entrada que los liberados están "sanos y salvos".
"Esta operación que se denominó 'Jaque' no tiene precedentes y deja muy en alto la calidad y el profesionalismo de las fuerzas militares colombianas", señaló.
El ministro destacó que en la operación "se logró infiltrar la primera cuadrilla de las FARC", que durante los últimos años -dijo- había mantenido a numerosos secuestrados en su poder, repartidos en tres grupos.
Según Santos, los militares infiltrados convencieron al "Comandante César", encargado de la custodia de los cautivos, de reunirlos en un grupo para trasladarlos a un lugar donde quedarían a órdenes de alias "Alfonso Cano".
"Cano" asumió hace sólo unos meses la jefatura de las FARC en reemplazo de su fundador, Pedro Antonio Marín, alias "Manuel Marulanda" o "Tirofijo", muerto en marzo pasado, al parecer de causas naturales.

El "Comandante César" y otro rebelde aceptaron viajar en el helicóptero que llevaría a los rehenes hasta donde "Cano", y una vez en el aire, la tripulación anunció que en realidad eran militares y arrestaron a los dos guerrilleros.
La aeronave hizo una escala en San José del Guaviare, capital del departamento del Guaviare, desde donde -según fuentes militares- partió hacia la base aérea de Tolemaida, a 190 kilómetros de Bogotá, pero posteriormente se informó que su destino final sería la base militar de Catam, en la capital colombiana.

El rescate de los quince cautivos, que formaban parte del grupo de 40 políticos,
extranjeros, militares y policías que las FARC pretendían canjear por unos 500 rebeldes presos, fue recibido con júbilo en el país y el exterior.

El presidente Álvaro Uribe, que se ha negado a negociar un canje de secuestrados por guerrilleros presos y ha porfiado con la posibilidad del rescate militar, fue ovacionado hoy al llegar a un hospital infantil de Bogotá para reinaugurar ese centro asistencial.

Según el titular de Defensa, él y Uribe recibirán a los recién liberados,
y el mandatario tiene previsto dirigirse al país más tarde en cadena de radio y televisión.

Pese a que Uribe ha evitado hasta ahora comentarios sobre la "Operación Jaque", el ministro del Interior, Fabio Valencia Cossio, manifestó que el jefe de Estado dijo estar "muy contento" por el rescate, que demuestra la efectividad de su política de seguridad democrática.
Además de Betancourt, Howes, Stansell y Gonsalves, fueron rescatados los militares Juan Carlos Bermeo, Raimundo Malagón, Erasmo Romero, José Ricardo Marulanda, William Pérez, José Miguel Arteaga y Armando Flórez, así como los policías Vaney Rodríguez, Jairo Durán, Julio Buitrago y Armando Castellanos.
Del grupo de rescatados, el sargento Marulanda es uno de los que más tiempo pasó en cautiverio, pues fue secuestrado por las FARC el 3 de marzo de 1998 en un ataque a una base militar del sur del país y tardó una década en recuperar la libertad.

Fonte: GD./BYE

Comentário:
Cinematográfica Operación... - EFE - 2/VII/2008




Pois é, né?
É tão bom ver um país que tem comandante-em-chefe!
Imagino a cara do Huguito e da múmia Fidel...
Baita operação. Melhor do que a do 11 de setembro, da Al Qaeda, onde o sucesso foi de 75%. Melhor do que a de Entebe; melhor do que a do Peru, no caso da Embaixada do Japão. Essa do Exército da Colômbia teve 100% graças a firmeza do Uribe que aguentou pressões de todo lado e os costumeiros xingamentos da esquerdalha. Fibra de Comandante.
Desde meus tempos de arapongagem sou admirador do Uribe, cujo perfil não tem nada a ver com o restante dessa vizinhança atrasada e deletéria que "metasteseou" a política na tal de "sulamérica" por meio de processos eleitorais anacrônicos e rastaqueras que geram candidatos idem....
O reultado é a proliferação de ratos em todos os níveis da "desadministração" pública.
Dessa raça que aí está, considero que Tabaré Vasquez é o único "mahomeno" recuperável, com ressalvas. O Uruguai é pequeno e tem saída de emergência para a política, a economia, etc. A saída é apertada, mas tem horizonte visível SE o país seguir sua vocação econômica - agropecuária e finanças - entendendo sua circunstância e gerenciado de acordo, isto é, afastando a esquerdalha do processo de tomada de decisão.
O Chile, com tradição específica e "vacinado contra rubéola" pelo Pinochet, tem trajetória própria, apesar de a Bachelet ser de esquerda, sem pertencer a esquerdalha, todavia.
O restante vai ser atrasado as long as existam lullas, chavez, morales, correas e produtos afins para governar. Enquanto o povo for de gelecas (povão) com bananas (zelítes, i.é. nóis)... Isso, em minha opinião, vai demorar. Muiiiiito!
Por exemplo: dá para entender o que se passa no RS? Um vice-governador, aliado(?), "lançador de torpedos" contra a chefa? E a tal da Manuela, do PCdoB, liderando pesquisas para a prefeitura sob o critério, acho, de bunda e cara? Gaúchos? Weird shit...
Se lá, onde se diz que o povo é politizado é assim, no restante do país, enorme "tupiniquinódromo", então...
O Brasil é um milagre sócio-político. Funciona graças a uma parte da população que "meio ignora" Brasíla e vai tocando o barco... Funciona graças ao paradoxo da irresponsabidade-responsável, coisa nossa. Funciona... nem Deus explica com certa lógica.
Resta ver, hoje, nossa "imprensa livre" noticiar a libertação da Ingrid, chamando as FARC, de "Terroristas". Para nossos ilustres jornalistas o grupo era sempre "rebelde", "guerrilha", etc. Uribe era intransigente, lacaio dos EUA e por aí vai. De repente, não mais que de repente: ohhhhhh!
Políticos deitaram falação. O Mercadante, do PT - ohhhh! - chegou a falar que seqüestro é uma arma inadimissível (ou coisa que o vallha). Gostaria de ouvir a opinião do Franklin, do Vanucchi, da Stela, I mean, da Dilma e de outros quadrilheiros que pulullam por aí...
Na entrevista do Amorim o MAG - nosso condestável Richelieu, ou melhor, pobrelieu - foi surpreendido fugindo da câmera. Seus amigos das FARC e do Foro de São Paulo estavam em apuros... O quê diria/dirá ele,na medida em que as "FARC não são, nem nunca foram terroristas"?
De qualquer modo quem mais gostou da libertação da Ingrid foi a torcida tricolina. Seu maracanazo ficou em quinto plano. Apesar de terem se deliciado com a queda do Mengão para o América do México, orgasmos intensos e múltiplos até ontem, não souberam tirar lições da história, nem da religião, qualquer uma...
A principal delas diz que DEFUNTO MUITO ENCOMENDADO VAI PARA O INFERNO!
Foi ... Boa viadagem, I mean, BOA VIAGEM!
Y-Ramo-Qui- Ramo!!!!
Cheers! GD./BYE


DIREITO DOS NEGROS

Considerações de quem conhece o assunto - Recebido por email

Na década de 70, quando eu era professor da PUC-RJ, lançaram um movimento para criar cotas para os negros, que se estendia a outras universidades, onde a esquerda comandava. Achei que era bobagem, e que aquilo não progrediria.
Mas tarde, surgiram os movimentos quilombolas, que defendiam a desapropriação de terras que tivessem sido quilombos. Parecia também difícil de acreditar que surtisse resultado.
Hoje se constata, que sob o domínio petista, que instiga divisões e conflitos entre classes e entre raças, os movimentos negros estão conseguindo o que pleiteavam.
Ontem, por acaso, eu assisti, na REDE TV, um debate sobre uma nova pretensão dos negros. Exigem eles, ainda que pareça incrível, uma indenização de R$1 milhão para cada negro, ou afro descendente, como eles se intitulam. O surpreendente é que, do lado contrário, se situava o cantor deputado Agnaldo Timóteo, segundo o qual o que faltava aos negros era a disposição de ir à luta, como ele fizera.
Durante o debate, a Gimenez declarou, com bastante oportunidade, que todos nós somos descendentes de imigrantes, e ela próprio o era de libaneses. Deveria se intitular como libano-descendente, e não como brasileira? E o Agnaldo completou, afirmando que o rótulo de afro-descendente era uma tremenda besteira, porque a África é um vasto continente, com centenas de etnias diversas, que incluíam povos brancos, até árabes, além de diversos tipos diversos de diferentes raças, e não apenas negros.
Mas a ativista negra, petista doente, insistia, sem se curvar a qualquer argumento, afirmando que não desistiriam de receber uma indenização, cujo valor concordariam até em discutir.
Portanto, meus amigos, se preparem, que com o PT no governo, pode vir mais chumbo pela frente, porque no Brasil não se respeita a igualdade de direitos entre pessoas. Portanto, além das cotas raciais e a desapropriação de terras de pseudos quilombos, existem pretensões muito mais sérias.
Pedro Paulo

sexta-feira, 4 de julho de 2008

FIGURAS DA REPÚBLICA

27-06-2008

Franklin Martins, o pequeno (Comunicação Social) – Homônimo de Benjamin Franklin, o grande estadista americano, que redigiu junto com Jefferson e Adams a Declaração da Independência, foi plenipotenciário de seu País na França, pesquisador científico e o inventor do pára-raios. O ministro de Lula, Franklin, o pequeno, só tem em comum com o homônimo americano o fato de implantar pára-raios no Planalto para absorver as descargas da imprensa livre. Comete o pior engano que um político ou um jornalista podem cometer: pensar que o povo brasileiro é bobo, ( só porque elegeu Lula duas vezes?).

Guido Mantega, o sem-sal (Fazenda) – Dá impressão de amadorismo, suas falas não convencem nem os entendidos nem os leigos. Impossível ouvi-lo por mais de um minuto. E tome rotacismo (“O Brrasil serrá grrande potência...), nada que uma boa fonoaudióloga não possa corrigir.


Luis Dulci, o pombinho (Secretaria Geral da Presidência) – Uma figurinha difícil. Escapista profissional, nas entrevistas e nos debates escorrega como peixe ensaboado. Nas missas do PT (reuniões, congressos) é ele que distribui os santinhos, com seu perfil de congregado mariano. Mas, cuidado, parece um pombinho, mas é um falcãozinho.


Walfrido dos Mares Guia, o “avis rara” (Relações Institucionais) _ A estranheza começa na extravagância do nome. Walfrido é nome de origem germânica. Nada mau para um caboclo mineiro. Dos Mares? Minas não tem mar. Guia? Pode ser, tem faro para muitas coisas. Empresário riquíssimo, fundador do Grupo Pitágoras, rede de ensino com 595 colégios, seis no Japão, e nove Faculdades. Tem fama de vender geladeira para esquimó e dar nó em fumaça. Veste-se com elegância clássica que trai seu formalismo de experiente cortesão. Hábil com números, seu intento é substituir o boquirrotismo retórico do meio político, pelo cálculo aritmético. Só não diz que é mais fácil esconder as coisas erradas sob os números do que sob as palavras.


Tarso Genro, o mandarim frustrado (Justiça) – Este moço loiro de Porto Alegre é movido a vaidade intelectual. Politicamente ingênuo, sem o maquiavelismo nem a malícia jurídica do antecessor, Márcio Thomaz Bastos, quando da escalada de escândalos atingindo o PT, propôs, solenemente, a “refundação” do partido. Pregou no deserto. Seus correligionários não lhe deram ouvidos e viraram-lhe as costas. Falcão do PT, mas de bico rachado.


Romero Jucá, o ilusionista (líder do governo no Congresso) – Jucá é uma raposa de La Fontaine. Artesão dos conchavos de bastidores, quando abre a boca para falar, é mestre na arte de usar as palavras para encobrir o pensamento. Tem resposta para tudo e dá a impressão de absoluta sinceridade nas suas intervenções oblíquas. Um ilusionista de feira nordestina ou nortista.


Ideli Salvatti, a carente (líder de Lula no Senado) – Totalmente carente de simpatia e de sedução, quando toma a palavra, com os olhos esbugalhados e nervos crispados, é um salve-se quem puder. Se fosse delegada de polícia, até Fernandinho Beira-Mar lhe daria o serviço completo. Sua retórica, do tipo obsessivo e agressivo, é vazia e sem o menor brilho.


Dilma Roussef, a gerentona (Casa Civil) – A ministra Dilma, ex-guerrilheira, amiga pessoal de José Dirceu, é a “russa” do governo. Personalidade desafiante, trabalha a todo vapor. Workaholic. Ambiciosa, autoritária, concentradora, sem um pingo de diplomacia. Por mais que se diga “anfíbia”, meio-técnica, meio-política, sua cabeça é blindadamente técnica, de feitio administrativo–tratorista.


Celso Amorim, o arrepiado (Relações Exteriores) – Amorim vive com os cabelos em pé, e não é para menos. Pressionado entre Lula, Chávez, Morales e Bush, apela para a linha de menor resistência. Não se inspira num plano integrado de política exterior.


Renan Calheiros, o “inucente” – Renan vive repetindo: “eu sou INUCENTE”, e o pior é que ele pode acreditar nisso. Vende a alma ao diabo e considera-se inocente. Artista da vitimização, seu caradurismo não tem limites. Mas aquele riso fixo e forçado do presidente do Senado é um pavoroso ricto cadavérico. “Vendo-me caro. Paguem meu preço e sairei da presidência.”


José Sarney, o “poeta feliz”– E agora eu lhe pergunto, senador: qual é a sua? Misto de humanista e oligarca, coronel e acadêmico, ex-presidente da República, ex-quase tudo, como é que o senhor se define debaixo de suas maneiras impecáveis e de seus escritos tão amenos? Suas crônicas na imprensa destilam o conto do politicamente correto. Mas que tipo de ser humano subsiste sob a máscara diplomática de embaixador da boa vontade e da conciliação? O senhor mostra transparência só para esconder sua opacidade e seus pontos obscuros, beirando o farisaísmo. Sua bagagem humanista, sua vocação de conciliador não conseguem disfarçar sua natureza mais autêntica, a de um camaleão da política, um comediante do poder que se julga acima do bem e do mal, e que assim passará à História. O senhor é um homem culto e quase tão inteligente quanto FHC. Poderia ter empregado suas qualidades para melhorar nosso País e o seu Maranhão (“um deserto de miseráveis”, segundo Jabor). Em uma de suas residências o senhor gravou a inscrição: “Esta é a casa de um poeta feliz.” Dante foi feliz? Camões? Baudelaire foi feliz? Por acaso, Fernando Pessoa ou Drummond? O poeta vive em luta com seu destino, dela extrai a gema de sua poesia, e não tem tempo de ser feliz. O “poeta feliz” só pode ser um poeta menor.


Gilberto de Mello Kujawski, escritor e jornalista.


COMENTÁRIO: Consta que por causa desse texto, o jornalista Gilberto Melo Kujawski foi demitido do Estadão. Sinceramente, o texto é bem humorado, mas nada que não se saiba a respeito das figuras mórbidas que ele descreveu com tanta propriedade. Vamos fazer o texto andar, para que todos saibam mais de perto quem são as figuras pífias da republiqueta.
Navegação Programada

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lição de anatomia

02/07/2008 | 00:00


Lula defendeu mais uma vez o etanol, na cúpula do Mercosul, dizendo que “não trocará seu estômago por combustível”.

É fígado, presidente.

Do blog do claudiohumberto

Insensatez e Amazônia

por Armando Soares (*)

Barbara W. Tuchman diz com muita propriedade em seu livro que o repúdio da razão é a primeira característica da insensatez.

No seio do governo brasileiro, quando se trata da Amazônia, a razão foi substituída pela insensatez e pela irresponsabilidade quando se usa a região e 21 milhões de pessoas como cobaias de uma experiência de troca de modelo econômico, decisão que pode inviabilizar a vida de várias gerações.

O pensamento racional lembra Tuchman, claramente aconselhava os troianos a suspeitar de um ardil quando acordaram verificando que todo o exercito grego desaparecera, deixando apenas estranho e monstruoso prodígio à frente das muralhas da cidade. O procedimento racional esclarece a escritora, deveria ter sido ao menos, examinar o cavalo em busca de inimigos, tal como foram veementemente aconselhados, lamentavelmente essa alternativa esteve presente e bem viável, mas foi posta de lado em favor da autodestruição.

Esse fato histórico do presente grego inusitado do cavalo que agasalhou o exército invasor levado hoje para a Amazônia é representado pelas ONGs, presente de nossos inimigos - os EUA e principalmente a União Européia - que querem e usam de todos os meios para concretizar o domínio econômico e territorial da região, células que se apresentam com a capa de defensores do meio ambiente, mas que na realidade encarnam os exércitos modernos, que não usam armas, tanques e aviões bombardeios, mas a sutiliza, a inteligência, uma engenharia de ocupação extraordinária, a ponto de, via uma rede de informação eficiente, para convencer governos e ministros que querem o bem da Amazônia e dos nossos índios, desafiando e menosprezando nossa inteligência e a advertência de George Washington, presidente americano, quando em momento brilhante advertiu: "Deveis ter sempre em vista que é loucura esperar de uma Nação favores desinteressados de outra e que tudo quanto uma Nação recebe como favor terá de pagar, mais tarde, com uma parte de sua independência. Não pode haver maior erro do que esperar favores reais de uma Nação a outra."

Brasileiros, particularmente os do sul e sudeste, acostumados a considerar a Amazônia como "fundo do quintal do Brasil", preocupados mais com seus negócios, divorciados do sentimento de brasilidade, anestesiados por uma mídia mercantilista que só enxerga o vil metal, e lamentavelmente por amazônidas que não aprenderam a lição da história, quando a Amazônia foi perversamente estagnada por um governo elitista que trocou café por borracha, ainda não examinaram como deviam o presente grego moderno – as ONGs – permitindo assim que a liberdade e a soberania fosse autodestruída, talvez imaginando que do engessamento territorial e econômico da região Amazônia, nasça, por um passe de mágica, um espetacular desenvolvimento, ou, o que seria pior, consideram, por estarem com suas renda garantida, que a Amazônia deve continuar como laboratório de experiências, região de saque e sob a tutela de estrangeiros, que através da pirataria histórica conseguiram o desenvolvimento, a prosperidade e do domínio do mercado.

Em recente evento promovido pelo Museu Emílio Goeldi, o moderador, pertencente aos quadros da instituição, de quando do debate sobre desmatamento e modelo econômico, na tentativa de justificar o injustificável, a proposta da substituição do modelo de mercado cartesiano pelo modelo de desenvolvimento sustentável, desconhecido no mundo, confirmou a ausência do modelo no mundo rico e pobre, mas afirmou com a cara mais cínica que a Amazônia pode provar ao resto do mundo a eficiência do modelo criado por Maurice Strong, o gerente da governança global, com objetivo de conter qualquer tentativa de desenvolver a região. Fica claro e confirmado, pela atitude do representante ambientalista do Museu Goeldi que a região amazônica é laboratório de uma experiência única no mundo, que vai utilizar como cobaias 21 milhões de pessoas, sem conhecer das conseqüências desse ato irresponsável. O insucesso dessa experiência, o que é mais provável, além de destruir a economia amazônica, como já vem acontecendo, deixará como herança a estagnação e milhões de indigentes.

Fazer experiências com insetos, cobras, macacos, morcegos ou pequenos animais é uma coisa, mas fazer experiências com 21 milhões de pessoas é no mínimo irracionalidade criminosa e, em caso de insucesso, pois não há nenhuma garantia que venha a dar certo, os mentores da idéia e as ONGs irão imediatamente desaparecer da Amazônia, como fazem os ratos quando o barco começa a afundar.

Está na hora do povo amazônico reagir com autoridade e responsabilidade e não aceitar o presente grego, sob pena de se autodestruir. Poder nas mãos de pessoas insensatas, despreparadas, sem grandeza, sem bússola e visão estadista, gera no tempo, sofrimento, pobreza e atraso econômico. É isto que queremos para a Amazônia e o Brasil?

(*) Economista e Diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará
asoares37@yahoo.com.br